The Beginning
1 O1 - Começo.
Notas iniciais
O começo foi difícil, mais qual não é?
- Tem certeza que já não nos conhecemos de algum lugar? Porque eu tenho certeza que já vi esse rostinho antes, e bonecas igual a você eu nunca esqueço.
O vocalista de umas das bandas mais bem sucedidas da Alemanha nos últimos anos, mostrava como as pessoas são de um jeito na frente das câmeras, e de outro fora delas. Ele não media esforços, jogava todo seu charme para tentar puxar conversa comigo no bar de uma boate, aonde eu afogava minha magoas em um copo de Uísque. Ou melhor tentava.
- Agora eu tenho mais que certeza que te conheço! – Ele disse arqueando sedutoramente a sobrancelha esquerda de um jeito também um pouco malicioso, enquanto sem permissão colocava um mexa do meu cabelo atrás da minha orelha.
A sua autoconfiança já estava me irritando. Mais eu iria dar uma lição nele, fazendo duvidar de si mesmo. Ainda mais porque ele não parava de mexer em uns dos seus piercings – o da língua –.
- Mais será que essa deusa é muda? – Zombou ele.
Mais aquilo foi a gota d'água.
Numa velocidade incrível coloquei minha mente pra funciona, ele iria aprende uma lição. Isso seria até fácil. Levando em conta os copos de uísque que eu já tinha bebido.
- Mais é obvio que sei falar coração! – Exclamei com uma voz enjoada – Sou Cassie Lewis, sua eterna criada – pisquei o provocando.
No meu estado normal, isso não era uma atitude natural minha, mais o dom-juan aqui pediu algo do tipo.
E como eu imaginei, a sua grande autoconfiança se esvaiu, era evidente nos olhos dele, que agora dava lugar a grande surpresa, acho que ele percebeu que agora ele era o caçado.
Afinal esse jogo dá pra dois jogadores, certo?
Como será prova do próprio veneno.
- Parece que você está sozinha, não vi ninguém com você ... – ele disse visivelmente desconfortável com a situação.
- Queridinho, é bem claro que não estou sozinha, não mais – me aproximei do seu rosto – afinal, existe melhor companhia que Bill Kaulitz?
- Bom não sei... mais agora eu tenho que... – começou a falar, apressado em se livrar das minhas garras. Mais ele não me conhece, a brincadeira só começou.
- Que isso amor – o interrompi – Agora que a conversa está ficando cada vez melhor você quer ir embora? – Disse o puxando, ou melhor forçando a ficar no banquinho ao meu lado. – Nem preciso ter bola de cristal, para ter certeza que podemos alongar essa noite queridinho. Ou melhor pra que conversa, se podemos fazer algo mais interessante? Não é mesmo?
Ele me olhava surpreso, e boquiaberto, imaginando como uma garotinha tímida de minutos atrás, mudou de atitude tão rápido. Eu tenho que confessar que não queria fazer isso, não queria ir tão longe, mais eu estava me divertindo com a cara dele. Afinal todas acham ele o romântico e blá blá, de certo não viram ele nesse momento, iriam ver que ele é igual ao irmão, a única diferença é que o outro assumia ser um cafajeste, enquanto esse iludia as meninas pelo mundo.
Ele não fazia ideia de quem eu era, não me conhecia, mais eu conhecia ele, por revistas, e jornais. E devo dizer que se tivesse um Oscar de melhor mentiroso , ele de certo ganharia.
- Na verdade eu estou acompanhado, só me aproveitei da distração da linda morena, pra vim usar meu charme com você – Falou cínico, não omitindo que tinha vindo aqui só se aproveitar de mim. Argh!
Como se tivesse sido invocada pelos pensamentos dele, a tal morena chegou abrindo caminho entre as pessoas que dançavam, seguindo nossa direção. E como eu não sou de deixar serviço incompleto, me agarrei em seu pescoço , colocando meus lábios de encontro com sua boca carnuda.
- Agora tenho certeza que não se esquecerá de mim queridinho – Declarei triunfante, vendo ele me olhar com raiva.
- Bill! – ainda que distante pude ouvir a mulherzinha que o acompanhava gritar, indignada, enquanto eu me distanciava aos poucos, mais não sem antes beijar minha mão e soprar em sua direção.
Sai de perto deles, rindo a toa a procura de Chelsea para irmos embora.
- Chelsea! –Gritei assim que achei a grande ruiva que dançava agitadíssima.
