Notas iniciais
Desculpem, e eu não vou nem tentar justificar essa minha demora, por que eu fiquei com preguiça mesmo! VIVA A SINCERIDADE, E APOIE ESSA CAUSA VOCÊ TAMBÉM! HSAUSHSUA'-'

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Justin caminhava lentamente até o sobrado, onde morava, enquanto mantinha as mãos nos bolsos de seu jeans e a cabeça baixa. O vento frio chicoteava seu rosto, deixando-o com uma aparência triste. O garoto mantinha os olhos semicerrados por causa do vento, que parecia ficar cada vez mais forte.

Ele direcionou o olhar para o céu, pensando que talvez chovesse, antes de parar em frente a casa. Justin rapidamente abriu o portão, e assim que entrou ele parou para checar a caixa do correio, constatando que havia uma carta à sua espera.

O menino rapidamente a guardou no bolso do casaco e subiu os degraus com passos rápidos.

Justin abriu a porta do seu minúsculo imóvel e entrou calmamente. Logo em seguida ele retirou o casaco jogando-o sobre o sofá e foi até o quarto com passos lentos. Sua mente voou de encontro com a namorada. Ele sorriu ao pensar no termo: “minha namorada”. A saudade da pequena o sufocou por completo, fazendo-o passar a mão pelos cabelos e bufar.

Ele lembrou-se da carta e dirigiu-se até a sala, pegando a jaqueta e revirando um de seus bolsos, até que a encontra-se. Nela havia seu nome escrito, em uma caligrafia reconhecível. Isabella. Pensou esboçando um sorriso de canto. Justin a abriu com certo cuidado para não danificá-la e retirou o papel bege de dentro do envelope, tornando possível ver as palavras da namorada, escritas com tamanha paixão.

Querido Justin.

Você ainda se lembra de mim? Eu sou aquela que você costumava chamar de sua, aquela que você jurou amar eternamente. Espero que não tenha se esquecido de quem eu sou, pois seria impossível viver se tal fato acontecesse.

Mas como estão as coisas em Paris? E a faculdade?

Sinto tanto a sua falta. Lembro-me dos dias em que passamos juntos, foram os melhores dias de minha vida, se bem que todos os dias de minha vida aconteceram ao lado teu (risos).

Você se lembra de quando me pediu em pediu em namoro durante o baile da escola?

Foi, certamente, o dia mais feliz de minha vida e vou lhe confessar que tenho tanto medo de perder você, meu amor. Faz tão pouco tempo que você se foi, mas eu estou morrendo de saudades, como se já tivesse se passado uma década sem você aqui.

Bom... Eu encerro aqui essa carta, com lágrimas nos olhos.

Eu te amo mais que qualquer coisa nesse mundo, meu menino.

Isabella Anne Sullivan.

Assim que terminou de lê-la, Justin limpou as lágrimas que teimavam em cair. Ele suspirou. Como ela pode pensar que um dia eu a esqueceria? O menino balançou a cabeça negativamente e abaixou a mesma, fitando a carta sobre seu colo.

Mas que de pressa ele procurou um papel e, logo, começou apensar no que poderia escrever.Justin caminhou até a mesa com um bloco de papel e uma caneta em mãos, enquanto pensava no que escreveria. O garoto ajeitou-se na cadeira e clareou a garganta, antes de encarar o objeto em suas mãos e respirar fundo.

[...]

O dia estava chuvoso. Isabella levantou com passos curtos e caminhou até a escada, mexendo freneticamente nos cabelos sem pentear, enquanto descia os degraus preguiçosamente.

Ao chegar à sala, ela viu a mãe entrar com o guarda-chuva ainda aberto e várias cartas na mão. Sarah deu uma rápida olhada em todas as correspondências antes de mirar os olhos para a filha e sorrir, pouco depois de fechar o guarda-chuva e deixá-lo pendurado próximo a porta, enquanto o mesmo ainda pingava.

-Bom dia, querida! – disse sorrindo alegremente. – Chegou algo para você!

-O que é? – perguntou a menina, e segundos depois ela bocejou.

-Uma carta! – Sarah encarou o envelope procurando algo que pudesse lhe dar uma noção de quem era, mas a carta não possuía remetente, apenas o endereço delas e o nome de Isabella.

A garota viu a mãe se aproximar, enquanto ainda examinava sua correspondência junto com as demais, que deveriam ser contas a pagar. Sarah lhe entregou o envelope amarelo e sorriu logo depois. Ela caminhou até a cozinha com o restante das cartas, deixando a garota parada no pé da escada.

Isabella deu de ombros e voltou a subir para o quarto, com passos tão preguiçosos quanto os que ela dera antes. O trajeto todo ela foi olhando detalhadamente para a carta em suas mãos, tentando descobrir quem a enviara, mas o sono não deixava que ela raciocinasse como deveria.

Assim que chegou ao quarto, Isabella fechou a porta e foi até a cama, sentando-se no quanto da mesma e abrindo cautelosamente o envelope, com a finalidade que não danificá-lo. Mas assim que retirou o papel de carta de dentro do envelope, foi que ela descobriu, finalmente, de quem era. Seu coração disparou no mesmo segundo em que passou os olhos rapidamente pelas palavras que ali estavam escritas.

Minha menina.

É claro que eu me lembro de você, como pôde achar que eu tivesse lhe esquecido? Como se fosse possível alguém se esquecer do amor de sua vida.

As coisas em Paris estão indo bem, embora não estivesse como eu gostaria, afinal estou na cidade do amor, sem o amor de minha vida. Irônico não?

A faculdade? Bem... Acho que estou me saindo melhor do que eu imaginava (risos). Arquitetura não é tão fácil como pensei, mas sei que vou conseguir.

Ei, você se lembra da promessa que nós fizemos, na qual prometemos nunca se esquecer um do outro? Pois bem, esqueça esse medo de me perder ou de que um dia eu me esqueça de você, pois é impossível. E eu também estou morrendo de saudades suas, afinal Paris perde toda a graça sem você ao meu lado. Àlias, nenhum lugar do mundo consegue ter graça alguma, quando não estou com você.

Meu anjo, eu encero aqui esta carta, em uma situação não melhor que a tua.

Eu te amo Isabella, e isso basta para que eu pertença sempre a você. Sempre.

Com amor,

Justin Drew Bieber.

A menina enxugou as tímidas lágrimas e dobrou a carta, colocando-a no envelope e, logo em seguida, apertando-a contra o peito, desejando que ele pudesse estar com ela agora.

Notas finais
Gostaram?