The Best Damn Thing (life Lessons)
3 Longe da Mansão
Alexia PDV
Meu cabelo estava um horror. Tudo culpa de Stephanie. Eu ainda não acredito que aquilo estava acontecendo comigo. Precisava passar uma nova camada de maquiagem também. Se iria para aqueles muquifos, pelo menos tinha que dar boa impressão.
Alguém tinha um complô sério contra mim.
Exatamente no momento em que eu ia passar maquiagem, acabou a luz.
- ALEXIA! – chamou uma voz odiável que parecia a de Luna.
- No meu quarto – respondi secamente
A porta se abriu e Luna entrou.
- As malas estão prontas? Vamos sair agora.
- Claro que estão prontas – respondi – E peguei minhas valiosas malas. Isso que é ser rica!
- Então andemos – disse ela carregando a lanterna
Eu nunca tinha saído da mansão. E admito que senti medo ao sair. Nem olhei para a cara de Stephanie. Eu não mereço isso.
- Vamos para um ponto de ônibus – disse Luna
- Ponto de Ônibus? – disse eu que imaginara um monte de ônibus se embebedando e conversando sobre coisas alheias
- É Alexia, um ponto – disse Luna impaciente – Onde pegamos um ônibus. Você não sabia disso? Que coisa, hein!
Fiquei em Silêncio. Não ia dar o gostinho da resposta pra ela. Não preciso disso.
- É aqui – disse Luna parando em um lugar completamente horrível. O muro era pichado, alguns banquinhos estavam quebrados e tinha um monte de cartazes colados no tal “ponto” escrito “Conserta-se Sofás”, entre outros.
Eu trouxera o relógio. Acho que isso contribuiu para minha impaciência. Meia hora esperando, às 11 da noite e nada de ônibus!
- Luna, minhas pernas estão doendo muito – disse eu que me recusava a sentar naqueles banquinhos
- Problema seu – cortou ela – Não sei por que está de pé.
- Está demorando muito – choraminguei
Passou-se uma hora. Não agüentei, Tive que sentar no chão. Espero que não tenha câmeras filmando. Que vergonha.
O ônibus estava vindo.
-Por onde entra nele? – perguntei enquanto o ônibus se aproximava
-Pela porta da frente – disse ela dando sinal
-Onde fica? – Perguntei à ela. Não estava entendendo nada.
- Na frente. – Respondeu ela irritada.
Entrei no ônibus. Meu Deus! O ônibus a essa hora da noite estava lotado! Deus me livre e guarde!
Fiquei debaixo do suvaco de um cara. Um fedor danado. Não agüentei. Peguei meu perfuminho importado da França e passei um pouquinho ali. Acho que ele não gostou. Deveria ter me agradecido, estava cheio de macaquinho ali.
- Alexia, é falta de educação fazer isso com as pessoas! – Ralhou Luna – comporte-se!
Eu não estava com coragem nem de pegar naqueles negocinho pra se segurar. Quando pensei que não tinha nada pior pra acontecer, a empregada começou a dar em cima de um cara. Eu mereço.
Eu novamente pensei que nada de pior poderia acontecer. Estava enganada novamente. Em uma curva, eu não me segurei, e cai para trás. Foi um total caos.
-Aê menina! – zoaram uns caras enquanto Luna olhava a cena chocada. Menina? Como eles ousam me chamar assim?
-ESCUTEM AQUI! – disse eu me levantando irritada – EU SOU UMA GAROTA FORA DO COMUM! IMPORTANTE!
Minha fala foi abafado pelas vaias. Nunca fui tão humilhada
-Vocês...
-Alexia, cale a boca – ordenou Luna, e parecia que ela ia jogar um raio onde ela olhasse.
Passou-se uma hora naquele ônibus lotado em pé. EU estava morrendo de sono, com câimbra... Enfim! Pior que a Idosa que parecia que estava murchando na frente dos meus olhos lá na frente. Ok, o que piora minha situação, é que estou no fundão, Que humilhação!
Descemos do primeiro ônibus! Aleluia! Aproveitei para fazer um lanche. Luna estava mais impaciente que o normal.
Entramos no segundo ônibus. Para minha surpresa, esse estava vazio. Melhor ainda.
O problema é que eu não estava acostumada a andar de ônibus. Acabou que eu vomitei.
-Alexia, sua porca – Disparou Luna com desprezo – Agora você vai limpar isso!
-Ah não vou! – disse eu me recuperando
- VAI SIM! – Ela procura um pano
- Ok então – disse eu impaciente
Peguei o aspirador de pó que estava na minha mala. Luna me olhava perplexa com medo do que eu ia fazer.
- Vai limpar esse vômito com aspirador de pó? – perguntou Luna chocada
- Vou – pego o aspirador de pó e começo a passar no vômito
- Alexia... – começou Luna – Você tem que ligar o aspirador de pó e aqui não tem tomada...
-Ah, isso não é problema – teimei sorridente- Opa o que é esse botão?
- Não Alexia, NÃO, PORRA! – berrou Luna mais era tarde demais. O aspirador de pó jogou sujeira na cara de Luna. Ela estava pretinha.
Passei o resto da viagem amarrada. Eu não tenho culpa né, gente?
