Notas iniciais
*Memórias De Um Amor. Hello Meus Beberes, Sentiram Minha Falta? Resolvi mudar o nome da segunda temporada, por que? Não sei. Como eu disse, a capa é próvisória. Gente esse é um capítulo mais explicativo, pra vocês entenderem o que vai rolar daqui pra frente :) Estou tão feliz de está postando uma Season 2, e isso graça à vocês ♥ Bom, então é isso. Vou tentar me esforçar ao máximo para ser frequente ♥ Boa Leitura seus lindos. :)

Geral.

Grenoble — França.

5 anos e 6 meses antes.

— Vai Angie, faz força só mais dessa vez para seu bebê nascer! — A obstetra pediu calmamente, já vendo a cabecinha loira do bebê.

Angeles olhou para Leonardo apreensiva, sentindo que não ia aguentar mais nenhum um minuto, seu rosto estava vermelho e banhado pelo suor. Apertou fortemente a mão de seu namorado, sentindo algumas lágrimas saírem dos seus olhos involuntariamente, devido a enorme dor que sentia.

— Eu não vou conseguir. — Angie disse aflita, enquanto tentava empurrar. Leonardo segurava às lágrimas a olhando.

— Vai sim, não diga uma coisa dessa! — A repreendeu, fazendo a loira rir fraco e morder o lábio inferior com força. – Nós precisamos de você aqui. — Murmurou beijando a testa de Angeles.

— Me prometa que vai cuidar do bebê. — Pediu fazendo força para empurrar.

— Você vai está aqui para cuidar. — Leonardo tentou ser forte. A situação de Angie não era muito boa.

Ela estava fraca, e o parto já chegava em 5 horas.

— Por favor… — Angie pediu tentando manter seus olhos abertos e com a voz fraca.

— Os batimentos dela estão caindo. Coloca 6mg de adenosina! — A obstetra quase gritou, não poderia perdê-la em seu plantão.

— Eu prometo Angie, prometo que vou cuidar dele. — Leo disse apreensivo, segurando na mão da namorada.

Os batimentos de Angie foram melhorando aos poucos, ela sabia que tinha que resistir pelo bebê que precisaria muito dela. Não podia deixar-se vencer pela dor, ou pelo cansaço.

— Angie, você está me ouvindo? — Dra. Kate perguntou a olhando.

— Sim, sim. — Angeles murmurou tentando manter a consciência.

— Ótimo, seu bebê já está vindo ao mundo. Mas eu preciso que empurre uma última vez. Você consegue?

Angie assentiu, ela olhou para Leo que concordou com um sorriso de lado, afagando a testa dela. Angeles juntou todas as forças que tinha e empurrou o bebê, sentindo uma dor enorme como uma faca entrando em si, ouviram um chorinho agudo por toda a sala e Angie deixou seu corpo desfalecer sobre a maca, apesar de cansada seus olhos brilharam ao ver aquele serzinho chorando enquanto cortavam o cordão umbilical.

— É uma menina! Uma linda e saudável menina. — Dra. Kate afirmou feliz com a pequena bebê no colo que ainda chorava.

— Você conseguiu, ela é uma verdadeira princesa. — Leo disse animadamente, fazendo Angie rir sentindo um cansaço fora do comum. Afinal, tinha acabado de pôr um serzinho no mundo.

A enfermeira enrolou a pequena que grunhia pequenos sons numa mantinha lilás, e a colocou cuidadosamente nos braços de Angeles, que sorriu emocionada ao ver sua filha. Por Deus, como ela era linda! Pele alva, leves fiapos loirinhos por sua cabecinha, olhos grandes e verdes, sua boquinha era rosada e parecia com a de German, o nariz pequeno afilado e as bochechas consideravelmente rosadas, simplesmente linda!

Angeles se perguntava a todo instante como ela e German conseguiram fazer um ser tão perfeito daquele, era uma bela mistura dos dois.

— Oi princesinha, eu sou sua mamãe. — Angie murmurou tocando cuidadosamente com a ponta dos dedos na bochecha da neném que a observava. Todos observavam a cena, enternecidos. – Seja bem-vinda ao mundo, Maria Alice Saramego. — Angie beijou a testinha da pequena, que gemeu baixo em resposta gostando do carinho da mãe.

