The Black Angel

5 Capítulo 5: Festa parte 1 - Confusão.


Notas iniciais
Hey voltei... BEM - VINDOS LEITORES NOVOS! Deixem seus comentarios. Boa leitura!

P.O. V Clove

Estou dançando sensualmente junto com as meninas, vários caras passam e nos olham, alguns chegam e dançam conosco, mas eu já estou de olho em um dos irmãos Mellark, Cato. Porém é Finnick, que me olha devorando cada parte de meu corpo, me comendo com os olhos literalmente.

Estamos em uma boate, El Diablo, onde rola de tudo que se possa imaginar: Bebidas, sexo, drogas... É o lugar que eu e minhas irmãs frequentamos, apesar de ser considerado barra pesada por muitos.

Estou dançando e bebendo loucamente, hoje quero extravasar, é o melhor que se pode fazer nessa vida que me foi dada.

Enquanto danço sinto mãos em minha cintura, e o calor de um corpo atrás de mim. Virei-me lentamente e vejo Cato dançando comigo, dançamos em um ritmo que nossos corpos se tocavam e o calor emanava em um ritmo sensual, tudo misturado com o cheiro de álcool do local. A musica para e vou para o canto onde Madge e os outros estão.

Bebo mais um pouco, então é chegada a hora da festa começar de verdade. Um garoto, que normalmente anuncia as bandas e DJs que tocam ali, sobe ao palco e convida as garotas corajosas da festa, a irem dançar lá, sem pensar muito, eu minhas irmãs subimos ao palco, eu e Glimmer com garrafas de Vodca em mãos.

A musica começa, e eu e as meninas rebolamos, fazemos uma coreografia sensual que já sabemos de cor. De costas umas para as outras, bebemos às vezes, e em comemoração, gritos, assovios, aplausos...

A musica acaba, e voltamos para a pista, muitos meninos a nossa volta, danço um longo período e vejo um garoto vir por trás de mim, viro-me e começamos a dançar, não muito tempo depois estamos nos beijando, nada fora do normal... Quando me canso da musica e da pegação, sento-me a mesa junto com Gloss que está lá bebendo.

– Hey Clovinha cansou?

– Nunca batom, estou só dando um tempo.

– Não achou sua presa ainda? – Ele ri.

– Digamos que ele não mordeu a isca ainda. — Pisco de volta. Começamos a rir juntos. Madge chega e chama Gloss para a pista de dança, eu continuo lá bebendo ate Cato vir falar comigo:

– E ai Clove, cansada?

– Que nada, à noite está apenas começando, e você Cato? Cansado?

– Nunca.

Começamos a rir novamente parece que o alcool está fazendo efeito afinal. Ele vai para a pista de dança, e começa a dançar com todos, tira a camisa, e me lança um olhar sedutor, mordo o lábio inferior, é Cato, você pediu, não se arrependa. Gloss, que já está lá percebe o que está acontecendo e faz uma mimica como quem diz que o peixe fisgou a isca, eu sorrio e vou em direção a Cato, dizendo que o peixe não só mordeu a isca, como já a engoliu inteira.

P.O. V Cato

Clove vem em minha direção, e começa dançar comigo, passando as mãos pela minha barriga.

– Você está me provocando Clove... – Sussurro em seu ouvido, não que eu não esteja gostando, é claro que estou, mas bem... Temos que fazer um doce né...

– Você me provocou primeiro... – Ela sussurra de volta, e puta merda, me arrepiou todo. — Arrepiado Cato? — Sorrio, e a puxo pela cintura, ela se vira e me beija. é um beijo tão suave e carregado de energia ao mesmo tempo, sinto um arrepio e então meu corpo parece dormente. Essa menina parece morfina. – Sabe Cato... Acho que não vai ter ninguém no meu carro... – Ela sussurra em meu ouvido.

– Então, o que estamos fazendo aqui mesmo?

