The Beautiful And The Beast
7 Ep7 - Difícil mundo novo.
Notas iniciais
Bjus e muito obrigado eis mais um cap, se continuarem comentando passarei a postar dois caps por semana bjus!
Alias fic nova Mensageiros versao alternativa passem la e deem uma espiadinha bjus!
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POV LAUREN HOLLAN
Me encolhi no banco de trás do carro me sentindo um trapo inútil, tentei passar mentalmente todas as lições de psicologia que recebi na faculdade mas nada parecia acalentar aquela dor.
_Lauren? Lauren? Chamou Merle sem tirar os olhos da estrada. Eu fingi que dormia, tudo que eu menos queria era ouvir Merle me jogando na cara que havia me salvo.
_Ta dormindo? Deve estar. Disse ele em tom baixo.
_Sabe de uma coisa? Você vai ficar bem, você é forte, todas as mulheres são, muito mais do que os homens, vocês aguentam muito mais do que a gente, são guerreiras por natureza, acho que Deus as fez assim pra compensar que são fisicamente mais fracas ou sei lá porque. Deus? Ele toma decisões esquisitas não acha? Disse certamente pensando que eu estava dormindo e não ouvia nada, Merle não era muito de falar coisas que valessem a pena ouvir.
_Agora ele acha que os mortos devem comer os vivos? Ta gostando né seu filho da puta de ver todo mundo se fodendo aqui em baixo não é mesmo? Disse ele.
Ele dirigiu por um bom tempo e eu acabei adormecendo, acordei com um cutucão no ombro.
_Hei Lauren? Heii Acorda. Disse Merle.
Abri os olhos eles ainda estavam um pouco ardidos por eu ter passado tanto tempo chorando.
_Encontrei uma casa, tem água e comida podemos passar a noite por lá. Disse ele.
Entramos na bonita casa de madeira, tinha fotos de uma família espalhadas por toda a casa.
_Eles devem estar mortos não é? Falei.
_Melhor se tivessem vivos já teriam comido toda essa comida e nós estaríamos passando fome. Disse Merle abrindo uma lata de salsichas.
_Você é sempre tao frio?
_Frio? Porque? Eu não os conhecia, eles nunca me ajudaram pra que eu tenho que fazer luto por eles? Mais da metade do mundo ta morto bunitinha se vai fazer luto por todos eles vai passar o resto da vida chorando.
_Eu vou tomar um banho. Falei subindo as escadas.
Entrei na suíte que devia ser dos donos da casa, estava tudo meio empoeirado, mas organizado, vasculhei os armários e encontrei uma toalha limpa e algumas roupas que deviam servir em mim, eu estava me sentindo suja precisava tirar o cheiro daquele homem asqueroso do meu corpo. Entrei no chuveiro e deixei que água percorresse meu corpo por um bom tempo até finalmente me sentir limpa, quanto tempo eu aguentaria aquela vida? Se não encontrasse Martinez e sua família eu me mataria, eles eram minha ultima esperança de encontrar pessoas que eu me importassem vivas, ficaria com eles os ajudaria a cuidar das meninas. Minha afilhada, ainda tão pequena condenada a viver num mundo como esse. Desci as escadas, senti um cheiro gostoso de comida, fui até a cozinha. Merle servia dois pratos de macarrão com salsicha com uma aparência muito boa.
_Ainda havia gaz na tubulação. Aproveite é a especialidade da casa. Disse ele.
_Nunca me disse que sabia cozinhar. Falei enquanto colocava uma garfada na boca, estava delicioso.
_Aprendi cedo, minha mãe não se dava muito bem com as panelas ela preferia garrafas eu precisava comer e meu irmão era muito pequeno ai eu me virava.
_Porque sou eu que to preparando as refeições todo esse tempo?
_Porque você é mulher é seu dever. Disse ele grosso.
_Meu dever? Você é um grosso machista mesmo sabia que as mulheres chefiam 42% dos lares americanos? Pra sua informação somos nós que carregamos esse pais nas costas e pensamentos como o seu são totalmente retrógrados e ignorantes. Falei irritada.
_Hei, enche a boca de comida e fica quieta foi só um comentário não precisa invocar as doutrinas feministas por causa disso.
Ele baixou a cabeça e continuou comendo.
_Obrigado por ter me ajudado ontem, você o matou?
_Não, o castrei, garanto que ele preferia estar morto agora.
_Eu fui uma tola, não tomei todo o cuidado que devia, achei que só tínhamos que nos preocupar com os infectados. Eu fui uma idiota. Senti as lagrimas rolando pelo meu rosto.
_Não foi sua culpa, mas já sabe que tem que tomar mais cuidado da próxima vez, o mundo ta virado do avesso as pessoas estão mais malucas que já eram. Agora para de chorar se tem uma coisa que eu aprendi na vida é que chorar não resolve nada, se quer viver tem que ser forte, tem que aguentar firme.
_já não sei mais se quero viver. Pra que? Pra passar fome, viver fugindo com medo isso não é viver.
_Ainda é melhor do que virar uma daquelas coisas não acha? Eu odiaria ser um deles, nunca gostei de carne mal passada. Disse ele com um sorriso de canto. _Bom tem umas garrafas de wisky, a noite de vigia é sua eu vou me embebedar. Boa noite Lauren. Disse ele.
_Devia me dar uma noite de folga não acha? Falei.
_Nao, sua noite você vigia. Por acaso tenho cara de bom samaritano?
_Nao mesmo. Falei
_Isso ai, agora fica de olho em tudo e vê se não faz besteira.
_Está com medo que eu me suicide?
_Não estou com medo que você vire uma daquelas coisas comigo aqui bêbado então se resolver se matar, estoure sua cabeça ok? Boa noite.
_Boa noite.
POV MERLE
Entrei num dos quartos e comecei a beber as palavras de Lauren sobre suicido ressoavam na minha cabeça, não tinha sido um dia fácil pra ela ontem. Bebi mais uns goles, e resolvi descer e dormir na sala ficar de olho nela pra que não fizesse loucura.
“Que foi Merle vai vigiar a garota agora pra evitar que ela se mate, não queria se livrar dela logo e seguir o seu caminho sozinho? Eis a sua chance, você não deve mais nada a ela, estão kits, ela salvou sua vida e você salvou a dela, sua divida esta paga” bradou a consciência.
Desci as escadas ela havia feito uma fogueira na lareira.
_Merda Lauren que avisar o mundo todo que estamos aqui sua imbecil! Bradei enraivecido.
_Eu só queria me aquecer, disse ela enrolada num cobertor olhando pra fogueira que eu destruía abafando com uma manta.
_A casa ta cheia de cobertores pegue um e se enrole merda! Não vê que isso pode atrair outros sobreviventes!
_Ta bem. Disse ela com um olhar perdido.
_Lauren? Você ta bem? Era muito esquisito ela não retrucar algo que eu falasse.
Me aproximei e notei que ela estava pálida.
_Desculpa não tive coragem de atirar na minha cabeça sou uma
covarde. Disse ela pausadamente.
_O que você fez? Tirei o cobertor de cima dela e sua blusa estava completamente ensanguentada seus pulsos estavam cortados e os pés algemados.
_Lauren sua maluca! Como pode fazer isso?
_Eu me algemei não ia te machucar, disse ela com a voz fraca.
Nesse instante ela perdeu as forças e desfaleceu sobre o sofá.
_Merda Lauren! Bradei enraivecido. _ O que eu iria fazer agora? Peguei os pulsos dela e pressionei com força pra estancar o sangue.
_Não morre bunitinha vamos. Reaja.
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