The Beginning Of The End
5 Behind The Sun
A janela do depósito acendeu, refletindo a luminosidade mundana dos postes elétricos e trazendo-os de volta à realidade comum.
– Estamos de volta? — perguntou Sam.
– Sim. — A nefilm falou, olhando para a espada. — Miguel vai me matar por isso.
– Legal! — Dean falou para a espada, parecendo uma criança com um brinquedo novo.
– Faça-me o favor de não ir cortar presunto com isto! — Falou a mulher, censurando-o. — Só deve usá-la para matar Miguel! Agora vamos sair daqui antes que mais anjos cheguem.
Todos saíram o mais rápido de lá, indo e direção ao carro.
– Ainda acha que eu estou mentindo? — Aproveitou para falar quando Castiel passou ao seu lado.
O anjo olhou para ela, mas desapareceu logo em seguida.
Vai ser difícil ter a confiança dele. — Falou entrando no carro com os irmãos.
– Ele só está fazendo birra porque você estava certa sobre a falsa guerra no céu e acho que também por você ser mais forte do que ele. — Sam falou.
Amelia nada respondeu. Estava cansada e mesmo sendo uma nefilim, tambéme ra humana, e seu corpo e mente pediam por descanso, então se ajeitou no banco traseiro e fechou os olhos, esperando conseguir dormir por alguns minutos.
Fazia dois dias desde que eles conseguiram a espada de Miguel, que agora estava pousada sobre a lareira do escritório de Bobby. Dean estava pegando uma cerveja para e Sam, enquanto Bobby tirava um cochilho no sofá. Castiel estava lá também; vasculava os livros no estante, pegando vários livros, e lendo algumas partes deles, apenas por curiosidade. Pegara um livro de capa branca, desgastado pelo tempo, e abrira em uma página qualquer.
– "Eu poderia me apresentar apropriadamente,...- O anjo começou a ler em voz alta, atraindo os olhares dos irmãos. — mas, na verdade, isso não é necessário. Você me conhecerá o suficiente e bem depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis. Basta dizer que, em algum ponto do tempo, eu me erguerei sobre você, com toda a cordialidade possível..."
– "Sua alma estará em meus braços. Haverá uma cor pousada em meu ombro. E levarei você embora gentilmente." — Amelia apareceu no canto da sala, terminando de recitar o que ele lia. O anjo fechou a cara, fechando o livro com um baque e colocando-o no lugar.
– Estranho... — Dean falou em voz baixa para o irmão.
– Nem me fale.
– Então, sentiram minha falta? — A nefilim falou brincando, fazendo com que Bobby acordasse com o falatório. — Eu trouxe algumas novidades da Flagelo de Fogo...
Subitamente um barulho estremeceu a membrana. Não era uma sonoridade natural, mas uma sinfonia do além, que abalou todo o tecido. Amelia e Castiel caíram de joelhos, com os tímpanos ardendo. Ambos apertaram as mãos contra os ouvidos, mas não adiantou. Era como um sopro desafinado e irritante, cujo eco demorou a se dissipar.
Os seres humanos não podiam ouvi-la, mas todos os anjos e demônios, em todos as partes do mundo ouviram. A nefilim abriu os olhos alguns centímetros, e por detrás da lacrimejação pode ver Bobby ao seu lado e Dean amparando Castiel, que estava no chão como ela.
Quando a agonia cessou, Amelia conseguiu recuperar aos poucos a audição, podendo ouvir Dean perguntando ao amigo se ele estava bem.
– Você está bem? — Agora Bobby perguntara à ela, ajudando-a a ficar em pé.
– Sim — Falou, procurando o olhar do outro anjo, e quando se encontraram ela pode distinguir a mesma expressão que devia estar no rosto dela, presente na do anjo.
– O que aconteceu? Vocês caíram no chão e tamparam os ouvidos como se estivessem ouvindo algo...
– E ouvimos.
– Mas nós não ouvimos nada. — Sam falou incrédulo.
– Porque vocês nãos conseguem ouvir!
– Começou... — Castiel falou olhando para Dean. — A primeira trombeta foi tocada.
– Sam, ligue a tevê. — Amelia pediu para o rapaz. Sam levantou e foi até a sala, ligando o aparelho. os outros foram ao seu encalço, ver o que estava acontecendo.
A mulher do telejornal falava apressada, e parecia assustada, como se alguma catástrofe tivesse ocorrido.
– Aconteceu há menos de meia hora! — narrava a jornalista. — O míssil que atingiu a Coreia do Norte levava uma ogiva de cem megatons e devastou toda a área metropolitana. O impacto estendeu-se a outras cidades. Os prejuízos são incalculáveis.
A tela mostrou as primeiras imagens da capital norte coreana. Sobreviventes andavam desesperados pelas ruas, em meios aos destroços de prédios. A voz continuou em off:
– Os chefes de Estados americanos e europeus ainda não se manifestaram a respeito, mas o parlamento coreano afirmou ter provas de que o ataque partiu de seu viznho, a Coréia do Sul, e prometeu uma resposta violenta à qualquer aliado à Coréia. O Chefe das Relações Internacionais... — Carmen desligou a televisão.
– E tem início o Apocalipse. — Amelia falou, suspirando. — E vocês pensavam que furacões e terremotos já era bastante. Como eu falei... Aquilo foi só o aperitivo.
– Já entendemos, dona da razão! — Dean fez com que ela ficasse quieta por alguns instantes. — Você disse que tinha novidades...
– Ah sim. eu acho que sei aonde está a arma de Gabriel...
– Você à achou?
– Não, eu disse que eu acho que sei onde ela está. Lembram da Deusa Kali?
– Gabriel se amarrava nela.
– Pois é Dean. E é por isso que ele deixou a espada com ela.
– Fala sério! — Dean exclamou. — Aquela mulher é muito temperamental.
– Eu gosto tanto dela quanto você Dean. Até hoje eu não sei o que Gabriel viu nela.
– E o que você viu nele?
– Gabriel era como um irmão para mim.
– Aham, e eu nasci ontem.
Amelia não fez comentário algum as provocações de Dean; não estava de bom humor.
– Nós temos que ser rápidos. Com o soar da primeira trombeta, as outras não tardarão à serem tocados.
– Cento, quando partimos?
– Bom, você vai ficar aqui com o Bobby. Eu, Sam e Castiel iremos...
– Uou, espere aí, como assim eu fico com o Bobby?
– Você já tem sua arma meu bem. — Ela sorriu com sarcasmo. — Sam, não.
– E eu vou ficar fazendo o que aqui?
– Faça tricô. — O irmão mais velho a olhou com desdém. — Só não traga problemas pelas 24 horas seguintes. Consegue fazer isso?
Dean olhou para Bobby, tornando a olhar para a Nefilim, mas ela, Sam e Castiel não estavam mais ali; o farfalhar de asas anunciou a partida deles.
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