The Bet

5 Brigas e festa. pt 1


Notas iniciais
Espero que vocês gostem e desculpem pela extensão do capítulo e pela demora, hahaha! Beijos.

POV Mili.

‘’Ah, mas que saco.’’ Pensei quando meu despertador tocou novamente ás 6 horas da manhã. ‘’Não vejo a hora de acabarem logo essas aulas chatas, ninguém merece ficar acordando cedo todo santo dia ’’, pensei indo em direção ao banheiro, entrei na banheira e dessa vez o banho não foi tão longo. Saí de toalha no corpo e com uma nos cabelos, vesti meu informe, me maquiei e arrumei minha mochila o mais rápido possível, estava com muita preguiça de ficar me arrumando toda, passei meu perfume, desci as escadas, e não encontrei ninguém, provavelmente os meninos já haviam ido para o colégio, fui correndo pra cozinha, peguei uma maçã e saí. No cominho do colégio, comendo minha maçã e ouvindo minhas músicas no último volume, ‘’Esse ano tem que passar bem rápido, não aguento mais esses idiotas de sempre’’, disse ao ver todos do colégio na porta, conversando, se amassando e gritando. Avistei a Bia e a Vivi, cheguei lá e me sentei no banco junto com elas.

– Bom dia, miga. – Bia disse sorridente.

– Só se for pra você, eu não aguento mais acordar cedo. – Disse normalmente e depois bufei, as duas ficaram me enchendo pra ir falar com os meninos, eles estavam perto do carro do Felipe, ele estava sentado no capô do carro e os outros em pé na frente do Felipe, eles conversavam e riam. Me levantei, arrumei o cabelo o deixando bagunçado, olhei para as meninas e sorri, cheguei perto dos meninos e fui direto para o Pedro, o abracei por trás e dei um beijo no braço dele, ele me abraçou e beijou minha testa, como sempre fazia (desde de criança), disse ‘’oi’’ para o Luca e pro Eduardo com um abraço e um beijo no rosto, olhei para o Felipe e disse:

– Oi, Santana. – disse fria, sem nem dar um beijo e nem um abraço no Felipe. Estava brava pelo o que ele me disse ontem na cozinha sobre eu querer algo mais dele. O olhei novamente e sai andando, mas claro que ele não iria deixar barato e foi atrás de mim.

POV Felipe

– Aonde você vai? – Eduardo perguntou.

– Falar com a Mili, preciso falar com ela. – Disse a seguindo com os olhos, ela sabia que eu iria atrás dela então não se sentou com as suas amigas e foi direto para a cantina. Andei atrás dela, e pude ouvir o Luca zoando o Eduardo sobre algo que não o importava, avistei que Juca, um menino ridículo, estava conversando com a Mili na cantina, ambos se odiavam. Fui até a cantina calmamente sem tomar nenhuma atitude que poderia prejudicar alguém.

– Juca, me solta. Af, que ridículo você. – Ela tentava sair, mas ele estava segurando muito forte o seu braço. – Ai, Juca, você está me machucando.

– Não quero saber, só que é o seguinte: eu quero ficar com você, e você não vai me falar não, não aceito isso como resposta, gatinha, então depois do colégio, vamos á minha casa. – ele sorria de uma forma estranha.

– Não vou á sua casa merda nenhuma, Juca, eu tenho mais o que fazer. Agora me larga e me deixa ir você está me machucando. – Ela fazia cara de dor, ele a apertava cada vez mais forte. O braço dela estava começando a ficar vermelho, ele não a soltou e continuou falando algumas coisas que eu não estava mais prestando atenção.

– Me solta, Juca, por favor.

– Ela disse pra você a soltar – Eu disse calmamente e sério, ele se virou pra mim e riu.

– Mas eu não irei soltá-la, que peninha. – Ele a apertou mais ainda, antes que ele falasse mais alguma coisa, me irritei e dei um soco no rosto dele. Ele caiu no chão, sua boca estava sangrando, minutos depois ele se levantou e foi em minha direção para devolver o soco, mas não conseguiu pois o Pedro e Eduardo viram a ‘’briga’’ e foram correndo segurar o Juca e a Mili me segurou.

– Eu falei de boa com você, Juca, você não quis me ouvir, tomou. Não quero mais você perto dela, tá me escutando? Se eu souber que você fez alguma coisa com ela você está ferrado na minha mão. – Eu disse calmamente mas com fúria nos olhos. Agora cuida disso aí, que está nojento esse sangue todo na boca. – Fiz cara de nojo enquanto debochava do Juca. – Coloca um gelinho. Me virei e olhei para Mili, ela estava bem assustada. – Você está bem? – Perguntei olhando em seus olhos e passando a mão no braço que o Juca havia apertado e machucado.

