The Black Angel

24 Mudanças radicais


Notas iniciais
Eu nem ia postar o capítulo, mas certas Angelics encheram tanto o meu saco, que vou postar u_______________u

Abri meus olhos. O quarto estava mergulhado em sombras. Uma das poucas silhuetas que consegui ver era da porta, quase fechada. A luz penetrava no ambiente, refletindo na parede oposta. Meus olhos acompanhavam o feixe iluminado até seu ponto extremo, onde curiosamente, uma figura, um vulto ali estava recostado. Apertei os olhos para ver. Não obtive sucesso.

Achei que fosse meu irmão, mas podia sentir sua respiração muito próxima.

— Está acordada? – uma voz muito conhecida soou docemente pelos meus ouvidos.

— Ela talvez sim, mas eu não... Por que um babaca me acordou! – meu irmão se levantou. Por força do hábito, dei um tapa nas costas dele.

— Cala a boca, Henri!

— Ei! Eu te ajudei! Eu te dei apoio, sua chata!

— Henri, eu te amo, maninho. Mas seja educado...

Gerard riu.

— Não, eu o entendo...

— Então me entende o suficiente para me dar um carro?

— Não... – Meu anjo (?) riu.

— Chato – Henri resmungou. – E, aliás, meu caro lorde... POR QUAIS MOTIVOS O SENHOR ENTROU NO QUARTO DE UMA DAMA?

— Seu pai deixou.

— Então pode. Olha só, eu vou comer por que não almocei. E querido cunhado, que eu amo do fundo do meu coração... CUIDADO COM O QUE VOCÊ FAZ, HEIN? – Henri levantou da cama, indo em direção à porta. A luz do corredor invadiu meu quarto, iluminando a figura daquele jovem homem que eu amava, mesmo após descobrir que ele me ocultava coisas importantes. E eu sabia que, se ele me escondeu isso, ele poderia me esconder muitas outras coisas.

Gerard estava olhando para a porta. A pouca luz branca luz branca que iluminava o recinto, somado as sombras negras já presentes, criavam um efeito interessante em Gerard. Seu rosto angelical recebia a claridade, como se fosse uma presença celestial. O lado de trevas parecia querer roubar ou dissolver a luz, mas ele era uma ilha pacifica em meio a águas escuras. Sua expressão facial era de calma e tranquilidade.

Eu não me mexi. Apenas fiquei contemplando a beleza que era meu namorado. Acho que ganhei na loteria. Encontrei um cara bom, amável, respeitoso, carinhoso, bonito e o menos importante, rico. Talvez eu tenha sido dura demais com ele. Talvez. Por que ele também estava errado.

Ele estava manso... Dava inveja de tanta tranquilidade.

-Gerard? — o chamei; ele virou o rosto para mim, sorrindo.

-Sim?

- Me desculpa? Eu fui uma completa idiota, eu não estava bem...

- Não, meu amor... Eu estava errado. Mas seu pai pediu para eu não te contar...Para te proteger... — Ele se aproximou.

- Mas eu não quero ser protegida.

- Então quer que eu vá embora? — Ele se sentou na cama. Eu ainda estava deitada.

- Não... Mas eu não quero é deixar de saber as coisas...

- Sei... Agora vamos para a sala.

- Não... – Respondi manhosa, adoro fazer manha para ficar mais deitada.

- Vamos sim. Levanta.

- Não quero... – Fiz beicinho.

Ele me beijou.

- Vamos, agora. — ele partiu para cima de mim, me encarando perigosa e sensualmente. Prendeu meus pulsos contra a cama. Me encarou por alguns segundos até que decidiu beijar-me. Seus lábios prendiam os meus e parecia que não ia soltá-los tão cedo. Era deliciosa a sensação de seus beijos. Sua língua invadia minha boca com vontade, e, diga-se de passagem, desejo. Eu estou começando a me acostumar com os beijos dele. Afinal, ele não só me propôs em namoro como em casamento.

Mas o beijo foi interrompido quando ele pulou da cama, e me levantou.

- Agora você vai. –ele sorriu. Ah, malandro!

Apenas o fitei. Muito engraçadinho você, rapaz.

Desceu as escadas e me carregou com facilidade até a sala. Lá estava Liesel, tia Miriam, Frank, Mikey, sr. Fischer e Desirée. Meu irmão chegou com um sanduiche na mão, e quase cuspiu tudo na pobre garota quando me viu.

- Que putaria é essa na minha sala?! – Henri berrou. Não, berrar é apelido.

- E que linguajar chulo e vulgar é esse na minha sala?! – Meu pai rebateu.

Gerard me colocou no sofá e permaneceu em pé.

- E então, o que foi decidido?

- Frank irá morar durante um tempo na casa de Liesel. – Meu pai respondeu. – Telefonamos para seus amigos, farão rondas por aqui. Nunca se sabe. A polícia foi acionada e Helena e Henri ESTÃO PRO-I-BI-DOS DE SAIREM SOZINHOS.

- O QUÊ? POR QUÊ?! – gritamos, em uníssono.

- Estamos interpretando a pichação como um símbolo de ameaça. Se o autor do delito for o mesmo que cometeu o assassinato, ele pode ter avisado que sabe que o garoto morava aqui e poderia cometer mais um homicídio. – Sr. Fischer declarou.

- E como vamos pra escola? Não que eu queira ir, mas... Nós sempre saímos sozinhos! E meu pai não pode nos levar a todo lugar e a toda hora que queremos. – Meu irmão contestou.

- Mas eu posso levar vocês para a escola – meu namorado respondeu.

Henri olhou para ele como quem diz “finalmente você não fez bobagem”.

- Uhuu! Vou andar de carrão – comemorou.

- Pode mesmo?

- Claro, sr. Morgan. Meu expediente é as nove horas, posso busca-los aqui tranquilamente. E eles podem ficar lá em casa até der o horário que o senhor chega – Que fique claro que meu pai tem horários malucos e poucas vezes coincidem com os nossos.

- Então os probleminhas estão resolvidos. – Frank suspirou. — Vou ao apê fazer minhas malas, já volto. Vamos, caras? Eu vou voltar com meu carro. – se dirigiu a Gerard e a Mikey.

- O Frank tem carro?!

-Claro! Por que acha que não?

-Eu só te vejo na Tucson.

Frank lhe lançou um olhar feio.

- Eu vou ficar... – respondeu o Way caçula.

Gerard suspirou tristemente.

- Certo então. Posso buscar vocês as sete e meia? –

Concordamos.

- Então, vamos Frank. Tchau, meu anjo – ele me beijou. Que fofo! – Tchau sr. Morgan, Tchau Liesel, Tchau...

- Pelo amor de Santo Deus, só fala “tchau, galera!”! – Henri se exaltou.

- Tá... –meu namorado o olhou desinteressado.

Saíram. Meu pai e o delegado conversavam. Engraçado que a Desirée sumiu... e meu irmão também!

- Eita que hoje tem! – Liesel riu.

- Que foi isso menina? – sra. Armstrong lhe beliscou.

Rimos pra valer.

-Mikey, vou arrumar a sua cama, okay?

- Beleza. – ele assentiu.

Eu subia as escadas, pensando: se antes eu achava que minha vida tinha mudado, agora mudou em 180 graus.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.