The Best Friend
57 Capítulo 57
Notas iniciais
Tudo bem, tudo bem... eu sei que passei MUITO, mas MUITO tempo longe, mas é que minha net foi cortada e levou um seculo para que a ligassem de volta, é.
Desculpa pela extrema demora, mas sem internet fica impossível postar né.
Só pra esclarecer que quem fez a maioria desse capitulo foi minha leitora Beta, que uma das minhas melhores amigas, então agradeçam a ela se gostarem e se não gostarem também, porque ela passou muito tempo escrevendo...
E é isso, boa leitura.
[Tempos Depois...]
Isabella estava em pé frente ao espelho e mantinha a blusa suspensa até a altura da cintura e analisava visualmente sua barriga. Tinha a sensação de que já estava grávida há tempos e a pequena saliência sobre o ventre a fez bufar. Queria ter o bebê nos braços logo, queria poder vê-lo, mas pensar que ainda faltavam cinco meses só servia para deixa-la ansiosa.
As palmas da mão cobriram a pequena curva que se formava em sua barriga e ela se permitiu admirá-la por alguns segundos, enquanto pensava se o pequeno feto que crescia ali dentro era uma menina ou um menino. Ao olhar novamente para o espelho ela viu uma nova imagem refletida. Justin. A garota sorriu e se virou, olhando-o com atenção. O namorado direcionou os olhos para sua barriga e sorriu.
-Acha que já dá pra notar? – perguntou.
-Depende. – disse, fazendo um leve aceno com a cabeça. – Pra quem sabe que está grávida sim, mas não cresceu muito.
Isabella franziu os lábios e ajeitou a blusa.
-E assim? – perguntou novamente, desta vez fazendo uma leve careta. – Dá pra notar que estou grávida?
-Não, assim não. – negou com a cabeça e viu-a abaixar o olhar para a blusa e pousar a mão sobre o próprio ventre. Justin caminhou até a menina e passou seus braços em torno do corpo dela, enquanto deixava seu queixo repousar sobre a cabeça da namorada. – Bella eu acho que já está na hora de frequentarmos um médico, não? Sabe, ver se está tudo bem, ter a certeza de que a gestação não irá ter nenhuma complicação. O que acha? Hum? — Ouvi-a suspirar baixinho e se separou um pouco dela, encarando-a. – O que foi? – perguntou.
-Nada... Mas é que ainda é tão estranho, entende? – o menino apertou seus lábios, até que os mesmos sumissem. – Eu ainda não consigo acreditar que exista uma vida dentro de mim, e eu não sei se serei capaz de lidar com todas as responsabilidades que virão juntas. – ela forçou um sorriso, mas não fora capaz de sustenta-lo por mais de alguns segundos. Isabella se soltou dele aos poucos e caminhou até a velha penteadeira, escorando-se sobre a mesma. – Ó meu Deus, é tão complicado... E eu tenho tanto medo.
-Você prometeu, lembra? Prometeu que não faria nenhum mal a ele e que iria tentar. – Justin cruzou os braços e a encarou com medo do que se passava na mente dela agora. – Bell...
-Eu já disse que eu não farei nada, Justin. – disse rude. – Mas não é você que está passando por todas essas mudanças, tanto físicas como psicológicas.
-Posso não estar passando pelas mudanças físicas, mas as psicológicas com certeza me atingem. Ou você acha que é fácil sustentar a nós dois? E eu não me refiro à questão econômica. – ela suspirou e abaixou o olhar, resmungando algo. Justin respirou fundo e, mais uma vez, caminhou até a garota e pousou sua mão no queixo dela, erguendo o olhar da namorada para si mesmo. – Me desculpe. – pediu baixinho. – Não deveria ter dito isso... Sei que estamos passando por um momento delicado agora, e ser rude não vai amenizar nenhuma das dificuldades.
Isabella sentiu a primeira lágrima escorrer pelo rosto e se perguntou por que chorava, lembrando-se de que nessas últimas semanas ela estava mais sensível do que em sua vida toda.Então a gestação se resume em choros e em preocupações constantes? Ou será só comigo?Pensou. Os braços firmes e aconchegantes do menino lhe abraçaram e ela afundou o rosto no peito do mesmo, que afagou seus cabelos. Ela murmurou um é“é tão complicado”e sentiu ele lhe apertar mais ainda em seus braços.