– Estou sim, só está um pouco dolorido, apenas isso. – Ela desviou o olhar. – Obrigada, Felipe. – Ela disse isso e começou a andar, fui atrás dela e a peguei no braço, e logo soltei.

– Preciso falar com você – a olhei – Me desculpa por ontem, eu fui um idiota, sei e todos sabem que você não é nenhuma dessas vadias que tem pelo mundo e principalmente nessa escola, você é diferente. Você me perdoa? Não queria te deixar brava, é que sei lá achei estranho você estar sendo tão legal comigo assim, normalmente só me dava patada – sorri – Mas eu gostei disso, sinceramente prefiro assim em vez das patadas. – desviei o olhar para o chão, ela percebeu que eu tinha ficado um pouco tímido com aquilo e sorriu.

– Não se preocupe, Felipe, está desculpado, depois desse lindo soco então. – Mili começou a rir e me fez rir também, o sinal tocou e suas aulas não eram juntas. – Bom, vou indo para a aula, te vejo depois, Felipe. – Ela me deu um beijo e um abraço apertado. Antes de sair ela me deu mais um beijo, piscou pra mim e saiu andando. Ela percebeu que o Eduardo, Pedro e Luca estavam olhando pra gente e isso a fez rir novamente, suas amigas chegaram correndo para irem para a sala, ela deu uma última olhada para trás antes que entrasse na sala, eu a olhei e sorri. Eduardo estava falando com ele junto com os meninos e parou para ver por que eu não estava prestando atenção e bufou logo depois.

– Felipe, será que dá pra parar com isso? – Ele falou bravo.

– Isso o que, Campos? Ficou louco? – Disse e simplesmente saí em direção ao meu armário, deixando o Eduardo sozinho ali, o Luca e Pedro já haviam ido em seu armário para pegar as coisas.

– Eaí, Santana. – Pedro disse correndo em minha direção. – Qual é a sua com a minha irmã?

– Nada, Pedro, não temos nada, não se preocupe. – Eu disse normalmente enquanto andava com Pedro em direção a sala, se sentamos ao lado dos outros meninos.

– Qual é, Santana, eu não sou trouxa, muito menos cego. Vocês estavam rindo, se abraçando e etc... E também ontem vocês ficaram grudados o dia todo, e hoje novamente. Não somos cegos. – Pedro disse rindo, eu percebi que Eduardo o olhou bravo e bufou e virou para prestar atenção na aula, eu percebi que ele estava com raiva, aliás, ele nunca gostou daquela aula.

– Já disse, não temos nada. Agora vamos prestar atenção na aula, assim como o Eduardo está tentando fazer. – Eu gargalhei o que fez os meninos rirem, menos o Eduardo. As aulas foram se passando e eu percebia que o Eduardo não estava falando direito comigo e nem com os outros meninos.

– Porra Eduardo, dá para parar de bico e falar comigo e com os garotos direito? Que saco! – Falei com raiva chegando perto do Eduardo na hora de ir embora.

– Para quê? Vocês vão ficar falando da Mili, que ela está te dando mole ou algo do tipo, cansei disso. Já não basta ontem na piscina você passando protetor nela. – Eduardo falava sério.

– Que saco esse seu ciúmes, cara. Disse isso e comecei a gargalhar. – Eu e a Mili não temos nada. E ontem eu apenas passei o protetor nela.

– Passou o protetor, tirando uma casquinha dela que eu vi. E isso não é ciúmes, Felipe, para de ser idiota. – Ele entrou no meu carro.

– Idiota? Você que tá completamente idiota com esse ciúmes besta, não posso nem chegar na menina, dar um abraço, conversar, que você fica com essa cara de cu. Diz logo que você ainda gosta dela.

– Não, mas ela é minha ex. – Eduardo disse. – Isso mesmo ex, você não tem mais nada com ela, não precisa desse mimimi todo. – Mas é estranho ver minha ex dando mole para meu melhor amigo, na minha frente ainda. – Eduardo, ela não está dando mole em mim. – Talvez, apesar de que se tivesse você já teria agarrado ela, que eu sei. – Ele falou normalmente e calmo.

Estava andando com o carro pelas ruas e vi a Mili e a Vivi e parei o carro.

– Querem carona? – perguntei, Mili olhou para Vivi e sorriu.

– Eu não, já vou indo. Mas leva a Mili. – Vivi disse sorrindo, beijou o rosto da amiga e sussurrou em seu ouvido ‘’me liga depois’’ e saiu andando. Mili abriu a porta de trás do carro e sorriu, continuei andando em direção a casa dos Almeida Campos.

