The Biggest Challenge

1 Enemies: Part 1 - Shadowmiss


Notas iniciais
Olá leitoras e leitores! Aqui está minha primeira fic de Miraculous Ladybug (que é uma paixão atual e, tenho certeza, nada corriqueira) Nas notas de rodapé, deixareis imagens de referência do capitulo e demais anotações úteis. Então não deixem de dar uma olhada lá no final também! Este capitulo é uma introdução ao primeiro vilão que trará dificuldades à vida de nossos heróis favoritos ♥ Espero que apreciem a leitura!

—--- Próximo à torre Eiffel ----

— Ladybug! — Uma figura esguia, de roupas negras e orelhas e rabo de gato, olhos verdes e cabelos loiros, arremessava um bracelete dourado em direção à uma jovem de cabelos e olhos azuis e trajes que cujo a cor lembravam uma joaninha.

— Belo arremesso! — Dizia ao pegar, no ar, o bracelete que lhe fora lançado. — Este é o fim de seu reinado, akuma! — Sem quaisquer cerimônia, a jovem joga-o no chão e pisa com força sobre o objeto, quebrando-o e libertando uma borboleta negra que encontrava-se presa dentro do mesmo. — Eu te liberto do mal! — Gritava enquanto lançava um pequeno objeto redondo em direção ao inseto, prendendo-a dentro do mesmo. — Peguei! — Ladybug arrastava a ponta do dedo sobre o objeto redondo que usara para capturar a borboleta. Em questão de poucos segundos, o inseto surge purificado, totalmente branco. — Adeus, pequena borboleta… — Com um sorriso leve, ela observa o inseto sumir e, logo em seguida, arremessa, para o alto, um espelho de mão cujo a customização lembrava claramente uma joaninha. — Miraculous Ladybug! — Gritava ao arremessar o objeto. Neste instante, uma luz brilhante percorre a cidade, desfazendo de modo milagroso todo o estrago causado pelo akuma. As pessoas que antes haviam sido petrificadas, voltaram ao normal confusas. Alguns bens que haviam sido danificados foram totalmente reparados, como se nada os tivesse atingido.

Não muito distante dos jovens heróis, a figura caída de uma górgona¹ com cabelos de serpentes desfazia-se diante de seus olhos, tomando forma de uma jovem moça de cabelos esverdeados e olhar inocente. A mesma olhava, confusa, em volta.

— Missão cumprida! — Ladybug e Chat Noir diziam em uníssono, enquanto comemoravam cumprimentando-se com um simples bater de punhos.

— My lady? — O rapaz com aparência felina a encarava com um claro olhar de preocupação. — Está bem? — Perguntava enquanto, sem permissão, levava sua mão à face da jovem. Ela o olhava com um certo desdém, recuando o corpo de modo desconfiado. Ele, porém, tocava-lhe suavemente na testa, ajeitando a franja de Ladybug e expondo o sangue que escorria com insistência.

— Não foi nada demais. — Ela afastava a mão do rapaz e virava o rosto um pouco. — É apenas um arranhão, não se preocupe.

— Mas… — Ele era interrompido pelo som de um bipe que vinha da direção da jovem.

— E-Eu tenho que ir agora! Até breve, Chat Noir. — Às pressas, Ladybug usou seu pequeno objeto para pendurar-se entre os prédios e afastar-se rapidamente dali.

Chat Noir bufou, e até mesmo moveu-se alguns passas à frente, na intensão clara de seguir a garota. Mas hesitou.

—--- Em algum lugar de Paris ----

— Estou lhe dizendo, Alícia! Eu tenho certeza do que vi. — Uma voz feminina insistia do outro lado da linha.

— Isso é impossível. — Uma mulher de pele clara, olhos verdes e longos cabelos vermelhos falava em tom desanimado. — Ele esteve comigo o dia todo. — A ruiva estava prostrada na beira da cama, com o celular em mãos, conversando com alguém. Sua face carregava uma feição de infelicidade, e sua postura deixava clara o peso que ela sentia, por algo.

— Deve ter se separado dele em algum momento! Eu vi o Remy abraçando outra mulher! — A voz insistia.

— Já chega! — A ruiva interrompia. — Cansei de dar ouvidos para suas fofocas! — Sem delongas, desligou o celular sem dar chances para que a pessoa do outro lado se pronunciasse. Não demorou para ser tirada de seu transe ao ouvir a porta de seu apartamento bater.

— Boa noite amor. — Um rapaz igualmente ruivo, e de óculos, adentrou o quarto e dirigiu-se à mulher, cumprimentando-a com um selinho, enquanto despia-se normalmente.

— Boa noite… — Retribuiu o cumprimento, encarando-o logo após. — Aonde estava?

