Notas iniciais
oioi bebes, esse é o último capítulo escrito, ainda não sentei para tentar escrever o 12 mas acho que essa semana mesmo consigo. Como sempre, agradeço a todos vocês que vem me acompanhando. A garota da foto é minha inspiração da Leonor, provavelmente a imaginavam diferente mas... sdfvgb. Enfim, aproveitem a leitura e voilà.

P.O.V. Leonor

O relógio marcava quatro horas, estava em casa me arrumando junto de Carmem para irmos ao cinema com Daniel e Cirilo, iríamos ver o filme Logan que tinha acabado de estrear. Tinha me aproximado muito de Carmem e Valéria durante esse primeiro mês de aulas. Claro que rolou certo ciúme da parte de Maju mas lembrei ela de que nos conhecíamos há muito mais tempo e que apesar de tudo ela sempre seria minha melhor amiga, falar essas coisas só funcionaram depois de eu prometer que jogaria League Of Legends com ela e depois um pouco de PlayStation, fiz isso e depois passei a noite toda escutando os assuntos favoritos de Maju, séries, livros e garotas.

Ficamos o resto da noite conversando sobre seus contatinhos, até que resolvi perguntar de Margarida. De cara ela pareceu nervosa e tentou mudar de assunto, mas não deixei, disse que a conhecia e a obriguei a me contar tudinho. Ela me disse que não tinha nada pra falar, confessou que durante o tempo que ficaram trancadas no banheiro da casa de Marcelina e Paulo, tiveram alguns beijos mas depois daquele dia Margarida parecia ter ignorado tal acontecimento e continuava a tratando apenas como uma de suas amigas, o que a deixou um pouco chateada pois sentia que estava gostando de Margarida de verdade. Eu até que entendia a reação dela, afinal ela terminou o namoro no mesmo dia que ficou com Maju. Falei para minha amiga não desistir, apenas dar um tempo a sua paixão e apagar logo os contatinhos de seu celular, pois assim não iria a lugar algum com Margarida.

Terminei de me maquiar e sentei em minha cama observando Carmem passar um de meus batons que pegou emprestado.

— Como estão as coisas entre você e Daniel? – perguntei, vendo pelo espelho ela desencostar o batom de sua boca e sorrir de lado.

— Estão muito bem, nos tornamos muito amigos por sempre termos sido os “nerdões” da sala. Mas, agora as coisas estão diferentes… – disse e logo após deu um enorme sorriso.

— Diferentes é? E já se beijaram?

— Quase, concordamos que era melhor não, por causa dos germes e tudo. – soltou parecendo esperar que eu achasse a coisa mais normal do mundo.

— Que?

— Você não sabe? Apenas dez segundos de um beijo são necessários para 80 milhões de bactérias passarem de uma boca a outra. – se sentou ao meu lado e falou como se fosse algo aterrorizante. Sinceramente, eu não entendo esses dois.

— E vocês não querem assumir o risco um pelo outro? – perguntei.

— Ah, talvez um dia. Se houver um motivo maior do que um simples desejo.

— Um extraordinário desejo? – gesticulei uma explosão e ela riu.

— Não, estou falando de algo diferente de desejo.

— FILHA, OS MENINOS CHEGARAM! – escutei a voz de minha mãe gritar.

— Pronta? – me olhei no espelho e Carmem se colocou ao meu lado analisando a si mesma.

— Pronta. – disse determinada.

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Chegamos ao shopping, Daniel e Carmem estavam no maior romance, ele estava sendo mais cavalheiro que o normal e tentava o tempo todo agradar a menina enquanto ela só ria. No meio do caminho até o cinema, dentro do shopping, Daniel comprou chocolate por pura vontade própria, mesmo ela dizendo que nada daquilo era necessário, todos estávamos vendo que o sorriso dela só aumentava mais e mais.

Compramos os ingressos, pipoca, refrigerantes e guloseimas, e logo entramos. O casal passou o filme todo abraçado e vez ou outra ele beijava a cabeça dela, como se houvesse uma bolha ao redor dos dois e eles não vissem a matança em sua frente, no filme, é claro. Passei então a observar Cirilo e nossas mãos dadas, nós dois estávamos bem próximos, Firmino sempre mencionava que formamos um casal muito bonito e ao respondermos que somos apenas amigos ele resmungava um “por enquanto”, que fingíamos não ter escutado. Acho que para Cirilo é isso que eu era mesmo, apenas uma amiga e nada mais, mas não era isso que eu queria ser. Eu o conheci agora, mas estava gostando dele de verdade e queria tentar algo, e dois dias atrás aconteceu mesmo de nos beijarmos, ele retribuiu mas logo após ficou calado e disse que não conseguia fazer isso. Eu fiquei chateada, eu entendo a situação de Margarida até porque ela namorou por muito tempo e terminou o namoro agora pouco mas Cirilo e aquela garota por quem ele sentiu ou sente algo, nunca deu bola pra ele. Gostaria de mostrar a ele que posso ser mais do que uma amiga e nunca o trataria mal como a garota das histórias que ouvi mas em um dia que ele parecia querer mais que minha amizade, segurava minha mão, elogiava meu sorriso, meus olhos, minha voz, no outro parecia distante e evitava conversa, minutos esses em que eu sabia que ele estava pensando naquela garota, Maria Joaquina.