Descemos de novo depois de 2 horas. Já era mais de 2 horas da manhã! Eu devia estar cheia de olheiras, isso ia acabar com minha pele!
- Estamos chegando? – perguntei quando tínhamos acabado de embarcar no terceiro ônibus
Silêncio. Ouve-se um ronco.
- Luna? – exclamo surpresa. Ela estava dormindo. Ai meu cu, viu! E esse ônibus estava razoavelmente cheio. Que vergonha. Ela roncava, babava e podia jurar que peidou também.
Fiquei irritada.
Olhei em volta do ônibus. Todos eram tão simples... Provavelmente tiveram uma vida muito diferente da minha. Eu ia me gabar quando vi que estavam todos sorrindo, felizes, conversando com o próximo. Eles eram tão felizes. Por que estavam contentes?
E eu, estava aqui, emburrada. Eu mereço.
Mais 2 horas se passaram e chegou a hora de descer do ônibus.
-Luna, chegamos – disse eu cutucando ela
-Ai Mãe, deixa eu dormir mais um pouquinho – disse Luna baixinho
Deu vontade de descer do ônibus sem ela, mais isso significaria que eu ia ter que me virar... Então...
- ACORDA! – gritei
- Ai, não grite! – disse ela com rispidez
Descemos na rodoviária.
- Onde estamos exatamente? – perguntei
- Na rodoviária – disse Luna sarcástica
Ignorei
- Aqui tem salão de beleza? – perguntei-a novamente. Exigia uma resposta decente.
- Não sei Alexia, procura, se você achar um essa hora.
Bom, se ônibus poderiam estar lotados essa hora, então porque não pode ter salões de beleza aberto?
E não é que achei? Acho que nessa cidade, só tem sonâmbulos.
Olhei para o salão.
Espasso da Beleza
Fiquei perplexa. EspaSSo? Eu quero é distância desse Salão! Nunca vi tamanha atrocidade, eu não tinha coragem de entrar ali.
-Não seja fresca, Alexia – disse Luna que estava me seguindo e eu nem notei. – É só um erro ortográfico
- Esse salão não é digno de me ter como cliente! – rebati
- ótimo. Então fique com essa cara de Travestchy.
Como ela ousa?
Desisti do salão mesmo. Eu não ia entrar ali.
- Luna, onde posso fazer minhas necessidades? – perguntei ríspida
- No banheiro – respondeu a outra
- ONDE FICA? – Dei ênfase nas palavras pra ela entender
- Alexia, eu não conheço esse lugar! – disse ela
Ok, ok, eu ia achar.
Fiquei em dúvida se era ali mesmo.
Tualet --à
Eu gostaria de ter perdido a vontade de ir ao banheiro como perdi a vontade de visitar o salão. Mais isso era meio impossível.
Entrei ali.
Fiquei em estado de choque. Até o banheiro da casa de Luna devia ser melhor! E essa merda ainda era mal-cheirosa. Eu mereço.
Entrei na cabine que julguei mais digna. Levantei a tampa do Vaso.
Senti uma falta de ar enorme e quase desmaiei.
Tinha um trambolho enorme ali, a água chegava tinha ficado marrom... Eu morri com aquilo.
Dei descarga. Tinha entupido. Vi a água encher cada vez mais e comecei a rezar para não transbordar.
Quando eu vi que estava transbordando, tratei de sair dali correndo.
-ACUDA! – gritei enquanto as meninas que estavam ali no banheiro gritavam e corriam.
Quando eu estava saindo, um homem me parou.
-Perai, Banheiro é 70 centavos.
Fiz cara de surpresa. Entrei em uma fria.
-Haha.. Sério? Hehe – enrolei
- Aqui está o dinheiro – disse Luna que correra até ali e entregou o dinheiro
Elas se afastaram
- Usou o banheiro, Alexia? Soube dar descarga? – perguntou ela sarcástica
- Usei – menti
- Agora vamos comer algo e esperar uma pessoa lá fora – disse Luna
Eu e ela fomos até uma lanchonete e nos sentamos. Olhamos para o cardápio.
Cardápio:
Milk Sheyk ---- R$ 5,00
X-Eggue ---- R$ 3,00
X-Salada ---- R$ 3,00
Refrigeranti ---- R$ 2,00
Fiquei perplexa. Eu e Luna nos entreolhamos. Era seguro comer naquele lugar?
- Por Favor, 2 X-Salada – pediu Luna irritada
- X-Salada!? – exclamei. Não tinha coisa melhor.
Terminamos de comer e fomos a uma praça.
- Madame Snitch já deve estar chegando – disse Luna
-Quem? – perguntei
- Você vai ver
Aproxima-se uma limosine preta
- É ela – se sobressalta Luna e vai correndo até a Limosine. Para o azar dela, ela estava de salto alto, e levou um belo de um tombo
Olhei em volta. Espero que ninguém tenha visto.
- A propósito, estou bem, obrigada – disse Luna secamente se levantando.
A limosine tinha parado na nossa frente. Ficamos olhando pra ela, esperando quem ia sair de lá.
A porta se abre.
Uma mulher alta e a propósito, muito moderna saiu da Limosine. Usava uma roupa preta e tinha cachos brancos.
Ela saca uma arma.
- Parados! – ordenou ela
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