The Beautiful Girl.

46 Capítulo 46 - O Fim.


Notas iniciais
Primeiramente perdão pela demora, mas vida corrida e esse capítulo precisava de bastante atenção. Espero que gostem! Enjoy!

POV Austin

–Eu adoraria ter que ficar mais. Mas seus pais estacionaram o carro agora, se eles entram no quarto da filha, e me pegam nu, enrolado em seus lençóis, não sei qual seria a reação deles. -Eu disse e ela gargalhou.

–Também iriam achar estranho eu estar nua em minha cama à essa hora. Então eu acho bom eu ir tomar banho. -Ela disse levantando vestindo a minha camisa, que ficava um vestido curtíssimo. Fazendo meu olhar ir em direção as suas pernas. -Pode parar. -Ela falou me apontando um dedo. -Não me olhe assim, nem comece. –Ela riu.

–Você veste a minha camisa, vai tomar banho, e nem me chama? Magoei. – Quis fazer algum tipo de bico ridículo, mas não consegui e ri, ela gargalhou.

–Não, não chamo. Você tem banheiro que eu saiba. – Ela disse com tom zombeteiro e rindo, semicerrei os olhos para ela indignado.

–Ah é? Bom saber, não vou tomar mais banho com você. – Disse ficando de cara emburrada.

–Não vai mesmo? Tem certeza? – Ela caminhou em minha direção lentamente, e meus olhos focaram em suas pernas. Ela sorriu vitoriosa e maliciosamente.

–T-tenho. –Droga. Gaguejei. Já comentei o efeito que ela tem sobre mim? Foi só passar a ponta dos dedos em meu abdômen e eu gaguejo.

–Sabe... eu posso te dar banho, cuidar de você. Eu até amaria se você fizesse o mesmo.– Ela disse sorrindo torto enquanto beijava bem ao pé da minha orelha.

–Vou pensar no seu caso. – eu falei.

Ri, roubei um selinho dela e saí.

No banho, fiquei pensando. Estava mais do que feliz por ter voltado com a Ally, mas ela iria se mudar. E para completar eu não poderia mais fazer música, não por um bom tempo.

Saí do banho e me vesti, una simples camiseta e uma bermuda. Ally não estava em seu quarto. Desci e assim que cheguei à sala, meus pais entraram junto com Dez.

–Acho bom você ter comprado seu smoking. -Ele disse.

–O quê? Smoking? Para quê? -Perguntei confuso.

–O baile seu tapado, esqueceu? Você vai se formar, sair da escola, concluir o ensino médio... -Eu o interrompi.

–Tá, Tá já entendi. — Meu pai riu.

–Aliás, smoking é o de menos, o importante é o par. -Ele disse sorrindo malicioso.

–Quanto a isso não se preocupe. -Eu disse e todos eles arregalaram os olhos — Vou com a garota mais linda do planeta. -Dez arregalou os olhos ainda mais.

–Cara eu não acredito que você vai pagar esse mico, VOCÊ VAI LEVAR A SUA MÃE? -Eu e meu pai gargalhamos, minha mãe também.

–Não sei se fico irritada pela parte do "Mico", ou se fico feliz pelo elogio Dez. -Ele sorriu abertamente.

–Fique feliz, é claro. Eu sei como Austin fica estressado, e eu não gosto de estar por perto quando isso acontece, e bem, ele é seu filho, deve ter sido da senhora que ele herdou isso. -Minha mãe encarou Dez seriamente, e depois começou a rir.

–Realmente, foi de mim que ele herdou. -Ela falou indo para a cozinha.

–Mas afinal de contas, que história é essa de você já ter uma parceira de baile? Ah não! -Ele arregalou os olhos com o maior sorriso no rosto. Eu sorri também. -VOCÊ E A ALLY VOLTARAM?! -Ele gritou e meus pais me olharam com a mesma feição que ele. Eu assenti confirmando. -AH QUE MARAVILHA! JÁ ESTAVA NA HORA! -Ele falou me abraçando.

–Ah que boa notícia! -Minha mãe falou com uma cara de quem iria chorar.

–Não, não chore. -Eu disse rindo e a abracei. Ela foi cozinhar, e Dez disse que tinha que ir levar as coisas da Ally.

Eu e minha família fomos para a cozinha, e eu estava morto de fome.

–Fico muito feliz que voltaram. -Meu pai falou sorrindo, eu sorri fraco.

–Mas não temos mais tão tempo juntos, ela vai embora. -Eu disse.

–E você não se inscreveu também?! -Minha mãe perguntou assustada.

–Perdi o prazo de inscrições. -Falei espremendo os olhos esperando o chilique.

–O QUÊ?! AUSTIN EU NÃO ACREDITO! -Ela disse irada.

–Desculpe. -Falei sincero.

Ela respirou fundo e se virou para o balcão.

–Infelizmente não tem mais jeito? -Ela perguntou tristonha.

–Acredito que não. -Eu disse e meu pai apertou meu ombro, me confortando.

POV Ally

Como eu não consigo tirar esse sorriso estúpido do rosto? Quem importa! Eu não quero tirar mesmo! Ele é por conta de Austin.

Mas estou triste. Não por ele não poder ir comigo para New York, mas sim por ele não conseguir fazer o curso que queria.

Sim, talvez ele tenha ficado muito tempo em dúvida, mas eu sempre soube que seria essa sua vontade. Em questão de música, Austin é muito mais conectado que eu.

–ALLY DAWSON ABRA ESSA PORTA! -Escutei Dez gritar na frente de casa, eu ainda nem tinha descido, o banho tinha demorado mais do que eu pensei. Vesti uma roupa e sequei o cabelo, quando desci ele estava sentado no sofá, com a minha mochila e um sorriso malicioso no rosto.

–Que foi criatura? -Perguntei descendo as escadas.

–Trouxe suas coisas e quero ver seu vestido. -Franzi o cenho confusa.

–Como? -Eu perguntei, meus pais saíram da cozinha também confusos.

–Será que só eu estou sabendo do baile? Depois eu é que sou o "Lento". -Ele revirou os olhos, eu arregalei os meus.

–AI MEU DEUS O BAILE! EU ESQUECI! -gritei sentando no sofá, pasma.