-Vamos superar isso... Juntos. – sussurrou. Bella passou os braços em torno da cintura dele e fungou. – E eu prometo que nunca vou te abandonar, Bella.
[...]
O celular, ainda novo e que agora possuía um chip internacional, vibrou no bolso do jeans e Justin se remexeu desconfortavelmente no banco do refeitório, procurando pelo objeto que protestava incansavelmente, enquanto o menino ouvia o murmurinho dos colegas de faculdade.
Assim que conseguiu achar o aparelho ele se levantou, chamando a atenção de poucos e se distanciando do grupo o suficiente para que pudesse conversar em paz. Ao olhar para o visor, Justin viu um número quase irreconhecível, mas se sua memória não estivesse falhando esse era o número do telefone residencial do pai. Sorriu. Sentia falta da família e nessas últimas semanas quase ninguém ligava para ele.
-Alô. Pai é você? – perguntou entusiasmado, enquanto se recostava em um pilhar.
-Boo-Boo? – a vozinha meiga e delicada fez o menino sorrir abertamente e quase explodir de felicidade ali mesmo, na frente de todas aquelas pessoas. Mas algo martelou em sua mente: Por que Jazzy ligava para ele?
-Jaz! – gritou alegre. – Ó que saudades de você, minha princesa! – o tom entusiasmado declarava o quão feliz ele estava em poder falar com a irmã, que ele não mantinha contato desde... Desde... Desde o Natal, quando ela lhe telefonou. – Como vai a minha garotinha favorita?
-Triste. – desabafou.
-Por que, minha bonequinha? – perguntou, enquanto franzia a testa. – O que está deixando você triste?
-Bem... É que o pai disse que está bravo com você... Não, ele disse chateado... Ou será que foi decepcionado? – perguntou a si mesma.
-Jeremy disse o que? – a surpresa atingiu seu peito no exato momento em que a pequenina disse-lhe tais palavras. — Ele disse que está decepcionado comigo? É isso? E por quê?
-Bem... É... Mais ou menos. – Justin suspirou e logo já tinha um palpite do por que seu pai estaria assim. – Tia Pattie ligou pra ele a um tempinho e ele ficou realmente triste depois de conversar com ela e eu o ouvi dizer à mamãe que ele estava decepcionado com você e Isabella, mas eu não intendi o por que... Ele ainda ama você, não ama?
-Não sei pequena, eu realmente não sei quem me odeia e quem me ama nessa história toda. – confessou tristemente.
-Mas eu ainda te amo, Boo-Boo. – a voz gentil acariciou a alma do menino, fazendo-o sorrir levemente. Mas ele ainda se sentia ferido por saber que havia decepcionado o homem mais importante da sua vida.
-Também amo você, Jazmyn. – ele franziu os lábios e abaixou os olhos, até que encarasse os próprios pés. – Mas... Ele disse mais alguma coisa?
-Eu o ouvi dizer que você e Isabella estavam cometendo o mesmo erro que ele e tia Pattie cometeram quando tinham a sua idade e então mamãe pediu para ele ser compreensivo, mas ele ainda gritava e chegou a usar a palavra bebê algumas vezes... E eu não entendi o que ele estava dizendo, por que eu estava escondida. Justin, eu tenho medo do papai não amar mais você.
-Eu vou explicar pra você o que está acontecendo, pequena. – ele suspirou e passou a mãos que estava livre pelos cabelos, bagunçando-os. – Eu e Isabella estamos esperando um bebê, querida.
-Um bebê? – perguntou confusa. – Vocês “encomendaram” um bebê com a cegonha, é isso? – Justin riu baixinho.
-Mais ou menos, meu anjo. – ele ainda riu pelo nariz quando a ouviu murmuram um “como assim?” – Nós não encomendamos bebê nenhum, não se encomenda bebês, Jaz. Digamos que eu e Isabella “recebemos” esse “presente” e é por isso que todos estãonervosos, por que eu e a Bella somos novos demais para cuidar de um bebezinho. Entendeu?
-Mais ou menos. – ele fez uma careta. – É que eu não entendi ainda o porquê de todo mundo estar bravo como vocês... Um bebê é algo bom, não é? Eles costumam ficar feliz quando alguma amiga da mamãe está esperando um bebê.
