Notas iniciais
N/A: É... demorei pra caramba para postar esse capítulo rs Maaas eu espero muito que vocês gostem, agradeço a todas as reviews e as pessoas que me ajudaram com essa fic rs Um beijo para a Pope e para o Hippie rs
E sim, sei que prometi algo mais apimentado mas é que ainda não estou preparada para algo do tipo xD Mas... fanfics virão por ai.. e quem sabe né?
Lembrando rapidamente que dia 30 de setembro acontecerá um evento Sherlockiano para quem mora no Rio de Janeiro, lá no Barra Shopping.. eu com certeza estarei lá rs Quem quiser saber mais é só acessar: sherlockbrasil.blogspot.com.br/2012/08/primeiro-encontro-sherlockian-no-rio-de.html

Foram os melhores e os piores dois segundos da minha vida. Melhores por que eram com Sherlock e piores por que depois que terminaram eu quis enfiar a minha cabeça em um buraco e nunca mais tirar. Mas o celular de Sherlock me salvou dessa tragédia, ele tocou e Sherlock simplesmente me olhou e foi até a sala.

- Tenho que sair John – Ele falou.

- Aham – Concordei, não conseguia formular frases naquele momento, ainda estava pensando sobre o que acabara de acontecer.

Escutei o barulho dele descendo as escadas e abrindo a porta logo fui para a janela para vê-lo atravessar a rua apressadamente. Sai dali e me sentei na cama de Sherlock ainda pensando no que acontecera.

Assustei-me com o barulho do meu celular, fui até a sala e me sentei no sofá, peguei o aparelho que estava na mesa de centro e li a mensagem que chegara:

“Iremos discutir o acontecido quando eu chegar.” – SH

É, eu queria morrer naquele instante.

- Que merda – falei irritado.

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Quando Sherlock chegou eu estava sentado na minha poltrona de pernas cruzadas e lendo o jornal do dia. Ele entrou na sala retirou o sobretudo e o cachecol pegou o violino afinou-o e foi para a janela observar a rua lá embaixo. Eu abaixei o jornal ligeiramente só deixando os olhos de fora e o observei meticulosamente. Ele estava todo de preto exceto pela camisa roxa que usava e eu fiquei escutando a melodia. Observei-o durante uns 10 minutos até que ele parou de tocar e se virou para mim.

- Tem algo de errado comigo John? – ele falou sério.

Despertei com a voz dele e respondi de pressa:

-Não, não, nada, tudo em seu perfeito estado. – Falei rápido e envergonhado por ele ter me pego o observando, logo cobri meu rosto novamente com o jornal.

- Ah, isso me lembra de que temos que conversar sobre algo – Ele falou.

- Sobre o que? Eu não me lembro de nada. – Falei rápido e tentei mudar de assunto. – Mas então o que o Lestrade queria?

-Não mude de assunto John! – Ele falou e veio andando na minha direção. – Você sabe muito bem do que eu estou falando.

Ele estava parado bem na minha frente, deduzi. O som de sua voz ficava cada vez mais perto, e eu continuava com o jornal tapando o rosto.

- A... acho que está na hora do chá – falei nervoso.

Dobrei o jornal descruzei as pernas e fui me levantando quando Sherlock botou a mão no meu peito e me empurrou para trás, fazendo com que eu me sentasse na poltrona de novo.

- Acho que não – Ele falou apoiando as mãos nos braços da poltrona e inclinando seu corpo na minha direção, fazendo com que nossos narizes quase se encostassem. Ele ficou lá me olhando com aqueles olhos magníficos que eu tanto amava.

- Vamos às perguntas, por que você me beijou quando eu voltei? – Ele falou rápido.

- Por... Por q... Por que... Eu – Eu estava confuso e não sabia o que falar. Até que resolvi contar a verdade. – Por que eu te...

- Sherlooooooock – Gritou a Sr. Hudson lá de baixo.

- Agora não. – Ele gritou virando a cabeça pra escada.

Ele voltou a cabeça para mim e falou — “Por que eu te...” O que John? – agora com um pouco de impaciência na voz.

Eu não conseguia me concentrar com aquele hálito quente no meu rosto, só pensava em beijar Sherlock novamente. Queria explorar aquela boca, aquele corpo, aquela mente e tudo o que lhe pertencesse.