–É, acho que dá para perceber. Me deixa verificar, assim como o loiro esquecido, você não providenciou sua roupa. -Ele disse, eu assenti. — Isso é amor, pensa só no amor, e esquece do resto. -Meu pai riu. -Já contou pra eles? -Dez agora sorria como uma criança que acaba de ganhar um pirulito.

–Contei o quê? – Ele revirou os olhos.

–Que você e Austin voltaram. – Ele revirou os olhos.

–Ah sim, — Meus pais ficaram surpresos, eu sorri abertamente – Nós voltamos!

–Ah que notícia incrível! Eu não aguentava mais te ver triste! – Minha mãe falou me abraçando forte.

–Então quer dizer que minha filha tem namorado? Foi pedida a minha permissão? – Meu pai falou encruzando os braços. Eu gelei.

–Depois resolvam isso, mas claro tio Lester, me chame eu quero ver essa mesma cara de pânico no Austin, vai ser hilário. Mas agora, eu quero saber com qual vestido você vai. – Dez encruzou os braços e meu pai riu, indo para a cozinha com a minha mãe.

–Primeiro: Eu não me lembrei do baile, é nesse sábado, e eu não tenho nada para vestir. Segundo: Que eu saiba ninguém me convidou. – Eu ri e ele também – Terceiro: Eu não estou muito em clima, eu iria para New York, mas não vou sozinha. – Eu suspirei e sentei no sofá. Ele me analisou semicerrando os olhos.

–Como assim? Não me diga que o Austin não se inscreveu! – Ele falou surpreso e irritado.

–Exatamente isso, ele perdeu o prazo de audições. Não tem mais como. – Eu disse.

–Logo depois de tudo? Ele nasceu para a música, ele tem que ir para a faculdade! –Dez gritou – Até eu já fui aceito, eu vou fazer Cinema e Audiovisual em New York também, só que em outra faculdade. –O ruivo falou com um sorriso, me enchi de orgulho e pulei em cima dele o abraçando.

–DEZ ISSO É INCRÍVEL! MEUS PARABÉNS! EU ESTOU TÃO FELIZ POR VOCÊ! – Eu gritei beijando sua bochecha.

–Obrigada, eu sei que sou incrível, cuidado para não se apaixonar. – Ele disse rindo, eu bati em seu ombro.

–Isso querido, não tem perigo, nenhum. – Eu disse e sentei ao seu lado. – Ele tem tanto talento, você precisava ver como ele cantou na aula hoje. – Ele sorriu.

–Tanto vi, como gravei. O casal não percebeu, mas eu também tinha essa aula. – Ele disse me beliscando.

–AI! – Eu gritei –VOCÊ GRAVOU?! ME MOSTRA! – Ele me deu o celular e lá estava num maravilhoso ângulo o meu namorado cantando perfeitamente. A lâmpada de ideias em minha mente acendeu. — DEZ EU TE AMO. VOCÊ É UM MÁXIMO. – Eu disse beijando a bochecha dele. Ele riu.

–Falei que ia se apaixonar... – Eu ri negando e corri em direção a escada com o celular dele.

–Volta Aqui! – Ele gritou, mas aí a Piper apareceu na porta, voltando da casa de uma amiga dela. Quando ele a viu, parou e sorriu indo abraçá-la, eu revirei os olhos e corri escada à cima.

–Tem que dar certo. – Peguei meu celular e disquei o número da dona Clarissa.

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–Ally? – Piper me chamou quando eu estava terminando de arrumar o meu quarto.

–Oi Py. – Eu disse rindo e ela riu. – Apelido estranho eu acho.

–Own Ally, eu te amo também. – Ela disse sentando na cama, sua feição foi de contente para cabisbaixa.

–O que houve? – Perguntei sentando em sua frente.

– Eu estou confusa. O Dez me convidou para ser a acompanhante dele no baile de sábado. – Eu franzi o cenho.

–Quem está confusa sou eu, você não gosta dele? – Ela sorriu fraco.

–Gosto Ally, muito! E por isso estou confusa, ele vai fazer faculdade, daqui a uns dias eu vou embora. Relacionamentos à distância não dão certo. –Eu engoli em seco e suspirei.

–Eu sei, por isso não vou embora. –Ela arregalou os olhos. – Austin não se inscreveu, e eu não vou sem ele.

–É complicado Ally, é a sua carreira. É muito difícil conseguir uma vaga, é uma oportunidade única. –Ela disse.

–Eu sei, mas sem ele eu não sei ficar. Prefiro ficar aqui, onde ele está. – Ela sorriu.

–O amor de vocês é incrível. Queria ter um assim um dia. – Ela suspirou.

–E você vai conseguir, acho até que já encontrou. – Ela sorriu tímida. – Eu conheço o Dez, Piper, desde sempre. Ele realmente gosta de você, e você também gosta dele. Ninguém sabe como será o futuro Piper, só que depende das nossas ações agora. Vá com ele ao baile, dê uma chance a ele, mesmo que seja complicado. Dê a você uma chance de ser feliz querida, se for de ser, será. É injusto você desistir de algo que você sente que é disso que você precisa. – Eu disse e acariciei seu rosto. Ela sorriu.

–Eu vou fazer isso, eu vou me permitir tentar fazer isso dar certo. – Ela falou sorridente. – Vou na casa dele agora dizer que aceito! – Ela falou animada, me abraçou rápido e saiu correndo. Eu ri e me levantei, quando virei dei de cara com Austin.

–Belo conselho. Porque você não segue? – Ele disse me analisando.

–Como assim?- Eu perguntei confusa.

–Eu te ouvi dizer que não vai. E eu não aceito isso, não por minha culpa All. Você merece ir, e você irá. – Ele disse sério. – Você disse que não vai porque relacionamentos à distância são complicados, talvez se não... – ele fechou os olhos com força e a sua voz falhou – Se não houvesse um relacionamento seria mais... Fácil.

–O que você tá querendo dizer com isso? TÁ LOUCO? NÃO! NÃO! – eu comecei a chorar, ele me olhou desesperado. – Você não pode me deixar de novo, não! Pouco me importa a faculdade, eu preciso de você! Austin não! – Eu o abracei forte, me escondendo em seu peito. –Não faz isso comigo... – Ele rodeou seus braços em mim e me apertou.

–Calma, calma. Tá tudo bem, não chore amor, não chore. Foi só uma possibilidade. – Ele disse.