-Sim, meu anjo, um bebê é algo bom, mas não no meu caso. – ambos ficaram em silêncio por alguns minutos e Justin se perguntou por que os pais não conseguiam pensar como Jazmyn, mas ele lembrou-se imediatamente de que ela tinha apenas cinco anos, e na terra dos cinco anos tudo é muito fácil de resolver. – Jaz como conseguiu ligar pra mim? Jeremy sabe que você está falando comigo?
-Mamãe me ajudou. — disse docemente. — O papai não sabe porque não está aqui, mas mamãe disse que não tinha problemas eu falar com você. — Justin suspirou, aliviado. — Sinto sua falta, Jus.
-Também sinto sua falta, meu anjo.
-Quando você vai voltar pra casa? — perguntou. — Eu sinto sua falta e a de Bella também. Eu queria poder ver vocês e ver o seu filhinho.
-Jaz, eu ando realmente ocupado em Paris, mas quem sabe você não possa fazer uma visita para o bebê assim que ele nascer e...
-Tenho que desligar Justin. Papai acabou de chegar e se ele me pega falando ao telefone escondida... Ele não vai gostar. – o garoto até tentou protestar, mas apenas ouviu um “tchau” dito rapidamente e o som da chamada sendo encerrada. No instante em que guardou o telefone no bolso, ele sentiu uma grande vontade de chorar.
**
A mente de Justin esteve inquieta o tempo todo, pensando em quantas pessoas de sua família já sabia da "novidade". Quantas coisas ruins eles seriam capaz de dizer, contra dos adolescentes? Será que Bruce e Diane os odiavam também? Ah, meu Deus...
Justin abriu a porta com um empurrão, fazendo aquele barulho irritante de sempre e caminhou até o sofá. Bufou irritado consigo mesmo. Como ele pode decepcionar a própria família? Apoiou os cotovelos no joelho e manteve a cabeça baixa. Só queria ficar sozinho por um tempo. Seus olhos ardiam e o garoto sentiu que poderia desabar a qualquer instante, no silêncio daquele lugar. Agora ele estava decepcionado consigo mesmo.
-Jus? — a voz suave e doce de Isabella ecoou por seus ouvidos, mas a única reação de Justin fora tampar o próprio rosto. — Amor, está tudo bem? — Justin sentiu nitidamente a aproximação da garota, mas não moveu um musculo, não sabendo se queria realmente ter um diálogo com alguém. — Amor?
-Eu os decepcionei, Bella. — sussurrou. — Decepcionei todos eles, um por um. — Isabella abaixou-se, encarando-o com doçura, tento a certeza de que ele precisaria de conforto. Eles se calaram e segundos depois a garota pôde ver uma lágrima escorrer pelo rosto dele.
-Jus, meu amor, não chore... — pediu.
-Ele deve me odiar, Bella. — a interrompeu. — E tudo o que eu sempre quis foi fazê-lo sentir orgulho de mim.
-De quem estamos falando? De seu pai? — Justin assentiu. — Ora, mas quem disse que Jeremy não ama você? É claro que ele te ama, Justin, você é filho dele. — o menino moveu a cabeça em um sinal negativo e ela passou os braços em torno do seu corpo, abraçando-o. — E eu tenho certeza que ele se orgulha de você, meu amor.
-Se um dia ele sentiu orgulho de mim, eu tenho certeza que já não sente mais... — Justin se calou e sentiu ela se afastar.
-Não fique assim, amor eu...
-Você não entende, não é Isabella? — a voz rude a assustou no principio. Justin se levantou caminhando lentamente pela sala. — Mas é claro que não entende, porque não importa o que faça você será sempre a princesinha da mamãe... — Bella o viu bufar e encarar o chão, enquanto mantinha as mãos nos cabelos. — Mas eu... Isso não acontece comigo, Isabella. — desabafou. — Não é tão fácil assim, e não ter convivido com meu pai durante boa parte da minha vida, só dificulta isso ainda mais...
-Justin, eu só queria... Só queria ajudar você.
As palavras doloridas dela o acertaram em cheio e ele olhou para ela, que o encarava com suma tristeza. Justin suspirou e se manteve calado, sentindo suas pernas tremerem e fraquejarem, seus olhos marejarem e sua garganta dar um tremendo nó. Por alguns segundos ele se esquecera de que quem mais precisava de carinho era ela, afinal ela não era só sua namorada, agora ela era mãe do seu filho também.
