Notas iniciais
Não consegui postar na segunda. Foi mal. Mas em compensação hoje tem um capítulo bem grande para vocês! Provavelmente não vou postar semana que vem. Falta apenas uma semana!!!!! Meu Deus! Estou muito nervosa.
E por falar nisso. Ninguém acertou o país que eu vou morar! Que isso gente! Não é tão difícil! Mas resolvi aumentar o "prêmio". Quem descobrir primeiro, vai ter o próximo capítulo dedicado E eu vou começar a ler alguma fanfic dessa pessoa. Se a pessoa não tiver nenhuma fanfic, vai ser só a dedicação mesmo.
Boa leitura!

Acordei com o despertador e olhei pela janela, o dia estava lindo.

-Espero que o dia seja melhor também. – murmurei, sabendo que isso seria muito difícil de acontecer.

Troquei de roupa, arrumei a cama, sentei-me nela e fiquei encarando a parede. Tinha um quadro da nossa família, antes do meu pai ir embora. O Josh só tinha 5 anos quando a foto foi tirada. Eu tinha 11. Estávamos em uma casa de praia, que antigamente íamos. Todos estávamos sorrindo. A vida era tão mais fácil. Mas quando meu pai foi embora tudo mudou. A minha mãe demorou a aceitar. E eu mais ainda, fiquei muito revoltada e coisas ruins aconteceram. Coisas que eu prometi para minha mãe e para mim mesmo que nunca iriam acontecer novamente. E não vão.

Levantei-me subitamente, peguei minha bolsa e desci. Josh estava comendo seu cereal enquanto assistia televisão na sala. Minha mãe estava na cozinha e parecia um zumbi. Sério mesmo. Ela estava péssima. E provavelmente iria me ignorar. Peguei um suco e sentei-me na mesa.

-Bom dia. – falei tentando retirar um pouco a tensão do ar.

Ela não me respondeu, claro. Ela se virou para o meu irmão e disse:

— Vamos logo. Se não você vai se atrasar.

— E quanto a mim? – perguntei

Ela olhou para mim e ficou me encarando com uma expressão vazia. Deu meia volta, pegou as chaves do carro e foi saindo. Josh passou por mim correndo e pegou sua mochila.

— Ta né... – murmurei. – Josh, você pode avisar para a mamãe que eu vou a pé? Ela provavelmente não vai ligar, mas é só para ela ter certeza que eu não fugi de casa e entrei para uma gangue. – disse a última parte ironicamente

-Ta bom. – ele fez uma careta — Tchau Mel.

— Tchau!

Ele bateu a porta da frente me deixando sozinha em casa. Hoje eu teria coisas bem complicadas para resolver. Fiquei pensando no Jeremy. Ele se arriscou para me ajudar ontem. Mesmo sabendo que não tinha chance contra o Jordan! Ele fez isso por mim! Ta, eu sei que ele ficou meio irritado depois disso. Vou ter que falar com ele. Eu sei que ele não quer falar comigo. Mas ele tem! Não pode me deixar confusa do jeito que eu to. Não é justo!

Olhei para o relógio em forma de flor que tinha em cima da porta que a minha mãe comprou em uma feirinha quando foi ao Brasil. Faltava meia hora ainda para a aula de música começar. Pelo menos a minha mãe não me proibiu de ir a escola. Também né? Que tipo de mãe faria isso? Mas ela me proibiu de falar com a Ryan... Como seu eu fosse obedecer uma ordem ridícula como essa. Não que eu sempre desobedeço. Isso seria estupidez da minha parte. Mas a Ry não fez nada. E eu vou ter que provar para minha mãe de um jeito ou de outro.

Saí de casa e fui andando sozinha pela calçada. Passei em frente a casa da Ryan. E continuei andando. Escutei um barulho de porta se abrindo e depois se fechando e olhei para trás. Ryan estava descendo as escadas da varanda. Ela estava péssima. Deve ter passado muito tempo na delegacia ontem. Estava com um rabo de cavalo bagunçado. Um casaco de moletom e em seu rosto havia vestígios de maquiagem de ontem que não foram devidamente retiradas. Olhei para os lados. Só para ter certeza de que alguém, no caso a minha mãe, estava por perto. Então fui andando na direção da minha amiga. Ela estava olhando para o chão mas depois me viu e começou a andar mais rápido. Chegou perto de mim e me abraçou. Ficou choramingando e eu perguntei:

— Você está bem?

— Não. – ela respondeu com a voz embargada

— O que aconteceu com o James?

