The Big Four - A Nova Geração

4 Festas Anti-Depressão e Bichos Banguelas


Notas iniciais
Eu sei que esse capítulo saiu meio no improviso mas até que tah baum... Aproveita Srta. Mally Frost, fico feliz que vc tenha gostado. Olha um S2 pra vc. Vlw Bjs, Excalibur

Capitulo 3

Na minha janela eu só podia ver as nuvens. Eu ainda estava chocado olhando para o meu celular. Astrid tinha terminado comigo por uma mensagem de texto. Quando meu pai disse que sairíamos de Berkshire, na Inglaterra para algum lugar na América Latina eu fiquei mais chocado ainda. E agora eu estava aqui, em um avião sobrevoando a costa da Europa, acredito que vai demorar bastante ainda para chegarmos em casa. Meu pai trabalha com política e com isso viaja muito. Eu nasci na Noruega, mas cresci na Escócia e quando tinha uns dez anos meu pai teve que se mudar para Berkshire, um pequeno condado no interior da Inglaterra. Para mim foi um pouco difícil porque tive que deixar tudo e todos que eu conhecia para trás.

Logo depois de me mudar percebi que eu era muito diferente de todos por lá e constantemente ficava "no cantinho". Até eu esbarrar com um gato selvagem, um animal negro com olhos verdes que tinha meio metro de altura e era um dos pesadelos que sempre perturbava Berk (vou chama-la assim). Desde esse dia, eu ganhei o respeito de muitos, o meu mais novo melhor amigo e até uma namorada. Como você pode perceber uma delas eu perdi hoje. Olhei para Banguela, aquele gato que eu achei na floresta e que resolvi ajudar, o pobre animal era banguela, por algum motivo não tinha nenhum dos dentes. Bom depois de "adotá-lo" ele recebeu uma espécie de prótese e agora ele tem dentes. Tá, chega de falar de bichos sem dentes.

Como não tinha nada melhor para fazer comecei a ler um livro que meu pai tinha me dado, era muito chato pois falava sobre política e acabei adormecendo logo. Acordei com uma pessoa gritando, uma não várias. Eu estava longe mas era possível ver um lago, ele estava todo congelado e bem no meio tinha um buraco grande. Fiquei observando a luz da Lua até que seu reflexo brilhou sobre o buraco e dele saiu um garoto. Um garoto flutuando. Os gritos continuaram até o fim do sonho, quando a imagem mudou eu vi montanhas, tinha uma menina de cabelos castanhos andando em uma trilha ao lado de um barranco carregando uma enorme mochila, ela parou e a tirou, fazendo algo cair dela, devia ser realmente importante porque ela tentou pega-lo no ar e se desequilibrou rolando pelo barranco, não sei como ela estava só sei que ao longe nas montanhas algum lugar pegava fogo. No último sonho eu estava caindo e acordei com um solavanco e Banguela lambendo minha cara. Antes de tirar Banguela de cima de mim eu percebi que uma das vozes com certeza era a minha.

― Lar doce lar, é isso aí filhão, o que acha? ― Meu pai perguntou abrindo a porta da casa, que era uma das primeiras no grande condomínio de fazendas (devia ser umas quatro da tarde agora). Era até bem grande, era toda de madeira e bem rústica, gostei de estilo dela. Por dentro era bem aconchegante, o piso e as paredes eram de madeira também e tinha uma lareira e uma TV enorme, gostei mais agora. Eu meu pai (e Banguela é claro), fizemos um tour pela casa e depois eu fui para o meu quarto enquanto meu pai saia para uma reunião com o prefeito da cidade. Como toda a casa, ele também tinha as paredes, teto e chão de madeira. Em uma parede tinha uma grande estante de livros, a outra uma TV (infelizmente menor do que a da sala) com um ps4 e vários jogos. Minha cama ficava perto da porta da varanda e lá fora tinha uma casinha para Banguela.