Saímos da boate em direção ao carro de Clove, ela abre ele e eu entro, ela se senta em meu colo e começamos a nos beijar novamente.

– Você esta brincando com o fogo... – Digo olhando para ela.

– Foda-se! — Ela sorri e depois diz com malicia — Eu queiro me queimar.

Recomeçamos o beijo, as coisas estão fervendo eu diria, já estou sem minha camisa, e Clove sem sua blusa, além de sua saia já estar bem alta. Subo minha mão por suas costas à procura de seu sutiã, mas paro ao encostar em uma grossa cicatriz. Um segundo depois, tudo se apaga e estou no breu total. Estou confuso, não estou mais no carro da Clove, e sim em uma catedral, no alto de uma catedral.

Uma silhueta passa por mim, tento a chamar, mas ela não me escuta, parece nem conseguir me ver. Sigo-a, em direção ao lado de fora, no alto, em um pilar de pedras um garoto, moreno, está sentado olhando a cidade abaixo, uma cidade muito antiga. Era formada por um vilarejo, casas de pedras brutas e cinzas, com a enorme catedral localizada no ponto mais alto. As ruas estavam desertas, e as estradas de chão batido com pedras, começavam a ficar escorregadias com a chuva que começava. O garoto então, puxa a conversa:

– Você veio. – Ele diz, e com os feixes de luz que os raios emitiam, consegui ver que ele sorria.

– Não tenho muito tempo, quero partir daqui logo. — A silhueta que passou por fica em silencio por alguns instantes e quando se pronuncia,um misto de choque e confusão me atinge. Descubro ser uma mulher, e estou mais chocado, por ser a voz de Clove que sai dessa mulher.

– Para onde você vai? – Ele pergunta.

– Não sei, para longe.

– Por quê? Você sabe que não precisa ir. – Ele volta a dizer quase suplicando. – Não foi sua culpa o que aconteceu a suas irmãs.

– Mas de qualquer modo está ligado a mim. Elas estão ligadas a mim.

– Por favor, fique comigo. – Ele parece chorar, mas sem lagrimas.

– Não posso, você sabe que não, você é muito puro.

– Puro? — Ele parece indignado – Eu estou aqui, não estou? Como posso ser puro? Ninguém que está aqui é puro.

– Você quis vir atrás de mim. Não foi por ter cometido algo. – Ela suspira. – Me desculpe.

Então ela se joga, seu corpo vai de encontro ao chão, trista metros abaixo e eu tento correr atrás e gritar, mas de repente abro os olhos e estou novamente no carro, ainda com as mãos nas costas de Clove.

– O que você viu? – Clove fala comigo, ou melhor, grita, me chacoalhando tentando me tirar do transe eu acho, mas estou muito confuso.

– O que? Como? Por que estou aqui? E como estive lá? – As perguntas só aumentam, mas que diabos acabou de acontecer aqui?

– Cato, olha para mim. – Clove puxa meu rosto de modo a encarrar os seus olhos, agora em um tom de verde muito vivo. – Você nunca esteve lá, você vai voltar para a festa, e esquecer tudo isso. Isso nunca aconteceu, entendeu?

Fico a olhando, não sei por que, mas tudo que aconteceu parece ficar distante, toda a noite começa a ficar. Minha cabeça fica pesada e meu corpo amolece. As palavras de Clove ecoam em minha cabeça... Esquecer, esquecer... Repetidas inúmeras vezes.

Isso não parece fazer sentido, mas ao mesmo tempo parece. Não sei porque, minha confusão só aumenta, enquanto as lembranças parecem que se vão. De repente estou de novo no breu, e quando volto, estou de novo a festa, sentado na cadeira com um copo de vodca na mão e uma tremenda dor de cabeça.

Notas finais
Aqui ta o link das roupas das meninas na festa:/>http://www.polyvore.com/festa/set?id=98294964 Lembrem de favoritar e comentar...Bjus