The Big Four - Do You Remember Me ?
41 Chegando ao final do túnel
Notas iniciais
P.O.V Autora
Jack estava na mais completa escuridão, não fazia diferença abrir ou fechar os olhos, ele não via nada, apenas a escuridão sem fim a sua frente, ele não sabia o que fazer, as paredes ao seu redor eram duras como rochas, como se o que antes era terra tivesse virado pedra, ele gritava pelo nome de Rapunzel, batendo nas paredes no desespero, ele podia sentir as pedras das paredes arranharem suas mãos cada vez que batia nelas, ele se desesperava cada vez mais, se ele estava sozinho, os outros também deviam estar, e suas armas, assim como a dele, deviam estar sendo inúteis no momento, ele estava com medo, mas não apenas por ele, mas também pelos outros, e principalmente por Rapunzel, Jack ainda se lembrava do dia que aquela mulher havia atacado Rapunzel, da sensação dela ter sido arrancada de seus braços de repente, e foi naquele momento que ele percebeu o quanto a amava, quando ele pulou no lago para salva-la sem pensar, quando o desespero tomou conta dele nos poucos segundos que ela não reagiu, e agora o desespero estava tomando conta dele mais uma vez, ele não queria perde-la, jamais ia querer isso, cada segundo que passava mais ele se preocupava com sua amada, pois ele sabia que aquela bruxa não desperdiçaria uma chance dessas de atingir Rapunzel, quando ela estava sozinha, sem sua arma, e com medo, Jack se odiava por ter se separado dela naquele maldito túnel, se ele ainda estivesse com ela poderia ao menos protege-la, mas ele não podia, uma hora aquela bruxa a encontraria, disso ele tinha certeza, e ele torcia para que Rapunzel conseguisse se defender dela, pois se ela não conseguisse, ele teria a sensação dela ser tirada de seus braços mais uma vez, mas agora ele nunca a teria de volta, o medo disto acontecer o atormentava mais que tudo, mas ele sabia que tinha que continuar pelo túnel se quisesse encontra-la, e era isso que ele ia fazer, Jack se recuperou do desespero o bastante pára que pudesse tatear as paredes do túnel e ir pelo caminho que a bruxa havia criado para ele, Jack sabia muito bem que era uma cilada, mas não se importava, tudo que importava era que ele precisava encontrar Rapunzel...
Merida não estava muito melhor do que Jack ou Soluço, mas com certeza estava melhor que Rapunzel, Merida estava na mesma situação que os outros, assustada e preocupada, ela tinha plena consciência de que dali para frente as coisas iam se complicar, que a batalha final estava próxima, ela só não sabia que isso iria ser tão assustador, por mais corajosa que Merida seja, para ela e para todos, haviam sentimentos demais envolvidos, seu amor por Soluço, e também seu grandioso carinho por Rapunzel e Jack, por mais que ela e Jack sempre briguem, ela se importa com ele, por mais discussões e brigas, eles ainda são amigos, e amigos se preocupam e cuidam um dos outros, não importa o quanto briguem, e Merida tinha medo por eles, medo de se machucarem, medo de perde-los, mas a coragem nunca está em não ter medo, não ter medo é o mesmo que não ter emoções, por mais que seja desagradável, o medo nos faz humanos, e nos impede de fazer besteiras, mas a coragem de verdade está em combater este medo e vence-lo.
Merida pegou seu arco e tirou uma flecha da aljava, posicionando-a no arco, por mais que a flecha agora fosse apenas uma flecha comum, sem chamas, nem poder, ela fazia Merida se sentir mais segura, mesmo que não enxergasse, era uma proteção a mais para ela, algo que lhe dava mais coragem, seu arco naquele momento era seu melhor amigo, Merida começou a dar pequenos passos na escuridão, com um tanto de receio, até ter mais segurança para dar passos rápidos na trilha que aquela bruxa havia feito para ela, Merida sabia que no final daquele túnel se encontrava o final de tudo, ela sabia que no final do túnel estaria entre a vida e a morte, junto com as pessoas que amava, ela sabia que estava caminhando para uma batalha certa, mas ela não parou, pois tinha algo que muitas pessoas não tinham.
Merida tinha Coragem.
E essa coragem a fazia continuar, a fazia dar cada passo, Merida lutava pelo que amava, e pelas pessoas que eram importantes para ela, e no final daquele túnel era onde elas estariam, era isso que a dava coragem, o amor, pode realmente não parecer mas o amor de alguma forma guia as pessoas em todos os sentidos, seja para te derrubar com uma decepção, ou para te dar forças para levantar e lutar, no momento fazia Merida ter forças para lutar.
Merida passou muito tempo andando, quase perdendo suas esperanças, seus pés doíam, suas pernas começavam a perder a força, seus braços se cansavam por ficar tanto tempo segurando o arco naquela posição, mas ela não ia parar, ela não ia parar por nada, e então Merida se viu diante de uma porta de madeira escura, a porta parecia ser a única coisa visível no túnel, como se emitisse um brilho próprio, a porta era tão bela quanto sinistra, entalhada em cada milimetro, detalhes feitos com perfeição, os entalhes em seus cantos simulavam espinhos, eles iam até o centro da porta e então se entrelaçavam, formando de alguma forma aterrorizante uma chama, uma chama obscura e maligna, mas ainda assim uma chama, e o que mais assustava Merida é que a chama parecia se mexer, como se queimasse nos entalhes da porta, Merida a inicio pensou ser seus olhos a enganando, mas ao observar bem, percebeu que aquela chama realmente se mexia na porta, e apenas uma grande magia poderia fazer este efeito, Merida girou a maçaneta devagar, e o que viu atrás da porta foi algo que lhe deu um grande aperto no peito...
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