–Se você algum dia repetir isso perto de mim de novo, eu juro que te bato. – Eu disse trancando os dentes. Ele sentou na cama e me pôs deitada, aninhada em seu colo.

–Eu só não quero que você desista. Eu não quero que você deixe de se formar por mim, eu vou procurar outro curso, talvez em alguma faculdade mais perto, mas se não conseguir, eu quero que você vá.

–Mas você nasceu para a música Austin... – Eu disse já mais calma.

–Não, eu nasci para você All. – Ele beijou o topo da minha cabeça. – Foi para amar você, e eu sempre vou fazer isso. O que me lembra senhora Dawson... – Ele disse sorrindo, tentando animar o meu humor. – Eu preciso de um par para o baile. –

–E o que eu tenho haver com isso? – Eu disse, e não aguentei segurar a risada quando ele, após um segundo, mudou a feição de feliz para sério.

–Tudo haver! Allycia Dawson, me daria a honra de ir ao baile comigo? – Meu peito disparou.

–Hum... – Fiz que fosse pensar e ele revirou os olhos. – A honra vai ser toda minha. – Eu disse sorrindo abertamente, ele sorriu e me apertou em seus braços.

–Quero ver você em roupa de gala. Estou muito ansioso. – ele falou.

–Eu não tenho roupa, eu... – Lembrei-me da Trish. – Só tem uma pessoa nesse mundo que poderia me ajudar.

–Trish de La Rosa? – Ele perguntou.

–Ela mesma, eu sinto tanto a falta dela. – Ele sorriu me encorajando.

–Eu posso te ajudar, posso até te ajudar a se vestir. – Ele sorriu malicioso.

–Mesmo sendo uma proposta tentadora, não. Nós nunca chegaríamos ao tal baile. – Ele riu alto. – Tá rindo Moon? Sabia que meu pai falou que quer conversar com você? – ele gelou, eu ri internamente. – Ele já sabe que nós voltamos e disse que ninguém pediu a permissão dele.

–Ally, eu estou com medo. – Eu gargalhei.

–Eu sei, e eu tenho que concordar com o Dez, isso vai ser hilário. – Ele semicerrou os olhos e depois os revirou.

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Os dias se passaram rápido. A resposta que eu esperava ainda não tinha chegado e eu estava ansiosa. Era sexta-feira. Eu iria às compras, e tinha falado com Trish, ela disse que queria que mandasse fotos a todo o momento, de todos os vestidos e que eu não ousasse escolher um sem a aprovação dela. Eu realmente não estava animada, era o baile de conclusão do ensino médio. E a minha melhor amiga não estava ali.

Austin pediu ao meu pai para namorar comigo, o que fez meu pai cair numa crise de riso intensa, tanto ele como minha mãe e os pais de Austin. Eles disseram que sempre souberam que nós íamos ficar juntos. Que dava para perceber desde nossa infância.

Por falar em meus pais, eles estavam estranhos. Tipo muito. Sorriam do nada para mim, perdi a paciência algumas vezes e perguntei o que estava acontecendo, mas eles nada responderam.

Enquanto eu estava triste e depressiva, por tantos motivos. Meus pais. Os pais de Austin, assim como Austin, Dez e Piper sorriam bobamente para mim. Eu já estava irritada.

Estava muito irritada! Todos escondendo algum segredo de mim. O baile que era amanhã, e o fim da escola, Austin não entrar na faculdade, e insistência dele de que eu fosse sozinha.

A falta da minha melhor amiga.

Como eu sentia falta dela. Esse baile sempre foi nosso sonho desde a infância. Nós irmos juntas, e comprarmos nossos vestidos. (Bem, essa parte era totalmente da Trish, porque eu nunca me importei com a aparência).

–Ei, o que houve? Ter esse loiro sedução como par no baile não é suficiente? – Ele disse tentando me fazer sorrir.

–Não quando a sua melhor amiga está em outra cidade. – Eu disse terminando de prender o cabelo, ele sentou na cama.

–Sinto muito por isso. – Ele falou, mas em seus olhos eu não vi nenhuma compaixão por mim. Na verdade tinha certo sorriso travesso.

–Que sente o quê! Você parece tão feliz! Olha aqui Austin – Eu apontei o dedo para ele — seja lá o que você esteja me escondendo, eu quero saber AGORA! – E para me irritar ainda mais, ele riu.

Bufei indignada e abri a porta do quarto para sair. Desci as escadas e a campainha tocou, eu passei reto para a cozinha, queria água para me acalmar, e a campainha tocou de novo, Piper estava sentada no sofá, bem a vontade, Austin chegou e se sentou junto a ela.

–NINGUÉM VAI ABRIR A PORTA? – Eles suspiraram. Pus o copo na pia revoltada e fui em direção a porta. Enquanto abria olhei para trás, para falar com eles. – QUAL O PROBLEMA DE VOCÊS?! NEM A PORCARIA DA PORTA ABREM! O QUE FOI VOCÊ TAMBÉM? – Me virei para reclamar injustamente com a pessoa que estaria em minha frente.

Lá, uma baixinha de cabelos cacheados me olhava com lágrimas nos olhos e um sorriso divertido.

–Uau, quando me disseram que você estava uma pilha de nervos nesses dias eu não acreditei, nada do que compras comigo não resolva. – Ela disse sorrindo. Eu estava estática, a Trish ali na minha frente, meus olhos marejaram e eu a abracei com toda a força que tinha.

–TRISH! E-EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ESTÁ AQUI! MEU DEUS QUE SAUDADE! – E como sempre comecei a chorar. Ela também.

– ALLY EU SENTI TANTO A SUA FALTA! – Ela disse abraçada comigo. Nós dias ficamos minutos, abraçadas e chorando.

–Mas como, como... O que você... Como? – Eu não conseguia formar uma pergunta. Ela riu.

–Me disseram que você estava precisando de mim, e eu estou aqui. – Eu a abracei forte de novo.

–Trish eu senti tanto a sua falta, você não tem ideia, eu... é tão difícil viver aqui sem você, eu estou perdida, eu não sei, eu... – Ela sorriu acariciando meu rosto.

–Nada do que compras comigo não resolva, porque aliás, nós temos um baile para ir, e precisamos de roupa. – Arregalei os olhos.

–VOCÊ VAI?! – Ela riu.

