Notas iniciais
Chapter two - Hunting

Noite de sexta-feira, exatamente as sete e cinquenta e dois (PM – 19h52 PM). Maison estava ansioso para a chegada da meia-noite (00h00 AM), era esse horário que costumava sair para a caça. Ele sempre ia a bares, boates ou ia de penetra a festas exclusivas, resumindo, lugares onde havia mulheres bonitas e gostosas, era o que ele adorava, um banquete completo.
O relógio bateu seis horas (PM -18h00 PM). Maison pegou sua Ferrari, extremamente chamativa, e foi dar uma volta em Chicago. Precisava ver como a cidade estava. Muitas pessoas de cidades vizinhas estavam lá para pegar uma balada ou apenas de curtição com os amigos. Depois de muito “passear” pela cidade (N/A: Já pelas 23h50 PM), foi para a balada, que rolaria na 21 Clube Down. A boate estava cheia, mulheres com vestidos curtos mostrando parte da bunda, saias ou shorts super curtos com sandálias de salto agulha. O lugar era grande, estava bem cheio naquela noite, Maison apareceu por lá com olhar de satisfação; Ali seria o lugar adequado:
— Com licença. – Dirigiu a fala para uma garota loira na fila, que aparentava ter uns 22 anos de idade. Estava vestindo uma roupa totalmente sensual. — O que eu faço para entrar aqui?

- Hum... Mostre sua identidade e CPF para os seguranças da porta. — Ela deu uma risadinha e mordeu o lábio inferior revistando Maison de cima para baixo — Você é muito gato! Eu \\\\\\"pago\\\\\\" pra você entrar, se você quiser é claro.
— Claro, adoraria. As bebidas, por minha conta. — Ele ergueu uma sobrancelha e deu um sorriso de lado, um tanto sensual.
BINGO! Maison já tinha um plano perfeito em mente, fazer as pessoas de idiota era o que ele mais constatava em sua lista de coisas diárias a fazer. Agora era só aproveitar e... matar!

Não havia problema em ser um sanguinário, pelo menos para Maison não havia problema. Matar pessoas era seu hobby, ou matava-as ou as transformava tão simples assim. Poderia matar de várias formas, estuprando-as, mordendo-as ou virando o pescoço.
Maison entrou na boate facilmente com a ajuda da garota loira. Em sua mente Maison achava ela bonita, mas não ao ponto de levá-la para a cama, ela não o deixou satisfeito, não havia aquele corpão que gostava. O máximo que ele poderia fazer com ela era chupar seu sangue, mas seu cheiro não estava tão bom, parecia até enjoativo. Evitava o possível para não transformar pessoas, não queria que existissem tantos vampiros em Chicago, não queria que ninguém o arrebatasse. Claro que provavelmente existam mais alguns vampiros na cidade, mas não tão maus quanto ele, não tão bons como ele, não matavam as pessoas, só eram vampirinhos metidos que gostavam de estuprar. Maison não, ele era de um caráter bem diferente dos outros, gostava de se pagar de bonzinho para as garotas até mesmo alguns garotos só para causar uma boa impressão. Mas nunca deixava de se lembrar que estava morto, morto-vivo por 307 anos!
Ele olhava para todos os lados procurando a garota perfeita para aquela noite, onde a sua fome não estava profunda. Só sentia aquela fome quando era noite de lua cheia ou noite de lua de sangue (N/A: Caracterizada por ser uma lua avermelhada. Ela aparecera durante a fic e vocês entenderão), infelizmente não era aquele dia. Avistou uma menina que lhe chamou muita atenção, dançava rebolando até o chão com uma amiga, realmente havia chamado muita atenção. Não tirava os olhos dela.

Ele foi aproximando-se da garota, em cada passo que ele dava as meninas de lá o olhavam e babavam por ele. Maison era extremamente sexy e perfeito. Enquanto aproximava-se, a garota não parava de dançar estava muito empolgada com a música. Ela era perfeita de fato. Tinha seios grandes, bunda e um corpo além de esbelto, era maravilhoso! A menina o avistou vindo em sua direção e suas bochechas coraram:
— Olá — Maison saudou
— Oi — A menina sorriu. Ela tinha os olhos castanhos, seu cabelo é longo e liso em uma cor castanho claro puxado para um loiro nas pontas (N/A: Mais conhecida como a famosa “Californiana”). Ela parecia ter aproximadamente 1,65 m de altura.
— Como vai? – Com aquele sorriso sensual de lado
— Bem e você? — Ela respondeu educadamente
— Ótimo. Qual é o seu nome? — Ele não tirou o sorriso de canto do rosto. Interessou-se muito pela menina que além de linda era apenas uma adolescente inocente.
— Valerie Montgomery, mas me chame apenas de Valerie. E o seu? — Valerie colocou um belo sorriso no rosto que mostrava a sua bondade.
— Maison Hale, mas se você quiser me chame apenas de Maison. – Ele deu um beijo na mão frágil de Valerie enquanto a mesma sorria envergonhada colocando uma mecha de seu longo cabelo por trás da orelha. – Gostaria de me acompanhar com uma bebida? – Ele riu – Por minha conta.
— Claro, adoraria. – Valerie deu um pequeno riso
Nicholas ofereceu seu braço e lá foram eles para o bar. Ele soube que ela era perfeita, seu cheiro era forte e muito bom. O cheiro dela lembrava o primeiro dia de vampiro dele.