Então, não suportando mais aquela terrível sensação, Justin desabou em lágrimas, não sentindo nenhuma vergonha por chorar. Ele também tinha sentimentos. Isabella caminhou até ele lentamente e envolveu a cintura do namorado em seus braços, sentindo que ele lhe apertava mais e mais, enquanto chorava baixinho. Ela sabia que Jeremy era e sempre seria um assunto delicado para Justin.
-Nós estamos sozinhos agora, Bell... — Ele fungou e a puxou para mais perto, colando ainda mais seus corpos.
-Não, nós não estamos sozinhos, porque ainda temos um ao outro.
**
Isabella encarou mais uma vez o seu reflexo no espelho, antes de abrir a torneira e começar a molhar delicadamente o rosto. A água gelada relaxou os músculos da face e a garota fechou os olhos, sentindo os próprios dedos gelados em suas bochechas.
Logo depois os mesmos dedos gelados pousaram sobre seu ventre, acariciando a pequena curva que já se formava ali. Ela sorriu abertamente, encarando a própria barriga. Como pudera dizer que queria abortar o pobre bebezinho que ela mesma gerava? Bella fechou seus olhos, pedindo perdão pelas coisas terríveis que desejou fazer com o próprio filho.
Sua mente, então, tentou criar vários rostinhos para o bebê, procurando encontrar um que reunissem algumas características suas e de Justin também. Oh, ela já o amava tanto, não importava de que sexo ele seria, como seria, do que gostaria... Ela simplesmente o amava agora. O amor mais puro que ela pôde provar em toda a sua vida.Ser mãe, pensou consigo mesma,é algo inexplicável.
-Bell? — Isabella ouviu a voz soar ao longe e fora obrigada a sair de seus devaneios.
-Oi. — gritou em seguida. Justin se escorou ao lado da porta e mordeu o lábio inferior, pensando se ela aceitaria ou não sua proposta.
-Bella... Hã... É que hoje eu fui convidado para ir à uma festa e eu queria saber se você quer ir, mas se você não quiser tudo bem, nós ficamos em casa e... — o som da porta sendo destrancada e mesma se abrindo, fez com que ele parasse de falar e visse Isabella lhe encarar um tanto animada.
-Festa? — ele assentiu. — Que festa?
-É Valerie, — Isabella torceu o nariz. Não gostava dessa Valerie. — ela vai fazer uma festa pra comemorar os 19 anos que ela completou recentemente e nós estamos convidados.
-Qual é sua intenção me levando até essa garota? — perguntou, enquanto arqueava uma sobrancelha. Ainda não tinha certeza se queria se aproximar da garota, mas... Espere! Ela não era sem 100% responsável peloacidenteque acontecera meses atrás. — Você espera que nós nos tornemos amigas, hum?
-Não tenho intenções nenhuma, Bell. — Isabella mordicou o lábio, pensando no que iria dizer. Sim ou não? — Ela só me convidou e eu pensei se você queria ir também...
-Você iria sem mim? — perguntou rapidamente. — Justin, eu estou falando sério quando digo que não gosto de você perto dessa... Dessa menina. — disse apontando o indicador.
-Bell, meu amor, eu nunca iria sem você. — disse docemente, fazendo as palavras soarem mais como um sussurro. Isabella o encarou com a sobrancelha arqueada e o viu se aproximar com um sorriso malicioso no rosto. Justin caminhou até ela e a manteve pressa entre a pia e ele mesmo. — Eu amo você. — sussurrou roucamente e ela sorriu, passando seus braços em torno do pescoço dele. Justin agarrou a cintura dela e a ergueu, colocando sentada sobre a pia, enquanto beijava carinhosamente os lábios da garota. Isabella se afastou um pouco do namorado, encarando-o com ternura. Bieber sorriu abertamente e a menina acariciou seu rosto. — E então?
-Eu vou. — ela suspirou. — Pode ser que seja divertido. — Ele sorriu e a beijou com delicadeza, fazendo os lábios dela formigarem levemente sob os seus lábios quentes e macios.
[...]
Isabella caminhava ao lado de Justin pelo corredor do prédio de luxo, enquanto sentia que ficava cada vez mais desconfortável com o vestido que escolhera. A menina parou por alguns instantes e olhou ao seu redor, portas enormes que poderiam brilhar de tão brancas. Ela olhou para baixo, encarando o sapato de salto. Mal haviam chegado e ela se sentia arrependida pela escolha da roupa, que estava apertada, e do sapato que não a ajudava em nada.
