Notas iniciais
(Sem Saída) Olá pessoas que eu amo. Demorei? Sim muito, gente eu fiquei muito ocupada com Nuestra Pasion mas agora estou aqui!! YAY! Estou tão animada, vocês são inacreditáveis. Passamos de 450V U.U ♥ Obrigada a quem está acompanhando, favoritando, comentando... Enfim, postar fanfics de Violetta fica bem complicado por que as vezes parece que quase ninguém ler, então muito obrigada a quem faz essa fanfic possível. Quero agradecer a Hermione Gryffindor por está acompanhando aqui, e ter favoritado NP ♥ Estou muito feliz e espero que esteja gostando da fanfic. Cap cheio de surpresas, então chega de avisos e... BOA LEITURA ♥

Geral.

Angeles acordou atordoada com um baque de lembranças a invadindo forte sem deixar com que dormisse durante a noite, olhou para a loirinha ao seu lado que ainda dormia tranquilamente alheia a tudo o que acontecia, virou sua cabeça fitando o despertador relógio na cômoda que marcava exatas 7 da matina. Odiava acordar tão cedo, mas hoje o dia seria muito corrido, depois de anos colocaria os pés no Studio novamente. Um arrepio percorreu sua espinha e decidiu se levantar, colocou os travesseiros ao lado de sua filha para que ela não caísse, rumou lentamente até o banheiro e se despiu olhando-se no grande espelho de corpo inteiro.

Olheiras, pálida, cabelo emaranhado, cara amassada. Realmente uma cena linda de se ver, Angie riu com seu próprio pensamente bobo. Ligou o chuveiro na água gelada e foi para debaixo deixando que a água fria levasse todas aquelas lembranças que tentou evitar durante anos, Leonardo sem que ela percebesse entrou no banheiro se despindo e foi para debaixo do chuveiro com a namorada enquanto a envolvia num abraço gostoso.

— Bom dia minha princesa! — Leo a cumprimentou baixinho, mordiscando seu pescoço.

Angie sorriu mordendo os lábios para evitar um gemido.

— Bom dia, amor. — Respondeu excitada.

— Você está tão distraída desde que chegou aqui, o que houve Angie?

Angeles se culpou por ter um homem maravilhoso ao seu lado, mas ao invés disso está pensando em German.

— Não vamos falar sobre isso.

— Tudo bem, como você quiser. Tenho algo que pode te distrair. — Leonardo já beijava o ombro de Angeles a fazendo rir.

Ela virou-se para o namorado o abraçando e mantendo seus corpos completamente colados, ele tomou seus lábios num beijo urgente a apertando contra si de modo dominador, como se dissesse que ela sempre seria dele e ponto. Sem esperar Leonardo levantou as pernas de Angie as envolvendo no seu quadril aproveitando para prensá-la contra a parede gélida, continuaram se beijando com desejo, as mãos de Leonado percorriam todo o corpo bem-feito da loira a arrancando suspiros e gemidos um pouco mais altos do que deveriam.

(…)

— Você realmente vai pro Studio a essa hora? — Leonardo questionou ao ver Angeles terminando de se vestir.

Angie o olhou séria concordando, usava uma calça jeans escura e uma blusa branca de mangas com detalhes em renda, calçou uma ankle boots pretas de salto e deixou seus cabelos lisos.

— Sim, eu preciso ir. Prometi que ajudaria Antônio com os livros de contabilidade, a Alice acorda daqui a pouco se quiser pode levá-la para o Studio e o endereço tá nesse post-it. — Informou pegando sua bolsa realmente atrasada.

Leonardo bufou contrariado.

— Tem certeza que não quer que eu vá te deixar?

— Absoluta meu amor. Eu prefiro pegar um táxi, só cuida da Alice por favor. — Pediu.

Leonardo suspirou mais calmo.

— Tá eu cuido da princesinha, pode ir tranquila. — Resmungou rendido.

Angie o fitou feliz e o beijou rapidamente.

— Obrigada! — Trocaram alguns selinhos e Angeles foi até a filha que ainda dormia num sono profundo. – Tchau boneca da mamãe, volto mais tarde.

Deu um beijo na filha e saiu rapidamente, seu coração batia muito mais rápido como se a qualquer momento fosse sair do peito.