–Seu namorado conseguiu subornar a diretora para que ela me deixasse vir com o Trace, mesmo que eu não seja mais aluna.

–Ei, nada disso, eu não a subornei, eu só perguntei e como ela ama a Trish, ela concordou sem nem pensar duas vezes. – Austin me analisava sorrindo torto.

–Eu te amo. – Eu disse sorrindo.

–Eu sei, eu também te amo. – Ele disse e eu pulei nele, o beijando.

–Heloo, eu estou aqui, nada de grude em minha frente, ALLY! – Ela gritou, eu ri e o soltei. – Esse é o Trace, meu namorado. – O garoto tinha as mãos apoiadas na cintura da morena, e ria.

–Uau, que gato Trish, prazer Ally. – Ele apertou a minha mão rindo. Sorri maliciosamente para Trish, ela também sorriu da mesma forma e parecia que só nós duas entendíamos. Austin me cutucou.

–EI! EU ESTOU AQUI! – Ele falou chateado, eu gargalhei e abracei sua cintura.

–Eu sei. – E beijei a bochecha dele, ele riu.

–Agora larga ele e vamos, enquanto o loiro burro, o ruivo idiota e esse deus grego aqui vão alugar os ternos, Piper, você e eu vamos atrás de nossos vestidos.

–Vamos pôr suas coisas lá em cima então, e o Trace vai ficar onde? – Austin rodeou os braços em minha cintura e beijou minha bochecha.

–Na minha casa. – Ele disse sorrindo.

–Okay, vamos. Dê tchau ao idiota e vamos logo. – Ela riu enquanto falava.

–Sabe Trish, eu fico tão feliz com a sua demonstração de afeto, sabe, aquele abraço de agora pouco que você me deu não é nada comparado com essa declaração de amor. – Ela gargalhou estirando a língua e o abraçou de novo.

–Eu senti sua falta, e senti mais ainda daquele imbecil, cadê ele? – Ela disse procurando Dez em minha casa. Nós estávamos na sala.

–TRISH! TRISH! TRISH! – Escutei de longe os gritos dele, provavelmente ele estava no fim da rua ainda.

–DEZ! – Ela correu para fora de casa, ao encontro do ruivo. Eu e Austin nos entreolhamos assustados e depois reviramos os olhos. Todos sabem, eles podem se matar, mas se amam.

–TRISH! – ele correu, todos nós sorrimos bobos vendo a cena.

–Seu idiota! – Ela falou correndo, ele parou bruscamente e semicerrou os olhos.

–Eu mal te vejo e você já me esculhamba. – Ela gargalhou.

–É porque eu te amo sardento. – Ele sorriu e a abraçou a rodando no ar.

–Eu também te amo baixinha petulante. – Ele falou beijando a bochecha dela. Olhei para Trace, ele sorria ao ver a cena. Fiquei aliviada, só o que faltava era ele ser ciumento com o Dez, o que é tipo, impossível, pois a relação de Trish e Dez é como cão e gato. Mas com amor de irmãos envolvido.

Depois desse momento raro de amor, nos despedimos e cada trio foi atrás dos seus afazeres para o baile.

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–Eu quero bater naquele idiota. -Trish disse enquanto nós estávamos na loja de vestidos.

–Mas como ele iria lembrar? Nem eu lembrei! Nós estávamos brigados. – Piper riu assim que pegou um vestido rosa Pink com um laço gigante.

–Ally, leva esse. – Trish gargalhou e eu ri.

De repente meu celular toca. Quando eu vi o número quase desmaio. As meninas me olharam curiosas e assustadas.

–Alô? – Atendi a ligação, esperando que o que eu queria escutar, fosse me dito.

POV Austin

Estávamos indo a loja de aluguel de ternos.

–Ânimo cara! Se a Ally te ver com essa cara, ela vai chorar o baile inteiro. – Dez disse enquanto entramos na loja.

–O Dez tem razão,nós só vamos ao baile uma vez na vida. – Trace falou.

–Isso é mentira, você tá indo nesse e nem é você que vai se formar. – Eu retruquei, ele riu e deu de ombros. Logo os dois estavam rodando a loja, procurando um terno decente. Procurei alguns e distraído acabei esbarrando em alguém.

–Ah me desculpe eu não vi. – Falei e vi quem era, Elliot.

–Oi Austin. – Ele me cumprimentou.

–Oi Elliot. – Falei e ia me virar, mas ele me impediu.

–Espera, eu quero falar com você. – Ele disse e eu parei, para ouvi-lo – Eu queria pedir desculpas. – Arqueei as sobrancelhas surpreso.

–Você me pedindo desculpas? – Eu perguntei.

–Sim. Eu nunca tive nada contra você, mas o destino nos fez gostar da mesma garota, e... Não. Não é bem assim, eu me apaixonei pela sua garota. – Trinquei os dentes. – Porque ela sempre foi sua. Não tenho como lutar contra isso, e nem quero mais. Só não queira que ficasse uma rixa entre nós, e saiba que eu desejo que vocês sejam muito felizes, e faça ela feliz, a Ally merece. – Ele disse sorrindo.

–Obrigada, pode deixar, eu farei. – Ele sorriu, apertou meu ombro e foi escolher um terno.

Fiquei olhando para frente, processando o que tinha acabado de acontecer. Dez apareceu boquiaberto, com um Trace que ria da expressão dele.

–O que foi isso? – O ruivo perguntou.

–Não me pergunte, eu não sei. – Ele riu, e me empurrou para escolher o terno.

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Noite do baile. Posso dizer que a minha namorada estava estranha. Ela estava me escondendo alguma coisa. Ou era só nervosismo, por conta do baile? Ah não sei.

As meninas fizeram questão de ignorar nós os garotos o dia inteiro. Segundo Trish, elas precisavam de descanso para a beleza. Enquanto eu e os meninos ficamos jogando vídeo game na casa do Dez.

Eu já estava pronto. A limusine que os nossos pais tinham contratado para nós seis estava quase chegando. Me olhei no espelho. O terno preto ficou até legal. Meu cabelo comportado, fato raro que se acontecer.

Minha mãe entrou com uma câmera.

–Sorria. – Eu bufei e ri, logo em seguida, ela tirou algumas fotos minhas com ela e com meu pai. Típica tradição americana.

