The Big Four-and The Lovely Redhead
9 Estado de Graça
Notas iniciais
Imagem do capÃÂtulo:
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9. ESTADO DE GRAÇA
Depois de muito correr, pular, derrubar, e rir, Mérida e Blane se sentaram perto do rio que a garota pescou com a mãe, meses atrás.
Eles olhavam a margem, que agora estava descongelando, já que um belo Sol se abrira no céu. Mesmo com o Sol, o Dial acendeu uma fogueira, o que fez Mérida rir do loirinho.
– Então... – o rapaz considerou se falava ou não.
– Então...? — ela o incentivou.
– Não fique brava, tudo bem? – ela assentiu com a cabeça, agora estava curiosa e mexendo a mão indicado que ele deveria prosseguir – Você e o jovem Frost... Vocês estão.... Gostando um do outro? – ele estava ruborizado.
– Ora, é claro que ela está. – a voz de Rapunzel ecoou até eles, Mérida deu um pulo ao ouvir tanto a resposta, quando a voz da amiga.
Logo em seguida a loira apareceu acompanhada pelo viking e, lá ao fundo, se prestassem, atenção, Banguela. A menina tinha um tom de voz que fazia parecer que o que ela disse fosse evidente. Mas era, não era?
– Rapunzel? Suspiro? O que vocês fazem aqui? – a ruiva encarou os dois.
– Primeiro, o nome dele é Soluço, Mérida. Segundo, eu pedi pra ele me ajudar a procurar você. Eu estava com medo de você ter matado o Dingwall. – a garota sorriu de lado, o mesmo fez o moreno que a acompanhava.
– Ah, ela tentou! Duas vezes. – Blane sorriu divertido, e Mérida bufou frustrada ao seu lado.
– Blane! você não deveria me entregar assim!
– Desculpe-me.
– Tudo bem. – A ruiva encarou Rapunzel. E soltou ironia presente em seu ser.
– Ha-ha, Rapunzel Corona. Como você é cômica na hora de responder perguntas destinadas a mim. Eu até poderia rir, mas estou cansada demais para isso.
– Ha-ha, Mérida DunBroch. Como você tem um espírito doce. – a loira retrucou revirando os olhos.
– Certo, meninas. Sem briga. – Blane pediu.
Soluço e Rapunzel sentaram-se na beira do rio perto deles.
– Nós não estamos brigando, seu néscio! – a ruiva atirou uma pedra no rio
– É até parece. Brigar. Nós duas, Mérida? Que tonto. – elas riram.
– Mas voltando ao assunto... Você gosta sim do Jack Frost, amiga. Pare de mentir para si mesma. – a menina bufou raivosa e revirou os olhos na tentativa de parecer que Rapunzel estava errada sobre seus sentimentos.
– Respondendo a sua pergunta, Blane – ela virou-se para ele após atirar mais uma pedra – Eu... eu o Frost... Nós dois decidimos ser amigos. Antes que eu o mate e o clã DunBroch receba declarações de guerra ao amanhecer. – brincou, mas o loirinho não riu da piada. Ninguém riu.
– O que foi, minha piada não foi engraçada? – Rapunzel suspirou, sentando em uma pedra. Blane colocou a mão na testa e fechou os olhos; Dramaticamente. Soluço balançou a cabeça negativamente. A ruiva corou.
– Foi tão ruim assim? – mordeu o lábio com força, soltando um filete de sangue.
– Foi tão ruim quanto as antigas músicas do seu pai sobre matar Mor'du. – Soluço decidiu falar – E pare de morder esse lábio, sangue me dá nojo.
– Hey, viking, magoou! – Mérida fingiu uma cara de choro.
Blane a olhou sério.
– Fale a verdade, DunBroch. Seja honesta consigo mesma e conosco. – pediu. E de uma coisa Mérida tinha certeza agora: o jovem Dingwall podia ser até meio avoado, mas era muito sagaz e observador quando queria.
– Estou sendo honesta e... – cortada pelo lourinho.
– Não está sendo honesta coisa nenhuma, princesa Mérida. Todos vêem como vocês se olham. E quando ele se movimenta, você se movimenta também; Parecem ímãs. – agora não era apenas Mérida que encarava Blane surpresa. Rapunzel e Soluço também. O jeito do garoto encarar o mundo era um tanto incomum.
– Deixem-me adivinhar.... – Blane semicerrou os olhos, divertido e irônico – Vocês esperavam bem menos do meu intelecto.
Os garotos apenas fizeram um ligeiro movimento com os lábios.
– Ahn... Eu nem sei o que pensar, sabe? Sinto-me confusa quando se trata dele.... Não sei como agir, como pensar... Eu não sei! E eu já te falei isso, Rapunzel. – aponto e a loira revirou os olhos. A ruiva abraçou os joelhos e escondeu a cabeça neles.