Violetta Castillo.

Acordei um pouco mais cedo do que gostaria talvez por ainda não está acostumada com a diferença de fuso horário entre Argentina e Madrid, me levantei da cama animadamente sentindo uma sensação boa percorrer todo meu corpo. Fui até o banheiro fazer minha higiene matinal, depois optei por vesti uma blusa rosa de mangas toda soltinha com detalhes em renda, um jeans, uma bota cano médio marrom com salto agulha, fiz uma maquiagem leve e deixei meus cabelos castanhos soltos. Peguei minha bolsa nude e desci as escadas cantarolando, na mesa já estavam meu pai mexendo em seu tablet, Olga e Ramallo.

— Bom dia! — Os cumprimentei.

Fui até meu pai o beijando na bochecha.

— Bom dia minha menininha, vou pegar algo que eu preparei especialmente para você. — Olga disse já me mimando.

Ri baixinho concordando, ela nunca iria mudar.

— Bom dia Vilu. — Ramallo me cumprimentou com um sorriso que foi retribuído.

— Dormiu bem filha?

— Dormi sim papai, acho que senti muita falta daqui. Mas sinto que ainda falta algo para minha felicidade ficar completa…

Percebi meu pai se enrijecer na cadeira. Sim, eu havia mencionado Angie.

— Eu sei filha. Não foi visitar sua tia nenhuma vez?

— Não pude. Tinha muito trabalho, principalmente para gravar os clipes.

— Fico feliz em te ver assim, tão empenhada e ocupada com o seu trabalho. Não esquece que o papai é seu fã número um. — Brincou com um sorriso.

Ri gostosamente.

— Eu sei pai.

— Você está tão sorridente Violetta, eu te conheço. Viu um passarinho azul foi?

Arregalei os olhos corada. O motivo da minha animação tinha nome e sobrenome: Leon Vargas.

Como eu sentira falta daqueles olhos claros, o seu sorriso contagiante, seu toque. De tudo que se relacionava a ele, mas é óbvio que meu pai não precisava saber.

— Não, não. Estou feliz porque voltei para Buenos Aires, oras!

— Sei Violetinha, me engana que eu gosto. — Meu pai brincou desconfiado.

Ri ainda mais sentindo minhas bochechas corarem. Desde quando meu pai era assim? Não sei, mas eu tinha gostado de o ver tão descontraído.

— Bom, eu já vou indo pois estou atrasada. Tchau pra quem fica.

Me levantei já me despedindo de meu pai.

— Espera Vilu, para onde a senhorita vai tão cedo?

Certos hábitos nunca mudam.

— Vou para o Studio, prometo que volto mais tarde. Posso ir pai?

— Pode, pode sim. Antes dá o beijo do seu pai.

Revirei os olhos sem deixar de rir, depositando um beijo em sua bochecha.

— Tchau.

Saí de casa rapidamente antes que não conseguisse sair mais, porém fui caminhando lentamente pelas ruas de Buenos Aires desejando veementemente encontrar Leon por aqui de novo, mas como dizem um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Como Leon não apareceu no meu caminho não demorei a chegar no Studio, meus olhos brilharam ao ver aquele lugar colorido cheio de música e gente para todos os lados.

— Enfim, em casa.

— Falando sozinha?

Arregalei meus olhos, virando sobressaltada. Mal acreditava que estava mesmo a vendo depois de tanto tempo.

— FRAN! — Gritei pulando em seus braços num abraço forte. Nós rimos como duas meninas.

— Vilu, quanto tempo…

Nos soltamos e Fran me analisou com um sorrisinho malicioso.

— Ou devo dizer Tini? — Perguntou parecendo confusa.

— Você me acompanha?

Senti meus olhos brilharem.

— Mas é claro, tudinho! Estou tão feliz por você amiga, merece todo esse sucesso. — Disse rindo, me contagiei por sua risada.

— Obrigada, mas eu soube que a senhorita está fazendo uma turnê pela Itália.

— Sim, cheguei essa semana. Para o casamento apenas.

— Que casamento? — Indaguei confusa.

Fran me olhou receosa.