Ela olhou para os lados me procurando.
- Temos que sair daqui, agora. – Disse para ela enquanto a puxava pelo braço até a grande porta luminosa da boate.
- Por quê?
- Longa história. – Disse na frente da porta.
- Vocês não podem sair. – Disse um segurança bem alto com cara brava nos barrando.
- Porque não podemos sair?
- Ordens. – Disse ele nos emburrando para trás para afastarmos da porta.
- De quem? – Disse brava.
- Dele. – Disse o segurança apontando para alguém no meio da multidão que dançava.
- Penso que ia fugir de mim queridinha? – Gritou Bill enquanto surgia da multidão com um sorriso irônico.
- Vamos. – Disse puxando Chelsea pelo braço.
- Para onde. – Murmurou ela em meu ouvido enquanto acompanhava meus longos passos rápidos.
- Er... – Procurei um lugar para nos escondermos. – Banheiro! – Grunhi para ela enquanto a puxava.
Chelsea teve um pouco de dificuldade, mas conseguiu me acompanhar até dentro do banheiro.
- Quem é ele, o porquê não podemos sair? – Disse Chelsea
- Um mala. – Foi só o que consegui dizer. – Uma janela.
- O que tem?
- Vem aqui. – Fiz sinal com as mãos para que ela se aproximasse. – Acho que se me apoiar em você nos conseguimos sair.
- Não vou sair pela janela, entrei pela porta da frente e irei sair pela porta. – Disse ela brava.
Fiz careta, fui até a porta do banheiro e a abri.
- Não acredito que esse segurança esta aqui na frente nos esperando. – Disse fechando a porta e voltando para perto da janela.
- Mentira. – Disse Chelsea indo até a porta a abrindo e a fechando logo em seguida.
- Ainda sou mentirosa amor?
- Tá mais porque você quer sair as pressas daqui? O que você apronto dona Cassie? – Estreitou os olhos num misto de curiosidade e receio.
Do jeito que eu a conhecia, ela só sairia daqui com um breve explicação. Murmurrei um ''Ok'', voltei e chaveei a porta. Segurança nunca é demais.
- Nada de mais. Só bati um “papinho” com Bill Kaulitz, “o romantico”! – dando de ombros.
- Bill Kaulitz? E ele ainda está atrás de você?! – Falou boquiaberta – Sortuda!
Fiz um breve resumo a ele sobre o que tinha acontecido. As expressões que passaram pelo rosto dela me fizeram rir.
- Está pensando em fugir? – Indagou surpresa.
- Digamos que eu só estou sugerindo que saiamos daqui antes que o Bill queira me matar com as próprias mãos.
- Claro que não – Disse indgnada – mais é melhor prevenir do que remediar.
- Sim – eu disse tirando o batom vermelho da bolsa – Mas como eu fui educada, vou deixar um bilhete pra ele. Coisa de gente digna.
- Pelo amor né Cassie! Vai bancar a digna? – ela me puxou me forçando a subir no banco.
Mesmo ela me puxando, eu escrevi.
'' Adeus queridinho, quem sabe um dia nós não nos esbarramos por ai?
De sua eterna criada Cassie.''
Depois desse episódio na boate, minha vida nunca mais foi a mesma, o Bill ficou fissurado em dar o troco naquela minha mensagem, me procurou e me fez ser sua namorada, pois a mídia julgava ele gay. Eu não iria aceitar, mais ele me ameaçou. Aceitei.
E devo dizer essa foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Com a convivência, o amor veio, fazendo o Bill mudar, e me mudar também. Mudamos juntos.
Já ia fazer 2 anos que estávamos juntos, hoje eu podia dizer que com todas as letras que ele era ''romântico'' e como era.
Eu estava deitada em sua cama, fazendo o que mais eu sabia fazer.
Observá-lo.
Aos poucos ele foi abrindo o olho, sorrindo em seguida e me dando um selinho.
- Bom dia – Disse empolgada.
- Bom dia meu amor – Retribuiu. – Porque toda essa felicidade?
Era tão notável assim?
- Estava me lembrando de quando nós se conhecemos – Confessei.
- Sendo assim posso te conta uma historia?
- Sim – Disse um pouco confusa pela mudança de assunto.
- Então tá. Era uma vez, você e eu.
- Só isso?! – Eu disse assustada por ele resumir nossa historia em tão poucas palavras.
- Sim
- E não tem fim?
- É, essa é minha parte preferida.
Notas finais
Bjos&Qjos
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