The Best Friend
55 Capítulo 55
Notas iniciais
O dia amanheceu preguiçoso, fazendo Justin não sentir nenhuma vontade de levantar dali. A novidade ainda latejava em sua mente. Você será pai, você será pai... Isabella está grávida. Era como se sua consciencia gritasse consigo, na intenção de nunca permitir que ele se esquecesse de um futuro que crescia no ventre da garota. Os dedos dele passeavam lentamente sobre o braço direito dela. A luz do sol penetrou pela janela, atingido o casal da apaixonados. Justin sorriu levemente, sintindo-se extremamente aconchegado e em paz.
Seu pensamento só conseguia criar imagens de como seria o possivel rosto de seu filho... Ou filha. Um suspiro alto saiu de seus pulmões e ele fechou os olhos desejando poder tocá-la... Mesmo que ela ainda estivesse sendo gerada no útero da jovem mãe. Mas ainda faltava alguns meses para esse mais novo desejo se realizar, e eles também precisavam de algum tempo para se acostumar com o mais "novo membro" da familia Bieber.
Ele fechou os olhos, mas logo sentiu a garota se mexer ao seu lado e resmungar algo que ele não fora capaz de compreender.
–Bom dia, minha dorminhoca! — ele disse sorridente. — Pensei que nunca mais iria acordar!
–E não quero! — resmungou, com uma voz sonolenta, fazendo Justin sentir uma subita vontade de agarrá-la e prendê-la em seus braços.
–Ah não? E por que? — perguntou.
–Parece que eu trator passou por cima de mim! — ele riu e um breve sorriso sugiu nos lábios rosados da menina.
–Ok, ok... — ele se esticou para mais perto dela, que jogou o travesseiro sobre o rosto dizendo: "Me acorde somente amanhã!" — Ora, mas então eu acho que a nossa Bela Adormecida vai precisar do beijo de um belo principe encantado pra despertar, o que acha? — ela riu por baixo do travesseiro, que ele retirou de cima de seu rosto no mesmo instante. — E esse principe sou eu.
–Convencido você, hein? — Justin fez uma cara de ofendido e ela riu alegremente.
–Tem certeza que não quer nenhum beijo do seu principe encantado, Bela Adormecida? — Isabella riu e fechou os olhos, tentando memorizar a melodiosa voz sonolenta de Justin. Era como a cura para todas as dores já sofridas até agora.
–Tenho!
–Qual é, nenhum beijinho mesmo? — ela negou com a cabeça e apertou os lábios até que eles sumissem. Ele arqueoou uma sobrancelha e lhe lançou um olhar travesso. — Então eu acho que eu vou ter que roubar alguns... Sabe só pra garantir que minha princesa não fique adormecida por anos... — Isabella riu e viu Justin rir levemente. — Eu não sobreviveria sem minha princessinha ao meu lado!
–É mesmo? — ele afirmou que sim e a menina sorriu. — Eu também não saberia viver sem meu principe... — o garoto sorriu e aproximou seus rosto, mas ela o interrompeu colocando o incador sobre os lábios dele. — Mas, eu não acho que ele seja merecedor de nenhum beijo. — Justin fez bico e ela riu da cara engraçada dele. — Ok, talvez só um.
E, então, ele colou seus lábios e apertou a cintura dela, enquanto seus corpos se aproximavam cada vez mais. Ambos sorriram entre o beijo. Isabella sentiu seus dedos formigarem, ao entrar em contato com a pele macia do namorado, fazendo-a sentir vontade de desvendar cada canto do corpo dele novamente, novamente e novamente. Quantas vezes fosse necessário. As mãos dele foram ageis e logo se encontravam à centimetros do busto dela, mas, no exato momento em que tentou aprofundar o beijo, ela o empurrou o suficiente para se desligar dos lábios dele.
–O que foi? — perguntou confuso.
–Nada, é só que eu acho que esse "principe" está abusado demais pro meu gosto. — ela sorriu vitoriosa e se levantou. Justin manteve seus olhos cravados na garota, observando a mesma que vestia apenas um shortinho lilás e uma camiseta folgada.
–Então... Nada de beijos? — ele arqueoou uma sobrancelha e a encarou, enquanto ela lançava-lhe um sorriso travesso.
–Não. — e então ele não fora capaz de esconder a decepção que se fez presente em sua face, enquanto ainda encarada sua donzela. — A menos que...