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–Espero que tenham trazido os dotes. – Tio Lester falou abrindo a porta, eu e Trace rimos, Dez se apavorou.

–AI MEU DEUS! AINDA EXISTE ISSO?! O QUE EU VOU FAZER? JÁ SEI! VOU PEGAR A PORCELANA DA MINHA MÃE! – Eu o segurei, e neguei com a cabeça. Todos riram alto. Ele ficou sem entender.

–Eu estou brincando Dez. — Tio Lester revirou os olhos e sorriu. — Entrem, elas estão descendo.

Ficamos na porta esperando. Da escuridão do primeiro andar desceu a Trish, num vestido preto com algumas partes em estampa de onça. Ela estava linda. Trace sorriu bobo, ao ver ela chegar e segurar em seu braço, ele estava de terno preto assim como eu.

Atrás dela saiu a Piper, com o vestido na cor rosa, delicado. Dez, que vestia seu terno colorido, ficou babando por ela.

E a última, a que descia com mais vergonha e delicadeza. Era a minha namorada. (Vestido da Ally: http://www.hanimlarindunyasi.com/wp-content/uploads/2013/09/2014-Tek-Omuz-ve-Tek-Kollu-Beyaz-Abiye-Modelleri-White-One-Shoulder-Dresses-17.jpg )

Ela estava deslumbrante naquele vestido. O cabelo, o rosto sorridente. Cada passo que quebrava as batidas do meu coração, ela estava maravilhosa. O cabelo, o delicado rosto, o vestido que fazia cada curva graciosa dela ficar ainda mais chamativa. Ela estava perfeita.

–U-uau. -Falei boquiaberto. Tia Penny gargalhou.

–Ela está diva, não está? -Ela perguntou sorrindo maliciosamente.

–Ela está deslumbrante. -Ally sorriu ao chegar em minha frente, todos nos olhavam sorrindo.

–Senhor Moon, o senhor está um gato hoje. -Ela disse rindo.

–Senhora Dawson, gostaria de dizer o mesmo, mas não posso. A senhora está estonteante comparada a um jovem tão simples como eu. -Ela riu alto, assim como todos.

Peguei do bolso a flor tradicional dos bailes, na cor de seu vestido, Trish tinha me dito que cor comprar, já que segundo ela, eu só veria a All arrumada no dia do baile. Pus nela que sorriu ao vê-la. Dez e Trace fizeram o mesmo e nós saímos. Depois de tirar algumas fotos.

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Trish tinha ido dançar assim que chegou. Eu tinha ido pegar algumas bebidas, e vi com Elliot e Kira. Eles tinham ido juntos, me surpreendi, mas fiquei feliz, por eles. Pensando bem, dariam até um casal bem legal.

....................

A festa estava animada, Ally dançava com Trish e Piper, e eu estava sentado com os meninos. Dez me deu um beliscão.

–Eu sei o que você está pensando. Está vendo ela tão linda, e está pensando em como vai ficar sem ela por tanto tempo não é? -Eu ri fraco.

–Você é um idiota e vidente. -Ele riu.

–Eu sei... Espera! -Eu ri. -Eu não sou vidente. -Trace gargalhou alto, assim como eu.

Aquela gravata estava me matando. O calor naquele lugar estava insuportável.

Trish apareceu com Piper.

–Ela saiu, disse que precisava de ar. –Adivinhando meus pensamentos a baixinha me respondeu, assenti e me levantei a procura da morena.

Quanto mais caminhava mais eu via casais se declarando. Sabe o tal "Sempre" que aquele tal filme, das estrelas culpadas fala?

Por falar nele, lembro que a Ally apareceu com a cara inchada depois que o assistiu e eu fiquei preocupado. Quando perguntei metaforicamente quem tinha morrido, ela disse: O Gus!

Imagina a minha cara.

Pois é. Foi essa mesmo.

Mas sei que o nosso é o "Okay". Eu sei disso. Como eu sei do tal Okay? Ela me contou chorando o filme inteiro. E eu me controlei, juro que me controlei para não chorar também. Qual é! Eu não sou gay, mas tenho coração.

E se com a distância, ela conhecer lá alguém melhor que eu? Se com a distância, ela me esquecer?

Soltei mais a gravata e suspirei.

No coreto todo decorado de luzes e flores, (mais uma tradição americana) estava a minha morena, de costas para onde eu vinha, e com as mãos apoiadas na mureta, observando uma banda de tocava do lado de fora do ginásio. O vento balançava seu vestido, e o seu cabelo.

Cara, ela estava simplesmente linda.

Subi os poucos degraus, e me aproximei dela, como reflexo, ela me viu antes que eu a alcançasse.

–Estava te esperando. – Ela falou e sorriu quando eu rodeei sua cintura.

–E eu estava te procurando. – Apoiei o queixo em seu ombro, olhando algumas pessoas que dançavam. Entre elas Kira e Elliot.

–Eles vieram?... – Ela perguntou

–Juntos? Hunrum... – Falei assentindo.

–Que legal. – Ela falou sorridente.

–Encontrei com ele hoje, me pediu desculpas, e bem, acho que está tudo bem.

–Também me acertei com Kira naquele dia, eles não tiveram culpa se nós escondemos.

–É, pode ser. – Ela riu.

–O que houve? Você está tão quieto.

–Só pensando, não é nada demais.

–Como se eu não te conhecesse. – Ela revirou os olhos — Está pensando em New York não é? – Ela perguntou virando de frente para mim, entre o muro e eu. Continuei abraçado em sua cintura.

–Não tem como não pensar. Eu falo que você deve ir, mas na verdade eu estou com medo de que me esqueça. – Eu desabafei.

–Agora eu vou e não há nada que me impeça. – Me surpreendi com o jeito que ela falou.

–Longe de mim querer que você perca uma oportunidade dessa, mas eu acho que... – Ela me interrompeu.

–Não me interessa o que você pensa. Eu vou. – Dei um passo para trás, processando.

–Cadê a preocupação que você também tinha há dias atrás? Nesse momento nem parece que está ligando para o fato de que nós não vamos mais nos ver por tanto tempo! – Eu falei.

–Ela sumiu. – A morena falou somente. E cara, como era difícil ouvir aquilo.

–Como v... – Ela me interrompeu de novo.

