The Beauty And The Brute
11 XI. Lola Debrev
Notas iniciais
Eu vou escrever bastante coisa, na intenção de tentar me desculpar, então se não estiverem a fim de bla bla bla, podem pular direto até o capítulo.
Então. Eu estava na intenção de desistir dessa fic. Estava mesmo, quando eu larguei, não tinha sequer esperanças de que um dia ela daria certo, tinha perdido total o estímulo para continuá-la. Isso porque, eu mesma fiquei insatisfeita com desenvolvimento da fic, e enquanto estava postando, os reviews q recebi, foram poucos, o q n me incentivou muito e só piorou as coisas.
Mas de repente, parece q tudo mudou de forma. Os leitores começaram a aparecer DO NADA, aos montes, de todos os lugares. Eu não recebi somente reviews, como centenas de MPs, pedindo, implorando, incentivando para que eu continuasse a fic.
Eu fiquei realmente lisonjeada com tantos elogios e estímulo, e fiquei com uma vontade tremenda de voltar. Sério mesmo. Quero dizer a todos q pensam q eu ignorei os pedidos de vcs, q estão enganados. Eu li todos e agradeço todos eles, sério mesmo.
Mas simplesmente não sabia oq fazer com o resto da história, estava sem rumo, e sempre q começava a escrever o próximo capítulo, era como se não estivesse mais conectada aos personagens, devido ao tempo q passei sem pensar neles e tudo mais, em fim. N achei justo fazer qualquer coisa à migué só pra entregar o resto da história pra vcs.
Mas eu consegui, galera, consegui. Fui aos pouquinhos, devagar quase parando, mas terminei o capítulo 11 e tive uma IDEIA sobre o q fazer com o resto da fic.
Eu sei q vai ser meio decepcionante, o qnto o nível da minha escrita vai estar um tanto inferior nesse capítulo, e o quanto ele está curto. Mas peço q respeitem o meu tempo para voltar a me comunicar com a história e os personagens, e fazer com q ela volte ao nível anterior.
Peço desculpas pela demora. Sei q vcs n tem nada a ver com minha falta de inspiração ou sei lá oq, mas infelizmente, isso aconteceu, foi chato, mas consegui dar um jeito, e acho q isso q importa.
Muitooo obrigadaaa por todo carinho de vcs ♥ Amoooo de maiss. ^^
Boa leitura,
Beijocas, Anonymous girl writer s2.
Foi numa sexta-feira, que eu fui na casa de Lilian e Jafar. Demorou para que concordassem com a ideia de ir à um baile. Não estavam acostumados com festas ou jantares elegantes. Pouco tinham qualquer vontade de estar entre pessoas ricas e saber como agir como elas. Além de que, eles queriam ter mais tempo para conversar com Vincent, calmamente, para ter certeza de que podiam dá-lo a confiança de ser meu “pai”.
Tive de dobrá-los muito para que dissessem sim. E as aulas de etiqueta que dei à eles, foi bem longa. Já que não tinham qualquer experiência com isso, e Jafar, digamos que era meio... Bruto de mais para gravar todas aquelas regras. Mas no fim, correu tudo como o planejado.
****
Na data do baile, eu programei para passar todo um dia fora de casa. É claro. Tinha que fazer cabelo, unhas, sobrancelha... Todas essas frescurices por qual uma garota tem que passar antes de uma festa importante.
Quando estava saindo, agitada, com o horário apertado, recolhendo minhas coisas pelo canto da casa para colocar na bolsa, Vincent me pegou de surpresa:
– Onde você vai?
Cruzou os braços, não muito alegre, de pé, perto da mesa do café da manhã.
Acordei tão tarde que nem poderia me dar o luxo de tomar café da manhã ou perderia o horário marcado no salão de beleza, e acabou que saí tão apressada que mal me dei conta de que ele estava ali e de que tinha que avisá-lo.
– Não posso tomar café da manhã com você hoje.
Lamentei, indo até ele para dar-lhe atenção. Ele franziu uma sobrancelha.
– Por quê? Onde vai assim tão cedo?
– Onde você acha? O baile é hoje à noite, eu tenho que fazer o cabelo, unhas... Milhares de coisas. E estou superatrasada.
Chequei o relógio, irrequieta, esperando que ele me desse a deixa pra ir embora.
– Mas vai sair sem comer?
– Vou comprar algo no caminho, não posso perder o horário que marquei!
– Não sei para quê tanta preocupação. Você já está linda desse jeito. Poderia ir vestida assim ao baile, que eu não ligaria.
Passou o dedo no meu queixo e me fez soltar uma risada.
– Mas as outras pessoas vão ligar, infelizmente. – fiquei na ponta dos pés para tocar meus lábios com os dele, ternamente. – Tenho que ir.
Recuei e dei as costas, mas ele segurou meu braço.
– Então ao menos deixe-me te beijar.
Ele pediu, com aquele sorriso curvado que me deixa derretida. Cheguei perto dele, e selamos nossos lábios ternamente. Acariciei o cabelo dele, e deixei que meu peito se transbordasse de satisfação.
Quando terminamos, eu disse, ainda sem querer me afastar:
– Está bom agora...?
Num sussurro. Vi ele abrir o sorriso.
– Mais do que bom. Mas não demora. Eu tenho uma surpresa pra você quando voltar.
– Tem?
Arqueei a sobrancelha, entusiasmada. Senti tanta curiosidade que pensei em ficar em casa.
– Você vai ver.
Cruzou os braços, instigando minha curiosidade. Eu soltei uma risada e segui o meu caminho.
Não fazia a menor ideia de qual poderia ser a surpresa, mas no momento, tinha muito com o que me preocupar. Entrei no carro com Théo e segui até o salão de beleza.