Bufou.
-O que foi? — perguntou, enquanto paravam em frente a uma das poucas portas que havia no corredor.
-O vestido... — Bella tentou ajeitá-lo melhor, mas logo suspirou, desistindo. — Está apertado.
-Deveria ter vindo com uma roupa confortável, você está grávida, estava na cara que o vestido iria ficar apertado. — ele a encarou seriamente, enquanto via-a tentar murchar a barriga e ele mesmo tocava a campainha.
-Mas essa menina e as amigas dela vão estar bem vestidas e com vestidos bonitos. — argumentou. — Você queria o que? Que eu viesse com meus jeans rasgados e meus moletons?
-Você é tão linda quanto qualquer uma delas, Bell. — chamou-a pelo mais novo apelido que ele lhe dera. — E eu prefiro você usando umas das minhas camisetas do que esses vestidos, que são complicados demais para serem retirados... Eu até preferiria que você não usasse nada, mas... — Ele sorriu malicioso e ela lhe deu um tapa no ombro, protestando, mas Justin a puxou pela cintura, beijando-a carinhosamente.
A porta se abriu em um sobressalto e os dois se separaram, corando violentamente. Uma garota morena, alta e sorridente abriu a porta. Isabella encarou a figura em sua frente. Então essa era Valerie? Ela detestou isso, mas teve que admitir que a garota era bonita. Valerie usava um vestido azul marinho colado ao corpo e um salto gigante, fazendo-a ficar quase o dobro do tamanho de Isabella. Perto do salto dela, seu sapato parecia uma mera sandália.
-Justin! — exclamou, enquanto o abraçava um tanto tímida. — Achei que não viria! — ela exibiu seus dentes perfeitamente brancos e enfileirados e logo depois lançou um olhar carismático para Isabella. — E, olhe só, trouxe sua Bella com você! — Bella sorriu, tentando parecer animada em conhecê-la, mas ela não estava nem um pouco confortável. Valerie se aproximou, abraçando-a rapidamente. — Tudo bem, querida? — Isabella assentiu e a viu sorrir. — Você é muito famosa lá na faculdade, sabia? Justin não para de falar de você. — ela sorriu ainda mais, e Isabella se deteve ao sentir vontade de torcer o nariz. — Ora, que falta de educação a minha, — exclamou. — entrem, por favor, e fiquem a vontade.
Logo Isabella se viu sendo arrastada para dentro de um lindo duplex, com uma decoração incrível. Ela nunca pensou que pudesse frequentar um lugar tão... Tão sofisticado. Na sala tinha um lindo sofá de couro bege, com várias pessoas sentadas no mesmo, enquanto pufes serviam de acento para os demais.Se a sala é assim, eu não quero nem pensar em como deve ser o quarto dessa garota, pensou.
-Justin! — gritou um garoto moreno, acenando para eles. Justin sorriu e caminhou até o grupo de garotos, parando um pouco a frente delas.
-Bella, esses são meus amigos da faculdade e, gente, essa é...
-Nós sabemos quem ela é, Bieber! — o mesmo menino retornou a falar. — Ela é a tão famosa Isabella, acertei? — Bella assentiu e o viu sorrir. — Cara, eu já ouvi tantas coisas sobre você, mais do você possa imaginar... Mas são sempre coisas boas, claro. — ela sorriu tímida e abaixou os olhos. Agora ela estava levemente arrependida de ter vindo. — Justin é completamente apaixonado por você, garota! — ela riu pelo nariz e encarou o namorado, que sorria tímido. — Ele é do tipo meloso ou só faz uma ceninha pros amigos?
A garota sorriu e os meninos deram risada. Não é que ela não estivesse gostando, mas ela não conhecia ninguém. Deixou-se ser guiada até o sofá, sentando-se próxima ao namorado, o sentindo entrelaçar suas mãos. O olhou de relance e o viu sorrir lindamente para si. Os olhos de Justin brilhavam e no fundo ela sabia que ele estava gostando de tê-la apresentado aos amigos, mas... Oh Deus, ela se sentia sufocada.