FLASHBACK ON

13 de Maio de 1734, Chicago.

Maison estava em um bar tomando cervejas com os amigos já bêbados, na companhia de seu irmão, Joseph Hale. Os dois eram inocentes, fora de muitos perigos, já que seus pais eram prefeitos da cidade e preconceituosos com a história de vampiros e lobisomens. Todos os tipos de histórias que ninguém sabia se era fato ou mito. Mas como já haviam ouvido falar que havia vampiros que habitavam a cidade de Chicago, nunca era tarde para se proteger. Havia estacas, crucifixos, alhos e água benta de sobra na casa dos Hale.

Já no bar, bêbados, tarde da noite, enquanto os irmãos Hale voltavam para casa por um momento os amigos começaram a gritar, e ao virarem, todos estavam mortos e ensaguentados. Assim que chegaram em casa havia marcas e poças de sangue por toda a casa, seguiram, e ao entrarem em um cômodo da casa, mais provável, a sala de estar, estava os seus pais mortos no chão com grandes marcas de mordida no pescoço. Estavam chorando e lamentando por terem perdido os seus pais e algo os atacou de imediato. Sem perceberem o que era, estavam com mordidas também, mas diferentes. O pescoço deles queimava e eles se recontorciam no chão e apagaram. Na manhã seguinte, ao levantarem, saíram a luz do Sol e começaram a queimar e entraram em casa:

- O que está acontecendo conosco? – Perguntou Joseph assustado – Por favor, eu estou com medo e estamos sozinhos.

- Eu não sei meu irmão. Eu estou tão assustado quanto você.

Nesse mesmo instante uma bela mulher pálida, alta, com o cabelo curto e preto apareceu na frente deles:

- Olá irmãos Hale. Meu nome é Lucinda, é um prazer transformá-los. – Os dois se arrastaram o mais rápido possível contra a parede.

- O que você quer? O que fizestes comigo e com meu inocente irmão? – Perguntou Maison com lágrimas nos olhos olhando para Joseph que estava com o medo nos olhos.

- É o seguinte, vocês são apenas vampiros para o meu exército. Precisarão disso. – E jogou dois anéis com uma pedra preta como detalhe. – Isso são anéis das províncias. Amaldiçoados por um anjo e uma bruxa muito poderosos; Eles os ajudaram a andarem sob a luz do sol.

- NÃO IREMOS FAZER NADA POR VOCÊ! – E com um movimento rápido acertou o coração da moça com uma estaca. Era o fim. Os dois já estavam mortos e agora deveriam seguir o caminho daquele jeito.

FLASHBACK OF

O primeiro passo estava acontecendo, deixa — lá bêbada a noite toda. O segundo passo seria melhor ainda!

Chegando ao bar pediu duas whiskys, queria deixar Valerie realmente bêbada. Beberam, no final das contas ela bebeu oito copos de whisky e ele dois. Valerie estava muito doida, falava coisas sem sentido e de repente coisas de morte. Estava tão bêbada que acabou caindo com um copo de vidro na mão e se cortou. Maison a olhava, quando foi ajuda — lá observou que sua mão estava sangrando, seus olhos ficaram vermelhos e com veias ao ver o sangue. Assim. Virou de costas e tentou o máximo possível se controlar para não ataca — lá naquele local, queria, mas infelizmente não podia. Virou novamente para a garota que estava caída no chão sangrando, pegou em sua mão e ajudou a levanta — lá:
— Você está bem Valerie? — Ele perguntou olhando para a mão da garota que escorria sangue.
— Estou ótima! — Ela disse rindo, estava muito bêbada! Não se continha nas risadas, logo depois de rir se pôs a chorar incontrolavelmente vendo sua mão. — Ou ficarei bem, não sei o que está acontecendo comigo.
— Vamos, eu te levo para casa e te ajudo a fazer um curativo.
— Está bem. — Eles foram andando até a porta da boate. Maison pegou a Ferrari e foram ao endereço que Valerie indicou. Mal sabia ela que estava em um grande perigo ali.

