Lorena PDV

Como? Lindsay morta? Como é possível?

Lembrei de tudo de bom que passei ao lado dela e senti um grande aperto no coração. Lindsay foi a única pessoa que me acolheu quando cheguei ali... Não podia ter ido embora.

Mas nada foi mais surpreendente do que o que aconteceu a seguir.

Alona estava tentando entrar no refeitório, ameaçando fazer quem estiver em sua frente voar pelo menos uns 5 metros.

- O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO MEU REFEITÓRIO!? — berrava ela

Ela olhou para Lindsay no chão. Ela pareceu perplexa por um minuto.

E então o mais surpreendente, ela caiu de joelhos sobre o corpo de Lindsay e desatou a chorar alto.

Senti um remorso enorme e vi uma lágrima descer o rosto de Alexia.

- Eu sei que nunca disse como você era importante... Mas por favor... Não me deixe...! — gritava Alona

Cena de novela. Comovera a todos.

Senti meus olhos quentes. Não era fácil ver uma situação dessas... logo de Alona que sempre se mostrou tão... Impassível.

Percebi um outro movimento na entrada do refeitório, alguém estava querendo entrar.

Madame Snitch infiltrou-se entre as pessoas e correu até Lindsay. Alona se afastou.

Snitch se agachou para ouvir o coração de Lindsay.

Silêncio fatal.

- Ela está viva — disse Snitch pegando Lindsay no colo e levando-a para fora do refeitório, com Alona nos calcanhares.

Observei Alexia olhando diretamente para onde alguns segundos atrás estava o corpo de Lindsay. Agora, estava manchado de sangue.

- Alexia? — perguntei mas ela não respondeu

Ela olhava fixamente pro sangue.

- Acho que eu estou passando mal — disse ela cambaleando

- Ah não...

O que eu previ aconteceu. Alexia levou um dedo aos lábios e desmaiou.

Stephanie PDV

Eu e Renan nos sentamos em uma mesa reservada. Só faltava no fim ele pedir para eu pagar.

Ele pediu pilhas de comidas, se duvidar deve ter pedido o cardápio inteiro.

Fiquei um pouco perplexa demais para falar algo.

Ele olhou pra mim contente.

- O que vamos fazer com toda essa comida? — perguntei

- Que tal comer? — sugeriu ele

Olhei-o com desprezo

- Vamos fazer um brinde — disse eu sorridente e coloquei um pouco de vinho pra mim e pra ele.

Levantamos o copo.

- Um brinde... — disse eu — A sua ignorância! — E joguei o copo de vinho nele

Ri baixinho enquanto ele limpava o vinho do rosto.

- Guerra declarada — disse ele e pegou a maionese e jogou em mim.

Embora não estivesse enxergando, podia sentir em minha nuca os olhares voltados para nós.

Tirei o excesso de maionese do rosto, peguei a torta de maçã e esfreguei tudo na cara dele.

- rebate essa — disse eu ainda esfregando na cara dele

Não durou muito. Depois ele tentou jogar sal em mim... Acabamos expulsos.

- Não precisa me tocar. Você não é digno. Eu disse Não me toque!

Renan tentava se desvencilhar sem sucesso.

- Inúteis! Vou abrir um processo contra vocÊs!

Eu ri alto.

- Deviam abrir um processo contra sua mãe por ter te originado! Praga!

Os dois guardas no jogaram na rua. Caí na calçada, enraivecida.

- VERGONHA! — disparou ele.

- É, tem razão, você é uma vergonha!

- INFIEL! EU SEI QUE VOCÊ ANDA ME TRAINDO.

Passou-se um minuto de silêncio. Até que eu finalmente pude responder algo. Estávamos passando vergonha ali naquela rua.

- Você está maluco. — disse eu — Eu jamais faria isso!

- NÃO SE FAÇA DE SANTA! — berrou ele pra rua inteira e meteu a mão no meu rosto fazendo eu cair no chão.

- MALUCO! — berrei

Ele me pegou pelos cabelos, abriu a porta do carro e me jogou lá. Como ele tinha descoberto tudo?

- Acabou a moleza né Dona Stephanie? — disse ele sarcástico enquanto me imobilizava e me amarrava.

- Você merece morrer! — gritei eu

- Sim. Você e aquele tal de Derick. Já providenciei isso. Você achou mesmo que estava me enganando?