— Bom, eu e o Diego resolvemos dar um passo a mais sabe? — Comentou envergonhada.

Arregalei os olhos a abraçando forte.

— Parabéns Fran! Como o Gregório e o Lucca aceitaram?

— Obrigada Vilu. Na verdade nos deram um sermão por ainda sermos muito novos, mas depois melhorou. — Nós rimos. – Quero que seja minha madrinha junto com a Cami.

Arregalei os olhos.

— Eu não sei nem o que dizer Fran…

— Diga que sim, oras. — Respondeu divertida.

— Sim, é claro que sim!

Nos abraçamos novamente.

— Tem mais uma coisa. O Leon vai ser seu par, padrinho do Diego!

— Ah eu… Tudo bem. Não é uma má notícia. — Dei ombros sentindo o sangue correr mais rápido ao lembrar do Leon.

— Que bom Vilu. — Antes que ela dissesse algo a mais seu telefone toca, me pediu licença por alguns instantes e saiu. Porém não demorou a voltar. – Vilu, eu adoraria ficar um pouco mais mas acabaram de ligar da loja de noivas. Tenho prova do vestido.

— Tá vai lá tranquila amiga.

— Depois nos vemos? — Questionou com uma feição culpada.

— Sim, te ligo e marcamos algo!

Fran concordou e saiu rapidamente. Quem diria que ela e o Diego levariam o relacionamento adiante, de qualquer forma estou muito feliz por eles.

Entrei no Studio sem deixar de observá-lo em cada detalhe, mal conseguia acreditar que voltei para Buenos Aires novamente. Fui até a sala dos professores feliz, meus olhos correram por cada centímetro daquele lugar até pararem involuntariamente numa figura diferente porém muito conhecida por mim. Arregalei os olhos feliz, parecia que o destino tinha me pregado uma peça outra vez.

Depois de tantos anos encontrá-la ali era a melhor coisa que poderia acontecer, cocei meus olhos para me certificar que não era uma visagem e sorri mais largamente.

— Angie?

Angeles Saramego.

Paguei o táxi e desci já andando em direção a entrada do Studio, mas meus olhos se fixaram ali como se quisessem memorizar cada pedacinho daquele lugar maravilhoso, minha segunda casa. Fui invadida por um turbilhão de lembranças ao mesmo tempo sentindo meu coração palpitar forte, não poderia me deixar levar desse jeito até porque já tinham se passado muitos anos. Ignorei meus sentimentos e caminhei para dentro do Studio observando os novos rostinhos que se encontravam ali cantando, dançando ou simplesmente conversando entre si.

Meu coração se encheu de paz novamente. Entrei na sala dos professores vendo Antônio com uma feição preocupada encarando alguns papéis que deduzir ser as finanças do Studio, pigarreei com uma tosse falsa para chamar sua atenção.

— Angie, que bom ver você por aqui! — Antônio veio até mim me cumprimentando com um abraço.

Retribui seu abraço.

— Como não viria? Quero muito ajudar o Studio.

Antônio sorriu fraco parecendo cansado, sua idade denunciava que não deveria está trabalhando.

— Fico feliz que pense assim, filha.

Sorri carinhosamente.

— Bom, por onde começamos? Pode me contar como está o Studio.

— A situação é complicada, as dívidas vêm de muitos anos e a cada dia só aumentam. Se não quitarmos poderemos perder o Studio pois são altíssimas, estou tendo que despedir pessoas boas que precisam de emprego e isso não me deixa nada feliz.

O olhei séria. Me sentei na cadeira com algumas ideias em mente.

— Eu acho que podemos fazer apresentações para conseguir patrocinadores. — Comentei um tanto animada.

— Angie, essa é uma ideia muito arriscada! Se o Studio fracassar, vamos fechar.

— É ainda uma ideia, eu vou analisar os livros contábeis e vou ver o que podemos fazer. Também pensei em montar um site com as músicas do Studio para se baixar com downloads pagos… Não sei, me parece uma boa ideia.

— Sim eu concordo! — Antônio afirmou mais animado. Sorri.

— De qualquer forma, isso tem que ser decidido com outros professores. Estarei disposta a ajudar.

— Angie eu sei que posso está pedindo muito, mas você estaria disposta a voltar para o Studio?