Quatro e trinta e dois da manhã (AM – 04h32 AM), essa era à hora em que Nick estava mais que desejando sangue, ele estava desejando litros de sangue! Não se continha com o cheiro de Valerie, ele desejava o pescoço dela, os pulsos. Mas ele não queria matá-la, havia algo nela que ele gostava muito, talvez o seu jeito simpático e tímido o fizesse a querer mais. Saíram do carro e Maison a ajudou a sair. Ao chegar na porta da casa não conseguirá entrar. Precisava ser convidado:
— Eu vou ao banheiro fazer um curativo, fica a vontade. Estamos sozinhos aqui! — Ela saiu rindo e Maison deu apenas aquele seu sorriso conservador de lado. Conseguiu entrar. Foi \\\\\\"visitar\\\\\\" a casa. Pelo jeito ela morava ali sozinha, subiu até o quarto de Valerie, uma bela cama de casal, já podia ver onde ia passar a noite de lua cheia; Imaginava a noite.
Valerie estava no banheiro lavando a mão com água fria, virou-se de costas e levou um susto com Maison atrás si. Deu um grito que pode fazer um vizinho acordar:
— Calma, sou apenas eu — Riu e sorriu
— Você me assustou. — Ela riu junto — Quer me matar?
Ele queria muito responder a essa pergunta com um mero sim, mas preferiu rir e calar-se.

Maison se despediu e foi para casa. Valerie não saia de sua cabeça um minuto se quer, era tudo o que pensava. Pensava no jeito doce, tímido e sensível da menina, mas a sua alma fria com a alma nítida dela parecia não se cruzar. Sentia seu rosto queimando por não tê-la por perto naquele certo momento, precisava vê-la naquele momento.
Na manhã seguinte Maison não esperou nenhum minuto se quer; Acordou, se lavou e foi direto ver Valerie, mas ela estava correndo um grande perigo, ele estava faminto. Maison já estava preparado para atacar na noite de quinta-feira, a noite de lua cheia. Quando estava indo para a casa de Val, a rua estará deserta havia somente uma pessoa:
— Bom dia senhor! — Saldou o homem que passou por Maison
— Bom dia — Ele retribuiu com um sorriso de lado — O senhor parece ser bondoso, deve ser de sangue muito bom. — Ele fez o homem parar e olhar para trás
— Nada como acordar com bom humor, não é? — O homem riu e Maison riu junto. Não esperou mais nenhum momento e gravou suas presas no pescoço do homem. Infelizmente, matou uma pessoa inocente para estufar seu estômago de fome. Poderá ver a cara de dor daquele senhor que aparentava ter 38 anos no mínimo, a dor de um sanguinário egocêntrico tirando todas as suas forças. Pegou o corpo do homem e o jogou no rio que havia ali perto, continuou andando até a casa de Valerie agora que já estava satisfeito.

Chegando a casa de Valerie, ele arrumou a gola de sua jaqueta de couro preta e seu cabelo, não deixaria de jogar seu charme. Deu um toque na campainha, esperou um tempo, parecia que não havia ninguém em casa. Olhou em seu pulso, o relógio indicava sete e dez (AM – 07h10 AM), provavelmente já deveria estar na escola. Deu meia volta e se foi em um caminho sem fim para a escola, acabou parando em uma floresta qualquer, não sabia o que estará fazendo ali. Havia um abismo e se chegasse mais perto conseguira ver uma pessoa em pé olhando para baixo, chorando e rezando, decidiu ver o que estava acontecendo:
— Ei! Não faça nada! — Gritou ainda de longe. Correu até lá, havia uma jovem extremamente desesperada. Parecia que tinha perdido o sentido da vida. Mas ela não se mexeu. Maison saiu correndo até o encontro da jovem, ela era magra, branca e tinha cabelos longos e loiros. Chegando lá agarrou o braço da garota:

— O que está aconte... Meize?! – Meize Fields, uma velha amiga vampiro desde infância. Vivia na casa da família Hale quando pequena.
— Maison? — Ela falava soluçando de tanto chorar, deu-lhe um abraço forte e feliz por ele estar ali naquele momento difícil. Maison ainda estava confuso e sem entender nada.
— O que está acontecendo Meize? Por que está aqui sozinha, chorando e louca para se lançar de um abismo? — Ele olhava em seus profundos olhos cinzas.