O filme acabou e resolvemos caminhar pelo shopping, Daniel cutucou Cirilo enquanto Carmem não estava olhando e o mesmo acenou com a cabeça como se estivesse confirmando algo.

— Eu to com uma vontade de sorvete, acho que Leonor e eu vamos ali comprar. Vocês vão querer que a gente traga algo? – perguntou Cirilo não sabendo disfarçar nem um pouco.

— Não, obrigado. – respondeu Daniel, como se fosse uma estátua de tão reto.

— Podem ir, a gente espera aqui no sofá. – Carmem disse olhando de mim para Cirilo como se me perguntasse o que tinha dado nele e dei de ombros.

— Okay, vamos lá. – apenas segui o ritmo das coisas, deveria ter um motivo para Daniel ter cutucado Cirilo e provavelmente o motivo era que ele queria ficar sozinho com Carmem, então eu é que não iria atrapalhar.

Fomos até a fila e compramos duas casquinhas mistas. Quando nos viramos, com o sorvete em mãos, pude ver os dois sentados no sofá virados um para o outro e Daniel com uma caixinha em mãos olhando para Carmem, a mesma sorriu o abraçando forte quase os derrubando do sofá e quando o soltou os dois se beijaram, finalmente. Agora fazia sentido Daniel ter agido exageradamente romântico o dia todo, ele estava se preparando para pedi-la em namoro.

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Depois do pedido de namoro os garotos nos levaram até minha casa — Carmem dormiria lá — e foram embora. Estava calada com Cirilo desde ver o quão Daniel foi carinhoso com Carmem, por mais ruim que aquele sentimento fosse, eu sentia inveja por Cirilo não me tratar assim, por não sermos nós dois no lugar deles. Ao entrar em casa resolvi esquecer tudo aquilo e dar atenção a Carmem, apesar daquele sentimento tão feio ter me dominado eu ainda me sentia feliz por ela, pelos dois na verdade, eles pareciam ter realmente uma forte conexão e nos primeiros dias de aula até achei que já fossem namorados com a tamanha sincronia dos dois.

— ME CONTA TUDO! – gritei sorrindo assim que fechei a porta de meu quarto atrás de nós.

— Eu não esperava por aquilo, Leonor. Te juro. – falou passando as mãos nos cabelos e sorrindo para o nada.

— Senta aqui e me diz, o que ele falou. – me joguei na cama e bati com a mão na mesma duas vezes para chamar Carmem.

— Assim que nos sentamos ele começou a falar que quando éramos pequenos ele namorava a Maria Joaquina, coisa que eu já sabia…

— Nossa que belo jeito de começar, hein? – sério, o que essa garota tem que até os garotos legais já caíram pelo menos uma vez aos pés dela?

— Calma… Dai ele disse que durante o relacionamento deles percebeu que ela não era a garota que ele queria na vida dele como namorada, no máximo amiga. Então ele começou a idealizar como seria a garota que queria na vida dele… E em certo momento se viu me idealizando, ele citou a si mesmo cada característica de minha personalidade e física sem perceber que falava de mim e quando percebeu não soube o que fazer com isso. Se aproximou de mim e como não sabia se eu me sentiu da mesma forma ele se contentou apenas com minha amizade mas com tanta proximidade a cada dia ele se sentiu mais apaixonado, mais doente de amor, doente de amor por mim. Agora ele percebia que eu sinto algo por ele, senão o mesmo que ele sente por mim, e se meu sentimento fosse menor do que o que ele sente, ele queria pedir uma chance de mostrar o quanto poderia me fazer feliz se eu aceitasse ser sua namorada.

— Nossa, Carmem isso foi lindo. – foram as únicas palavras que consegui deixar escapar.

— Eu sei, acho que estou apaixonada. – falou colocando as mãos no rosto escondendo seu enorme sorriso.

— Ainda acha? – brinquei rindo. – Amiga, me diz uma coisa.

— Fala.

— Hoje a tarde você tinha me dito que preferiram não se beijar por causa dos germes e etc. Que só o fariam quando houvesse um motivo maior que um simples desejo e hoje vocês se beijaram.

— Sim… – respondeu como se estivesse relembrando.

— Pode me dizer agora qual seria o motivo?

— Amor. Felicidade e Amor. – falou aumentando o sorriso a cada palavra.

Notas finais
FOI FOFO OU NÃO FOI? Perdão a quem gosta de Maniel. COMENTEEEEM, paulicia no próximo capítulo. Obrigada por dedicar a minha um pouquinho do seu dia, aproveite bastante o que vos resta dele e até o próximo capítulo.