The Big Four - Do You Remember Me ?
44 Um plano finalmente
Notas iniciais
Os joelhos de Soluço começaram a fraquejar, a linha de sangue ia aumentando, Gothel fazia um trabalho rápido e ágil, o sangue de Banguela escorria pelo chão rapidamente, Soluço sentiu a fúria lhe invadir, um desejo de vingar Banguela, um desejo quase incontrolável, apenas não havia avançado em Gothel por que Merida o impedia, seria um ataque suicida, sem plano, despreparado e guiado pelo desespero e pela dor, Merida não ia deixar Soluço se matar dessa forma. Ela se pôs na frente dele e segurou fortemente seus ombros, o olhar determinado, ela o forçou a olhar em seus olhos.
– Sei no que está pensando! Não faça isso! É insensato e suicida! — Ela disse tão baixo que apenas Soluço pode ouvir, mas a raiva dele não diminuiu.
– Eu tenho que mata-la! — Ele disse, também apenas para Merida.
Ela nunca viu ele assim, seus olhos... Pareciam diferentes, tanta fúria, tanto ódio, tanta dor, parecia que seus olhos transmitiam isso claramente. Ele parecia distante, era difícil ele manter o olhar em Merida, sempre tentava o desviar para Gothel, mas Merida novamente se punha na frente.
– Eu sei, mas precisamos de um plano, me escute, por favor.
Sem dar atenção á eles, Gothel continuava o trabalho em Banguela, não demorou muito para ela tirar o coração do pobre dragão, ela se afastou dele, a adaga repleta de sangue em uma mão e o coração do fúria da noite na outra, ele ainda pulsava, o sangue escorria dele pela mão de Gothel, ela exibia um sorriso quase que maníaco, a cena era totalmente perturbadora, com o coração ainda pingando sangue ela se aproximou do caldeirão de ferro em cima do "palco" e o jogou lá dentro, o coração de uma criatura bela, boa e fantástica, sem remorso algum, sem nem sequer pensar duas vezes.
Banguela estava na jaula, um grande corte no tórax que continuava a escorrer sangue, cujo já havia criado uma poça ao redor da jaula, os olhos fechados, parecia até que estava dormindo, mas ele infeliz mente nunca acordaria, nosso querido dragão, o motivo que começou toda essa aventura, toda essa história, se foi para sempre, e não se podia mais fazer nada.
Rapunzel que estava presa numa das barras da jaula foi forçada a assistir tudo de perto, desde Gothel começando o corte até ela arrancar o coração dele, foi forçada a ver o sangue jorrar e uma vida se extinguir, ela estava tão perto, e não podia fazer nada, de que servia um cabelo mágico se não podia ajudar seus amigos e salvar uma vida? Rapunzel, além de dor, se sentia péssima, se culpava por isso, se ela tivesse atacado Gothel no túnel, havia sido tão burra, tão inocente, tão desesperada que se agarrou na primeira coisa que parecia ser uma esperança, e essa coisa era Gothel, ela jamais poderia fazer algo para redimir o que tinha causado, isso considerando que sobrevivesse para isso, aquela profecia vinha em sua cabeça, cada verso sendo dito e repetido em sua mente, se aquilo se cumprisse, dois deles seriam mortos por Gothel, no mínimo. O desespero, o medo, a culpa, tudo isso tomava conta de Rapunzel.
Merida olhava enquanto Gothel pegava e deixava o liquido de alguns frascos escorrer para dentro do caldeirão, ela olhou em volta, analisando o terreno que estava, tentando montar um plano de ataque o mais rápido que conseguia, seu olhar foi para o grande lustre lá em cima,ele estava acima da cabeça de Gothel, se ao menos pudesse quebrar as correntes que o prendiam ao teto da caverna... Ou o próprio teto! Seria algo arriscado, a caverna inteira poderia cair sobre suas cabeça dependendo do que fizessem, se o Cristal de Rapunzel tivesse alguma força, se a própria Rapunzel tivesse força o bastante, poderia quebrar o ponto do teto onde a corrente prendia o lustre, mas precisaria tirar Rapunzel das mãos de Gothel, poderia criar uma distração, era extremamente arriscado, mas era seu único plano.
Merida se aproximou de Soluço, sussurrou discretamente seu plano para ele, quando ela terminou ele olhou do lustre para Gothel, repleto de ódio, um ódio que Merida nunca ia esperar surgir nele, mas estava ali. Ele assentiu com a cabeça devagar.
– Jack pode ataca-la, ele pode fazer aquela espada ser útil, eu e você vamos pelo outro lado e soltamos Rapunzel. — Ele sussurrou com cautela, olhando para Jack e Rapunzel.
Merida assentiu, ela foi na direção de Jack sem se movimentar bruscamente, evitando chamar a atenção de Gothel, que agora consultava um livro negro e claramente antigo. Quando chegou ao lado dele e conseguiu explicar o que planejava, Jack deu um sorriso, não um sorriso irônico, não um sorriso travesso, mas de alguma forma parecia um sorriso faminto, faminto por vingança e faminto por ver o sangue de Gothel sendo derramado. Ele assentiu e fez um gesto com a cabeça para que Merida se afastasse e se preparasse, e foi o que ela fez.
Com todos prontos, Jack olhou furioso para Gothel, ele finalmente ia fazer o que estava querendo desde que tinha entrado naquele lugar.
– Eu lutei por muito para chegar até aqui! — Ele gritou — Deixei minha família! Minha irmãzinha! Conheci meus melhores amigos! Conheci o amor da minha vida! Lutei por ele! E não vai aqui que vou perde-lo!
A esse ponto Gothel olhava para ele com expressão de deboche.
– Quer apostar garoto? — Ela disse com o olhar desafiador e maníaco
Gothel ia se virar para Rapunzel, mas Jack foi mais rápido, correu na direção de Gothel, e numa agilidade incomparável transferiu um golpe que teria sido perfeito, se Gothel não o tivesse interrompido com a adaga que até pouco tempo se escondia nas dobras de suas roupas, ela a tinha pegado rápido, rápido demais, Jack ao menos já sabia que ela era rápida com armas, ele não podia dar uma única brecha em momento algum.
Ele tentou atingi-la outra vez, mas Gothel desviava com destreza, Jack tentava ser o mais ágil possível, mas acertar Gothel era uma tarefa difícil, o quão habilidosa ela era. Jack podia não a estar acertando, mas cada vez que ela lhe transferia um golpe ele desviava e dava um passo para trás, aos poucos, passo por passo, Gothel se afastava de Rapunzel enquanto Merida e Soluço se aproximavam cada vez mais dela.
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