Angie a olhava admirada com a tamanha beleza e perfeição da pequena em seus braços, ela já a amava mais que tudo nesse mundo. Era um pedacinho seu e nunca deixaria que nada ou ninguém a machucasse. Leonardo as olhava bobo, sabia que tinha a missão de cuidar das duas não importa o que aconteça.

….

Dias Atuais.

Angeles Saramego.

Acordei um pouco incomodada sentindo alguém pular em cima de mim, abri meus olhos lentamente e sorri grande ao ver minha loirinha pulando insistentemente em cima de mim com um pequeno sorriso enquanto me observava com suas grandes orbes verdes.

— Bom dia mamãe. — Alice disse docemente.

— Bom dia meu amor, acordou animada não é? — Perguntei sem tirar o sorriso do rosto.

Maria Alice Saramego, minha filha linda tinha 5 anos e 8 meses. Estava cada dia mais linda, mais esperta, me deixando maluca de tanto amor. Ela era perfeita em tudo, de aparência é muito parecida comigo, mas no jeito tinha puxado consideravelmente a German.

— Sim, hoje a tarde é o primeiro dia de aula! — Alice falou eufórica, pulando em cima de mim.

Ri a segurando, a deitei do meu lado fazendo cócegas por todo seu corpinho enquanto ela ria gostosamente. Eu adorava suas risadas contagiantes.

— Muito bem, vamos nos vestir e tomar café o que você acha princesa? — Perguntei a observando abrir um sorrisinho lindo.

Tenho certeza que se German conhecesse a princesinha que a gente fez, ele ia ficar babando nela. Alice sempre foi uma criança doce, calma e amorosa. Às vezes eu me pegava desejando que ele estivesse aqui conosco, acompanhando cada feito magnífico dela assim como eu acompanhava.

Toda vez que eu a olhava, vinha à tona as minhas memórias doloridas com German, de um passado vazio e cheio de lembranças que me torturavam, Alice nunca teve culpa de nada, pelo contrário ela fazia todos os meus dias mais felizes.

Procurei não pensar nisso e me levantei junto com ela. Nos banhamos, após o banho eu a sequei cuidadosamente pondo um vestidinho rosa de bolinhas brancas e deixando seu cabelo solto, depois de pronta Alice colocou um desenho qualquer que passava na televisão e eu fui enfim me arrumar. Pus um macacão jeans justo ao meu corpo, coloquei um salto preto, aproveitei para pôr meu anel de compromisso e meu colar prata predileto, optei apenas por um gloss rosado e deixei meu cabelo solto.

Fiquei observando meu reflexo no espelho, eu havia mudado muito, nem parecia mais a mesma de anos atrás.

— Tá uma princesa mamãe. — Alice me tirou dos meus devaneios com sua sinceridade, não pude evitar de rir abafado com o seu comentário.

— Você também está lindíssima. Vamos? — Alice pulou no meu colo e nós fomos até a cozinha.

A coloquei num banquinho e comecei a preparar nosso café, Alice cantarolava algo baixinho e eu ri vendo como ela já tinha um dom natural para cantar. A campainha tocou, eu limpei minhas mãos e saí apressada para atender, abri à porta me deparando com Leonardo encostado na parede com um sorrisinho bobo.

— Oi. — Murmurei tímida com seu olhar sobre mim.

— Oi meu amor, não vai me convidar para entrar? — Questionou sorrindo. Corei, dando passagem para ele entrar.

Fechei a porta me virando para ele, que envolveu os braços na minha cintura me puxando para si e me roubando um selinho.

— Já te disse como você está linda hoje? — Perguntou baixinho.

— Hmm, hoje ainda não. — Brinquei, nós rimos.

— Você está simplesmente maravilhosa. — Pude sentir que ruborizei ainda mais.

— Tio Leo! — Alice veio até nós pulando no colo de Leo que retribuiu seu abraço, a rodopiando no ar. – Você veio ficar comigo?

Olhei a cena enternecida, Leo era o pai que Alice nunca teve.

— Oi boneca, vim para te levar pra passear. — Leonardo exclamou animado e Alice arregalou os olhos me olhando.

