The Beautiful And The Beast

17 Ep17 - A ascensão do Governador


Notas iniciais
Oi pessoal!
Mais um cap, espero que gostem e comentem! Acho que nao gostaram muito do anterior pq pouca gente comentou isso desanima um pouco, nao precisam comentar so quando acham legal se acharem ruim comentem pois estou totalmente aberta a criticas!
Bjus

Cap dedicado ao Fabio Melark que vem acompanhando todas as minhas fics e deixou lindas recomendaçoes!

POV MERLE DIXON

Algumas semanas passaram-se desde a minha chegada a Woodbury, e já havia me tornado o segundo homem no comando. As pessoas me respeitavam e obedeciam e pela primeira vez na vida não por medo de eu quebrar a cara delas, mas sim por admiração, além de ter trazido a pequena filha do governado de volta eu ajudava a manter os errantes do lado de fora das barricadas e comandava o grupo que trazia remédios e mantimentos pra cidade e por mais difícil que fosse a missão pra tristeza daquele mexicano imbecil eu retornava vivo.

Lauren havia se recuperado e ajudava na enfermaria cuidando dos doentes. Trepavamos como loucos quase todas as noites, se não fosse pelo sumiço do meu irmãozinho, eu poderia dizer que a vida estava perfeita.

_Bom dia, hora de acordar tenente... Disse ela com aquele sorriso bonito.

_Já estava acordado e que historia é essa de tenente?

_Bem é como estão te chamando pela cidade, ah as crianças também chamam de capitão gancho ou capitão rabugento...

_Por isso que eu odeio crianças... Ta afim de dar uma trepada?

_Tenho que ir, Milton ta me esperando pra ajudar na pesquisa dele.

_Ele realmente acha que pode trazer essas coisas de volta?

_E se houver?

_Essas coisas estão mortas Lauren, você separa o corpo da cabeça e eles continuam gruindo! Acha que isso ainda é humano?

_Eu não sei, mas de qualquer forma eles tem que ser estudados. Eu tenho que ir até mais tarde.

_Tem show hoje a noite, eu vou lutar espero te ver na plateia.

_Ainda não entendo porque fazem aquilo.

_Porque é divertido....?

_Divertido? Dois caras quebrando a cara no meio de uma roda de zumbis sem dentes?

_Com dentes seria mais divertido, mas o governador não quer muito sangue jorrando... Falei soltando uma risada.

_Você é um imbecil sabia?

_Eu sei, tenha um bom dia bonitinha...

_Toma cuidado lá fora. Disse ela me dando um beijo.

Levantei da cama, me vesti e fui até o portão principal. O grupo incluindo o Governador já me esperavam.

_Está atrasado Merle. Disse ele.

_Porque os Zumbis agora vão se incomodar com o atraso? Respondi.

_Martinez acha que viu um carro rondando Woodbury durante a ronda da noite, vamos averiguar.

_Tudo certo governador.

Subi na caçamba da caminhonete e imediatamente saímos pelos portões da cidade.

POV LAUREN HOLLAN

_Como ele está? Perguntei ao ver o idoso já agonizante sobre a maca.

_Não sei se vai resistir mais essa semana.

_Ele ta sofrendo muito, não acha que devíamos apressar as coisas? Sussurrei.

_Não Lauren, ele se voluntariou e não sabemos com o que estamos lidando, temos que deixar acontecer naturalmente pra entender como o vírus funciona e afeta o cérebro humano.

_Mas Milton não temos mais morfina nem sedativos, ele já vomitou toda a parede do estômago e não se alimenta há dois dias, não é justo deixar alguém morrer sofrendo tanto.

_E pelo bem de todos e foi a vontade dele, bem me ajude a colher as amostras ok?

A noite chegou rapidamente, a maioria dos moradores já se encontravam reunidos próximos ao ringue de luta. Nunca concordei com aquilo, mas era o passatempo preferido de Merle e pelo jeito do resto da cidade também, até mesmo as crianças vibravam com os chutes, pontapés dados pelos lutadores.

_Lauren que bom te ver aqui, sente-se. Disse o governador sempre simpático e educado, me impressionava ele concordar com aquela selvageria.

_Onde está a Penny?

_Ficou tão cansada do pique-esconde com as crianças que acabou indo pra cama mais cedo.

_Que bom, não acho que isso seja diversão pra crianças.

_Eu já te disse que é tudo armação não disse? Os errantes não tem...

_Eu sei, mas e os lutadores? Os hematomas deles são bem reais. Falei.

_Bom lutas esportivas já estiam muito antes dessa cidade, sente-se e tente se divertir ok?