– Deixa Mili primeiro Felipe. – Eduardo disse, ele estava com uma expressão estranha no rosto.

– Não precisa, Duda, o Felipe me leva depois. – Ela sorriu, eu olhava sempre pelo retrovisor e sorri, Eduardo não era burro, ele percebia toda vez que ela me olhava, e estava achando isso muito estranho, até demais. Eu estacionei o carro na frente da casa do Eduardo, quando ele saiu do carro abriu a porta para que Mili pudesse ir para o banco da frente. Saí do banco de motorista e dei tchau pro Eduardo, quando voltei a Mili já estava no banco da frente. Sorri e liguei o carro, logo em seguida aquele silêncio ente nos dois incomodava.

– O que vai fazer isso? – perguntei, quebrando aquele silêncio entre nos.

– Não sei, acho que nada. Por quê? – Ela me olhou.

– Ah, sei lá. Não quer sair não? – Eu a olhei e sorri. – Vamos para uma festa, pode ser? Te pego ás 8h. – pisquei.

– E para onde iremos? Caso eu aceite o convite. – ela sorriu

– Você vai aceitar sim, tem que aceitar. Cê vai me acompanhar em uma festa familiar. – sorri – aniversário do meu primo, vai fazer oito anos. Topa?

– Ah, então eu topo, ás 8h né? – Fiz que sim com a cabeça e sorri, chegando á porta de sua casa, saí do carro para abrir a porta para a garota que sorriu logo em seguida, e me agradeceu pela carona dando um beijo no meu rosto e um abraço. Logo ela andou até a porta, eu continuava fora do carro a olhando, ela me olhou, sorriu e entrou...

POV Mili

Fui direto para meu quarto, precisava contar paras meninas o que aconteceu e o que irá acontecer, claro, sem duvida nenhuma a Vivi com certeza já havia avisado a Bia que eu tinha pego uma carona com o Felipe e o Duda no mesmo carro, como elas diziam: o triângulo amoroso. Eu liguei e contei para elas detalhes por detalhes, falas, risos e olhares. Quando eu falei que iria sair com ele á noite, ela gritaram, ainda mais quando disse que era uma festa familiar. Elas começaram com os comentários ‘’ele quer que você conheça a família dele, que lindo’’, não liguei muito pros comentários que elas tinham feito, eu estava pensando no que usar: alguma coisa mais sexy ou mais discreta. Escolhi uma roupa sexy, aliás, naquela noite o Felipe ficaria de queixo caído, eu queria o fazer ficar louquinho naquela noite, contei para as meninas que iria com um visual bem sexy para o Felipe ficar maluquinho, elas me deram apoio total. Eu desliguei o telefone e fui comer alguma coisa, desci as escadas e dei de cara com o Luca e o Duda, mas o que o Duda estava fazendo ali? O Felipe tinha acabado de levar ele, olhei para o meus relógio meu Deus, já passaram 2h e meia que o Felipe havia deixado o Eduardo em casa, como esse tempo passa rápido.

– Maninha, vamos fazer uma sessão cinema hoje á noite? – Pedro perguntou.

– Ih, nem vai dar. Eu vou sair. – Eu disse simplesmente enquanto abria a geladeira para pegar um suco.

– Aonde vai? E com quem? Quero conhecer o rapaz antes. – Ele disse sério, ele era legal e um bom irmão, mas o que eu achava mais fofo ainda é que ele é muito protetor com ela e isso era fofo.

– Nem precisa você já conhece, vou sair com o Felipe. – sorri, os olhares dos três garotos que estavam na cozinha foram pra mim.

– Felipe Santana? – Eduardo perguntou assustado como todos.

– Sim, o Felipe! Seu melhor amigo. – sorri – Credo, gente parece que viram um fantasma.

– Como assim você vai sair com o Felipe? Explica melhor. – Campos perguntou, ainda sem entender nada.

– Simples, ele me chamou para sair e disse que ás 8h passava aqui para me pegar e eu aceitei. – sorri, os meninos ficaram me olhando por mais um tempo, aquilo já estava me incomodando um pouco. Me levantei e disse – Bom, vou dormir um pouco, estou cansada e depois vou sair com o Lipe. – Mandei beijos ao ar para os meninos e saí andando até meu quarto, me deitei pensando no que poderia fazer para essa noite, para que Felipe ficasse louco e sua aposta finalmente estaria cumprida, pensei e pensei, mas nada chegou e acabei caindo no sono. Acabei acordando com meu celular vibrando, tinha recebido uma mensagem.

‘’Gata logo passarei ai para te pegar. Beijos, Felipe!’’