The Best Boy Friend In The World
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Só para esclarecer uma coisa, Carter pode ser tanto para menina quanto para menino. Então entendo a confusão que alguns de vocês tiveram. Mas Carter nessa fanfic é uma menina, ok?
Boa leitura!
- Carter? – repeti ainda sem acreditar
— Mel? – ela disse sorrindo, zombando de mim.
— Carter! – pulei em cima dela e a abracei – Carter! Carter! Carter!
— Mel! Mel! Mel! – ela disse me abraçando de volta
Ficamos nos abraçando e rindo até que nos (eu, pelo menos) demos conta de que eu estava de pijama, e estávamos na porta de casa se abraçando e rindo que nem umas retardadas.
— Que saudade! O que você está fazendo aqui? – disse enquanto fechava a porta atrás dela.
— Sabe como é, fiquei com saudade da minha priminha querida.
— Sabe que temos a mesma idade – disse com uma careta. – Você vai ficar? – disse ao perceber que ela segurava uma mala.
— Sei lá. Posso?
— Claro que pode! Vamos lá para o meu quarto.
Subimos e ela sentou na minha cama.
— Não acredito que você ta aqui. Tenho tanto para te contar!
— Que bom, porque eu não tenho nada. Lá em Toronto ta muito chato sem você.
— Os tios estão lá?
— Sim.
— Porque não vieram também?
— Ah. Eu meio que planejei de última hora que queria passar um tempo aqui com vocês.
— E a sua escola?
— Estão todos na Europa. Fizeram uma super excursão.
— E porque você não foi?
— A Europa é chata.
— Aham. Sei. Sério mesmo Carter.
— Lembra do Alex?
— Seu namorado.
— Ex.
— Então deixa eu me corrigir: Seu ex namorado estranho.
— Sabia que você achava ele estranho!
— Quem não o acha estranho?
— Meus pais.
Olhei para ela com uma cara do tipo: Você acha mesmo?
— Eles achavam o Alex estranho? – ela perguntou
— Só você que não achava.
— Nossa que horror. – ela disse tentando não rir – Enfim. Eu terminei com ele porque não estava mais apaixonada e você sabe o que eu acho sobre isso. Relacionamento sem paixão não tem sentido. E ele brigou feio comigo e me chamou de uns apelidos que eu não vou repetir e ainda espalhou um boato na escola de que eu sou lésbica.
— Meu Deus! E você disse que não tinha nada para contar!
— É...
— Mas ninguém acreditou, não é? Olha só para você.
— É! Sem preconceito, mas eu não quero que os caras achem que eu gosto de mulher. Mas a galera acreditou em mim e disseram que o Alex era o maior babaca e tal.
— Quem bom.
— Então eu meio que quis dar um tempo dele, da escola, de tudo. E como estava com muita saudade dos meus primos e da minha tia, resolvi vir passar um tempo aqui. Foi mal por não ter ligado nem nada do gênero. É que eu queria fazer uma surpresa.
— Sem problemas.
— Cadê o Josh e a tia Li? – ela disse usando o apelido da minha mãe, que se chamava Lianna.
— Cinema. E eles vão comer fora. Então vamos ter que fazer o nosso jantar.
— Uhhh. Tem tacos?
— Tem macarrão. – disse enquanto balançava a cabeça e sorria
— Tacos de macarrão! – dissemos juntas e descemos correndo para preparar.
Pegamos os ingredientes e a Carter viu o bilhete.
— Duas coisas. – ela disse e eu olhei para ela. – Tem pizza na geladeira. Quer comer?
— Sei lá. Você decide.
— Vamos fazer os tacos amanhã então. Já que o Josh também adora. Se ele souber que a gente fez sem ele vamos estar fritas.
— Tem razão. – disse guardando os ingredientes de volta e pegando uma pizza de pepperoni. – E qual é a outra coisa?
— Sua mãe está estressada com você?
— Ta. Mas com você aqui acho que ela não vai ficar assim comigo. Quanto tempo você vai ficar mesmo?
— Pode ser um mês?
— Um mês! Ebaaa! Vai ser como quando a gente era pequena e passava quase uma semana inteira dormindo na casa da outra mesmo a gente morando a cinco minutos de distância!
— Só que agora é mais de... sei lá quantos minutos, ainda mais de carro.
— É.
— Mas o quê que você fez?
— Ahn... Eu te conto depois. Vamos comer pizza ali na sala.
— Ih é! Hoje tem The X Factor!
— É! A noite a gente conversa. A gente ainda tem um mês para botar o papo em dia. — Ela me olhou com os olhos arregalados. – Mas é claro que a gente vai botar o mais rápido possível.
- Acho bom você me contar todas as suas travessuras aqui mocinha.
— Que mania que você tem de usar o diminutivo comigo. Temos a mesma altura, o mesmo peso, a mesma idade. Só que eu já fiz mais merda que você.
— É automático. Foi mal.
— Olha. – disse aumentando o volume da TV. – Já vai começar.
- Vamos ver o sonho de quem que o Simon vai acabar dessa vez. – Carter disse.
Enquanto assistíamos o Simon dizer umas coisas bem malvadas, agradeci ao Senhor, porque ele estava fazendo aquele dia melhorar cada vez mais.
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