O namorado aproximou-se dela, deixando um leve beijo na sua mandíbula e arrastando os lábios até que estivessem próximos aos seus ouvidos. Sua mão apertou a dela, segurando-a mais forte e a puxou para mais perto. Sua respiração ficou calma e seus batimentos cardíacos desaceleraram. Qual era exatamente o efeito dele sobre ela?
Seus pensamentos não foram muito além, só se concentraram no namorado, que parecia ter perdido toda a sensatez. O que estavam fazendo?
-Quer dançar, Bell? — sussurrou roucamente. A menina abriu os olhos rapidamente, encarando-o surpresa. Ele lhe lançou um daqueles sorrisos que a deixavam nas nuvens, acompanhando de um olhar extremamente sedutor. Ela assentiu.
Justin se levantou e esperou que ela também levantasse, enquanto ainda mantinham suas mãos juntas.
[...]
Caminhavam animadamente, tão animadamente que quase corriam, para casa, de braços dados e com uma alegria imensa ao seu redor agora. Justin ainda se lembrava das notas musicais que Isabella tocara horas atrás. Oh, meu Deus, Isabella havia tocado uma canção inteira!
Isabella sentiu Justin agarrar sua cintura por trás e girá-la. Riram. Assim que seus pés tocaram o chão, Bella foi virada de frente para ele, que a beijou delicadamente. O sereno da madrugada os envolvia e Isabella estremeceu de frio, mas agarrou-se ainda mais ao namorado, buscando um pouco mais do calor corporal dele. Sorriu travessa, quando uma ideia lhe rondou a mente.
O empurrou levemente, até que se separassem e o olhou com um olhar de moleca, e logo se pôs a correr pelo gramado da praça. Justin riu com o jeito infantil dela e gritou seu nome, mas ela negou e ele correu atrás da menina, ouvindo alguns gritinhos dela.
Depois de alguns segundos, suas mãos finalmente agarraram a cintura dela, e ele mesmo conseguiu ouvir quando as costas da garota se chocaram contra a grama úmida e logo ele estava sobre ela, rindo como duas crianças. Bella passou as mãos sobre o rosto dele e o beijou no nariz. Justin sorriu e ela o abraçou carinhosamente.
Mas depois de uma rápida olhada para o lado, Justin se levantou rapidamente e ofereceu uma das mãos para ela pegar.
-Vem! — chamou. Ela aceitou de imediato e logo ele começou a arrastá-la em direção a um coreto, que havia no meio da praça deserta.
-Justin! — gritou, enquanto era arrastada. — O que está fazendo?
Ele não respondeu. Subiram os degraus correndo, e a menina até tropeçou em alguns, mas nunca chegou a cair, de tão rápido que subiam. E quando estavam no meio daquele lugar Justin a segurou firme em seus braços e ela retribuiu o abraço apaixonado.
Justin a ergueu como se ela pesasse o mesmo tanto que pesa uma pena e caminhou com ela até um dos cantos do coreto, encostando a menina na mureta. Beijou o topo da cabeça de menina e colou suas testas.
-Jus? — sussurrou. Ela ergueu o olhar para ele e o viu de olhos fechados.
-Shiiu. — silenciou-a. — Imagine só... Eu e você em uma igreja... Consegue ouvir a benção? — ele abriu os olhos e a encarou durante vários minutos, sustentando-a com o olhar. Ela franziu o cenho quando o viu fechar os olhos com lentidão. — Eu, Justin Drew Bieber, recebo a ti, Isabella Anne Sullivan, por minha esposa, — Bella compreendeu, e, fechando os olhos, deixou-se ser guiada pelo som da voz dele — e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, durante todos os dias da nossa vida.
Demorou alguns segundos para que ela percebesse que era a sua vez de falar, e umedecendo os lábios disse:
-Eu, Isabella Anne Sullivan, recebo a ti, Justin Drew Bieber, por meu esposo, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, durante todos os dias da nossa vida.
-Até que a morte nos separe! — ele completou sorrindo. Ficaram em silencio por algum tempo. — Acho que essa é a hora em que eu beijo você, meu amor.
Aproximou seus lábios com cuidado e quando se tocaram foi como se fosse a primeira vez que faziam isso. Faíscas saiam de seus corpos e uma adrenalina atingiu todo o seus corpos.
Eu te amo,disseram em pensamento.
Notas finais
É, Girls, eu estou postando uma nova história agora, então quem se interessar dá uma passadinha lá e lê, por mim... E deixem suas criticas.
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