–Ela sumiu, porque eu recebi isso aqui. – De dentro da sua pequena bolsa, ela pegou um envelope branco com detalhes dourados. – É para você. Feliz aniversário atrasado Aus.

Eu estava confuso, e sem entender nada. Mas assim que abri o envelope e comecei a ler.

Caro senhor Moon,

Venho por meio deste informar, que é uma honra para a Universidade de Música de New York lhe informar de que o senhor foi louvavelmente aprovado, e que ganhou uma bolsa nessa instituição.

Através da senhora Dawson, que gentilmente nos fez assistir a uma apresentação sua essa semana, depois do prazo de audições. Mas agradecemos a ela imensamente, pois assim podemos ver e reconhecer seu talento, e como ele de jeito nenhum pode ser desperdiçado. Aliás, tanto o seu talento como o da senhora Dawson, é de grande almejo para a Universidade, pois ela fez questão de afirmar que sem o senhor, não viria.

Digo com toda a alegria,

Austin e Ally,

Sejam bem vindos a Universidade de Música de New York.

Um abraço.

Reitor Michael.

Eu estava embasbacado. Pasmo, sem fala.

–C-como A-assim? – Foi o que conseguiu sair.

–Você conseguiu. Você entrou amor, parabéns. – Ela falou emocionada, e eu ainda estava parado como um idiota processando tudo aquilo.

–Você fez isso! Ai meu Deus All! – Eu gritei chamando a atenção das pessoas enquanto eu a pegava pela cintura, a levantava e a girava no ar. – Ai meu Deus, eu não acredito! EU TE AMO! – Ela ria. Pousei-a no chão e a beijei, segundos depois a abraçando forte. – Eu não acredito nisso. Como? Como você fez isso? – Perguntei segurando seu rosto com as mãos.

–Bem, o Dez gravou você cantando na aula de artes, e quando eu vi o vídeo, liguei para a dona Clarissa e exigi que ela me desse o número do Reitor. Ela relutou um pouco, mas acabou cedendo. – Eu a ouvia maravilhado – Eu já o conhecia desde a viagem, então quando eu disse que precisava de um favor, ele disse que se pudesse poderia me ajudar. Eu mandei seu vídeo, e todos os seus dados, antes de assistir, ele me disse que não poderia te aceitar, por conta do prazo expirado. Eu falei que entendia, mas eu deixei bem claro que sem você, eu não iria. Fiquei aguardando a resposta, ansiosa. Até que ele me ligou ontem, enquanto eu estava na loja de vestidos. Disse que fazia tempos que ele não via uma pessoa tocar e cantar tão bem, e com tanta emoção, e que seria um crime se ele não te aceitasse. E, aliás, eu estava te devendo um presente de aniversário. – Ela explicou com um sorriso enorme.

–Você é incrível. Eu nunca vou poder tentar consertar o tanto que eu já te machuquei sem saber, e sinceramente, eu não sei o que você viu em mim.

–O que faltava em mim, foi isso que eu vi. – Ela disse me beijando.

–Eu te amo Ally, e esse sem dúvida foi o melhor presente de aniversário que alguém poderia me dar. Poder fazer música, e principalmente, não perder você. – Ela sorriu e abraçou meu pescoço. Com a música que começou a tocar, nós dançamos onde parecia que apenas nós dois estávamos ali. (Love Me Like You Do — Ellie Goulding).

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Voltamos de mãos dadas para dentro do ginásio, e lá os quatro cochichavam Dez quando vi viu ficou pálido.

–AUSTIN VOCÊ PRECISA SE ANIMAR, NÃO É PORQUE A ALLY VAI EMBORA SOZINHA QUE VOCÊ VAI FICAR COM ESSA CARA. – Ally gargalhou.

–Dez, ele já sabe. – Minha morena falou, Trish bateu na cabeça do ruivo e riu.

–Ah que ótimo, eu odeio disfarçar. – Ele falou sorrindo.

–E querido, você não sabe fazer isso. — Piper falou beijando a bochecha dele, e nós fizemos vários "Awn". Ele sorriu abertamente. Logo gritou:

–Parabéns Austin. -Me abraçou, todos fazendo o mesmo depois dele.

POV Ally

–Promete que a gente vai se ver? -Eu perguntei, Trish riu.

–Criatura, a gente vai para a mesma cidade. A minha faculdade é em New York, e só um pouco distante, vamos nos ver sempre. O quarteto fantástico não vai se separar. -Ela gargalhou. Trish tinha passado para design de moda para a mesma universidade que Dez passou, para cinema. Coitado do Reitor de lá.

–EU QUERO SER O HOMEM ROCHA! -O ruivo gritou na sala, nos fazendo rir.

–Só a cabeça mesmo, que tem pedra no ligar do cérebro. -Ela falou baixo.

–EU OUVI! -Ele retrucou.

–DEIXA DE MENTIRA! -ela gritou de volta.

–TÁ, É MENTIRA! MAS VOCÊ DISSE ALGUMA COISA, VOCÊ SEMPRE DIZ! -Eu gargalhei e ela também. Trace estava na sala, a esperando. Vendo os dois juntos fico tão feliz, Trish mais do que ninguém merece ser feliz e amada, e eu sei que Trace fará isso. Ele passou para a mesma faculdade que a namorada e Dez, para engenharia civil. O brilho de orgulho nos olhos de Trish, era visível.

Piper iria embora. Depois da temporada que ela passou conosco, ela e Dez estão namorando. O plano dos dois é que ela termine o ensino médio e vá para New York também, para fazer o seu tão sonhado curso de direito. Ao menos alguém quis fazer direito.

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Depois da volta de Trish para casa, e depois de nosso baile de conclusão de ensino médio. Todo nosso tempo foi para preparar toda a papelada para a universidade.

–Nada de morar juntos em um apartamento. Não quero netos agora, não acham que morando um dormitório do lado do outro já não basta por enquanto? -Austin riu.

–Tudo bem Tia Penny. -Ele a abraçou. -Para mim está perfeito. Arrumamos as malas. Estava na hora de dar adeus a nossas casas. E seguir uma vida nova. Nossas mães choravam litros e litros, e eu junto é claro. Meu pai e o Tio Mike se faziam de fortes, mas no fundo também estavam mal.