Ele estava ali sem entender nada no que se passava na cabeça dela, só conseguia ver o medo em seus olhos mortos:
— Seu irmão Maison, Joseph, ele voltou! — Maison ficou paralisado, ficou surpreso com a notícia. Joseph Hale, o irmão mais velho de Maison, um vampiro, mas só sabia agredir Meize. Agredia batendo, chutando, jogando coisas. Mei podia ter certeza de que tivera matado Joseph antes que ele pudesse a agredir mais. — Mas, como? Pensei que Joseph havia morrido a seis meses.
— Maison, eu não quero ter que enfrentar Joseph mais uma vez frente a frente. — Ela inspirou fundo — Não sei mais o que fazer, não quero ter que passar por tudo aquilo de novo.
— Mei, você tem que se acalmar. — Ele colocou a mão sobre o ombro da amiga. — Joseph é apenas um vampiro, não um híbrido (N/A: Híbrido: Uma pessoa metade vampiro e metade anjo, bruxa ou lobisomem. Sim, estou mudando um pouco. Depende do tipo de família que vem). E olha pra você, você é um deles tem todos os poderes sobre ele. Joseph não é nada perto de você! — Maison estava fervendo de raiva, a sua única vontade agora era que Joseph estivesse no lugar de Meize no topo daquele abismo e empurrá-lo, assim seria sem volta. Ele ficou pensando, pensando e pensando, tinha que proteger Valerie antes que Joseph fizesse algo, mas primeiro teria que encontrá-lo:
— Hoje é noite de lua cheia — Ele olhou para Meize que limpava suas lágrimas
— E daí? — Ela o encarou
— Você sabe que noites de lua cheia a fome é profunda. Tenho que achar Joseph antes que possa chegar a noite!

Mas o que faria Joseph voltar da morte? Poderia ser um anel que ressuscitasse ou uma bruxa que teria o achado e feito bruxaria. Não, nenhum desses fatos poderia ser reais, Maison preferiu ver ele cara a cara e deixá-lo responder:
— Onde você o jogou depois de matá-lo? — Ele disse enquanto dirigia
— Eu o joguei no oceano, não teria como alguém encontrá-lo e ressuscitá-lo Nick. Os mitos prováveis não se encaixam! — Conseguia entender o sofrimento da garota em sua voz, que estava gélida e tremula
— Meize, tudo vai dar certo. Joseph era mal, mas não é por isso que vai te machucar novamente. Vamos encontrá-lo e encaixar as coisas em seus devidos lugares, tudo bem? — Meize concordou, ficava olhando para a janela aos choros, não conseguia em pensar mais nada.
Antes de tudo, Maison passou na casa de Valerie, a mesma já se encontrava em sua casa. Tocou nervosamente na porta da menina:

- Maison. O que faz aqui? – Ela perguntou confusa
— Valerie, você tem que prometer uma coisa para mim, por favor! — Ele falava com a garota confusa, sem entender nada.
— Claro, mas prometer o que?
— Que nunca, jamais na sua vida vai fazer amizade com um Joseph Hale, isso se você encontrá-lo por ai — Ele usava a hipnose com ela
— Prometo que nunca farei amizade com o Joseph Hale — Ela falava com tom de hipnotizada. Maison lhe deu um beijo na testa e saiu de sua casa. Já estava anoitecendo, Maison tinha de se preparar para caçar!

- Mei, onde você viu Joseph? — Maison perguntava enquanto dirigia o carro em alta velocidade
— Em casa, eu estava conversando com uma amiga no telefone e quando eu subi para o quarto ele estava lá. Mas, e a tal da Valerie? — Ela segurava os cabelos que voavam com o vento
— Ela ficará bem, contanto que Joe não saiba dela.
Os dois seguiram para a casa de Meize, os dois não tinham muito tempo até a lua cheia aparecer, já eram quatro e meia (PM – 16h30 PM) a lua saia as cinco. (PM – 17h00 PM)
Chegando a casa de Mei, Maison abriu a porta devagar e com a super velocidade de um vampiro e foi ao quarto de Meize; A casa de Mei não era tudo aquilo, era como uma casa abandonada, ela sempre fora um vampiro “emo”, mas ninguém sabia o que se passava em sua cabeça. Não havia nada lá, mas havia uma janela aberta e o vento estava forte, parecia que teria uma tempestade essa noite. Revistou todo o andar de cima da casa, mas não havia nada:
— Não há nada lá em cima, só pó. — Ele disse descendo as escadas e espirrando, sempre foi alérgico a pó.
— Não há nada aqui embaixo também, a não ser corpos mortos se decompondo — Ela abriu um sorrisinho de lado e deu uma leve risada.
Anoiteceu.

Notas finais
Desculpe se aparecer Nicholas invés de Maison, ok? Estou trocando o nome das personagens.