– Você querem saber o que eu acho? – perguntou a loira, eles assentiram – O que eu acho... Ou melhor, o que eu sei é que vocês dois se gostam e só não querem admitir.
– Ah, pare com isso, Rapunzel! – bateu o pé.
– Eu concordo com ela. – Soluço falou.
– Até você, garoto?! – arregalou os olhos, rubra.
– Veja só, está toda vermelha só de falar no Frost! Fale a verdade, amiga, seu coração bate mais forte quando ele chega perto? – Rapunzel era sempre tão romântica, que estava super animada com a ideia da melhor amiga estar apaixonada.
– Rapunzel Corona! – bradou a ruiva. Os meninos riram.
– Conte a verdade pra nós, afinal, acho que posso me considerar seu amigo, não é mesmo? – Blane colocou a mão no ombro da DunBroch. Ela sorriu.
– É, acho que você já é meu amigo, Dingwall. E você também, Soluço. – os dois retribuíram o sorriso da jovem. Começou a chuviscar.
– Bom, pessoal, eu sei que esse momento está lindo... Mas eu quero voltar para o castelo. – Punzie colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha, um tanto envergonhada.
– Ah, claro, Punzie.
– Vamos logo, então.
Todos começaram a levantar rápido. Porém, antes que o louro pudesse levantar totalmente da pedra em que se encontrava, Mérida chamou sua atenção com a mão, mostrando-o algo dentro do rio.
– Oi? – ele olhou atento
Sem explicação, do nada ela o empurrou no rio, que agora corria livremente.
Houve um grande estrondo do menino com a água, respingado em todos os presentes.
Rapunzel soltou um gritinho.
– Que diabos foi isso, DunBroch? – ele a encarou surpreso.
– Desculpe, Blane. Mas era necessário. – deu de ombros, com um sorriso leve e relaxado.
– Necessário?! Jogar seu mais novo amigo no rio super gelado é necessário?! – ele tinha uma careta esquisita, que o deixava parecido com o pai dele.
– Nossa, Blane. Você está parecendo seu pai. – Rapunzel comentou.
– Obrigado. – murmurou, sacudindo-se enquanto saia do rio, meio que tremendo.
Garoto frouxo. – Mérida pensou, revirando os olhos.
– Eu creio que não foi um elogio, Dingwall. – Soluço começou a ajeitar o colete de pelos marrom que sempre usava. O tom de voz que o garoto usou era um tanto que uma mania.
– Que seja, gente. – a ruiva cortou – Eu quero ir para casa, estou morrendo de fome.
– Que novidade, amiga. – a loira ironizou.
– Pare, Punzie, não fica muito bonito quando você usa sarcasmo ou ironia.
– O que você quer dizer com isso?
– Quero dizer que você é florzinha demais para usar sarcasmo ou ironia. – a valente deu de ombros, revirou os olhos. Para ela, aquilo era muito óbvio.
– Ei, eu não sou tão delicada assim! Eu sei cuidar de mim mesma com objetos totalmente improváveis! – Rapunzel cruzou os braços, indignada.
– É, com uma frigideira. Sra. Maude.
– Uma frigi... O quê? – Soluço e Blane exclamaram ao mesmo tempo.
– É, ela tinha uma frigideira como "arma". – fez aspas no ar.
Os rapazes encararam-se com os lábios brancos de tão contraídos.
Rapunzel suspirou, irritada.
– Podem rir. — mal terminou de pronunciar isso e os meninos explodiram em gargalhadas.
– Muito obrigada, Mérida. – rosnou, uma ação que deixou-a bem fofa, por sinal.
– Disponha, Punzie. – a ruiva fez uma reverencia com um amplo sorriso no rosto.
[...]
As melhores amigas tão distintas caminhavam em direção a entrada do belo castelo medieval. Elas falavam sobre as belas paisagens do reino da loirinha. O que para Mérida era maravilhoso, já que assim Rapunzel ficava distraída o suficiente para não tocar no assunto "Jack". Mas como tudo o que é bom parece durar pouco...
– Mas então, será que você pode me dizer por que, na maioria das vezes, está sendo grossa com o Frost?
– Mas então, será que você pode me dizer por que, na maioria das vezes, está sendo melosa com o Haddock? – rebateu de imediato
– Empate? – arqueou uma sobrancelha castanha.
– Empate. – concordou, balançando a cabeça, os cachos ruivos se movimentando.
– Olha uma largatixa! – Hamish gritou, atraindo a atenção das duas, enquanto apontava na direção do bicho para os irmãos.
– Não é largatixa, Hamish. O correto é lagartixa. – Mérida sorriu, corrigindo o irmão.
– Tudo bem, eu não vou esquecer. – ele retribuiu o sorriso e correu com os outros dois ruivinhos em direção do animal, que fugiu deles.
Ela deu de ombros e olhou para o lado. O sol bateu no rosto rosado, a cegando.
