The Best Friend
47 Capítulo 47
Notas iniciais
Isabella caminhava por toda a extensão do aeroporto com uma agitação incrível. Ela olhou tudo ao seu redor lembrando-se da última vez que esteve ali, aquele foi um dos piores dias de sua vida. Mas agora o mesmo lugar no qual ela chorou antes, agora já não era tão triste assim.
A garota olhou para trás, encarando a mãe, que não parecia nada feliz com essa idéia, e Pattie. Bella apertou os lábios, até que os mesmos sumissem e caminhou até Sarah.
-Tem certeza de que é isso mesmo que quer? – perguntou.
-Mãe, você já me perguntou isso umas mil vezes e, sim, eu tenho certeza! – a mãe bufou e a encarou. – Deveria estar feliz por mim!
-Como posso ficar feliz ao ver minha garotinha indo embora? – a mulher arqueou uma sobrancelha e fitou a filha, que nada disse.
-Bella, querida, não acha melhor avisarmos o Justin? – interrompeu Pattie. – Sei lá, só acho que seria melhor se ele soubesse!
-Faça isso e todo meu plano irá por água abaixo! – a menina viu Pattie assentir e bufar logo depois. – Ele nunca permitiria que eu fosse para Paris!
-Essa é uma das poucas vezes em que eu acho a opinião dele sensata! – Isabella respirou fundo e fechou os olhos.
-Mãe, por favor!
Isabella ficou ali durante alguns minutos, antes de ouvir uma voz gritar seu nome. Ela franziu a testa, enquanto procurava o dono do grito e sorriu assim que avistou Chaz e Ryan, caminhando em sua direção. Assim que eles se aproximaram, ela deixou sua bagagem de mão cair no chão e correu de encontro aos garotos, abraçando-os, enquanto mantinha-se na ponta dos pés.
-Pensou que não viríamos? – perguntou Ryan. A garota levantou as sobrancelhas e o encarou. – Prometi ao Justin, esqueceu?
-Não, eu não me esqueci! – ela sorriu de canto e foi acompanhada por ele. – Àlias, você não permitiu que eu me esquecesse dessa promessa, durante todo esse tempo!
-É isso ai! – ele colocou as mãos no bolso de seu jeans e inclinou o corpo levemente para frente.
Isabella sentiu algo bagunçar seu cabelo rapidamente e viu Ryan soltar um risinho pelo nariz, enquanto fazia uma careta.
-Ei! – protestou, vendo Chaz rindo enquanto tentava ajeitar os longos fios. – Isso não é legal, ok?
-Vou sentir sua falta, baixinha! – Ryan sorriu e a abraçou. – Diga ao Justin que estamos com saudade!
-Não se preocupe, eu direi!
Seu vôo foi anunciado e a garota sentiu lágrimas se alojarem em seus olhos, para logo depois se despedir de Chaz e caminhar até Pattie, abraçando-a.
-Bella! – Pattie a abraçou ternamente e fechou os olhos, já imaginando a falta que os dois fariam naquela casa. – Vá com Deus querida, e diga ao meu filho que ele tem uma mãe que sente muito a falta dele, mas que também o ama muito! – Isabella se soltou do abraço e assentiu. – Vou sentir sua falta garota!
-Eu também! – Bella passou a mão pelo rosto e riu de leve, sendo seguida por Pattie. Mas logo a garota se virou para sua mãe, vendo a expressão de tristeza estampada no rosto de Sarah e a abraçou.
-Vá com Deus, filha! – Sarah sussurrou no ouvido da garota, enquanto sua mão passeava pelas costas de Isabella, numa tentativa de se sentir mais confortável. – Tome cuidado quando chegar à Paris, não fale com estranhos, não aceite nada que for oferecido por alguém que não conhece, tenha juízo e, principalmente, me ligue assim que chegar ao aeroporto!
-Mãe! – interrompeu. – Eu não tenho mais cinco anos, sabia?