— Eu estava naquela cafeteria, “Bon Jour Paris”. — Ele riu naturalmente, por causa do nome.

— Estava sozinho? — Ela questionou-o com um tom misto de tristeza e raiva.

— Sozinho? Quê? — Ele a encarou e riu, contendo-se para não acabar gargalhando. — Você anda mesmo fora de si ultimamente, não acha? — Ele foi caminhando até o banheiro do quarto, sem parar de falar. — Eu te avisei que iria encontrar minha prima hoje, não? A Josephinne. Lembra?

— Ah… sim… — Um alívio caiu sobre a mulher naquele momento. Sua amiga não estava mentindo, mas seu noivo também não. Ela realmente sabia desse encontro, ele anunciara com dias de antecedência. Josephinne era a mulher que ele abraçava. Limpou o rosto, secando a lágrima que havia surgido em sua face. Levantou-se da cama com um sorriso sincero, aliviada, e seguiu na direção do banheiro.

—--- Escola, manhã seguinte. ----

— Aonde está a Marinette? — A jovem professora, de cabelos alaranjados questionava, sem muita paciência. — Não chegou ainda… É a terceira vez esta semana.

— Eu não sei, senhorita Bustier. — Uma jovem de pele morena, óculos e cabelos cor de cobre respondia a professora. — Eu tentei ligar, mas ela não atendeu. — Completou, encolhendo os ombros com uma expressão de confusão e lamento.

A professora suspirou e voltou sua atenção para o quadro, decidindo ignorar a situação. Porém, não demorou muito para que a porta da classe se abrisse, lentamente, e a jovem de cabelos e olhos azulados adentrasse silenciosamente. Caminhou na ponta dos pés, procurando não chamar a atenção, e sentou-se em seu lugar, ao lado de Alya, sua melhor amiga.

— O que deu em você. — A morena perguntou, sussurrando. — A senhorita Bustier está uma fera hoje.

— Eu tive alguns problemas… — Respondeu com um sorriso amarelado.

—--- ♘ ----

— Marinette. — A professora a chamava. — Entregue isso à turma, sim? — Ela apontava para uma pilha de papeis que havia sobre sua mesa, enquanto voltava a escrever algo no quadro.

— Sim… — A jovem levantava-se e seguia até a mesa, pegando os papeis e indo distribuí-los.

Começou a distribuir pela esquerda, entregando primeiro à Chloe e Sabrina. Mais atrás, entregou à Mylène e Alix. Depois à Kim e Max. E por último à Rose, que sentava sozinha no fundo. Dela, Marinette seguiu para a direita e entregou à Ivan, que também sentava sozinho. Logo depois, entregou o de Alya e deixou o seu sobre a mesa. Finalizando ao entregar à Kim e, por último, Adrien. Para ele, no entanto, a garota demonstrou certa dificuldade. Tentou falar algo com o amigo, mas apenas gaguejou algumas vezes, antes de desistir.

Suspirou e voltou à mesa da professora, deixando as poucas folhas restantes, e seguiu para o seu lugar.

Marinette, no entanto, não contava com uma pequena surpresa, embora fosse algo a se esperar. Assim que recuou alguns passos, acabou por pisar na bolsa de Chloe, que estava simplesmente no meio do caminho, e caiu com tudo no chão, mas não antes de bater com a cabeça na mesa de Adrien e Nino.

— Oh! Que desastrada! — Chloe fazia seu típico escândalo, enquanto sorria com desdém da queda de Marinette. — Não olha por onde anda e ainda pisa nas minhas coisas. Sabrina!

— Sim! — Sua fiel amiga, Sabrina, logo dava a volta para pegar e limpar a poeira da bolsa de Chloe.

Enquanto isso, Marinette era socorrida pelo rapaz mais próximo.

— Está tudo bem? — Adrien prestativamente levantava-se de seu assento, abaixando-se e socorrendo a garota, que simplesmente gaguejava palavras sem sentido. — Marinette?

— S-Sim… — Finalmente ela caía em si e levantava o rosto, surpresa. — E-Estou bem… — Ela falava enquanto, eventualmente, levava a mão esquerda até a cabeça, aonde havia batido e soltava um resmungo de dor.

Adrien ficava de pé, sem soltar a mão direita da garota, ajudando-a a levantar. Olhou, instintivamente, para Chloe, com um olhar de reprovação, e logo tornou a olhar Marinette.

— O-Obrig… — Marinette foi incapaz de terminar a frase. A garota simplesmente paralisou ao levantar o rosto e cruzar seu olhar com o de Adrien.

— Está sangrando… — O rapaz a encarava com um olhar de preocupação, enquanto tocava a testa da garota com certa delicadeza.

