Notas iniciais
Hehe!

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Isabella sentiu os poucos raios de luz atravessar a cortina e se chocarem contra seu rosto, forçando-a a acordar e coçar os olhos imediatamente, para que os mesmos se acostumassem com a claridade repentina. A garota franziu a testa, encarando o teto e se perguntando onde estava. Ela se lembrou e passou a mão pela cama, na tentativa de encontrar o corpo de Justin ao lado do seu, mas não tinha ninguém ali, além dela. Bella passou a mão pelo rosto bocejando e se sentando calmamente no colchão, enquanto encarava o quarto.

Em poucos segundos foi possível para ela ouvir barulhos vindos da cozinha, fazendo-a passar a mão pelos cabelos e se levantar preguiçosamente, sem ao menos calçar o chinelo que ela mesma tinha deixado ao seu lado. Isabella puxou a blusa do pijama, enquanto caminhava em direção a cozinha e assim que chegou ela viu a cena mais perfeita que poderia existir. Justin estava de costas para ela, enquanto preparava algo e vestia apenas uma bermuda qualquer, fazendo-a pensar que talvez ela o veria sempre assim.

-O que está fazendo? – perguntou com a voz rouca, devido o sono. Justin se virou para ela e sorriu.

-Estava preparando o café! – ele se aproximou dela e beijou sua testa, sussurrando um “bom dia” em seu ouvido, para logo depois olhá-la com afeto e pegar a mão dela, brincando com seus dedos. – Vem! – ele a puxou em direção a pequena mesa, que só havia dois acentos e a viu sentar-se e esperar que ele trouxesse o café. – Aproveita que nada saiu queimado desta vez!

Isabella riu e o viu colocar um prato em sua frente, com algo que ela não soube identificar o que era. A garota franziu a testa e ouviu uma risada baixa da parte dele.

-Prova! – disse rindo. A garota deu de ombros e, ainda hesitante, decidiu provar a comida de Justin, fazendo caras de satisfação logo depois e deixando-o com um sorriso vitorioso nos lábios.

-Hum... – disse fazendo uma pausa para terminar de comer o que estava contido em sua boca. – O que é isso?

-Croissant! – respondeu simplesmente. – Gostou? – ela balançou a cabeça positivamente, antes de voltar sua atenção para a comida. – Aprendi a fazer com uma amiga da faculdade! – Isabella sentiu o ciúme dominar seu corpo. Então ele já tem “amigas” na faculdade? Pensou, semicerrando os olhos e o encarando.

-Amiga da faculdade, é? – ele murmurou algo que ela não foi capaz de entender, enquanto colocava seu prato sobre a mesa e se sentava ao lado dela. – Hum! – a garota colocou o croissant sobre o prato e encarou o garoto, que nem ao menos notara o ciúme nitidamente refletido em seus olhos.

-O que foi? – perguntou assim que desviou sua atenção para ela. – Não gostou da comida, é isso?

-Não, só não estou com fome! – respondeu simplesmente, enquanto encarava a jarra em sua frente. – Apenas isso!

-Acho melhor comer... – ela franziu a testa e balançou a cabeça negativamente. – Afinal o dia será cansativo hoje! – Isabella sussurrou um “por que”, pouco antes de dar um gole no suco. – Porque nós vamos fazer um tour por Paris! – a animação estava nitidamente refletida no tom de voz do menino, mas ela se negou a olhá-lo, sentia ciúme demais para isso. – O que acha?

-Não sei se quero! – respondeu grossa, fazendo-o franzir a testa e encará-la, pouco antes dela se levantar rapidamente e caminhar em direção ao quarto.

-Isabella! – ele gritou, pouco antes de vê-la sumir de suas vistas.

Justin se levantou imediatamente, indo atrás dela. Assim que entrou ele a viu parada em frente à mesa que havia ali, encarando a mesma com uma intensidade incrível, mas a vontade dela era de gritar e sumir.

-Ei, o que houve? – ele passou seu braço em torno da cintura dela, abraçando-a por trás, mas tudo o que ela fez foi suspirar. – Você não gostou da minha idéia? Por que se não gostou nós podemos fazer outra coisa, ok?

-Quem é essa garota? – ela perguntou de olhos fechados e logo depois mordeu o lábio inferior, esperando pela resposta dele, que não foi mais nada além de um risinho, deixado-a com mais raiva ainda.

