The Beauty And The Brute
3 III. Novo Lar
Notas iniciais
Boa leitura;)
Beijocas, Anonymous girl writer s2.
Eu mal podia acreditar, mas lá estava eu. Sentava confortavelmente na poltrona acolchoada amortecedora de uma limusine preta e reluzente que agora levava a mim e às minhas malas até o lugar onde seria meu novo “lar”. Embora aquilo ainda não soasse bem para mim.
Meu lar de verdade era uma casa simples, de chão de madeira, uma cozinha americana pequena, e uma mesa comum de quatro cadeiras na sala. Era aquilo que fazia feliz na época que meu pai ainda não havia se tornado apenas uma lembrança, ele trabalhava na área de transporte da NexMotors, da onde também conhecia Jafar e Lilian, e era tudo que ele tinha a me oferecer. E eu estava muito bem com isso.
Estava tudo prestes a mudar.
Jafar e Lilian me garantiram que conseguiriam me tirar de lá em menos de um mês e estariam sempre me ligando, visitando ou coisa parecida para me dar qualquer assistência que precisasse.
E Misha e Patrick mal acreditaram naquela história. Prometeram que se caso desse algo errado, eu poderia fugir de noite para dormir na casa de um dos dois. E estariam à postos caso eu precisasse de algo mais.
Eu apenas tentava me concentrar na paisagem. Esquecer o que estava por vir, e fazia isso o máximo possível, já que quando olhava à minha volta, aquela limusine luxuosa me trazia a lembrança do que estava para acontecer na minha vida.
Mas eu passei boa parte do tempo tentando me acalmar e fazendo planos para que tudo desse certo. Não fazia ideia do porquê de um homem poderoso e mesquinho como ele se interessaria em me adotar. Quando tentava pensar na razão, sempre me vinham más opções, então, eu tentei ao extremo crer no mais improvável, que no momento me confortava, que era a opção de que toda a minha visão sobre Vincent Thomas Gregory estivesse equivocada.
E ele não passasse de um homem sobrecarregado que tivesse querendo dar uma família a um “ser abandonado”, para que não se sentisse tão só numa mansão gigantesca.
Mas no fundo, no íntimo, havia uma voz que sussurrava que aquilo era dificílimo. Tentava constantemente não ouvir aquela voz.
Eu ainda tentei não me assustar ao avistar o topo da mansão antiga ao longe, rodeada por um muro alto, coberto por plantas.
A limusine passou pelos portões enormes de ferro e me vi atravessando um longo e imenso jardim botânico, com fontes, árvores e roseiras de todo tipo. Fui tomada pelo perfume delicioso das rosas, que na verdade me eram fascinantes desde que mamãe enchia a casa com vasos de rosas de todas as cores.
Ao lado esquerdo havia uma piscina olímpica gigantesca, rodeada por sombreiros e espreguiçadeiras. A limusine continuou e curvou na frente da casa, para a garagem privada, onde haviam mais dois carros, uma Ferrari, e um Porsche, se estava certa. Ambos impressionantes.
O motorista tinha cabelos grisalhos e usava óculos, aquilo me deu uma pontada no peito, relembrando-me de que eram as características mais notáveis do meu falecido pai.
Ele sorriu minimamente enquanto saía do carro e me deu as instruções:
— Pode entrar, é por ali.
Apontou para a frente da casa.
— Obrigada.
Agradeci, e ele abriu a mala do carro para pegar minhas coisas.
Eu segui até a entrada, o acesso para a mansão tinha uma escadaria breve, a porta era enorme, de madeira antiga talhada.
Assim que entrei um pouco desconcertada, não pude evitar de olhar ao meu redor com imensa admiração e deslumbre para aquele salão de madeira, iluminado por um lustre gigantesco de cristal pendurado no teto alto, que parecia ter pinturas.
E aquilo era realmente surpreendente. O dono de uma empresa de automóveis e outros meios de transporte caros e de última linha não devia morar numa casa clássica e retrô. Imaginei que me depararia com cortinas automáticas, decoração moderna, tecnologia de ponta...