Tiffany PDV

Devido a incidentes acontecidos nesta manhã, as aulas de tarde serão canceladas. Ótimo. Agora sim o dia melhorou muito.

Três horas da tarde. Estava na hora de eu treinar no meu clube de tiro. Saí das fronteiras da escola sem ninguém perceber e fui até o local.

- Vim treinar — disse eu lançando um olhar de desprezo pro cara que tinha roupas sujas.

Ele me observou.

- Nome?

- Tiffany.

- Tiffany do que?

- Fala sério! Tem mais nenhuma cliente com o nome de Tiffany aqui!

Ele assentiu contrafeito e me entregou a arma.

- Obrigada

Fui até uma saleta. Nunca me senti tão bem e poderosa.

Tiros, tiros e mais tiros.

- Você tem uma ótima mira mocinha — disse uma voz feminina colocando a mão no meu ombro. — Fez um ótimo trabalho hoje.

Me virei pra ela.

- Tudo tem seu preço.

Ela crispou os lábios.

- Não me apresse. Ainda tem mais coisinhas prara você fazer.

Ela pegou em minha mão.

- Atire sempre com cuidado... — disse ela e atiramos juntas.

Stephanie PDV

Chegamos em casa. Eu ainda estava amarrada. Ele me pegou, chutou a porta e subiu as escadas.

- Senhor Renan? — perguntou Luna assustando-se com o barulho

- Fique na sua, Luna — disse ele, me desamarrando e me jogando no chão da sala.

- Fique longe do meu caminho hoje, Stephanie — disse eu mas eu nem dei ouvidos. Corri para o meu quarto.

Me olhei no espelho. Pude ver o meu olho roxo.

Dei um soco no seu espelho. Ele se quebrou em mil pedacinhos.

Lembrei do que Derick falara. Tome cuidado, ele é um homem perigoso, lembra do que aconteceu a Ellen?

Derick PDV

Sete horas da noite... Stephanie devia estar a caminho, mal podia esperar para revê-la.

Na ansiedade, fui até a coziinha preparar um cafézinho. O que eu não esperava é que fosse derramá-lo.

- Droga — Resmunguei

Eu estava perdido. O pano... O pano... Devia ter ter deixado no quarto.

Estava no quarto pegando o pano e ouvi o barulho da porta rangendo e em seguida, um copo se quebrando no chão.

- Satanás, é você? — perguntei alto. Eu riria da situação se não estivesse assustado.

Ouvi passos. Devia ser Stephanie tentando me dar um susto.

Olhei para o corredor. Dois caras altos, mal encarados e com no minímo 30 centímetros mais altos que eu me encaravam.

- Qual o seu nome? — perguntou um deles

- Foda-se meu nome — respondi

O outro deu um sorriso trágico.

- Eu seria mais educado se fosse você — disse ele

- Sou educado com quem eu quero — rebati. Odiei o jeito com que eles entraram em minha casa e tentavam me intimidar. — Bando de postes, por acaso estão usando salto alto?

Um deles se dirigiu a mim, me pegou no ar e me jogou no fim do corredor. Pude sentir vários estalos.

- Aii!

- Quem está rindo agora? — disse ele — Who's laughing, laughing now? ♪

- Ridículos — Resmunguei ainda no chão.

- É o seguinte — disse um deles ameaçador. — Sua amante está com a gente e nosso chefe já sabe de tudo. Ou você obedece e vem com a gente, ou a gente tira a vida dela em um segundo.

Ele ergueu o celular e só então eu saquei. Trabalhavam para o Renan. E Stephanie estava em apuros. Mas... Como eles descobriram? Stephanie estava realmente em apuros?

- Vocês acham que é só chegar aqui e falar qualquer coisa, que vão me convencer?

- Vai nos desafiar?

Estudei o rosto deles, pensando se valeria a pena... Mas...

- Está bem — disse eu sem escolha rnagendo os dentes — Podemos negociar

Eles mostraram um grande sorriso amarelo.

- Se querer ela viva, é melhor ir quietinho com a gente.

Hesitei. Então tomei coragem. Eu sabia que não tinha a minima chance contra eles, não adiantava persistir.

- Eu vou.

- Ótima escolha — disseram eles e me algemaram para levar-me para fora dali.