-Mas você é minha garotinha e vai continuar sendo até o último segundo de minha vida! – a voz de Sarah soava chorosa e mais baixa que o normal. – Eu te amo!
-Também te amo, mãe! – ela sorriu e fechou os olhos. – Muito, muito mesmo!
-Acho que está na sua hora, Bella! – avisou Pattie.
Isabella balançou a cabeça positivamente e fechou os olhos, pensando que sentiria uma enorme falta de Stratford e principalmente da mãe e de Pattie. Mas uma parte boa preenchia essa saudade, que já se fazia presente em seu coração: Ela teria seu menininho junto a si novamente. A menina abriu os olhos sem pressa a tomou as malas em mãos, caminhando calmamente até o portão de embarque.
[...]
O taxi parou em frente a um sobrado simples e a garota saltou do carro, olhando tudo a sua volta. Finalmente estava em Paris. Seu coração parecia quer saltar para fora, pela maneira em que pulsava. Ela respirou fundo e voltou sua atenção para o motorista que retirava sua única, porem enorme bagagem do porta-malas, colocando-a ao seu lado na calçada.
-Quanto é? – perguntou a garota, enquanto retirava o dinheiro do bolso frontal de sua mochila.
-15 dólares! – disse o homem que a observava atentamente. Ela entregou o dinheiro a ele, que sorriu de leve e caminhou até o taxi novamente.
Isabella não esperou que ele fosse embora, assim que o viu caminhar de volta para o carro, ela girou sobre os calcanhares e pegou a mala do chão, caminhando até o pequeno portão, que estava aberto. Assim que entrou, a garota notou a existência de uma campainha e rapidamente apertou o botão, podendo ouvi-la tocar dentro da casa, enquanto subia o degrau lentamente, devido sua mala que a atrapalhava.
A cada novo degrau que ela subia, seu batimento cardíaco se elevava, mas foi quando parou em frente à porta e ouviu barulhos vindos de dentro da casa é que ela sentiu um choque de adrenalina.
A porta foi aberta, segundos mais tarde e Isabella jurava sentir seu coração falhar algumas batidas quando o viu parado ali em sua frente, enquanto ele ainda tentava arrumar a blusa, que estava enroscada em sua cabeça.
-Desculpa é que eu... – quando Justin finalmente conseguiu ver quem era, ele parou imediatamente.
Ela sorriu, mas ele não. Parecia não acreditar no que estava diante de seus olhos. Será que havia desejado tanto a presença dela ali, que agora estava tendo alucinações? Isabella não sabia o que dizer, ela estava tão vidrada nele que nem ao menos notara que ele havia mudado o corte de cabelo, e que agora estava mais curto e bagunçado.
Os olhos dele se encheram de lágrimas e a garota acompanhou o trajeto de uma delas, até que a mesma parasse no queixo do menino. Sua mão suava, ela sentia o desespero tomar conta de si e naquele momento ela pode experimentar pela primeira vez o que era ter “borboletas no estômago”. Justin a olhou dos pés a cabeça e piscou várias vezes, talvez para ter certeza de que aquilo não era fruto de sua imaginação.
-O-o que faz aqui? – o tom de voz dele era baixo e rouco, bem mais do que anteriormente e suas palavras soaram mais como um sussurro.
-Eu não posso viver mais um dia sem você! – ela o estudou por alguns segundos, antes de umedecer os lábios e continuar. – Eu te amo Justin! – ela sorriu, mas ele se manteve espantado. – Eu te amo mais do que qualquer outra coisa nesse mundo!
Tudo o que ele fez foi abraçá-la e afundar o rosto em seus cabelos, sentindo as lágrimas escorrerem sem controle algum, enquanto apertava a cintura dela com medo de que isso fosse apenas um sonho e desejava que esse momento nunca tivesse fim.