Arregalei os olhos sem assimilar o que estava havendo. Voltar para o Studio? Como essa possibilidade não passou pela minha cabeça?

— Eu preciso pensar. São muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo…

Antônio riu.

— Eu te entendo querida. Bem, pense com carinho sim? A hora que quiser voltar será muito bem vinda! — Informou com brandura. Concordei com a cabeça.

— Eu sei que sim. Posso levar os livros contábeis Antônio?

Antônio assentiu já pegando os livros contábeis e me entregando.

— Angie?

Arregalei os olhos ao ouvir aquela voz, pensei que nunca mais iria reencontrá-la na vida. Me virei emocionada e bombardeada por várias emoções ao mesmo tempo, Violetta parecia sentir o mesmo que eu, meu coração palpitou ao vê-la vir correndo para mim e me abraçando.

— Vilu! Que saudades de você meu amor… — Falei com felicidade evidente enquanto a rodopiava no meu colo.

Estava enorme e mais linda do que antes.

— Tia, nem acredito que está aqui! Senti tanto sua falta, falar por telefone não é a mesma coisa que te ver. — Disse me olhando com um sorriso grande em seu rosto perfeito.

Acariciei seu rosto ainda domada de emoções.

— Está tão linda! Puxou da tia é claro. — Brinquei e nós rimos.

— Quando voltou da Europa? Poderíamos ter vindo juntas se tivesse vindo no início da semana.

A fitei, queria sentir que ela era mesmo real.

— Eu cheguei na segunda, querida. Sim poderíamos ter vindo no mesmo voo, mas alguém não me liga mais. — Afirmei divertida.

— Estou cheia de trabalho Angie. Ah meu Deus, nem acredito que voltou… O papai já sabe?

Foi uma pergunta inocente, mas meu sorriso desmanchou ao lembrar dele. Eu definitivamente não queria lembrar de German, mas cada parte de Buenos Aires me fazia lembrar dele e de todos os nossos momentos.

Desde a primeira vez que nos encontramos em seu escritório até o dia que eu fui embora para a França. Era como se um pedaço de mim tivesse sido arrancado a força, com o passar dos anos não doía tanto mas ainda sim, as lembranças continuavam intactas.

— Tia, o papai sabe que voltou? — Refez sua pergunta sem deixar de me olhar.

— Não Violetta. Ele não tem que saber. — Soou um pouco rude, mas ela precisava esquecer que eu já existi na vida do German.

No que dependesse de mim ele nunca saberia que eu vim para Buenos Aires novamente, German perdeu qualquer direito de saber sobre mim quando me acusou de roubar seu maldito dinheiro. Me contive para não chorar, precisava me manter forte pois minha sobrinha linda estava ali comigo novamente.

— Olá Antônio! — Vilu o cumprimentou com um abraço.

— Violetta! Achei que não viria me cumprimentar.

Vilu riu me olhando tímida.

— Desculpa Antônio, fiquei tão emocionada ao ver minha tia depois de tanto tempo…

— Eu sei que sim. — Ele informou rindo. – Com licença, vou deixá-las um pouco.

Antônio saiu e eu afaguei os cabelos castanhos de Violetta.

— Temos muito o que colocar em dia, não é? — Indagou me olhando curiosa.

— Tem razão, temos bastante coisa que colocar em dia.

A puxei para um abraço tentando disfarçar meu nervoso. Ficamos em silêncio abraçadas, um turbilhão de sentimentos me engolfavam com uma força terrível, deveria contar para Violetta sobre minha filha? Uma hora ela ia saber, mas eu tinha medo que contasse para German e ele me tomasse minha filha. Um arrepio percorreu minha coluna ao pensar nisso, o medo de que German soubesse e tirasse Maria Alice de mim me dominava, eu não podia perder meu bem mais precioso nem em sonho.

— Que foi tia? Ficou tensa de repente.

Era óbvio que Violetta sabia de tudo o que se passava comigo.

— Nada meu amor, nada. Estou com alguns problemas, mas nada de mais. — Menti.

Não podia negar que tinha ficado muito feliz em ter Violetta comigo novamente, ela e Alice eram os melhores presentes que a vida tinha me dado. Minha felicidade finalmente está completa.