–Que? — Justin sorriu, estimulando-a à terminar a frase.
–Que você me pegue! — e foi nesse exato momento que Justin percebeu que nunca existiria pessoa mais perfeita pra ele do que essa garota e que todos os seus dias com Isabella seriam os melhores e os mais divertidos. Afinal, eles não eram só namorados, eram melhores amigos. Sempe foram. Sempre seriam. Sempre se amariam.
Ele levantou imediatamente do colchão e saiu em disparada na direção dela, que também saiu correndo pelo quarto. Mas de nada adiantou, percebeu que fora pega assim que os braços dele envolverem sua cintura e a apertarem em seus braços. Justin a girou e a deixou de frente para si, beijando-lhe imediatamente. Um beijo doce, suave, carinhoso... Sem quaisquer vestigios de malicias, mesmo os dois estando semi-nú. E ela sentiu-se em casa, aconchegada... Soube naquele instante que era ele que ela amava e nem se dava ao trabalho de tentar algo que já nascera com ela, fazia parte dela... Era uma parte dela e sempre seria.
–Eu nem sei por que propôs que eu te pegasse, se sabia que eu venceria.
–Talvez por que eu queria ser pêga. — ela sorriu, juntamente à ele e começou a enrrolar uma pequenina mecha do cabelo dourado do menino com o indicador, enquanto sentia ele beijar-lhe a face gelada.
[...]
Sarah digitou calmamente o número que Pattie havia escrito no papel, enquanto pensava no que iria dizer assim que alguém atendesse o telefone. Batucou seus dedos sobre o móvel e ouviu ao longe um canção tocar. Respirou com calma e logo depois passou a mão esquerda sobre o cabelo, desmançando o seu coque perfeito. Sua cabeça ainda girava, ainda tinha dificuldades para raciocinar com calma sobre o assunto, como se uma noite inteira acordada não tivesse lhe ajudado em nada. A única coisa que queria e conseguia fazer era gritar.
Bip... Bip... Bip... Seu coração acelerou e sentiu um aperto no peito. O que diria para a filha agora?
–Alô. — a voz que lhe atendeu não era nem de longe a voz de sua filha. O tom rouco e suave era inconfundivel. Justin, pensou. Sarah respirou fundo e tentou se manter calma, tinha que se lembrar do que Pattie lhe dissera: "Vá com calma, são só adolescentes Sarah, e você é a mãe dela, deve medir as palavras, por que por mais que não queria você pode assustá-la ou até mesmo magoá-la" — Quem é?
–Sou eu Justin. — por mais que tenha tentado se manter calma, sua voz soara raivosa demais para aquele momento. Mas como ela poderia disfarçar um sentimento tão pesado como este? — Onde está Isabella? — a pergunta escapara de seus lábios e quando ela se deu conta já à tinha feito.
–Ela está ocupada agora, mas se você quiser posso chamá-la... — A mãe da garota suspirou.
–Não, eu preciso mesmo ter uma conversa séria com você, Justin. – A mulher pôde ouvir nitidamente o suspiro dado pelo garoto do lado da linha. Era inútil tentar convencer a si mesma de quê não sentia raiva dele e de quê a única coisa que queria fazer agora era gritar e falar mal do pai de seu futuro neto. – É sobre a tal gravidez de Isabella. – então ambos se calaram e só o que se podia ouvir era as suas respirações, ora calmas e ora tensas. – Ó, garoto, sua sorte é que você está longe de mim agora, porque eu juro que seria capaz de torcer seu lindo pescoçinho pálido e... – Justin soltou uma leve gargalhada, que fora o suficiente para deixá-la irritadíssima. – Do que você está rindo? Acha que eu não teria coragem o suficiente para machuca-lo? É isso?
–Sabe do que estou rindo, Sarah? – perguntou, para logo depois ouvi-la negar e proferir um palavrão baixinho. – É que eu acho incrível a forma como vocês todos estão considerando a gravidez da Bella. Você acha mesmo que eu sou o único culpado dessa história? Hm? – e mais uma vez o silencio predominou entre os dois. – Pois deixe-me explicar uma coisa à você, Sarah, eu não fiz nada que sua filha não quisesse, ouviu bem? Isabella sabia perfeitamente o que estávamos prestes a fazer e quis dar continuidade. E antes que você me venha com sete pedras na mão eu quero que saiba que foi ela quem tomou a iniciativa... Ela quis ser minha.