Fiquei por um tempo apenas observando sem saber para onde ir. Havia um piano de cauda mais adiante, uma escadaria que levava até o primeiro andar, e atrás dela, conseguia ver uma mesa enorme de diversas cadeiras, talvez fosse o começo da sala de jantar, considerando que era o início de um corredor amplo. Tudo muito belo e climatizado.
Até que uma série e ruídos e barulhos de estilhaços, seguidos de gritos e berros arrogantes soaram no ar e me fizeram estremecer.
— Olha o que você fez? Que tipo de ser inconveniente e pouco hábil você é? Minha louça italiana de ponta, está destruída!
Uma voz masculina rude e opressora repreendia alguém perto dali, que chorava como resposta:
— Me desculpe, senhor, não foi minha intenção, eu...
Antes que terminasse, a voz masculina interviu, autoritária:
— Caia fora daqui! Não quero incompetentes na minha casa! Já basta o que tenho de aguentar no trabalho! – foi só então que me caiu a ideia de quem poderia ser, e me fez gelar por dentro. – Anda!
Apressou a coitada, que saiu de trás da escadaria, chorando ao meu lado. Fiquei imóvel sem saber como reagir àquela situação quando o homem surgiu, saindo do mesmo lugar.
Vincent Thomas Gregory, com as mãos na cintura, baforando impacientemente, jogou seu olhar esverdeado, pesado sobre mim assim que me viu. Vestindo um paletó de corte fino cinza, que emoldurava seu corpo atlético e bem definido.
Era uma figura bonita, que ao mesmo tempo, não condizia com a sensação que passava ao se manifestar.
— Quem é você?
Indagou, com desdém, ainda permanecendo afastado. Altamente hostil.
Eu engoli a saliva, me preparei para ficar calma, já que eu, na minha condição normal, nunca deixaria alguém falar comigo de tal maneira. Não poderia tratá-lo mal, quando no momento, estava sendo ameaçada por ele e suas mascaradas intenções em relação à mim.
Respirei fundo antes de responder:
— Eu sou a Valerie. – falei num tom baixo, mas não estava tendo muito sucesso em esconder o quanto me senti ofendida com o jeito que me tratou, minhas sobrancelhas arqueavam-se ao olhá-lo. – Você me adotou.
Ele ainda demorou para se dar conta de quem eu era, não fazia a menor ideia de que havia marcado a minha chegada para aquele dia, e estava claro em seus olhos.
— Ah, você. – pronunciou, um pouco menos alterado após se lembrar. Sua postura ainda assim, era assustadora. – Não era nem para ter me visto aqui, tenho de trabalhar.
Foi tudo que disse, atravessou o salão e após pegar a sua maleta de couro deixada num canto ele saiu pela porta, sem nem ao menos se despedir. Fiquei olhando-o, boquiaberta ao passar pela porta, e o motorista estava entrando pela mesma segurando minhas duas malas.
Ao passar por ele mudou de expressão e saudou um pouco apreensivo:
— Bom dia, senhor.
E me surpreendeu mais ainda que não houve resposta da parte de Vincent.
Fiquei parada, incrédula, esperando pacientemente para que o motorista me desse alguma explicação sobre aquele comportamento. Ou ao menos comentasse o que havia achado, porque no momento, tentava me lembrar de algum outro episodio em que alguém tenha agido de forma tão esquisita comigo, e não conseguia.
O motorista, com o seu uniforme bem limpo de chofer, suspirou densamente e entrou com as malas, um pouco incomodado com a falta de educação do patrão, mas conformado, como se aquilo já fosse algo constante.
— Como...?
Foi tudo que consegui dizer, não sabia nem com o que completar a frase, já que eu estava altamente confusa com tudo aquilo.
— Vai se acostumar com um tempo. – o motorista avisou. – O senhor Gregory não é a melhor pessoa com que se deve tentar ser amigável, já que seu comportamento não cativa nada esse tipo de coisa.
E passava com as malas pelo salão. Eu o segui meio que automaticamente.