- Sherlooooooock – A Sra. Hudson gritou novamente – Uma entrega para você, desça logo.

- Não ouse sair daí – Ele falou e desceu as escadas.

O que eu iria fazer? Continuei lá sentado, tomando coragem pra lhe contar tudo. Foi quando ouvi as passadas rápidas de Sherlock na escada e logo me endireitei na poltrona, esperando ele vir me encher de perguntas. Mas nada disso aconteceu, ele simplesmente passou por mim com um pacote na mão e foi direto para a cozinha.

- Chá, John, meu chá. – Ele gritou da cozinha.

Eu levantei rapidamente e me dirigi à cozinha, aproveitei enquanto ele estava ocupado de mais com sua encomenda. Coloquei água no fogo e fiquei olhando-o abrir o pacote e retirar as amostras de sangue... Perai... Sangue? Como deixavam aquele tipo de material passar no correio? Ah esquece, o que Sherlock Holmes não conseguia fazer?!

Preparei o chá e deixei a xícara ao seu lado enquanto ele mexia com produtos e coisas que eu nem ousava chegar perto. Bebi o meu chá e me retirei da cozinha indo para o meu quarto. Sherlock não falaria enquanto estivesse mexendo com suas coisas, então estava livre de perguntas por algum tempo.

Deitei-me com as mesmas roupas que estava e fiquei fitando o teto. Que irônico, há uns dias eu estava bebendo e sofrendo pela perda de Sherlock e agora aqui estou eu, deitado enquanto ele esta lá, vivo, fazendo suas experiências... Enfim, tudo voltou a ser como era antes. Na verdade nem tudo. Com a perda de Sherlock percebi que estava apaixonado e agora... O que fazer?

Acabei pegando no sono, só acordei umas cinco horas depois com meu telefone tocando e com Sherlock gritando para eu desliga-lo. Levantei-me e peguei o telefone, era Sarah, atendi e fui chamado para sair. Aceitei, afinal estava precisando dar uma arejada nos meus pensamentos.

Tomei um banho rápido e me arrumei, fui até a sala e vi Sherlock lá, jogado no sofá em seu palácio mental. Avisei-o que iria sair e ele não me deu a mínima atenção. Então simplesmente sai.

Iria encontrar com Sarah em um restaurante ali perto, então fui caminhando e pensando mais uma vez sobre os acontecimentos daqueles últimos dias.

Foi um ótimo jantar, nós rimos e bebemos como grandes amigos. Era o que éramos agora, eu e Sarah, somente grandes amigos. Mas eu queria que meu outro grande amigo se tornasse algo a mais.

Cheguei por volta das duas da madrugada em casa, abri a porta devagar para não fazer nenhum barulho, subi as escadas vagarosamente e entrei na sala tomando um susto enorme com a figura de Sherlock sentado em sua poltrona olhando fixamente para o topo da escada. Tomei outro susto com o som de sua voz.

- Como foi o jantar com Sarah? – Ele falou com uma voz séria.

- Ótimo, me diverti bastante. – Falei um pouco alegre de mais por causa da bebida. – E você o que esta fazendo aqui esta hora? Estava me esperando?

- Lembra de que temos que conversar sobre algo? – Ele continuava sério.

- Pra falar a verdade eu não lembro não – Falei rindo um pouco e tentando desviar o assunto para outra coisa qualquer. – Acho que vou para o meu quarto descansar um pouco e acho que você deveria fazer o mesmo.

Fui para o meu quarto e retirei minha jaqueta e a blusa, me virei e me surpreendi com Sherlock na porta. Eu não sabia o que fazer, simplesmente enfrentei-o.

-Vai ficar parado ai até quando? – Falei debochado.

-Até você me falar o que tem pra falar. – Ele falou sério.

- Eu não tenho nada para falar com você Sherlock – Virei as costas e fui andando até o banheiro. Passei pela porta e Sherlock vinha me seguindo.

- Sherlock!! Eu tenho que tomar um banho e você não vai ficar aqui. – Falei um pouco irritado e fui fechando a porta.

Ele colocou o pé entre a porta e a parede me impedindo de fechar.

- Eu não vou sair até você me falar – Ele falou me olhando de cima. Odiava quando ele fazia isso... Ficava tão... Superior.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.