–Olha aqui garoto, eu juro por Deus que sou capaz de mata-lo...
–Espere um minuto... Eu ouvi direito? Você está me ameaçando? – Sarah revirou os olhos, jurando a si mesma que bateria em Justin assim que ele estivesse em sua frente. Seu sangue ferveu no exato minuto em que a risada dele chegou até seus ouvidos. Essa criança só poderia estar brincando com ela. – Você? Me matar? Certo. Mas, primeiro, me dê bons motivos para isso, Sarah.
–Então você quer bons motivos? Ok, vamos lá. – Sarah bateu as unhas na estante, enquanto tentava se manter calma, afinal ela estava quase berrando ao telefone, que nem ao menos era seu. – Você, senhor Justin Drew Bieber, está mantendo relações sexuais com a minha filha, e eu devo lembra-lo de que ela é uma menor de idade, e ainda por cima tem a capacidade de engravidá-la, como se não bastasse seduzi-la e arrastá-la para o outro lado do globo.
–Em primeiro lugar eu nunca pedi para que ela viesse, Isabella veio de livre e espontânea vontade e se veio até mim é porque me ama... Assim como eu a amo. Entendeu Sarah? Eu a amo. – Ele fez uma breve pausa para umedecer os lábios. — Segundo: Desculpe-me se eu tirei a “inocência” da querida filha, que, alias, é uma inocência cuja qual nunca pertenceu à Isabella, porque como eu disse foi ela quem se entregou a mim. – Sarah respirou fundo. Se ele repetisse essas malditas palavras novamente ela surtaria. – E terceiro: Você acha mesmo que nós escolhemos ser pais logo agora? Foi uma coisa que simplesmente aconteceu, mas nós estamos sendo maduro o suficiente para assumir o nosso... Hã, como vocês chamam mesmo? Erro, não é?
–Você não sabe o que está dizendo, garoto. – sua voz saiu um pouco mais amargurada do que ela gostaria. – Não sabe o que é ver sua única filha jogar toda a vida dela pela janela e tudo por causa de um garoto estúpido. Não sabe o tamanho do desgosto que é saber que sua filha, sua princesinha, está esperando um filho aos quinze anos de idade. Só espero que esse bebê não cause tamanho desgosto em suas vidas. – Ela respirou fundo, sentindo um ódio mortal de sua própria filha. – Eu preferiria mil vezes que Isabella desistisse do bebê, do que ser obrigada a vê-la nesse estado.
–Eu entendo sua preocupação e foi como eu acabei de lhe dizer... Nós não planejamos isso, Sarah. – A mulher fechou os olhos e, pela primeira vez, tentou se colocar no lugar deles. Chegou, então, a conclusão de que eles deveriam estar desesperados. – Mas é nosso filho... Você compreende isso? Nós já o amamos tanto, mesmo que ele ainda se pareça mais com um feijão do que com um bebê. E... Você ouviu o que acabou de dizer? Você disse que preferiria matar um pequeno ser inocente... Ó meu Deus, isso me soa tão cruel.
–Vocês dois realmente acham que vão dar conta de criar um filho? – perguntou – Olha só pra vocês, dois adolescentes babacas que não sabem ficar longe de casa sem fazer besteiras... E sim, eu me refiro ao tal feto. – disse amarga, fazendo Justin pensar que ela estava realmente irritada. – Ó como eu gostaria que Peter estivesse aqui... Ele iria até Paris, buscaria Isabella e a faria perceber o tamanho do erro que ela está cometendo... E então não existiria mais filho e nem mesmo um namorado aproveitador...
–Você já percebeu o quão ridícula está sendo? Não? Pois deveria prestar mais atenção no que diz, porque, primeiro, Peter não está mais aqui e você nunca poderia obrigar Isabella a tirar o nosso filho... Essa não é e nunca será uma decisão sua. – ela engoliu a seco, enquanto ele continuava a despejar toda sua raiva em cima dela. – E... Namorado aproveitador? O que quis dizer com isso? Por acaso você está insinuando que eu me aproveitei da sua filha para satisfazer meus desejos masculinos? É isso? – ela apenas disse um “sim” baixinho e ele fechou os olhos, bufando, enquanto bagunçava seu cabelo com a mão que estava livre. – Olha, Sarah, se isso servir pra te deixar um pouco mais satisfeita, fique sabendo que Isabella queria o mesmo que você quer agora... Mas eu a fiz desistir dessa ideia maluca... E sabe por quê? Porque somente um monstro seria capaz de fazer isso.