Isabella pode ouvi-lo fungar em seu pescoço, enquanto se mantinha nas pontas dos pés e era apoiada pelos braços dele, que contornavam sua cintura. Ela fechou os olhos matando a saudade desse simples toque.
-Você está aqui! – ele sussurrou no pé do ouvido. – Eu nem posso acreditar que está aqui!
-Mas eu estou! – respondeu-lhe no mesmo tom. — E vou estar para sempre!
-Prometo que nunca mais me verá ir embora! – ele se soltou dela e roçou seus lábios pela mandíbula dela, até que os mesmo encontrassem os lábios de sua amada.
O beijo era delicado, levando-a as nuvens e permitindo que ambos matassem a saudade que sentiam um do outro. Isabella sentiu-se aconchegada nos braços dele, enquanto suas línguas se movimentavam lentamente, despertando reações que eles haviam se esquecido durante todo esse tempo, mas que estavam presentes ali e agora. Justin o partiu com selinhos distribuídos por toda a extensão dos lábios dela e alguns pela bochecha.
-Eu amo você! – ele disse assim que se separaram.
Isabella roçou seu nariz no dele, que fechou os olhos suspirando aliviado por tê-la consigo outra vez. Justin a sentiu beijar de leve seus lábios e sorriu, enquanto ela acariciava sua nuca e já começava a afundar os dedos por entre os cabelos do garoto, que sentiu certo frio na barriga sobre o que ela iria achar de seu novo corte.
A menina se separou rapidamente e olhou imediatamente para o cabelo dele, que estava completamente bagunçado, fazendo-a pensar que ele deveria estar dormindo antes dela chegar.
-Olha só, você cortou o cabelo! – ela sorriu, enquanto ajeitava algumas mechas “rebeldes”.
-É. – ele mordeu os lábios inferiores e a encarou. – Gostou?
-Adorei!
-Eu fiquei com medo de você não gostar! – ela arqueou uma sobrancelha e ele riu pelo nariz. – Quer dizer, eu tinha aquela franja desde os catorze, fiquei com medo de cortar e, de certo modo, deixar de ser seu Justin!
-Você vai ser sempre o meu Justin, mesmo que um dia fique careca!
-Fico feliz em saber disso! – ele beijou a ponta do nariz dela, que sorriu.
-Ei! – ela protestou se afastando um pouco dele. – Eu acabei de perceber que ainda não me mostrou sua casa!
-Nossa casa! – corrigiu.
-O que? – ela o encarou, tentando digerir suas palavras.
-Você mora comigo agora, então é sua casa também! – o garoto sorriu e se abaixou para pegar a mala dela, enquanto Isabella já dava leves passos pela sala.
Justin fechou a porta com o pé e caminhou até o sofá, deixando as duas malas sobre o mesmo e indo até a garota, abraçando-a por trás e beijando de leve o pescoço dela.
-E ai, o que achou do nosso “ninho de amor”? – o garoto a girou, de modo que ela ficasse de frente para si e a encarou profundamente.
-“Ninho de amor”? – ela riu pelo nariz e ele apenas balançou a cabeça positivamente. – Seu bobo! – ela deu um leve tapa no ombro dele e foi a vez de Justin rir, enquanto ela apenas contemplava essa maravilhosa visão, que era vê-lo soltar uma das suas risadas contagiantes. – Àlias, eu amei!
-Sério?
-Sim, é perfeito! – ela olhou novamente em sua volta e voltou a olhá-lo. – É pequeno, mas é extremamente aconchegante.
-Que bom que gostou, porque é aqui que vai passar os próximos cincos anos! – Desde que eu esteja com você, eu vou até para o pólo norte! Pensou.
Isabella afundou seu rosto no peito dele, puxando uma grande quantidade de ar e fazendo com que o perfume dele invadisse sua narina. Justin apenas beijou o topo da cabeça dela, pensando no quão maravilhoso era tê-la ali, agora ele mesmo cuidaria dela, sem precisar que outro o fizesse em seu lugar.
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