-Ok, eu já entendi tudo! – Idiota! Pensou. – Você está com ciúme! – ele mais uma vez riu e ela apertou os lábios, até que os mesmos sumissem, enquanto sentia-o girar seu corpo, fazendo-a ficar de frente para ele. – Ei! – Justin protestou, enquanto mantinha seu dedo no queixo dela, fazendo com que a garota olhasse para ele. – Não fique com ciúme da Valerie, ok? – Valerie. O nome ecoou na mente dela, pelo menos umas três vezes, antes que ela sentisse o toque suave dos lábios dele roçar em sua bochecha. – Eu amo você, não ela ou qualquer outra garota. – sussurrou, pouco antes de colar seus lábios.

Isabella fechou os olhos, entregando-se mais e mais para aquele momento e tomando consciência do poder que ele tinha sobre ela. Suas mãos percorreram os ombros dele, entrelaçando-se atrás da nuca do garoto, enquanto sentia as mãos dele apertarem sua cintura de forma possessiva, fazendo-a pensar que isso já era típico da parte de Justin. Mais a realidade só reinou em si, quando ela sentiu seu corpo se chocar contra a parede e o corpo dele. O garoto se separou dela por alguns segundos e ela finalmente conseguiu perceber o quão ofegante ele estava, enquanto mantinha as pernas da garota ao redor de seu quadril.

Bella o encarou, enquanto ele se mantinha vidrado em seus lábios, como se os mesmos lhe chamassem, fazendo-o perder toda a consciência.

-Sem mais ciúmes, ok? – perguntou após umedecer os lábios. – Será que eu ainda não lhe dei provas o suficiente de que eu amo você? – desta vez ele a encarou de forma intensa, como se buscasse a resposta no fundo dos olhos dela, permitindo perder-se nos mesmos, por apenas alguns instantes. – Agora, por favor, se arrume! – ele depositou um beijo delicado nos lábios dela, antes de Isabella sentir suas pernas deslizarem em direção ao chão e seus pés tocarem os mesmos, segundos depois.

Ela assentiu e o viu beijar novamente os lábios dela, pouco antes de vê-lo caminhar até a cozinha novamente, mas antes Justin parou olhando-a, para logo depois terminar de chegar à cozinha.

[...]

Isabella caminhava animadamente ao lado do namorado, pelas ruas de Paris, enquanto fazia uma nota mental de que essa cidade era definitivamente a mais bonita, romântica e mágica, do que todas as outras existentes no mundo. Seu olhar mirou-se para o garoto ao lado, fazendo-a sorrir. Justin parecia animado com o passeio que estavam fazendo e estava mais feliz que uma criança feliz que acabou de ganhar um brinquedo novo.

-O que quer fazer primeiro? – perguntou o menino, tirando-a de seus pensamentos.

-Hum... Não sei. – disse franzindo a testa. – Quais as opções?

-Eu pensei que poderíamos ir até a Torre Eiffel e... Ah, você tem que experimentar um macaron! – disse, enquanto gesticulava com as mãos. – É incrível!

-Macaron? O que é isso afinal? – ela riu pelo nariz.

-É um típico doce francês. – ele olhou para ela, enquanto mantinha um dos braços em volta do pescoço dela e tinham seus dedos entrelaçados. – Quer saber? Eu acho que você tem que experimentar um macaron agora! – Justin olhou em sua volta, e Isabella franziu a testa. – Se não me engano deve ter uma doceria aqui por perto. – ele voltou a olhar para ela e sorriu. – Vem, vamos!

Isabella murmurou algo que ele não compreendeu, enquanto se via sendo arrasta por Justin em plenas ruas parisienses, à procura de uma doceria onde ela pudesse provar um macaron.

[...]

Os dois caminhavam animados em direção à magnífica Torre Eiffel, enquanto ainda devoravam os seus preciosos macarons. A alegria de Justin era contagiante, fazendo Isabella pensar que sempre foi assim. Era impossível ficar triste quando ele estava por perto, mas, bem, ela era suspeita em falar sobre o garoto, afinal sempre o amou. E quem é que iria falar mal de alguém que ama?

Ela sentiu as mãos dele em suas costas, fazendo com que ela caminhasse mais rápido ainda. Assim que pararam por alguns segundos, eles encararam a imagem à sua frente. Pessoas circulavam por toda a extensão daquele lugar, mas quantas delas realmente se davam conta da maravilha que era Paris? Poucas, certamente. Isabella se posicionou na frente de Justin e sorriu para ele, que estava de braços cruzados.

-Vamos ver mais de perto! – ela mesma descruzou os braços do garoto e o sentiu entrelaçar seus dedos.