Houve duas lutas antes de Merle entrar, a plateia gritava seu nome em coro, ele estava invicto desde que começou a lutar.

_Oh não... sussurrei ao ver quem seria seu oponente. Era Martinez, eu vinha tentando evita-lo desde que cheguei a Woodbury, mas ele parecia inconformado com o fato de Merle e eu estarmos juntos.

_Governador por favor não deixe eles lutarem eles se odeiam vão acabar se matando. Falei.

_Calma Lauren se as coisas esquentarem demais prometo que eu faço uma intervenção.

_Socorro!!!!!!! Socorro!! Ouvimos gritos desesperados de um garoto correndo na direção do ringue e depois sendo derrubado por dois disparos. Mais disparos pareciam vir de todos os lados, em questão de segundos as pessoas entraram em pânico, corriam desnorteadas pra todos os lados, empurrando e pisoteando umas as outras. Fiquei um tempo perdida sem entender o que estava acontecendo, estávamos sendo atacados? Quem faria isso? Como passaram pelos guardas nas barricadas? Não conseguia entender nada, tentei sair do meio daquela confusão toda, havia pessoas feridas, barulho de tiros, explosões, gritos e grunhidos de errantes que adentravam Woodbury na companhia dos invasores que agora estavam visíveis em pequenos jipes disparando sem piedade com metralhadoras e semi-automaticas contra os moradores da cidade.

POV PHILIP BLAKE

Demorei alguns segundos tentando entender o que estava acontecendo, minha cidade estava ruindo, estávamos sendo atacados e mortos por um bando de estranhos uniformizados. Respirei fundo e em milésimos de segundo organizei mentalmente o que faria, eu não ia deixar que destruíssem o lugar que eu estava construindo pra que minha Penny crescesse como merecia, eu iria acabar com todos aqueles infelizes que ousaram arrasar a minha cidade.

Retirei a minha pistola da cintura e disparei um tiro certeiro contra o motorista do jipe que vinha a frente que desgovernado bateu em uma das arquibancadas derrubando os outros passageiros.

Merle e Martinez correram imediatamente na direção do acidente e terminaram o serviço, aniquilando com aqueles que remanesciam vivos e pegando as armas para avançar na direção dos outros invasores. Eles foram seguidos por outros moradores que faziam o mesmo, desci das arquibancadas, Lauren parecia apática olhando tudo sem perceber o perigo que corria. A puxei forte pelo braço fazendo com que se abaixa-se e lhe entreguei a minha pistola.

_Lauren! Preciso que saia daqui, que va ate minha casa e fique com a Penny entendeu? Vamos cuidar disso!

_Tudo bem, são eles tem mais do que tinha na casa mas são eles... Disse ela apavorada.

_Me escute, fique calma e tome cuidado. Vamos acabar com esses infelizes de uma vez por todas ta bem? Agora vai!

Ela sai rastejando por entre as arquibancadas, eu desci rapidamente, Merle me jogou uma metralhadora com a qual pude dar cobertura a Lauren até que ela entrasse no prédio.

Depois que conseguimos nos organizar foi questão de tempo até que a situação estivesse minimamente controlada.
_O que vamos fazer com os que forem capturados? Falou Martinez observando Merle arrastar um dos invasores pelo chão.

Me aproximei um pouco e dei dois disparos contra a cabeça do homem.

_Isto! Martinez me olhou com certo assombramento, Merle apenas deu uma risada de canto e depois chutou o corpo inerte.

_Vamos pegar os outros safados, alguns fugiram devem estar se escondendo por ai. Disse Merle.
_Cuide disso, eu vou ver a Penny. Ela deve estar assustada. Falei.

Caminhei até o prédio onde eu morava logo nas escadas vi Lauren sangrando.

_Lauren! Tentei levanta_la do chão, ela tinha um ferimento grande nas costas um tiro provavelmente feito por algum tipo de espingarda.

_Tudo bem, você vai ficar bem. Falei tentando estancar o sangue.

_A Penny... A Penny... Sussurava ela.

_Cadê minha filha?

_Ela saiu... Ela queria... buscar ajuda... Eu não consegui impedir... ela ta la fora... Disse ela com muita dificuldade.

_Tudo bem, eu vou buscar ajuda. Falei colocando cuidadosamente sua cabeça nos degraus da escada.

Sai do prédio e corri o olhar pela rua tentando encontrar algum sinal da Penny, a vi a alguns metros de distancia olhando confusa o movimento das pessoas, ela ficou apática ao ver Greg executar um dos invasores que rastejava ferido pelo chão.