— Vamos ter que pagar a fiança. Só que atualmente não estamos com condições de gastar muito dinheiro. O James falou para vendermos o carro dele. Já que ele vai perder a carteira de qualquer modo. Mas a minha mãe também usa o carro para fazer as coisas dela. Já que o meu pai trabalha mais longe da cidade e precisa usar o carro dele.

— Sinto muito.

— Tudo bem. – ela disse esfregando o nariz – Vou tentar arrumar um emprego depois da aula. Será que no Grills tem vaga?

— Não sei...

— Você pode ir comigo? Não quero ir sozinha.

— Posso.

— Pode? A sua mãe não te deixou de castigo para o resto da sua vida?

— Na verdade ela está me ignorando totalmente. Por enquanto da para aguentar. Até eu arrumar um jeito de explicar o que ouve sem que ela saia sem querer ouvir. E claro, que acredite em mim.

— Então ela não tirou o seu celular e ainda te deixou vir à escola?

— É. Mas ela me proibiu de ser sua amiga.

— Ahn. – Ela parou e pareceu que iria começar a chorar. – Você não vai ser mais minha amiga? Então o quê que eu vou fazer sem você???

— Relaxa! Até parece que eu vou fazer isso? Ta achando o quê? Você é a minha melhor amiga! – o rosto dela se iluminou ao ouvir isso

— Eu sou?

— Eu acho que sim. Nunca tive uma amiga como você.

— Você também é a minha melhor amiga! – ela me abraçou

— Vamos logo! Se não vamos chegar atrasadas! – disse quando ela me soltou e eu olhei no meu celular.

— Ta bom. – começamos a andar rápido – Mas você vai desobedecer a sua mãe?

— Ela não precisa saber. Ela com certeza não vai nem notar. Me ignorando. Lembra?

— Ahn. – ela riu -Entããããooooo??? – ela me olhou com um sorrisinho

— Então o quê?

— O que aconteceu ontem a noite? – olhei para ela como se ela fosse retardada

— Aconteceu MUITA coisa ontem a noite!

— Eu sei sua tonta! To falando na floresta, com o Jordan. – Nossa, eu era realmente uma tonta. Como eu tinha me esquecido disso?

Contei tudo para ela. Palavra por palavra. Beijo por beijo. Soco por soco. Garotos por garotos. Como ela mesma disse. Estávamos quase chegando, e o primeiro comentário que ela fez sobre isso foi:

— Que babaca!

— Só isso? “Que babaca!” É isso que você tem para me dizer depois de eu ter te contado tudo isso?

— Não,”Que babaca!” é só a primeira coisa que eu tenho para te dizer depois de você ter me contado isso.

-Ta né... Mas espera? O “Que babaca!” era para o Jordan ou para o Jeremy?

— Parando para pensar. Para os dois. Mas aqui, quem é Jeremy e o que ele tem a ver com você?

— Meu Deus! Eu me esqueci completamente de te contar sobre o Jeremy! – coloquei a mão na testa.

— Espera. Eu conheço esse nome de algum lugar... Não seria o Jeremy Gilbert não é? O irmão da Elena Gilbert?

— Esse mesmo. Não sei como não te contei. – estava me sentindo péssima. Já que esse era um assunto sobre o que qualquer garota contaria para a melhor amiga, para receber conselhos e tal. O sinal tocou e eu olhei para ela. Saímos correndo até a sala. E nos sentamos mais ao fundo.

— Me conta! – ela sussurrou

— Ta bom. Eu conheci o...

— Senhoritas. – o professor me interrompeu – Sem conversa durante a minha aula. Vocês terão tempo de sobra para isso no intervalo.

- Desculpe senhor. – eu e Ryan falamos ao mesmo tempo e depois sorrimos uma para outra. O professor revirou os olhos e se voltou para o quadro. Depois de um tempo vi que tinha um papelzinho na minha mesa. Quando é que aquilo tinha ido parar ali? Acho que eu estava viajando. Por isso nem percebi! Olhei para Ry e ela disse “abre” apenas movendo os lábios, sem som.

No papelzinho estava escrito: ME CONTA!

Respondi: NÃO! NÃO É UMA COISA QUE SE CONTE ASSIM!

Dei para ela e ela me respondeu com uma carinha triste. Escrevi: SERÁ QUE AQUELA GAROTA DE ONTEM MORREU? Para mudar de assunto.

Ela olhou para mim e deu de ombros. Amassou o papelzinho e se virou para frente, fiz o mesmo. Tinha que me preparar. Hoje eu e a Ryan não iriamos parar de conversar.

Notas finais
Pronto! Ficou bom não é? Eu gostei. Provavelmente só vou postar outro capítulo quando eu já tiver me mudado. Mas enfim...
Tchau gente! Me desejem sorte!