A garota o puxou, enquanto caminhavam rapidamente, até perceber que já corriam. Justin ia à frente, abrindo caminho, enquanto ela apenas gargalhava um pouco atrás dele. Para muitos eles eram apenas dois adolescentes loucos, mas Isabella preferia a palavra feliz. Afinal eles só estavam sendo felizes. A risada de Justin preencheu os ouvidos dela, fazendo-a fechar os olhos e apenas sentir o vento bater em seu rosto, jogando seus cabelos para trás, enquanto ela o sentia segurar sua mão com firmeza e puxá-la por toda a extensão daquele lugar.

Ele parou e envolveu a cintura dela com os dois braços, mantendo-a presa a si. E só então foi que ela abriu os olhos e se viu parada em frente à enorme Torre, fazendo-a ter que semicerrar os olhos, para poder ver o seu topo.

-O que foi? – ele perguntou roçando seu nariz na bochecha dela, que ainda observava com atenção uma das sete maravilhas do mundo. Ela não respondeu, apenas apertou os lábios e olhou para ele, com lágrimas nos olhos. – Ei, o que houve? Por que está quase chorando? – ele perguntou olhando-a preocupado, enquanto mantinha suas duas mãos nas laterais do rosto dela, obrigando-a a olhar para ele.

-Nada. – ela sorriu e sentiu-o limpar uma única lágrima que escorreu pelo seu rosto. Mas Justin arqueou uma sobrancelha, desconfiado. – Eu juro que não é nada, fiquei emocionada, só isso! – ele sorriu e a abraçou.

[...]

Justin estava deitado com a cabeça no colo de Isabella, enquanto sentia os dedos da garota “passear” por entre seus fios de cabelo, o que fazia ele se sentir parcialmente com sono. Ele abriu os olhos com cuidado e a viu encarando seu rosto. Foi impossível para ele não sorrir. O garoto sentou-se rapidamente ao lado dela e colou suas testa, fechando os olhos novamente.

-Sabe... – ela sussurrou. – Estar aqui debaixo dessa arvore, fez eu me lembrar da época em que nós dois subíamos em arvores, quando íamos naquela praça! – ela riu. – Bons tempos, não?

-Uhum. – Justin abriu os olhos e encarou a arvore, que lhes fornecia sua maravilhosa sombra e de repente se levantou, batendo as mãos por toda a sua calça. – Vem! – ele estendeu a mão para ela, que aceitou, repetindo o mesmo processo que o garoto fez, segundos atrás.

Isabella franziu a testa, assim que o viu se aproximar da arvore e olhar para ela sorridente.

-O que vai fazer? – perguntou, enquanto ajeitava a franja, que caiu sobre seus olhos.

-Não é óbvio? – respondeu sorrindo de canto.

-Hã... – ela deu uma rápida olhada ao seu redor e franziu a testa. – Justin, eu não acho uma boa idéia! – ele murmurou algo e assim que ela olhou para ele novamente, a garota se surpreendeu ao ver que ele já escalava a arvore e já estava quase alcançando um dos galhos. – Jus, eu acho melhor não subir ai! – avisou, mas ele não disse, nem fez nada além de continuar a subir. – Justin! – ela gritou.

Ela observou atenciosamente o garoto que se sentou um tanto hesitante em um dos galhos.

-Vamos, suba! – disse, enquanto gesticulava com as mãos, mas ela negou e olhou ao seu redor novamente, pensando que talvez não fosse permitido escalar as arvores. – Está com medo, baby? – Bella franziu a testa, novamente, enquanto pensava por que diabos ele lhe chamara de baby.

-Não é isso, é que...

-Vem Bella, suba! – ele chamou novamente e ela revirou os olhos, cruzando os braços e negando. Justin fez biquinho e a encarou.

Isabella riu e deixou suas sapatilhas caírem na grama, enquanto já se via escalando a arvore. Assim que chegou onde Justin estava, ela pode ver um sorriso iluminar o rosto dele, de uma forma estranhamente perfeita. Ele era perfeito.

O garoto pousou sua mão sobre a dela e a acariciou, enquanto aproximava seus lábios do ouvido da namorada.

-Olhe a sua volta! – ele disse, para logo depois mordiscar levemente o lóbulo da orelha da menina, fazendo esquivar-se levemente, arrancando uma risada baixa dele.

Isabella olhou para ele, encarando-o com intensidade. Nem todo tempo do mundo ao lado dele, seria o suficiente para ela. Justin acariciou o rosto dela com seu polegar e aproximou seus lábios, roçando-os.

-Eu amo você! – ela disse baixinho, mantendo-se de olhos fechados.

-Eu te amo mais! – disse e logo depois, uniu seus lábios de uma vez por todas.

Notas finais
Gostaram?