— Posso ir mamãe? Por favor. — Pediu fazendo um biquinho, e juntando as duas mãozinhas implorando. Era óbvio que eu a deixaria ir.

Mordi meu lábio inferior segurando um riso e revirei os olhos concordando.

— Pode ir sim, contanto que não demorem. — Pedi já observando os dois com uma cara quem ia aprontar.

— Tá, obrigada mami. — Alice agradeceu com uma voz doce enquanto batia palminhas, beijei sua bochecha levemente corada.

— Bom, Leo eu já estou meio atrasada… então você pode terminar o café para Alice? — Perguntei um pouco atrapalhada.

— Claro, vai lá tranquila.

Sorri.

— Obrigada, você é meu herói. — Brinquei, nós rimos e trocamos um rápido selinho fazendo Alice torcer o rosto numa careta. – Tchau filha, divirta-se.

— Tchau mami. — Alice me mandou um beijo no ar, sorri retribuindo seu gesto. Peguei minha bolsa no sofá, as chaves do carro e saí apressadamente.

(…)

Cantarolei baixinho uma melodia que não saia de jeito nenhum da minha mente, já buzinando em frente a casa da minha melhor amiga Maya que por coincidência, trabalhava junto comigo na academia de música. Maya vinha praticamente desfilando, revirei os olhos e ri da minha amiga.

— Até que enfim. — Brinquei assim que Maya entrou no carro.

Maya Jones, se tornou minha amiga assim que eu vim morar aqui na França, moramos juntas por um tempo até que depois que eu comecei a namorar com Leo ela decidiu sair alegando não querer ouvir coisas impróprias no meio da noite. Maya era estupidamente linda, tinha um corpo esguio, longos cabelos negros que contrastavam com sua pele alva e grandes olhos cor de mel que pareciam saber a verdade da sua vida.

— Calma Angita, eu tive uma noite muy caliente ontem… se é que você me entende. — Maya me lançou uma piscadela, e eu ruborizei dirigindo em direção a academia.

Nos entreolhamos e caímos na gargalhada. Ela não mudava nunca, Maya era do tipo que trocava de namorado igual se troca de roupa, mas eu a adorava e me divertia muito com suas peripécias.

Estacionei o carro e nós descemos. Entramos juntas na empresa, atraindo os olhares de alguns homens para a gente, Maya riu discreta me olhando sugestivamente, isso quase sempre acontecia mas nós, ou pelo menos eu, tratava de ignorar.

— Bom dia Angie. — Lola a recepcionista da academia me cumprimentou simpática. – Bom dia Maya.

— Bom dia Lola. — Respondemos em uníssono com sorrisos.

— Angie, o Henry acabou de me avisar que o chefe quer falar com você na sala dele. — Lola disse me observando. Raramente eu tinha que ir na sala do chefe, e quando ia não era por bons motivos. – Agora.

Lola me avisou séria, assenti me despedindo de Maya e saí em direção ao elevador para ir até sua sala que ficava no 5° andar. Antes de entrar na sala com uma porta prata, dei uma rápida olhada em um dos muitos espelhos que havia naquele andar para ver se ao menos eu me encontrava apresentável, ao ver que sim, resolvi dar três batidas na porta.

— Entra! — Ouvi uma voz mal humorada do outro lado.

Abri a porta me sentindo um pouco nervosa, Louis me olhou minuciosamente da cabeça até os pés sorrindo malicioso, parecendo gostar do que via. Pigarreei incomodada desviando sua atenção do meu corpo.

— Queria falar comigo, Sr. Louis?

Louis levantou da sua confortável poltrona, vindo até mim.

— Temos um patrocinador muito importante que quer alguém de competência pra escrever músicas de pessoas famosas, e eu escolhi você. — Louis disse me fazendo abrir um sorriso.

— Sr. Louis, muito obrigada. Eu nem sei como te agradecer. — Comuniquei sorrindo, ele riu.

— Não tão rápido boneca, você tem uma semana pra ir até Buenos Aires pois ele te espera por lá. Você vai? — Louis me informou. Senti meu sorriso se diluir no mesmo instante que ele falou de Buenos Aires.