Depois de explorar um pouco mais a casa descobri uma escada de puxar (daquelas no teto) e quando a subi deu para um terraço bem legal, até telescópio tinha! Lá em cima tinha uma mesinha com uma caixa em baixo. Eu a abri e achei um binóculo e alguns mapas da área. Peguei o binóculo e fui até a beira, apontando para baixo. Fui ajustando o zoom e vendo as fazendas, a que ficava do meu lado era maior que a minha, toda branca e bem moderna, na verdade era a única que eu conseguia ver com detalhes. A da frente mais parecia um castelo, era todo preto e na entrada os arbustos formavam a palavra "Transilvânia". Comecei a seguir a estrada com o binóculo e de repente bem no final vi um cavalo correndo muito rápido, quem estava em cima dele era uma pessoa com um cabelo ruivo muito cheio. Eu sorri, a pessoa me lembrou uma garota que eu conheci há muito tempo, quando eu morei na Escócia, a menina era a minha melhor amiga e se mudou para um lugar que eu não lembro o nome uns meses antes de eu ir para Berk. Me lembro seu nome até hoje, Merida.

―Soluço, esta ai em cima? Desce aqui!― Ouvi a voz do meu pai perguntar.

― To sim, mas já estava descendo― Eu disse guardando o binóculo na caixa e descendo com Banguela em meu encalço. Desci até o segundo andar mas não achei meu pai, quando o chamei sua voz veio do porão. Eu desci e Banguela deitou na frente da escada, mas não quis descer.

― Pai, cadê voc... ODIN QUE QUE É ISSO?― Eu gritei para uma figura enorme com uma mascara viking e um machado gigante. Quando gritei Banguela correu escada abaixo até mim e quase avançou na pessoa (ostentando seus dentes). Ele só não mordeu porque antes dele pular a pessoa tirou a mascara falando:

― Calma ferinha, calma!!!― Era só o meu pai, o que que ele tem na cabeça?

― Eita, pai, cacete, que que foi isso?― Falei rindo um pouco no final.

― Devia ter visto a sua cara! ― E continuou.― Só achei essas coisas aqui em baixo e achei que você ia gostar...,bom, mas vamos indo logo que temos uma festa para ir hoje!

― Festa? A não pai, não to muito no clima de festa. ― Disse coçando a parte de traz da minha cabeça.

― Ahn, é que eu pensei que você ia querer se enturmar sabe, vai que você reconhece alguém, sei lá...― Ele disse "misteriosamente" e fez uma saída dramática jogando aquela capa para trás. Eu ri vendo aquilo e subi para me arrumar, ele me ganhou com a saída dramática e eu tinha que esquecer Astrid, que essa hora já devia estar agarrando o "Melequento".

Saímos de casa umas sete e chegamos na última fazenda. Era rústica e parecia um castelo antigo, bem legal. Achei que eu estava indo muito arrumado de terno mas lá todos também estavam usando, digo os homens, as mulheres usavam vestidos longos. Na entrada da casa meu pai teve que me quase arrastar porque quando eu vi o nome "Dunbroch" na entrada congelei. Meu pai riu e disse que era uma surpresa. Acho que aquela pessoa era mesmo a Merida. Não sei porque estava com um frio na barriga. Quando entrei no salão meu pai foi correndo para um lado, me deixando sozinho. Acabei me distraindo olhando a decoração e esbarrei em uma menina.

Aquela menina, a do sonho. Ela era a mesma, o cabelo, os olhos, era mais bonita pessoalmente (acabei falando isso em voz alta o que ela não entendeu muito bem). Estava usando um vestido roxo e uma tiara na cabeça. A Morena pediu desculpas e se apresentou. Rapunzel Corona. Eu não ia esquecer. Não consegui me apresentar porque ela foi arrastada por uma mulher até o pé da escada e eu a vi. Não tinha como não ser ela. Ela estava diferente e estava muito linda. Tentei abrir espaço na multidão quando percebi que ela conversava com Rapunzel. Porém quando estava bem perto ela saiu de perto da morena e se retirou do salão. Eu fui atrás dela e a segui pela escada lateral que subia até o segundo andar. Eu a chamei mas ela não ouviu. A vi entrar em um quarto com a porta lilás e a fechar atrás de si. Eu nem pensei muito, fiquei encarando a porta e bati, abrindo logo depois. A luz estava apagada e eu disse:

― Merida, tá aqui?

― Quem tá ai? Ah, não importa, segura essa escada aqui pra mim.