Um dia antes da viagem, fizemos um churrasco, com toda a família reunida, a minha e de Austin, a de Dez, e até os pais de Piper que vieram buscá-la. A despedida dela e do Ruivo foi tão triste. Mas o pai dela gostou tanto dele que prometeu que ela iria ao menos uma vez em dois meses visitá-lo, ou vice e versa.

Kira e Elliot apareceram para se despedir, surpresa ao dizer que eles estão quase namorando? Pois é, eles irão viajar para a Califórnia, ambos fazer administração.

E então saímos de casa, posso dizer que no nosso modo de se comunicar pelo olhar, eu e Austin vimos o quanto sentiríamos falta dos nossos quartos e da nossa árvore.

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–Pronta para essa nova fase da vida? -Austin perguntou quando sentamos no avião, segurando a minha mão.

–Sim, com você estou mais que pronta. — Ele sorriu e eu encostei a cabeça em seu ombro, e nós olhamos pela janela.

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Fim...

...

Não, nada disso.

POV Autora

Quatro anos se passaram. O relacionamento de Austin e Ally, não era perfeito como conto de fadas, e todos sabem disso. Sabemos o quanto eles brigam, o quanto se provocam. Mas acima de tudo, sabemos o quanto eles se amam. Nenhuma briguinha, nenhuma discussão foi capaz de separar o casal ao longo do tempo. Assim como outros casais da história.

Kira e Elliot se casaram no terceiro ano de faculdade, e realmente encontraram o amor que não vos era correspondido. Um no outro.

Trish e Trace também se casaram, e construíram uma vida em New York. Com a pequena Joana, que se parece muito com a mãe, e é o xodó de todos.

Dez e Piper, realmente se deram bem. Ele terminou seu curso, Piper se formou e já está cursando direito, eles estão num relacionamento promissor, mas só pretenderam se casar depois que ela se formasse.

Austin e Ally? Os dois não podiam estar melhor. Terminaram juntos o curso, e como parceria abriram o A&A Music Factory. Uma escola de música em Miami, onde os dois trabalharam duro para fazer daquele lugar uma renomeada escola de música.

Aliás foi no palco desse local, que Austin pediu a mão de Ally em casamento no dia da inauguração.

Foi um dia inesquecível. A morena logo aceitou, e assim mais uma fase da vida deles começava.

Chegaram os preparativos, o dia do casamento. O amor mútuo entre os dois que foi confirmado nos votos. Joana carregou as alianças e Jacob, o filho de Elliot e Kira foi o noivinho.

Ally estava radiante, e Austin mais feliz do que poderia imaginar.

Foi uma festa grande, com toda a família reunida, um dia de comemoração.

A felicidade dos dois estava concreta.

Fim...

Não.

POV Ally

Sete anos depois de nós termos ido para a faculdade. Vejo o quanto a minha vida mudou.

De repente um flash back invadiu minha mente.

O dia que eu fui no dentista sozinha.

Minha transformação.

O dia do nosso quase beijo na rua.

Nossa briga.

Nossa viagem.

Os momentos no lago.

A tempestade.

Nossa primeira vez.

Nosso namoro escondido.

Os problemas e tudo o que nós passamos para finalmente ficarmos juntos.

Tudo valeu a pena.

Fico pensando em como Deus teve um cuidado tão grande com a minha história. Como pode ter colocado alguém de que eu sempre fui completamente entregue. E como pode ter feito ele me apaixonar da mesma forma por mim.

Às vezes me pego olhando para ele, e às vezes penso que ainda estamos na escola, que ainda estamos nos beijando na sala do zelador, ou ele sem me deixar quieta nas aulas.

Não tenho palavras para definir o quanto eu amo esse homem, o quanto ele tem me feito feliz nesses dias, o quanto eu o amo, eu...

–AUSTIN MOON SE VOCÊ DERRUBAR O MEU FILHO DESSA ÁRVORE SE CONSIDERE UM HOMEM MORTO. -Eu gritei e ele gargalhou.

–Amor, eu sou o mestre em escalar árvores. Esqueceu? Ele está comigo, pode relaxar. — Ele disse enquanto meu pequeno raio de sol que se parecia com o pai, estava na nossa árvore. Aliás, meus pais se mudaram e nosso presente de casamento deles foi a minha casa, que foi passada por uma pequena adaptação de nossos gostos. Eles junto com os pais de Austin andam viajando pelo mundo, aproveitando a vida.

–E eu sou mestre em bater, não esqueça. -Ele riu.

–Mamãe eu tabem quelo ir. — A pequena Claire fez um bico que me refletia quando criança. Eu ri e a abracei.

–Oh meu amor, vamos, mamãe te leva. -

–Isso aí campeão, papai está te segurando. -Austin falou para o Caleb, que ria descontroladamente com o pai.

–Uhhhuhhh! -O pequeno gritava.

Ter gêmeos não foi fácil, a gestação não foi fácil, e criá-los não é fácil. Mas a cada dia que eu acordo e encontro os dois entrando em meu quarto querendo dormir conosco, eu me sinto a mulher mais realizada no mundo. Eles tem dois anos, Caleb é a versão pequena de Austin: Olhos castanhos. Cabelos louros e brilhosos da cor do sol. Claire é a minha versão. Pequena. Meiga. Cabelos castanhos e olhos castanhos.

–Ciumenta, papai também te levanta. -Ela bateu palminhas animada e Austin soltou Caleb que correu para as panquecas que estavam em nosso piquenique na grama abaixo da árvore. Revirei os olhos rindo e fui ajudá-lo.

Depois de mais um dia de brincadeiras, no quarto dos dois, nossos bebês dormiam tranquilamente. Austin suspirou e nós beijamos e cobrimos os dois antes de apagar a luz e sair.

–Estou vendo que você precisa de um banho. — Ele falou sorrindo malicioso enquanto me guiava para o nosso quarto, onde antigamente era o meu. Nosso quarto de casal, totalmente diferente do enxame rosa que era antes.

–Preciso mesmo, e você também. Alguma ideia? -Ele riu e nós entramos no banheiro.

Segundos depois estávamos tirando a roupa um do outro lentamente. Em silêncio. Com os olhares que demostravam amor e desejo.

Ele me beijou, como só ele faz. E nós tomamos banho juntos.

Fomos para a cama. E novamente ele me amou, como sempre me corpo anseia para ser amada apenas por ele. Beijos, carícias, mordidas, suspiros, toques. Tudo nosso.