— A-A-Ah! N-Não é nada demais. — Ela corava bruscamente, afastando-se e esbarrando em Sabrina, que estava no caminho, limpando a bolsa de de Chloe.

— Céus! Marinette. Vá à enfermaria. — A professora exclamava, olhando a cena.

— S-Sim… — Ela levava a mão até a cabeça, aonde possivelmente estava o corte, e saía correndo da sala. — “Não acredito… Não acredito… Aqueles olhos...” — Pensava enquanto corria para a enfermaria. Marinette estava tão abobalhada e absorta em seus pensamentos, que não percebeu a coluna em seu caminho, batendo diretamente na mesma e sendo “lançada” alguns passos para trás, caindo. Ou quase.

— Está bem? — A voz tinha um tom de preocupação e surpresa.

— S-Sim… — Falou meio desnorteada e virando o rosto para trás, para agradecer a ajuda. Mas acabou paralisando. A jovem deparou-se com Adrien, que a segurava pela cintura, enquanto “sustentava” seu corpo, que havia caído no dele.

— Marinette? — Ela a olhava preocupado. O rapaz caminhava alguns passos para a frente, puxando o corpo da jovem para que ficasse ao seu lado. Em momento algum, tirou a mão de sua cintura, sustentando-a. — Ainda bem que resolvi vir.— Ele sorria, comentando.

Para Marinette, aquela situação com certeza era demais. Seus corpos estavam tão próximos que ela sentia claramente o perfume do garoto. A dor em sua cabeça parecia ter piorado dez vezes mais, e tudo começava a girar. E lembrar da troca de olhares, era impossível não pirar.

—--- Em algum lugar de Paris ----

— Diana. Vou sair para almoçar, volto logo. — Uma mulher ruiva de olhos verdes falava, enquanto dirigia-se para fora do que parecia ser um consultório.

— Sim Drª. Alicia. — Diana respondeu. Era uma mulher jovem, cabelos negros com um corte chanel. Pele bem clara e olhos igualmente negros. Uma jovem bonita, embora seu corpo fosse visivelmente avantajado aonde as mulheres não costumam apreciar. Pernas e braços grossos, pouca cintura e claros pneus visíveis em sua justa roupa, típica de secretária.

Alícia saiu de seu pequeno escritório, que ficava localizado em um grande e conhecido prédio comercial, não muito distante da torre turística da cidade. Não caminhou para muito longe, visto que em frente ao prédio, localizado do outro lado da rua, havia um restaurante simples, mas digno de Paris.

“Le Progrés” era um café bar restaurante muito frequentado, quase todos os trabalhadores das redondezas iam diretamente para lá. Por este motivo, Alícia sempre almoçava cedo, afim de evitar o local demasiado cheio. O lugar não era muito caro, mas não possuía nada de barato também. Bem organizado, ambientalizado e frequentado; era a melhor escolha para aqueles que preferiam sossego ao comer.

A mulher abriu a porta, sendo recebida por uma jovem atendente, de cabelos dourados

— Bom dia! Seja bem vinda. — A jovem dizia com um sorriso simpático, como deveria ser.

— Bom dia. — Respondia em tom amigável, enquanto seguia para seu lugar habitual, no canto, próximo a um enorme aquário que havia no lugar. Os peixes sempre a acalmavam.

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— Já almoçou, Diana? — Alícia perguntava, pouco antes de entrar novamente em sua sala.

— Sim senhora. — Respondia.

— Perfeito. Tenho um cliente agora, certo?

— Sim. Daqui a 10 minutos, para ser mais precisa. — Diana respondia, eficiente.

— Perfeito. Obrigada. — Alícia respondia, entrando em sua sala, por fim.

A ruiva adentrava em sua sala e logo vestia seu jaleco novamente, sentando-se em sua mesa e checando o celular, que acabara esquecendo em seu consultório. Em seu aparelho, haviam mensagens da mesma mulher que lhe ligara na noite anterior e, nestas mensagens, haviam fotos de seu noivo, Remy, abraçando outra mulher.

Alícia sabia que, muito provavelmente, aquela seria a prima do homem, mas preferiu ligar, impaciente, para tirar satisfações. Do outro lado da linha, no entanto, ninguém respondia.

Aos poucos, o sentimento de medo começava a consumí-la. “E se não fosse sua prima?”, “Traição?” “E se estivesse sendo traída, mesmo com a mulher sendo prima de Remy”

—--- Em algum lugar ----

— Ah… o amor… Sentimento nobre e puro, que enche os corações de felicidade. Não há nada mais destrutivo do que o amor. Nada dói mais, não é? Eu sinto sua angústia. — Uma figura de smoking roxo, luvas negras e máscara negra que deixava exposto apenas seus olhos e boca, falava. O ambiente era escuro, e cercado por borboletas que brilhavam em um branco intenso, puro. Uma delas pousara na mão do homem, e gradualmente tornara-se totalmente negra. — Vá, meu pequeno akuma. Cumpra seu propósito.