— Olá meninas, vim pegar algumas partituras que esqueci. — Antônio disse apressado.

Não eram partituras e sim os papéis de finanças do Studio, ele só não queria que Violetta soubesse. Mas ela era muito esperta.

— Algum problema Antônio?

Ele riu.

— Não claro que não querida. Fique tranquila conversando com sua tia…

Violetta me olhou desconfiada.

— Angie?

Suspirei, não poderia contá-la agora.

— Vocês estão estranhos e estão me escondendo algo! Não sou mais uma criança, me dói que não confiem em mim. — Vilu irritou-se desfazendo nosso abraço.

Eu e Antônio nos entreolhamos tensos.

— Ela tem razão Antônio, uma hora vai precisar saber. — Informei séria.

Ele suspirou retirando os óculos.

— O Studio está com muitos problemas financeiros Violetta, se não eu não resolver ele corre o risco de fechar.

Violetta me olhou assustada e eu assenti ainda com uma feição séria.

— Não, temos que fazer algo! O Studio não pode fechar.

A abracei fazendo carinho em seus braços numa tentativa de acalmá-la.

— Vamos tentar ajudar Vilu, é por isso que eu vim aqui. Vamos achar uma solução, não se preocupe minha princesa.

Escolhi as palavras para não assustá-la com a montanha de dívidas do Studio, minha sobrinha não precisava se preocupar com isso agora.

— Mami! — Ouvi a vozinha de Alice me chamando. Sobressaltei me sentindo pálida ao vê-la com uma carinha confusa na porta da sala dos professores.

Oh não, não, não. Isso não poderia está acontecendo.

Pelo menos não agora.

Violetta alternava os olhares entre mim e sua prima/irmã parecendo confusa. Meu coração gelou, como eu explicaria isso para Violetta que nunca nem soube da minha gravidez? O destino se encarregou de contar, mas não era desse jeito que eu planejava contar.

— Mami? — Alice me chamou de novo.

Suspirei nervosa e estendi minha mão para ela fazendo um sinal pra que viesse até mim. Uma mentira a menos na minha vida.

— Oi meu amor, o que faz aqui?

A peguei no meu colo, ainda tensa. Vilu nos olhava boquiaberta sem saber o que dizer.

— Fiquei com saudade de você, daí o tio Leo me trouxe para cá. — Disse com um pequeno sorriso.

— Tudo bem, apenas se comporte pois eu estou resolvendo algo sério está bem? — Alice assentiu.

Sorri carinhosamente e beijei sua testa a colocando no chão.

— Olá! — Alice cumprimentou Violetta e Antônio com um sorriso caloroso. Eu juro que queria algo para sair daqui o mais rápido possível.

— Olá garotinha. Você é muito bonita, na verdade é a cara da sua mãe. — Antônio disse sorrindo.

Alice sorriu tímida abraçando minha perna.

— Oi princesinha. — Vilu se abaixou para ficar da altura de Alice.

Ela analisava cada traço do rosto da minha bebê, fazendo a tensão me golpear mais forte. Espero que ela não perceba as várias familiaridades que Alice herdou dela e do German.

— Er… Alice essa é Violetta, sua prima. Vilu essa é Maria Alice minha filha. — As apresentei atrapalhada com um nervoso que não cabia em mim.

Obrigada Sr. Destino por me colocar numa situação tão agradável como essa.

— Ah meu Deus! Você é a Tini! Mami ela é a Tini Castillo, e é minha prima. Hoje é o melhor dia da minha vida! — Alice disse euforicamente e eu ri ruborizando forte.

Violetta sorriu grande e pegou Alice no colo que riu animada colocando as mãozinhas no rosto fino de Violetta.

— Sim sou eu mesma, mas me chame de Vilu apenas. Posso te abraçar?

A pequena arregalou os olhos animada, concordando com a cabeça rapidamente. Ambas se abraçaram por um longo tempo, eu as observava feliz pois achei que Vilu ficaria chateada ao ver sua prima, mas sua reação foi realmente muito boa.

Porém eu ainda queria que um buraco se abrisse e me levasse para longe junto com Alice, pois eu sabia não escaparia do interrogatório de Violetta mais tarde.