Minha visão tinha começado a se acostumar com o escuro, quando percebi que ela estava subindo em uma escada de metal e procurando algo em cima do armário. Eu fui até a escada e a segurei com uma mão. Achando que não tinha sido reconhecido, eu disse:

― Que que você tá procurando?

― Meu arco, minha mãe escondeu ele aqui, em algum lugar.

― Lembro que você era muito boa nisso, lá na Escócia.

― ACHEI! Espera Escócia? Soluço é você?

― Sou, tudo bem?― Em quanto dizia isso tirei a mão da escada e acenei, que estúpido, por que eu fiz isso? Quando estupidamente tirei a mão da escada Merida se desequilibrou e acabou caindo em cima de mim. O que nos fez cair e pude ver seus olhos azuis bem de perto. Bem nessa hora inconveniente alguém abriu a porta e ascendeu a luz. Era a Rapunzel, ela nos encarou e corou, depois disse algo como "desculpa"saiu, só que ela abriu de novo e desligou a luz, murmurando "desculpe" novamente e fechando a porta em seguida. É ela viu uma cena estranha.

― Meus deus Soluço, não mandei você segurar a merda da escada?― Ela perguntou estressada.

― Ahn, Rida,...

― Não vem com, "Rida" não hein, que que a Rapunzel deve estar pensando agora? Mais que...

― Merida― Eu disse mais alto que as reclamações dela.

― Que que é Soluço?

― Não que eu esteja incomodado mas, você ainda esta em cima de mim...

Ela ficou parada por um segundo e então se levantou rapidamente ajeitando o vestido.

― Não vai nem me ajudar a levantar? ― Perguntei, mas para quebrar o clima estranho. Ela me estendeu a mão e eu a peguei. Ai as coisas pioraram porque ela me puxou com tanta força para frente que quando eu levantei, tropecei e a empurrei em direção ao armário, fazendo o seu arco que estava na ponta do armário caísse em cima da escada, a derrubando e fazendo o maior barulho.

― Ei, quem tá ai?― Uma voz feminina perguntou do lado de fora.

― Ai, meu Santo Mike Tyson! Entra ali em baixo Hic.― Ela disse me empurrando para debaixo da cama na mesma hora que alguém abriu a porta e espera ela me chamou de Hic, ela ainda se lembrava? Ai Hic, foco, ahn, Soluço, Soluço, foco. A dona da voz disse:

― Merida, é tu garota?― E acendeu a luz. Eu só vi sapatos pretos e uma meia calça também preta listrada.

― Mavis! Que susto, ahn, eu só estava aqui, ahn, resgatando o meu arco.― Merida respondeu, com um riso no final.

― Só você mesmo Mer, pra perder a própria festa! Tá, deixa isso ai e vamos curtir!

Merida riu e saiu atrás da menina que se chamava Mavis, me deixando em baixo daquela cama. Bom eu sai, não ia ficar lá né? E desci as escadas encontrando a Morena lá em baixo, ela estava me encarando e quando percebeu que eu a estava olhando também desviou o olhar rapidamente.

― Jovem Hadock!― Ouvi alguém exclamando, me virei e vi Fergus, eu ainda me lembrava dele.

― Senhor Dunbroch, quando tempo!― Eu disse apertando sua mão estendida.

― Eu vou bem e vo...― Ele foi interrompido por Elinor que me abraçou falando:

― Soluço! Como esta grande, tão bonito!

― Se passaram cinco anos né?― Eu ri em quanto uma musica começava a tocar.

― Então Soluço, como foi a vida na Inglaterra? Andou muito ocupado?

― Bom, na verdad...― Agora quem Elinor interrompeu foi eu.

― Bom, agora você esta!

― Estou?― Perguntei receoso.

― É claro, vai dançar agora, está na hora da valsa!

E ela saiu me arrastando pelo salão, em direção a pista de dança. Me perguntei se aquilo era boa ou má sorte.

Notas finais
Ah, lembrei de escrever um treco: Vou postar o quarto capitulo amanhã, mas depois vou postar sempre na quarta-feira e no sábado. Segura o coração Mally. Obrigada por acompanhar a história Srta. Hudson, S2 pra vc tbm. ;D