—--- Em algum lugar de Paris ----

— Pode entrar… — Diana abria a porta, encaminhando o cliente para Alícia. — Drª. Alíc...— Um grito alto de pavor foi ouvido, dado pela própria Diana, que sequer terminou a frase.

Alícia não se encontrava mais no consultório. Ao invés dela, uma figura negra e disforme permanecia em seu lugar. Algo que mais parecia ser a sombra do que, um dia, Alícia teria sido.

Os gritos de Diane atraíram a atenção da tal sombra, que avançou contra ela e o paciente, que permanecia paralisado de pavor.

—--- ♘ ----

Com dificuldade, a silhueta negra da mulher, seguida de várias outras que também assemelhavam-se à sombras, foram atraídas para uma praça que havia sido evacuada. A policia cercava o lugar, com total cuidado, pois vários dos seus haviam sido transformados em sombras.

— Ladybug! — Chat Noir voltara à tempo, tirando a garota da direção de um ataque direto. — Essa foi por pouco… — Dizia aliviado.

— Obrigada, Chat Noir. — Agradecia. Ela estava ofegante, de modo que seu cansaço físico era evidente.

— Onde está o akuma? — Chat perguntava, ficando à frente de Ladybug e usando seu bastão para bloquear golpes que vinham com certa insistência.

— Eu não sei…

— Ahn? — Antes que ele conseguisse questionar a garota, foi atingido diretamente por um mar de sombras, que envolveu-o por completo.

— Chat Noir! — Ladybug gritou.

— Desista, Ladybug! Eu, Shadowmiss irei acabar com vocês! Entregue a pedra milagrosa, e talvez eu solte seu amigo. — A silhueta feminina, mandante das demais, ria maléfica. Sua voz era distorcida, e mudava de tom diversas vezes.

— Luck Charm! — Gritou, lançando seu io-io para cima. Uma luz avermelhada surgiu, e logo, nas mãos da garota, cai um grande espelho de parede. — Espelho? — Olhou confusa para o objeto e, às pressas, ao redor.

— Hahahahaha! Desista logo, Ladybug! — A silhueta aproximava-se.

— Nunca! — Sem hesitar, a garota prendera o io-io no espelho e correra até a fonte que havia na praça, colocando o sob a fonte.

— Não vou deixar! — Na tentativa de impedir a heroína de concluir suas ações, uma onde de sombra foi lançada por Shadowmiss, na direção da jovem que, teve tempo apenas de proteger o rosto com o antebraço.

— Ha! — Para a alegria de Ladybug, Chat Noir estava de volta, e girava seu bastão com velocidade, bloqueando a onda. — Agora, Ladybug!

A garota posicionou o espelho, fazendo com que o mesmo refletisse a luz do sol diretamente para a superfície espelhada de uma loja. Os raios solares “ricochetearam” em reflexo de um espelho à outro, atingindo não só a Shadowmiss, mas também as demais sombras que a seguiam. Seu pequeno exército de sombras havia voltado ao normal, mas ela não. Claro que não seria tão fácil.

Shadowmiss sorriu, e seu corpo começou a se desfazer diante dos olhos de todos presentes.

— Isso está longe de acabar, Ladybug! — Foi o que deixou no ar, antes de desaparecer por completo.

Lady e Chat olharam em volta, mas não havia nenhum akuma por perto.

— Tsc. Ela fugiu… — Chat reclamou.

— Mas logo irá voltar… — Ladybug completou. E então olhou para Noir, preocupada. — E-Eu pensei que você…

— Desculpe, My Lady… — Ele pegou a mão da mesma, beijando-a suavemente. — Preciso ir agora. — Sem falar nada mais, deixou que um bipe respondesse por ele, antes de correr dali.

Notas finais
1. Górgona: é uma criatura da mitologia grega, representada como um monstro feroz, de aspecto feminino, da cintura para baixo com forma de serpente, e com grandes presas. Tinha o poder de transformar todos que olhassem para ela em pedra, o que fazia que, muitas vezes, imagens suas fossem utilizadas como uma forma de amuleto. Górgona derrotada no inicio: http://i.imgur.com/uXu4a3W.jpg Alícia: http://i.imgur.com/AzoboGE.jpg Remy: http://i.imgur.com/k0zU9QM.jpg Diana: http://i.imgur.com/1qcAXwh.jpg Restaurante: http://i.imgur.com/S5gdHLF.jpg Shadowmiss: http://i.imgur.com/hacTxd9.jpg | http://i.imgur.com/sH4bMFL.jpg