The Best Boy Friend In The World
8 Capítulo 8
Notas iniciais
MELANIE: OFF
JEREMY: ON
Eu estava sentado na escada, fumando, e estava tudo muito quieto. Normalmente ficavam muitas pessoas aqui, eu não conhecia todas... Mas tinha o Zac, por exemplo, que estava nas drogas há um ano mais ou menos, e eu soube que nessas férias ele havia ido para a reabilitação, e agora ele está bem. Também tinha a Keisy, ela tava mais na pior, soube que ela sofria um bullying pesado, tinha uns 5 meses que ela achou que a droga seria a solução, um dia houve uma palestra sobre bullying e eu soube que um monte de garotas ficaram super emocionadas e foram abraçar ela e depois foram juntas fazer essa “coisas de menina”, e agora ela está bem. Queria poder parar também. Mas sem toda essa atenção. Queria também que os meus pais voltassem... Mas as coisas nem sempre são como queremos.
Continuei olhando em volta. O sinal havia acabado de tocar. E todos já haviam ido embora. Será que a Melanie já foi também? Ouvi um barulho e olhei para o lado. A porta havia sido aberta e vi um allstar preto familiar, quando olhei para cima dei de cara com a pessoa que eu menos gostaria que estivesse aqui. Melanie.
-Ah! Então é aqui que os viciados ficam... – ela disse de um modo sarcástico. Será que se eu fosse grosso ela iria embora?
-O que você está fazendo aqui? – coloquei o cigarro de volta na boca e olhei para ela.
-Qual é o seu problema? – ela falou alto, ignorando a minha pergunta, o que me assustou.
Ela percebeu o que havia feito e se encolheu.
— Como assim? – perguntei jogando o cigarro no chão, subitamente ficando com vergonha de ela ter me visto assim.
— Porque você não foi à aula? – ela estava batendo o pé no chão, impaciente.
-Não estava afim. – dei de ombros.
-Não estava afim de ir ver a aula, ou não estava afim de me ver?
-Eu não estou entend.. – me fiz de desentendido, será que ela sabia que eu não queria que ela fosse minha amiga? Senti-me culpado. Mas ela me interrompeu.
-Se você não quer ser meu amigo, tudo bem. Eu peço para o professor me mudar de lugar. Mas não falte a aula por isso. Você podia ter dito isso logo na minha cara. – ela se virou e foi andando.
— Espera! – segurei seu braço, e ela virou-se para mim. Seus olhos mostravam que ela estava magoada. Não podia evitar, tinha que fazer isso. – Eu não quero ser seu amigo.
Ela virou o rosto rapidamente quando seus olhos se encheram de lágrimas, quando disse com a voz fria:
— Não doeu ter de dizer isso, não foi? Então porque não disse logo? – ela se virou e saiu correndo.
Fiquei olhando ela se afastar e murmurei para o nada:
- Doeu sim.
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