Meu coração palpitou só de pensar em voltar para lá, eu não poderia voltar depois de tudo o que houve, já se passou tanto tempo mas quando eu lembro, dóia muito como se tivesse sido ontem.

— Louis me desculpa, mas eu não posso ir. Minha filha começou a estudar e eu… — Tentei inventar algo que me isentasse de ter que voltar para minha cidade natal.

Ele riu alto, o olhei confusa e comecei a rir também. Louis parou de rir, me observando sério.

— Eu não estou pedindo, estou mandando! Você não tem escolhas Angeles, porque eu não vou deixar sua filhinha estudar em canto nenhum se você não fizer o que eu mando, e muito menos se não conseguirmos esse patrocínio tão importante para nossa filial. — Me ameaçou.

Meu corpo estremeceu por breves segundos.

— Então vou reformular minha pergunta: Você vai para Buenos Aires, querida? — Perguntou com um sorriso debochado.

Fechei meus olhos por um instante, tentando assimilar aquilo.

— Vou. — Murmurei engolindo em seco.

— Que bom que chegamos num consenso. — Ele disse sem tirar o sorriso idiota do rosto. – Aqui tem três passagens, para a próxima semana.

Peguei as passagens com certa rispidez, mal acreditava que teria de voltar para Buenos Aires novamente, reviver meu passado.

German Castillo.

6 anos. Já haviam se passado exatos 6 anos desde a partida de Angie para a França, meu coração doía só de pensar que ela foi embora por minha culpa e porque eu a acusei injustamente, aconteceram tantas coisas nesse tempo.

Eu nunca deveria ter tratado Angie daquela forma tão rude, nunca deveria ter a acusado de algo que eu mesmo sabia que ela era incapaz de fazer, já que graças a Vilu descobri que quem havia feito toda essa travessura de mal gosto foi Matias junto de sua irmã, para me afastar do meu grande amor. Me pergunto todos os dias se Angie está bem, se tem algum novo amor ou até mesmo se ainda lembra de mim… de nós.

Uma vez que Angeles me deixou por JUSTA causa, eu tentei seguir em frente. Até mesmo tentei reatar com Esmeralda, poderíamos ter sido felizes juntos, mas infelizmente não era a Esmeralda que meu coração queria. Não sei como eu pude magoar uma pessoa que eu jurei amor e jurei proteger de qualquer coisa, e o que me doía mais era que eu fui o único causador da sua dor. Por algumas noites eu sonhava com seus calorosos olhos verdes, com seu sorriso encantador, com seus cabelos cor de ouro, e isso me assombrava como um fantasma do passado.

Era sufocante pensar que poderíamos ter ficado juntos até mesmo naquele dia do aeroporto, que eu me recordo muito bem. Eu não disse o que eu queria dizer e por ironia do destino, acabei a perdendo para sempre.

Depois que ela se foi e eu soube da verdade, tentei inúmeras vezes fazer contato numa tentativa frustrada, pois ela só atendia a Violetta depois de saber se eu não estaria por perto. Então aos poucos fui me conformando de que eu havia perdido Angie pra sempre, e que nunca poderíamos ficar juntos novamente. Olhei para uma foto de Angie abraçada com Violetta e sorri triste desejando que ela estivesse aqui, acariciei o rosto de Angie pela foto como eu fazia todo dia, tentando a sentir mais perto.

Hoje eu ainda era conhecido como um engenheiro sustentável de fama mundial, já que me joguei de cabeça no trabalho depois da partida de Angie, não consegui investir em outro amor e confesso que havia me tornado um homem frio para não me magoar mais, Vilu mal parava em casa pois decidiu ser professora de canto do Studio, isso quando não fazia suas turnês pelo mundo, Ramallo e Olga ainda trabalhavam comigo, aparentemente estava tudo igual. Mas havia algo, ou melhor, alguém faltando; sempre ia faltar, já que Angie levou uma parte minha consigo quando se foi.

Ela é a melhor parte de mim, eu sentia que algo tinha se quebrado depois de sua partida.

Porém, eu conseguia – por mais insuportável que fosse – seguir com sua ausência.

Notas finais
E aí? Mereço reviews? Deixem suas opiniõs, quero saber o que vcs acharam e vou tentar postar o próximo o mais rápido possível! Fiquem Com Deus ♥