–Ora, Justin, você não precisa se fazer de bom moço... Eu conheço bem o seu tipo garoto. – ele franziu a testa. Mas que diabos ela está falando? Pensou. – Só que dessa vez as coisas não saíram como você gostaria, não é?
–Sobre o que você está falando? – perguntou confuso. Ela só pode estar enlouquecendo.
–Eu conheço bem garotos como você, querido. – a última palavra fora dita como um palavrão e soara exatamente assim para Justin. – Garotos que se acham o tal... Que acham que podem sair com todas as garotas e transar com todas elas, mas desta vez não saiu você planejava, não é?
–Espera... Ou eu estou maluco ou você acabou de dizer que eu realmente usei Isabella como um objeto para me satisfazer, mas tudo “deu errado” porque ela engravidou?
–Exato... Agora eu entendo... Você a amou, só queria usá-la...
–Ora, cale a boca! – disse em um tom rude. – Eu fui paciente durante todos esses minutos, mas agora você não está ofendendo somente a mim... Está ofendendo a minha mãe também. – ela riu pelo nariz e Justin cerrou os punhos. – Sarah, você acabou de dizer que minha mãe me ensinou a usar garotas, até então inocentes e... Pior, você acabou de afirmar que eu sou um cafajeste, que minha mãe me ensinou a ser assim e que só fiquei com sua filha para... Ó meu Deus, você está sendo patética! – a mulher disse algumas coisas ofensivas, mas Justin se recusava a ouvi-la.
Tu... Tu... Tu... Sarah ouviu o garoto desligar o telefone na sua cara e respirou fundo. A que ponto você chegou Sarah? Perguntou a si mesma, enquanto refletia sobre as últimas coisas que havia dito. Um barulho atrás de si chamou sua atenção e ela virou-se para ver o que, dando de cara com Pattie encostada no sofá.
–Você ouviu, não ouviu? – perguntou. Patricia assentiu e ela mordeu o lábio inferior.
–Ouvi sim, Sarah. – Pattie encarou a amiga com uma feição nada feliz e umedeceu os lábios, pouco antes de prosseguir. – E eu só gostaria de lhe dizer que não, eu não ensinei meu filho a usar garotas inocentes e depois se livrar delas... E eu também sei que ele nunca faria isso, porque eu o ensinei a respeitar as garotas, todas elas, mas principalmente Isabella. – Patricia cruzou seus braços logo abaixo dos seios e continuou. – Eu também não estou feliz com a “chegada” do nosso neto, mas dizer que prefiro que Isabella aborte ao vê-la nessa situaçãoé ridículo... É infantil. Nós estamos falando de uma vida, Sarah, uma vida inocente.
–Eu... Me desculpe...
–Não a mim que você deve desculpas, eu só quero que pare pra pensar em tudo o que você disse. – Pattie deu alguns passos em direção à cozinha, mas parou repentinamente, olhando para Sarah por cima do ombro. – E, se quer saber, eu não me senti ofendida pelas coisas que você disse do meu filho, porque eu sei que ele não é nada daquilo que você disse que ele era.
[...]
Justin respirou fundou, enquanto tentava digerir a pequena discussão que tivera com Sarah agora à pouco. Seu cabelo ficava um pouco mais bagunçado a cada segundo. Não era sua intenção ser rude com uma pessoa tão especial em sua vida, mas era como se Sarah o tivesse obrigado à dizer todas aquelas coisas. Era como se ele as tivesse dito por obrigação. Talvez mais para se defender.
Ele prendeu a respiração assim que percebeu a presença da mãe de seu filho.
–O que você ouviu? – perguntou olhando-a preocupado.
–O suficiente. – Justin balançou a cabeça sem sinal negativo e ela desviou o olhar para a janela. – Ela me odeia agora, não é mesmo? – Justin mordeu o lábio e ela fungou. – Ela odeia o bebê também. – afirmou.
Justin caminhou até ela e a abraçou, apertando-a um pouco mais do que o necessário.