Eu realmente esperava não ter uma recepção calorosa, mas ao menos imaginava que ele pudesse me mostrar onde iria dormir, estendesse a mão para me cumprimentar... Grande erro.
Passamos ao lado da escadaria, e pude ver com clareza a mesa de madeira decorada de dez cadeiras que se estendia pelo corredor, nas paredes dos lados haviam portas que deviam dar para os cômodos da casa.
A terceira porta à esquerda foi a que o motorista abriu e entrou. Passei pela porta e dei uma avaliada no lugar. Tinha o mesmo estilo retrô do resto da casa, a cama era de casal, cheia de travesseiros e almofadas de estampa pastel. Tudo muito amplo, decorado. Não condizia nada com a realidade que eu estava acostumada.
Meu quarto de verdade mal tinha uma decoração específica, aquele era surreal.
Ainda havia uma porta ao lado que deveria levar até o meu novo banheiro. Assim que abri a porta, fiquei ainda mais admirada. Tinha Box, e banheira de hidromassagem, tudo tão limpo que podia sentir o aroma puro de limpeza.
Saí do banheiro e o motorista ainda estava lá, pousou as minhas malas no chão, prestativo. Só então me dei conta que a primeira pessoa que havia me tratado bem naquele lugar, nem tinha me dito seu nome ainda:
— Qual o seu nome?
— Ah sim, Théo, senhorita. – estendeu a mão enluvada para me cumprimentar. – E você?
— Sou a Valerie Rarbor. Mas pode me chamar de Val.
— Tudo bem.
Sorriu, concordando.
— Você faz alguma ideia do porquê dele ter me adotado?
Acabei perguntando de primeira, a curiosidade estava me matando.
— O Sr. Gregory? – certificou-se. Assenti. – Bom, eu não tenho certeza. Mas espero que ele tenha alguma intenção boa nisso. É a primeira vez que alguém ocupa um desses quartos. Estão todos bem arrumados, mas nunca hospedam ninguém. Talvez seja somente a solidão. Um homem como ele parece ter coração de pedra, mas não chega a ser imune à necessidade de ter alguém por perto. Tenho esperanças de que ele tenha se dado conta.
— Hm... – murmurei, pensativa. – Gostaria de perguntar tudo isso a ele, pessoalmente. Não me importo com quem ele é, ele me adotou e tem de me dar algumas satisfações. Quando ele chega?
— Tarde. – avisou, um pouco entristecido em me contar. – Talvez no jantar possam se conhecer melhor. Só não tenha muitas expectativas, pois ele não é uma pessoa fácil de lidar.
— Obrigada por tudo, Théo.
Sorri, amigavelmente, ele retribuiu o sorriso e foi sair pela porta.
— Por nada, espero que consiga se sentir em casa. A governanta, Nally, pode te ajudar no que quiser, a chame na cozinha, se precisar.
— Tudo bem, obrigada.
E ele fechou a porta.
Naquele momento olhei em volta, ainda em dúvida sobre o que fazer. Apenas sentei em minha cama e peguei o meu celular no bolso, mandando uma mensagem para Lilian de que estava tudo bem, como havia pedido.
Era difícil não estar em casa, mas admito que olhar ao redor e não ser atormentada por nenhuma lembrança era um tanto útil na minha recuperação.
Só estava esperando aquele excêntrico para colocar tudo em pratos limpos. Eu nunca tive medo dele mesmo, e agora que já estava ali, não tinha nada a perder e não me interessava ter receio de perguntar sobre toda a verdade.
******
A tarde se passou lentamente, e eu resolvi descobri o que tinha para se fazer naquela mansão. Acabei descobrindo um milhão de coisas, tédio não era uma opção naquele lugar. Havia sala de jogos (sinuca, xadrez, damas, dardos), academia, e uma piscina olímpica da qual já mencionei antes.
