Notas iniciais
Fiz um capítulo um pouco grandinho para vocês! Hoje é feriado de Thanksgiving (Ação de Graças) aqui no Canadá! Então tive bastante tempo para escrever! Amei escrever esse capítulo! Espero que gostem!
Coloquei uma música no capítulo, vocês vão ver. Mas um aviso, para o refrão cair com a parte certa do capítulo vocês não podem ler muito rápido. Vocês vão ver.
Boa leitura!

Obs: Queria dedicar essa capítulo à Samantha Daniele! Pela linda recomendação, que eu amei!

Comecei a sentir um frio na barriga imenso quando a hora do almoço se aproximava. Pedi para ir ao banheiro umas quinhentas vezes, e quando chegava lá ficava encarando o espelho ou andando que nem uma maluca. E eu estava gelada de nervoso, o frio na barriga estava me consumindo. O professor até me perguntou se eu estava bem e se eu queria ir à enfermaria. Quando o sinal tocou a Ryan já estava me esperando na saída da sala.

- Ryan, eu não posso fazer isso.

- Isso o quê?

- Não posso sair com o Jordan. Tem alguma coisa errada comigo, eu to muito nervosa e não sei se consigo.

- Como assim? Claro que consegue!

- Meu Deus! – estava muito nervosa mesmo, qual era o meu problema? Não era como se eu nunca tivesse me relacionado com ninguém antes.

- Quer saber? Eu sei qual é o seu problema.

- Qual?

- Você está apaixonada.

- Você já disse isso.

- Eu sei, mas, você já se apaixonou por alguém antes?

Aquela pergunta me pegou desprevenida. Parei para pensar e sacudi a cabeça.

- Não.

- Então é isso! Você está nervosa porque está apaixonada!

- Você acha mesmo?

- Mas é claro!

- Mas se estar apaixonada é assim, então eu não quero. É muito ruim!

- Calma. Vai dar tudo certo e ai você vai perceber que é a melhor coisa do mundo.

- Como sabe? Você já se apaixonou alguma vez na vida?

Parece que aquela pergunta a pegou desprevenida.

- Para falar a verdade, não.

- Então como sabe disso tudo?

- Eu sou muito observadora. Além do mais, nesses filmes em que a personagem principal está apaixonada é sempre assim.

- Ah! Eu vou chegar atrasada, eu tenho que ir!

- Espera. – ela segurou o meu braço quando passei por ela. – Vem no banheiro comigo.

- O quê? Agora?

- É! Vem logo! – ela puxou o meu braço e corremos para o banheiro, que por sorte era no mesmo corredor.

Ela me colocou de frente para o espelho e começou a mexer na sua bolsa.

- Quê que você ta fazendo?

- Você tem que retocar a sua maquiagem. – ela ficou na minha frente e começou a passar sombra e máscara.

- Não exagera não!

- Eu não vou! Fica quieta.

Depois que ela terminou de me “retocar”. Sai do banheiro e fomos rapidamente para o refeitório.

- Olha lá! Ele ta ali! – ela sussurrou para mim e eu o vi, ele estava olhando em volta, provavelmente me procurando.

- Ahhhh! – o frio na barriga estava forte demais.

- Relaxa. Boa sorte! Você ta linda!

- Obrigada. – respirei fundo e fechei os olhos.

- Agora vai! – ela me deu um leve empurrão e fui andando na direção dele. Ele se virou e me viu. E deu aquele sorriso, meu Deus! Porque ele tinha que dar aquele sorriso? Eu vou me derreter ali que nem um picolé se ele não parar. Ele se encontrou comigo e disse:

- Pronta?

- Pronta para quê? – perguntei que nem uma idiota.

- Para a surpresa.

- Acho que sim.

Ele sorriu e segurou a minha mão, me guiando até a escada, subimos os dois lances que davam para o terceiro andar, lá andamos pelo corredor até que ele parou e abriu uma porta que dava para uma outra escada e começou a subir.

- Quê que você ta fazendo? Acho que a gente não pode subir ai!

- Ta tudo bem. Vem cá!

Subi atrás dele e fechei a porta atrás de mim. Chegamos no telhado. O sol batia de um jeito gostoso lá, não estava muito quente, estava... Perfeito. Na minha frente, uma toalha de piquenique estava estendida, e por cima havia pães, frutas, suco e um bolo. Sorri, e me virei para ele.

- Não precisava ter feito isso.

- Mas eu quis. Não gostou? – ele ficou nervoso.

- Gostei sim! Está perfeito. – Nos sentamos e ele ligou um rádio, que começou a tocar a música “When the Darkness Come”. ( http://www.youtube.com/watch?v=tV2je_mOUQg )Sorri e olhei para ele, ele retribuiu o sorriso e começamos a conversar. A música deixava o ambiente mais perfeito do que já estava. E tudo só ficava ainda mais perfeito. Ele tirou uma flor de não sei aonde e me deu. Meu Deus! Eu to mesmo apaixonada!

- Eu tenho que te perguntar uma coisa... – comecei, pois tinha que ter certeza.

- Sim?

- Você faz isso com todas as meninas que você sai? – perguntei com a cabeça abaixada, com medo da resposta. Mas eu tinha que perguntar.

- Não! Por favor, não pense que eu não gosto de você e que só quero te levar para cama. Eu... – ele hesitou, nervoso e abaixou a cabeça – Eu acho que estou apaixonado por você. – levantei a cabeça no mesmo momento que ele, nos encaramos profundamente, eu não acreditava no que ele tinha acabado de dizer. Ele olhava para mim parecendo que esperava uma resposta. Ao invés de falar, apenas me aproximei dele e o beijei.

Ele se surpreendeu de início. Mas depois relaxou e me correspondeu gentilmente. Não foi como a primeira vez. O beijo agora não estava intenso e agressivo, e sim suave e gostoso. Suspirei e separei um pouquinho os nossos rostos, ele sorriu e eu sorri também. Estava muito feliz! Esquecemos completamente da comida. Nos beijamos praticamente o tempo todo, até a hora em que o sinal tocou.

- A gente se esqueceu da comida. – disse rindo

- Dane-se a comida. – ele riu também. Parecíamos dois bobos apaixonados, mas a Ryan tava certa, estar apaixonada é a melhor coisa do mundo!

Guardamos a comida e fomos até o armário dele, para ele poder guardar as coisas. O corredor já estava vazio. Fomos de mãos dadas até a sala de aula. Mas nos separamos para as pessoas não ficarem pensando besteira quando entrássemos. Estava quase abrindo a porta quando ele me puxou e me beijou novamente.

- Então? Isso significa que você é a minha namorada agora?

- Sei lá...

- Espera. Deixa eu fazer isso do jeito certo. – ele se afastou um pouco mais de mim e segurou a minha mão, virado de frente para mim. – Melanie. Você quer ser a minha namorada?

- Quero! – disse abraçando-o. – A gente tem que entrar! – falei

- Ah não! – ele resmungou

- Mas e a aula?

- Dane-se a aula!

Ele me puxou pela mão e me levou em direção à saída.

Notas finais
Espero que tenham gostado! O que acharam? Comentem por favor! E sigam o exemplo da Samantha e recomendem a história por favor!
Beijos!