..............

De madrugada levantei para ir ao banheiro, e Austin não estava na cama, procurei e o encontrei no quarto das crianças. Estava chovendo muito, e ele estava as cobrindo.

Quando percebeu minha presença, sorriu.

–Não quis te acordar, só vim ver se estava tudo okay. -Ele disse. Eu abracei por trás, apoiando a cabeça em suas costas nuas.

De repente me vi no espelho do quarto, e eu vi a antiga Ally Dawson. De cabelo bagunçado, de saia longa e all star, sem nenhum apresso a aparência. Mas que o brilho no olhar dizia que finalmente estava tudo certo, ela acenou e depois eu me vi.

Com certeza foi coisa da minha cabeça, mas isso serviu para mostrar que no meu interior, eu continuo a mesma. E eu não posso estar mais agradecida por isso.

–Vamos. -Austin me chamou. E nós voltamos para o nosso quarto, deixando os bebês dormindo tranquilamente.

Deitamos e eu não consegui dormir. Ele percebeu.

–Sua cara me diz o que está pensando. -Ele disse e riu. -Como o destino foi generoso conosco né? -Eu ri.

–Graças a Deus que sim. Estava lembrando de como eu era. -Ele sorriu.

–The Beautiful girl. –Eu ri. — Não consegue dormir?

–Não, canta pra mim? -Ele sorriu e eu deitei com a cabeça em seu peito, nossas pernas misturadas.

Thinking out Loud — Ed Sheeran

[Pensando Alto]

Quando suas pernas não funcionarem como antes

E eu não puder mais te carregar no colo

A sua boca ainda se lembrará do gosto de meu amor?

Os seus olhos ainda sorrirão em suas bochechas?

Querida, eu te amarei

Até que tenhamos 70 anos

Amor, meu coração ainda se apaixonará tão fácil

Quanto quando tínhamos 23

Estou pensando em como

As pessoas se apaixonam de maneiras misteriosas

Talvez apenas o toque de uma mão

Eu, me apaixono por você a cada dia

Eu só quero te dizer que eu estou

Então, querida, agora

Me abrace com seus braços de amor

Beije-me sob a luz de mil estrelas

Coloque sua cabeça em meu coração que bate

Estou pensando alto

Talvez tenhamos achado o amor bem aqui, onde estamos

Quando meu cabelo parar de crescer, minha memória

falhar

E as plateias não lembrarem mais do meu nome

E minhas mãos não tocarem as cordas do mesmo jeito

Eu sei que você me amará assim mesmo

Pois querida, sua alma

Jamais envelhecerá

Ela é eterna

Amor, seu sorriso estará sempre em minha mente e

memória

Estou pensando em como

As pessoas se apaixonam de maneiras misteriosas

Talvez seja parte de um plano

Eu continuarei a cometer os mesmos erros

Esperando que você entenda

Que, querida, agora

Me abrace com seus braços de amor

Beije-me sob a luz de mil estrelas

Coloque sua cabeça em meu coração que bate

Estou pensando alto

Talvez tenhamos achado o amor bem aqui, onde estamos

Querida, agora

Me abrace com seus braços de amor

Beije-me sob a luz de mil estrelas (oh, amor)

Coloque sua cabeça em meu coração que bate

Estou pensando alto

Talvez tenhamos achado o amor bem aqui, onde estamos

Nós achamos o amor bem aqui, onde estamos

E nós achamos o amor bem aqui, onde estamos.

E escutando sua declaração de amor eu soube, eu estou onde sempre devia estar. Depois nós adormecemos juntos, para mais um dia.

................................

"Nunca julgue o livro pela capa."

Nunca pense que a aparência qualifica ou exalta alguém. Nunca pense que a melhor pessoa para você é a mais bonita. A beleza acaba, e o que fica é o carácter. Ame as pessoas e faça com que te amem, pelo o que você é, e não pelo o que parece. No fim, tudo o que vai importar é o tamanho sentimento e cuidado que a outra pessoa tiver com você e vice e versa. Seja feliz, e viva com a certeza: Nos olhos do Deus poderoso, somos todos iguais, e se Ele que é o maior, não julga pela aparência, porque nós faríamos isso?

Se ame, e tenha a plena convicção. Você é The Beautiful girl. E sempre será.

–Natalha Lynch.

–FIM-

Notas finais
Se não foi o que esperavam. Peço perdão, mas fiz o melhor que eu pude. Eu espero que tenham gostado. E chegamos ao fim. Infelizmente. Estou chorando nesse momento e não tenho palavras para agradecer o tamanho carinho que todas que acompanharam essa estória tiveram por mim e por meu trabalho. Quero agradecer pelos 740 comentários, 140 acompanhamentos, 57 favoritos, 19 recomendações e 41.677 visualizações. Muito Obrigada, obrigada pelas mais lindas recomendações e o mais lindos comentários que eu poderia querer. Venho agradecer também, ao grupo “The Beautiful girl” Onde através dessa estória pude conhecer as meninas mais lindas e fofas que eu aprendi a amar e que não sei viver sem. Vocês fazem parte da minha vida, muito obrigada: MINHA BAMBI LINDA E MARAVILHOSA! Cycy diva, Emy Cabrita, Gabyzinha, Gigi amore, Jenny macaca do Pará, Lolinha, Jujba sunshine Top model, Kellinha deputada F.B. D .B. L, Laurinha bixiguente Lauriel, Minha filha linda a Bebê, Luisinha parceira, Mália Rockália,Samy noiva do Riker, Tay gata, Thuany, Vick,e Radna Helooo. Não estranhem os nomes, com a convivência cada um tem seu significado, e todas elas sabem exatamente. Agradeço as minhas leitoras fantasmas, aos leitores ativos. Saibam que eu amo cada um de vocês! Muito obrigada por tudo! Aqui me despeço de TBG, com uma grande dor no peito, pois realmente eu me apaixonei por essa estória, e por esse casal. Quem sabe no futuro nós não nos encontramos de novo, aqui no nyah ahn? Vamos fazer um seguinte, quem tem Twitter usa a Tag #UltimoCapituloDeTBG e me marca, @monteironatalha. Quero saber o que mais marcou vocês. Certo? Beijos, obrigada, e até a próxima! 💞
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!