Tive o prazer de conhecer Nally, uma governanta profissional da Costa do Marfim. Que foi até o meu quarto me chamar para o almoço, e me fez me sentir um pouco mais acolhida. Haviam mais empregados na casa além dela, mas imaginava que não deviam ser os mesmos por muito tempo, já que depois de tê-lo visto demitindo uma aquela manhã, deduzi que talvez fosse algo rotineiro naquela casa. Nally era a única que parecia estar habituada com aquele lugar faz muito tempo, todos pareciam novatos.
E quando já eram dez da noite e o meu estômago embrulhava de fome e não aguentava mais esperar, ouvi ruídos de dentro do quarto. Dele, que passava pelo corredor/sala de jantar. Pelo que eu sabia, o seu quarto ficava do lado do meu e ele devia ter entrado nele.
Fiquei um pouco aliviada porque não sabia se aguentaria esperar mais para comer, e ao mesmo tempo, não saberia se teria mais chances de ter uma conversa com ele senão durante o jantar.
Ele demorou um pouco dentro do quarto, antes que eu pudesse ouvir vozes do lado de fora, dele pedindo para que o jantar fosse servido, até ali, não tinha lembrado da minha presença até que ouvi a voz de Nally relembrando-o:
— A senhorita Rurbor também deve se juntar ao senhor para o jantar?
Seguiram-se alguns segundos antes da sua resposta:
— Ah é, chame-a.
Sem qualquer ânimo na voz, mais uma obrigação.
E logo em seguida, ouvi as batidas de Nally na minha porta:
— Val? – ela chamou, pelo nome que havia pedido que me chamasse. – O Sr. Gregory está aqui para jantar.
Eu respirei fundo e caminhei para sair do quarto, sem saber bem o que esperar. Quando cheguei do lado de fora, Nally saiu com um sorriso e pedindo licença e pude fitar Vincent, sentado na mesa, vestindo um suéter verde-claro bem cortado. Havia um garçom ao seu lado, servindo-lhe a comida.
Ele só me olhou por dois segundos antes de desviar o olhar com desinteresse para corrigir o garçom, pouco delicado:
— Já está bom, saia.
O homem obedeceu e saiu, sem expressão.
Após disso ele apenas pôs-se a comer, sem me dar a menor atenção.
Eu esperava seu convite para me sentar, mas como não veio, acabei indo por conta própria e me sentando na cadeira na frente dele, suspirando.
O garçom voltou ao me ver, para me servir a comida e fiz questão de tratá-lo bem:
— Obrigada, já está bom.
Ele me retribuiu com um sorriso de contentamento e saiu. Deixando o meu prato com uma fatia de lasanha.
Eu dei uma checada no que Vincent fazia e percebi que ele pouco se importava com a minha presença, continuou comendo e devia estar planejando continuar em silêncio durante todo o jantar.
Eu também esperava que ele fosse se manifestar, mas como as outras expectativas que tive sobre ele, também estava errada.
Então tive de começar eu mesma:
— Então... – pigarreei, chamando a atenção dele. – Vincent...
— O que você disse?
Ele me cortou, parecendo estar ofendido.
— Eu disse o seu nome.
Respondi, um pouco desconcertada.
— Disse meu primeiro nome. – arfou o ar, e franziu o cenho, ficando zangado. – Todos me chamam de SR. Gregory. Por que me chamou pelo meu primeiro nome?
De novo, estava sendo extremamente desagradável, e isso era um hábito constante dele. Eu não consegui segurar, baforei para o lado com sarcasmo, aquilo era ridículo e eu demonstrei o que pensava com o meu olhar de desdém, deixando-o ainda mais incomodado.
— Escuta, você me adotou e espera que eu seja o que sua? Porque se quisesse ser meu pai, deixaria que eu te chamasse de “Vincent”. É uma forma de ficarmos mais íntimos um do outro.
Supus, séria, impondo meu ponto de vista. Ele só manteve mais firme o semblante agressivo no rosto.
— Engano seu, eu só chamava o meu pai de “senhor”. – falou com ignorância, achando meu comportamento abusivo. Mas eu não me sentia nem um pouco constrangida. Aquele jeito maldoso dele parecia só uma forma de esconder que na realidade ele tinha medo de alguma coisa. – Não quero que isso se repita.