–Não, ela não te odeia. – Isabella fungou mais uma vez e o menino pode sentir seu coração ser dilacerado. – Ela só está um pouquinho nervosa, só isso.
–Eu não sou idiota, Justin. – Bella se soltou do abraço dele e o encarou nos olhos. – Ela odeia a mim e ao bebê.
–Mas eu amo vocês. – ele sorriu levemente, enquanto pousava as duas mãos sobre o ventre dela, desejando poder sentir seu filho logo. – Vamos esquecer isso, ok? Vamos fazer de conta que nada aconteceu. – ele passou a ponta do polegar sobre as maças do rosto dela e depositou um leve beijo na ponta do nariz da menina. Os dois se encaram por alguns instantes e ele logo baixou os olhos para onde suas mãos estavam, sorrindo abertamente. – Bella, eu li em um livro que se o pai conversa com o feto durante toda a gravidez, o bebê pode reconhecer a voz paterna logo depois do nascimento.
–E? – ela perguntou, enquanto franzia a testa, mas já tinha uma leve idéia do que ele iria te pedir. – Você quer tentar? É isso?
–Exato. – ela sorriu e ele lhe deu um selinho demorado. Justin se ajoelhou na frente dela e agarrou a barra da bata amarela que Isabella usava, sentindo a textura delicada do tecido roçar em seus dedos, enquanto suspendia o mesmo. Logo depois de deixar todo o ventre dela de fora, ele depositou um delicado e singelo beijo sobre o local. Acariciou o mesmo, até que pudesse encontrar as palavras certas. Os dedos de Isabella se perderam em meio aos seus fios dourados, pouco antes dele começar a falar. – Olá filho. – disse em um tom suave, que remeteu à garota a ideia de anjos cantando em seus ouvidos. – Me desculpe se eu não souber ao certo o que lhe dizer, mas quero que você saiba que eu... Quer dizer, nós te amamos muito, ok? – ele sorriu e fechou os olhos, na esperança de não se sentir tão patético. – O papai mal pode esperar para te ter nos braços, poder ver seu rostinho, cuidar de você e lhe proteger de tudo aquilo que possa lhe deixar com medo. – Isabella sorriu e acariciou a nuca do garoto, enquanto ele continuava a falar. – Sabe, filho, eu e a mamãe não somos como a maioria dos outros pais e mães... Nós ainda somos jovens demais para tê-lo e isso não significa que não amamos você... Mas é justamente o contrario. Eu te amei desde o momento em que soube da sua existência e continuarei te amando. – ele umedeceu os lábios e sorriu, sentindo uma estranha felicidade brotar em seu peito. – Perdoe a sua mãe se alguma vez ela disse que não te queria, ela só estava com medo de não conseguir cuidar de você... Aliás, ela é a garota mais linda que eu já vi e eu a amo muito, sabia? Quase tanto quanto eu te amo e eu sei que ela te ama também. Ela sempre te amou. – no exato momento em que ele disse tais palavras, Bella percebeu que nunca seria capaz de se perdoar se tivesse interrompido a gravidez. – Olha filho, nem todas as pessoas estão felizes com a sua chegada, mas eu serei capaz de qualquer coisa para protegê-lo, você é um pedacinho meu também... É um pedacinho do amor de sua mãe e eu... É um presente que Deus resolveu dar à nós... É o melhor presente que eu poderia ganhar em toda a minha vida. – Justin ergueu os olhos para a garota e viu o sorriso mais lindo do mundo surgir nos lábios dela. O amor os abraçou naquele instante e ele agradeceu a Deus por todas as dádivas colocadas em sua vida. – Nós amamos você, pequenino. Para todo o sempre.
O garoto se levantou e abraçou a menina, aconchegando-a em seus braços. O corpo pequeno e delicado de Isabella parecia ter sido feito para se aninhar em meio aos braços firmes e ombros largos. Nada poderia ser mais perfeito do que o encaixe de seus corpos.
–Você é o melhor presente que eu poderia ganhar. – ela sussurrou, enquanto se soltava do abraço e ele segurava seu rostos entre as mãos. Justin roçou seu nariz no dela e Isabella sorriu.
–Eu amo vocês. – ele disse baixinho.
–Nós também te amamos, Justin. – respondeu-lhe no mesmo tom.
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