_Penny! Gritei.
_Papai! Ela respondeu, mas continuou parada olhando a cena.

Fui me aproximando dela e abracei forte, ela chorava assustada.

_Papai, ele não tinha arma não se pode matar alguém machucado. Sussurrou ela entre lagrimas.

_Está tudo bem meu amor, esses homens são maus vieram nos machucar não deve ter pena deles meu amorzinho. Estamos fazendo o que deve ser feito pra nos manter seguros entende? Falei enquanto acariciava seu cabelo.

Ela concordou com a cabeça, ouvi um disparo e senti o impacto forte do pequeno corpo de Penny contra o meu.

_Ahhh... Gemeu ela.

_Penny?! Olhei por cima do ombro dela havia um homem com uma pistola recarregando a arma pronto pra fazer um disparo, apertei Penny contra meu corpo e a girei tentando defende-la mas antes mesmo do homem puxar o gatilho foi derrubado por um dos moradores.

_Tudo bem querida...Notei uma mancha de sangue ir aumentando sobre o pijama de coelhinhos cor-de- rosa.
_Não... Penny?! Gritei, enquanto via os olhos da minha pequena filha ficarem petrificados.
_Não!! Penny!!! Não!!! Socorro! Me ajudem! Socorro!
Deitei ela no chão e tentei em vão estancar o sangue, ela respirava com dificuldade.

_Ta tudo bem meu amorzinho você vai ficar bem... Por favor não morra meu amor... Implorava enquanto fazia uma tentativa desesperada de respiração boca a boca seguida de massagem cardíaca. Fiquei alguns minutos naquela tentativa desenfreada até Merle me puxar.

_Ela se foi! Não adianta mais! Gritou ele me olhando firme nos olhos...

Olhei pra Penny pálida no chão, tentei escutar o seu coração mas nada, ela estava morta, minha filha estava morta... Ao redor, havia alguns corpos inertes e outros nem tanto que eram ceifados pelos moradores de Woodbury, o homem que havia feito o disparo estava de joelhos com as mãos amarradas com uma arma apontada pra sua nuca. Levantei do chão e caminhei até ele assim que cheguei perto deferi uma joelhada contra seu rosto que o fez cair de cara no chão. Chutei-o diversas vezes, eu estava tomado por uma fúria na qual nunca sentira em toda a minha vida.

Peguei o taco de beisebol de Martinez e comecei a deferir diversos golpes contra o corpo do homem, eu podia ouvir o som dos ossos se partindo ao meio, um som que antes era assustador e agora soava como uma bela canção. Sentia o sangue do homem jorrar contra a minha roupa, mas eu ainda tinha muita força e muita raiva pra deferir contra aquele desgraçado que tirou a vida da minha filha e pra qualquer que ousasse atravessar o meu caminho.

Só parei de bater quando senti minhas forças se esvaindo, o homem estava imóvel totalmente ensanguentado. Peguei um cutelo preso a cintura de Greg e arranquei a cabeça do homem.

_Pegamos mais dois. Disse Martinez incomodado.

_Prenda-os quero eles vivos... Sussurei.

_Mas você disse que...

_Faça o que eu mandei... Falei em tom de ordem.

_Sim senhor. Sinto muito pela menina.

Voltei ao corpo da minha filha, Merle acariciou seu cabelo e cobriu seu rosto com a jaqueta.

_Lauren esta ferida. Melhor leva-la ao posto medico antes que seja tarde, esta na escada da minha casa. Falei enquanto via a expressão de pesar no rosto dele tomar forma de pavor.

Merle levantou rapidamente e saiu, peguei Penny nos braços senti seu cheiro, acariciei seu rosto agora pálido tomado pela cor da morte. A coloquei sobre o ombro e peguei a cabeça decaptada do homem com uma das mãos. Antes de chegar ao meu prédio vi Merle saindo com Lauren nos braços, os moradores que remanesciam na rua me olhavam com pesar e medo ao mesmo tempo. Subi até meu apartamento e coloquei minha pequena no pequeno quarto o qual uma semana antes eu havia decorado com bonecas, ursos de pelúcia e roupas de cama cor de rosa pra ficar tudo mais aconchegante pra ela, pro meu anjinho, minha amada Penny.

Fechei a porta com cuidado e levei a cabeça decaptada que agora já grunhia reanimada pelo vírus até o pequeno escritório decorado com moveis antigos e grandes aquários vazios e sujos. Larguei a cabeça do homem dentro de um deles, sentei na poltrona e fiquei observando-a.

_ Você tirou o que eu tinha de mais precioso, eu vou vê-lo apodrecer seu infeliz... sussurrei...