E tentou voltar para o seu prato, mas eu fiz questão de interrompê-lo com outra pergunta, só para provocá-lo:
— Por que fez isso a final? – indaguei. – Eu nem te conheço e você não parece interessado em me conhecer. Por que me adotou? Nem sabia ao certo meu nome.
E nesse momento ele se moveu agitado na cadeira, alterado com a minha pergunta. E isso me deixava cada vez mais intrigada, já que eu não sentia que tinha sido tão desrespeitosa. Qualquer contradição era encarada como ofensa?
— Escute aqui, — e dessa vez ralhou, com um tom muito grosseiro. – não importa o porquê de eu ter te adotado, e com certeza não foi para você questionar minhas decisões. Quem você pensa que é?
Nesse momento eu fervi de raiva, não ia admitir que ninguém falasse assim comigo. Estava me cansando dele:
— E quem você pensa que é?
E aumentei meu timbre para que fosse maior que o dele, enfrentando-o.
— Eu sou Vincent Thomas Gregory! – levantou-se na cadeira, repudiando e autoritário. Querendo me intimidar. – Você é apenas uma pirralha! Eu faço o que eu quiser e não aceito ninguém questionando quanto à isso, nem pedindo explicações. Faço o que eu quero e pronto!
Ainda estava amedrontada do quão rápido aquilo se tornou numa discussão violenta. Ele era excessivamente descontrolado, isso não era normal.
— Então eu fui isso? – levantei da cadeira, sobrepondo-o ainda mais irritada, sem demonstrar medo. – Apenas mais um capricho do mimado homem de negócios?? Acontece que não posso ser apenas mais uma exigência sua, sou uma pessoa e preciso saber por que estou aqui! Seu imaturo!
Assim que terminei, ele pausou minutos extensos de silêncio. Podia ver suas têmporas expostas, sua respiração densa, enquanto ele me encarava desafiador, tentando se acalmar depois de ter sido enfrentado. Nunca vi alguém mais furioso do que como ele estava, tudo isso por um pedido de uma simples resposta, que podia ser resolvido em menos de uma hora. Mas parece que ele não estava mesmo acostumado em ter de atender pedidos, ele que sempre ordenava as coisas por ali.
— Vá para o seu quarto.
De repente ouvi-o dizer, pausadamente, enfatizando cada palavra, para fazer questão de que soasse sério o bastante.
— O quê?
Protestei, sem acreditar. Ele mal havia me deixado tratá-lo como pai e estava querendo agir como um? Mandar em mim?
— Isso mesmo. – repetiu, simplório, e adorando ter virado o jogo. – Eu posso ter quantos caprichos eu quiser, eu posso te adotar se eu quiser e também posso mandar você fazer coisas agora. Você não pode fazer nada quanto a isso. Pois está na minha casa.
Fiquei horas fitando-o apavorada com aquele discurso doentio da parte dele. Nunca havia me deparado com um ser humano com tantos problemas de imaturidade na minha vida. Tão imaturo e controlador, que não pode suportar ter de responder uma pergunta, não sabia nem mesmo se ele tinha uma resposta. E a ponto de não suportar também, estar sendo desfiado numa discussão, para usar o seu poder para sentir que estava por cima.
Eu não quis saber, naquele momento meu apetite até desapareceu. Balancei a cabeça, mortificada e entrei no quarto. Não me daria ao trabalho de entender aquele sujeito.
Só não conseguia entender por quê. Por que comigo?
Por que aquele homem doente tinha escolhido justo a mim para escravizar como filha dele, ou seja lá o que ele planejava com isso?
Apenas olhei ao redor e ao perceber que ficaria quase um mês naquele inferno eu me joguei em cima da cama, com as lágrimas me invadindo, de desespero e ódio.
Sentia a falta do meu pai, não tinha mais ninguém e ainda tinha de suportar aquele indivíduo tentando me torturar ou tanto faz.
Notas finais
Vejo vcs no próximo.
Beijocas, Anonymous girl writer s2.
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