Eu definitivamente prefiro a neve e a neblina. – pensou, olhando em outra direção, para Rapunzel, que estava seguindo um passarinho com o olhar.
[...]
– ..... E a questão é: Eu não quero ser uma peça que não fará diferença no quebra-cabeças dele, Mérida. – Punzie explicava a sua situação para a amiga, elas estavam na sala de estudos. Rapunzel estava no chão, de sobretudo, tinha esfriado tanto, em tão pouco tempo. Tinha uma pilha de livros abertos até a cintura, como se tivessem acabado de cair das prateleiras ao seu redor. Estava segurando um livro, lendo silenciosamente, em um dos seus familiares transes literários. Era espantoso vê-la ler e conversar ao mesmo tempo. Mérida afiava as flechas usando ora a fivela do cinto, ora a unha do polegar direito – Ou encaixa, ou não encaixa.
Elas suspiraram alto, ao mesmo tempo. Mesmo com a lareira acesa, estava tão frio que elas podiam ver a respiração se condensando.
– E é por isso e entre outros motivos que eu não vou me apaixonar, Punzie. Só de pensar em todas essa coisas que o amor faz conosco é de dar nos nervos!
– Não seja boba. – repreendeu – Quando você se começa a amar alguém, tudo o que você pensa é em não soltar o amado e o sentimento que vem junto com ele.
– O amor é um jogo cruel, Punzie. Nunca é justo.
– Sim. – a garota concorda – A não ser que você jogue bem e direito. E então você vai sentir que tudo é um estado de graça.
Nisso ela não tinha como argumentar. Então guardou as flechas já afiadas na aljava e pegou seu caderno, o tinteiro, e a pena. Pôs-se a desenhar.
Rapunzel olhava uma vez ou outra para os rabiscos da menina.
– Essa lareira está funcionando direito? Será que precisamos de mais lenha? – a ruiva tremeu.
– Provavelmente sim.
– Quer que eu coloque para você?
– Esqueci de colocar mais. Acho que me distraí. – ela jogou o livro de volta na pilha ao seu redor – Uma pena que certos corações queimem tão rápido como o fogo. São tantos corações quebrados por aqui.
Dunbroch caminhou até a lareira e colocou mais lenha, sem perguntar o que a loira queria dizer com isso. Depois voltou até a amiga e sentou-se ao seu lado, retomando o rabisco. Ela desenhava uma garota de cabelos negros curtos com uma franja vermelha e olhos azuis cinzentos, ela parecia triste, enraivada e vingativa. Ao ver aquele desenho, Rapunzel sentiu um arrepio subir pela espinha.
– Quem é essa?
– Hum?
– Essa garota... a do desenho. – apontou.
– Eu não tenho a mínima ideia. – fez uma careta, como que diz “isso realmente importa?”
– Ela me assombra. – tirou o cabelo do rosto, apertando Pascau ao peito, que estava roxo de tanto que era esmagado pela dona.
– É apenas um desenho, Rapunzel. Acalme-se.
– Certo, certo. – deixou pra lá, embora soubesse que aquela garota não era apenas um desenho.
[...]
– Mérida? – a loira a chamou depois de um tempo caladas.
– Sim?
– Pode me prometer uma coisa?
– Qualquer coisa. – respondeu prontamente.
– Sério?
– Sim. – repetiu, agora o tom já era mais desconfiado. Ela franziu as sobrancelhas ruivas e encarou a amiga mais séria que o normal.
– Pode me prometer que vai ser mais delicada com o Jack Frost? – olhos grandes, verdes e traiçoeiros. Por mais que Rapunzel seja uma flor, aqueles olhinhos carregavam tanto poder quanto os cabelos dourados; e então ela conseguia o que desejava.
– Isso é trapaça! Assim eu não faço.
– Não. Não é! E você sabe disso!
– Pare de me encarar assim!
– Assim... Assim como? – agora ela estava atentando. Arregalou ainda mais os olhos. E fez até o narrador pensar que ela estava na história errada. Não era um tal de Lobo Mau que arregalava os olhos assim? Tááá, ele era, como o próprio nome diz, mau. Mas você, caro leitor, entendeu. Voltando a história:
– Rapunzel! – gritou Mérida.
– Mérida! – berrou Rapunzel.
Mérida correu em direção à porta, mas foi surpreendida pela loura, que pulou em cima dela, fazendo as duas caírem lado a lado no tapete verde e dourado. Um artigo que foi feito pela própria princesa de DunBroch – contra sua vontade, é claro.
– Prometa! – sussurrou Rapunzel, em um tom que a fazia parecer uma pessoa prestes a falecer.
– Tá. – grunhiu Mérida, totalmente cansada e vencida.
Notas finais
De qualquer forma, eu escrevi com carinho.
Beijos,
Elle Swan.
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