A tarde foi longa, e me deixou exausta. Mas ao mesmo tempo, eu consegui relaxar. Era estranho me ver na situação, era como se estivesse me preparando para acompanhar meu “marido” num conferência de trabalho ao dezesseis anos, não sei, não me sentia bem uma adolescente comum desde que eu e Vincent começamos a... Bem...Vocês sabem.
Na verdade também não podia reclamar. Eu não tinha exatamente uma vida ruim agora, na verdade, eu tinha tudo o que queria, só era estranho pensar nisso às vezes. Que loucura estava me metendo.
Naquela correria toda eu comecei a pensar no meu pai. Eu lembrava do meu pai vez ou outra, todos os dias. Não podia tirar da minha cabeça alguém tão especial, é óbvio, sentia falta dele sempre. Era como um buraco na minha vida que nunca mais seria preenchido por ninguém, ou por nada. Pensava no que ele diria quando me visse arrumada daquele jeito, me preparando para uma festa tão requisitada. Provavelmente diria que eu estava linda e ficaria se perguntando sobre como eu cresci tão rápido.
Mas entre todas essas coisas, eu também pensava sobre o que ele pensaria sobre mim e Vincent. Tentava pensar na melhor possibilidade, já que não queria que nada me fizesse me sentir culpada quanto à isso. E a melhor possibilidade era de que, meu pai estava feliz por mim, pois onde quer que estivesse, sabia que eu estava feliz. E eu sabia que ele desejava a minha felicidade acima de tudo.
Terminei por volta das onze e meia e voltei para casa. Estava faminta, então comprei algo na saída, já que a conversa com Vincent antes de sair me custou não ter tempo para fazer isso no caminho da ida.
Quando cheguei em casa, tudo estava bastante movimentado. Haviam pessoas do Buffet arrumando a mesa do jantar e a decoração. Nally estava dando as instruções à equipe sobre o que fazer, e o que não fazer. A porta do escritório estava aberta então eu entrei.
– E então... Tudo quase pronto, não é?
Indaguei, sorridente para Vincent, que estava sentado na sua escrivaninha, mas ele ainda durou para notar minha presença. Tinha os olhos pregados num papel, que lia com as sobrancelhas juntas e feição preocupada. Somente dez segundos depois ele desviou a atenção:
– O quê...? Eu estava distraído.
Movimentou-se com certa agitação e pôs o papel depressa na gaveta, como se tivesse algo que não quisesse que eu visse. Cruzei os braços, desconfiada.
– Nada... – dei de ombros, sorrateira. – O que estava lendo? Algo importante?
Ele pareceu desgovernado com a minha pergunta, pigarreou enquanto levantava da cadeira, indo na minha direção e tentando me dispersar:
– Coisas do trabalho. – encolheu os ombros, foi até mim e beijou meu rosto, descontraído, porém, ainda muito estranho. – Eu tenho que cuidar do Buffet, mas já volto, está bem?
Não respondi. Esperei que saísse do escritório e fechasse a porta, para lançar o meu olhar fulminante para a gaveta da escrivaninha. Aquela reação de desconforto de Vincent com certeza não era muito comum, parece que estava escondendo algo de mim naquele papel.
Vincent era tão inexperiente com as pessoas que deixou transparecer isso, claramente.
Não podia ir lá e simplesmente fuçar as coisas dele. Talvez estivesse falando a verdade, fosse algum assunto de trabalho que estivesse o preocupando. Já que... Não acho que teria nada além disso que pudesse deixá-lo nervoso. Vincent não tem muitos segredos, não é? Quer dizer... Na verdade ele tem sim. Sei muito pouco sobre ele, ele é quase uma concha dura, tudo que tem dentro de si, está trancado do mundo exterior, sem nenhuma pista, e...
Hm. Se eu desse apenas uma olhadinha, não seria um crime. A final, nós temos algo agora. E se eu estou fazendo isso, é porque quero ter a chance de descobrir mais sobre ele, para que possamos nos dar melhor, e enfrentar o que quer que seja que estiver escondido, juntos.
Fui de fininho até a escrivaninha e abri a gaveta, o tempo todo direcionando meu olhar até a porta, para ter certeza de que não iria voltar.
Assim que abri a gaveta, fui rápida. Peguei o papel dobrado bem em cima e abri, torcendo para que não fosse mais um gráfico da empresa, ou qualquer coisa insignificante que só me faria me sentir ridícula por ter duvidado dele.
E lá estava. A escrita bem redonda, manuscrita de caneta tinteiro, caprichada. Aquilo realmente não era o que eu esperava. Franzi o cenho para a carta e me pus a lê-la:
“Querido Vincent,
Sei que me pediu para que não trocássemos mais cartas, mas não sei viver sem você. Não entendo o que está acontecendo, e não sei porque esse seu afastamento repentino e tão sem sentido. Tem algo que queira me contar? Não é possível que os segredos que trocamos durante esses anos todos, não tenha estabelecido nenhum laço entre eu e você. Preciso te conhecer pessoalmente e por isso, estarei partindo de Londres para a sua cidade na segunda-feira às sete da noite. E espero que esteja me esperando no aeroporto. Eu sei que estará. Acredito na nossa amizade, Vincent.
Com amor, Lola Debrev”.
Minha boca se abriu, fechou. O fôlego ficou raro. “Lola Debrev”? Quem era Lola Debrev??
Notas finais
Se não quiserem dar reviews, eu to beleza, na verdade. Sei que devem estar furiosas, e já estou me preparando psicologicamente para as reclamações, mas... É a vida :)
Beijocas, Anonymous girl writer s2.
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