The Big Four: Friends Besides Everything
4 Capítulo IV - Situação estreita.
Notas iniciais
Pov's Jack
Acho que Merida está obcecada com o lance da Astrid. Já se passaram dois dias depois daquilo tudo que aconteceu. Amanhã é aniversário de Merida. Soluço me disse que conversou com ela e eles se acertaram. Espero que seja verdade e estou ainda engasgado com aquele lance da Merida quando eu disse que ela é especial. Mas é verdade, só que não do jeito que pareci demonstrar. Se bem que não sei o porquê, mas me senti envergonhado, bobo. Esquece isso Jack!
Punz, Soluço e eu estávamos numa sala escondidos, aproveitando o intervalo. Combinamos de fazer uma festa surpresa pra Tochinha... Ah, eu ia amar poder zuar com o pessoal da turma. Todos da sala estavam convidados e a festa seria na quadra da escola, já que era um lugar ótimo e aconchegante. (apesar de gigante)
– Combinado — encerrou soluço. Assenti o encarando.
– Amanhã depois da aula iremos preparar a festa – comentou Punz, animada – Vou segurar a Merida até chegar a hora da surpresa.
–Que princesa prestativa — ela fechou a cara — Vamos logo para o refeitório, senão a ruivinha brava vai desconfiar – conclui, me levantando seguido dos dois.
Espirro foi em direção á porta, logo atrás ia Punz. Antes que ela saísse, a puxei pelo braço, fazendo ela se virar para mim. Não sei o que está acontecendo, mas desde daquele dia, Punz não fala direito comigo. Ela nem fica mais fazendo palhaçada comigo, só me encara.
– Punz, tudo bem? – comecei — O que está acontecendo? – perguntei indo direto ao ponto.
– Por que não estaria? – me respondeu com outra pergunta – Estou ótima — falou superior. Sua voz era fria e soava cinismo.
– Você está estranha comigo. Te fiz alguma coisa? – insisti.
Ela desviou o olhar.
– Só não quero papo com você, me deix...
– Ah Punz, – a interrompi – para de palhaçada – reclamei, a puxando para um abraço e essa se soltou.
– Já disse que não Frost! – bradou determinada. – Não. Quero. Papo. E não é palhaçada.
Ela me chamou de Frost? Estou surpreso. (eu também). A vi sair pisando firme com ar de superior.
–------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Onde vocês estavam? – Merida perguntou impaciente com olhar em nós (Soluço e eu) – Esperei até agora para lancharmos juntos, mas... – falou num tom de raiva.
– Calma fósforo, – sorri, me sentando ao seu lado – fiquei preso na sala.
– Sei.
Com o canto do olho vi que a ruiva tinha um olhar de desconfiança e Espirro com um pensamento distante.
– Bom, – Soluço quebrou o silêncio – o que importa é que estamos aqui.
Ele sorriu. Merida parou de comer e o fixou com a testa franzida.
– Não vai sair com a Astrid amanhã?
– Não Merida. (vou fingir que acredito! U.u)
Ele deu um sorriso e a mesma retribuiu.
– Po-por quê?
– Porque a sua companhia é mais importante.
A ruiva corou de imediato.
Fiquei animado, prestando atenção na cena. De jeito nenhum ia perder aquela oportunidade, senão, não me chamo Jack Frost. (oown’ *-*).
– Quando é o casamento? – bradei divertido.
– Cala a boca Frost! – Merida se irritou, me ameaçando com o olhar.
– Não falei nada – me defendi. – Só a verdade – provoquei.
– Cala a boca! – gritou Merida, autoritária.
– Ué, não entendi! – Punz se aproximou. Sua voz soava deboche. – Fiquei confusa agora.
– Onde estava?
Punz ignorou a Tochinha e me encarou com uma sobrancelha a arqueada.
– Pensei que os dois, – apontou para nós – estivessem mais amigos – completou fazendo aspas com as mãos, dessa vez se virando para Soluço.
Engoli em seco! Droga, me esqueci desses detalhes. Eu ia abrir a boca pra falar, mas Merida foi mais rápida.
– Ele é especial pra mim. E isso não lhe diz respeito.
Nossa! A Tochinha tá brava. Me virei pra Soluço de repente e esse parecia impaciente.
– Pensei que já estavam juntos! – Punz cruzou os braços.
Ela fugia do meu olhar. Então continuei a encarando.
O Espirro murmurou algo para Punz, mas foi tão baixo que não consegui ouvir. Merida comia o hambúrguer, indiferente. O clima estava péssimo e aquela situação tava me matando.
Levantei-me sem jeito e me sentindo enjoado.
– Licença... Preciso de ar.
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