— É ótimo te conhecer princesa, tenho certeza que vamos ser muito próximas…

Geral.

Pablo estava no hall, dando aulas de dança para alunos do primeiro ano com a ajuda de Broduey seu assistente, e logo vê uma garotinha muito linda observando tudo curiosamente com um sorriso familiar em seu rosto, Pablo não consegue parar de observá-la sentindo uma forte semelhança com alguém que conhecia. Quando ele ia falar com ela, Alice sai apressadamente indo para algum canto que ele não tinha conseguido ver, após a aula terminar, ele vai até a sala dos professores com intuito de conversar com Antônio.

— Antônio, você acredita que eu vi uma garotinha muito parecida com a… ANGIE?! — Pablo indaga surpreso ao ver sua melhor amiga ali. Depois de seis anos ele não esperava reencontrá-la tão cedo, e ela estava tão mais linda de quando ainda morava em Buenos Aires.

Angie virou-se radiante ao ver Pablo falando com um olhar feliz.

— Pablo, que saudade! — Angie disse indo o abraçar e sendo retribuída intensamente. – Vejo que você já conheceu minha filha. — Ela disse rindo e Pablo a olhou surpreso.

Era por isso que tinha sentido que aquele rostinho era familiar, ele riu batendo a mão na testa com uma cara de óbvio.

— Oi, eu sou Alice! — Disse um pouco tímida, fazendo Violetta se derreter com a atitude da menina.

— Olá princesa, alguém já te disse que você é a cara da sua mãe? — Pablo se abaixou para ficar na altura da criança. Angie riu.

— Todo mundo! — Alice respondeu dando ombros.

Todos riram com a atitude da pequena loirinha.

— Estou muito feliz que está aqui novamente, pensei que nunca mais fosse te ver. — Pablo abraçou Angeles novamente.

— Eu sei, também estou muito feliz de está aqui.

Mentiu, sabia que pôr os pés em Buenos Aires seria um erro desde o primeiro minuto que chegou.

— Vilu, quanto tempo! — Pablo a cumprimentou com um abraço.

— Sim, muito tempo Pablo. — Os dois riram.

— Bom eu adoraria ficar, mas eu preciso conversar em particular com você Antônio! — Pablo disse apressadamente.

— Oh sim, vamos. Até depois meninas. — Se despediu e ambos saíram conversando.

Violetta fitava a tia séria que desviava o olhar para qualquer outro canto completamente nervosa.

— Tô com fome mamãe! — Alice resmungou chamando atenção das duas adultas.

— Tudo bem filha, vamos almoçar. — Pegou Alice no colo, torcendo para que sua sobrinha não dissesse mais nada. – Vilu, eu…

Violetta suspirou.

— Espera Angie, vamos almoçar comigo num restaurante que abriu esses dias? — Perguntou torcendo intensamente para que Angie aceitasse.

Sabia que a situação era incômoda, mas tinha tanto o que perguntar e queria saber de tantas coisas. Mal acreditava que teve uma filha, e o pior de tudo... Nunca lhe deu nenhuma notícia. Poderia ter acompanhado toda a gestação se ela tivesse permitido, entretanto não se sentia chateada, nunca iria se sentir chateada com a pessoa que considerava sua mãe.

Angeles a olhou incerta, mas era sua sobrinha ali. Já trocaram tantas confidências, que falar a verdade não faria tão mal. Mas não podia falar a verdade, não sobre isso.

— Tudo bem. Vamos.

Angeles pegou sua bolsa e ajeitou a filha no colo. Violetta assentiu saindo junto com a tia.

— Temos muito o que conversar, não acha?

Notas finais
OOI :p Gostaram? Odiaram? Próximo capítulo vai ter surpresinhas :) Já disse que amo vocês? Amo vocês! Vou deixar o link das fanfics para quem ainda não leu. Nuestra Pasion > https://fanfiction.com.br/historia/775512/Nuestra_Pasion/ Recomendo ler TSNE, antes daqui. https://fanfiction.com.br/historia/768561/The_Story_Never_Ends/ Boa Leitura para quem for ler as histórias. Espero vocês no próximo capítulo! Boa noite, até logo mores ♥