The Beast That Lurks Behind The Tree

1 Cap. Único - The Beast That Lurks Behind the Tree


Notas iniciais
Essa criatura realmente existe no jogo Neopets, mas não é muito conhecida.

Você deve conhecer a Neopedia, a enciclopédia Neopiana. Histórias, curtas, poemas, diários... Tudo isso está lá, para satisfazer a curiosidade dos Neopets mais vorazes por conhecimento.


Ironicamente, não se sabe quem foi a primeira pessoa a escrever um artigo para ela, muito menos quem decidiu juntar as histórias para criar um livro. Pesquisadores da região de Meridell estudam a história da Neopedia, mas poucas informações úteis foram descobertas.


Poucos sabem, mas existiam artigos que foram retirados da Neopedia, e apenas alguns foram encontrados. Algumas histórias falavam sobre Neopets aventureiros, com trágicos finais; outras, de objetos que foram enfeitiçados por seres maquiavélicos, e estão escondidos nos confins de Neopia até os dias atuais.


Sinto-me obrigado a contar essa história a vocês, pois, na minha humilde opinião, o conhecimento deve ser compartilhado com os interessados nele. Não sei em que época se passou essa história, mas o local foi, simplesmente, em um dos locais mais misteriosos de Neopia: Os Bosques Assombrados.


Eu poderia contar toda a história dos Bosques, mas decidi resumir em algumas informações básicas, para que não percam o ânimo da leitura: Os Bosques Assombrados ficam a sudeste da Central de Neopia, a mais ou menos 175 km. Possui um PIB de 46 milhões de NP, uma área de 2.400 Km/q, um clima nada convidativo aos visitantes, pois chove a toda hora, e seu produto primário de exportação é o medo.


Já lhes antecipo alguns fatos sobre esta história: Não lembro onde a encontrei, pois minha memória anda bastante falha. Também não sei o paradeiro de quem a escreveu, mas estou decidido a encontrá-lo. E por último, não tenham medo de visitar os Bosques, já que não sei se essa história é verídica. O papel em que o documento estava escrito era muito antigo, e algumas partes estavam incompreensíveis, então tomei a liberdade de reescrevê-la em uma nova folha, mas não se preocupe, pois não apaguei nada do texto original. E era isso que estava escrito no artigo:



“A Besta que se esconde atrás das árvores”

Pobre garotinha, não sabia que um triste fim a aguardava. Desde pequeno, minha mãe já me dizia para não sair da segurança da minha casa, mas parece que a nova geração não sabe o que significa tomar cuidado.


Todos já sabem como Os Bosques Assombrados são perigosos. Seres diabólicos escondem-se em todos os becos; monstros seguem os passos dos viajantes desatentos, só esperando para dar o bote; ladrões observam tudo atentamente, escolhendo seus alvos com cuidado; etc.


Eu lembro como a garota estava alegre. Era seu aniversário, e sua mãe carregava sacolas e mais sacolas, com presentes que ela provavelmente esqueceria a existência, depois de um tempo.


“Mãe, eu quero visitar a Torre da Bruxa.”, a pequena Cybunny tinha o tom de pele rosa claro. “Dizem que tem uma bruxa vivendo por lá.”

“E é por esse motivo que não iremos visitar essa torre” a mãe não possuía a graciosidade da filha, mas sua inteligência compensava esse fato. “Sua festa de aniversário acabou há bastante tempo, temos que voltar para casa, e logo, está ficando escuro.”


A coelha fez uma cara emburrada, mas continuou a caminhar, acompanhando a mãe. Parecia que tinha esquecido o aniversário, pois sua atenção estava nas casas do local. Eram casas bem diferentes da sua – ela morava no Mundo das Fadas, descobri isso depois, enquanto sua mãe dava uma bronca nela. Sua casa era confortável, e exalava segurança. Já as dos Bosques eram “abstratas”, possuíam cores escuras e detalhes macabros. Os arquitetos das casas queriam que elas se camuflassem com a escuridão, provavelmente. E os telhados? Eram as coisas mais estranhas, pois seus formatos eram muito diferentes do convencional. Viu telhados imensos em construções pequenas, telhados redondos em casas retangulares e casas sem telhado – as últimas, eram de casas de morcegos, pensou ela.


“Não seria nada confortável viver por aqui, não é, mãe?” caminhava olhando para a direita, onde o show dos horrores que eram onde as casas estavam.


Olhou para sua esquerda, e não viu sua mãe. Ela também não estava atrás, nem a sua frente. O que tinha acontecido? Perdera-se, de tão distraída? Ou a mãe tinha abandonado ela?


Não pensou muito nisso, pois logo sua atenção foi atraída por outra coisa. Uma imensa árvore, provavelmente morta, com folhas muito feias, estava a sua frente.


Arrepios correram pelo seu corpo. Se for assustador com sua mãe ao lado, imagine sem, era muito pior.


“Mãe?”, timidamente, caminhou em direção à árvore. “Você está por aí?”


Não ouviu resposta alguma. Estava tudo silencioso demais. Onde tinha ido parar os morcegos, que faziam sons com o farfalhar de suas asas? E o vento, batendo nas folhas das árvores, onde estava?


“O que fazes por aqui, se conheces o destino das criaturas que vem ao meu encontro?”


Ela não esperava ouvir essa voz, então, tomou um tremendo susto. Gritou até se cansar, e tentou correr, mas suas patas não queriam sair do lugar. Percebeu que seus gritos não surtiam efeito, pois o lugar estava realmente vazio. Mas se estava vazio, de onde veio à voz fantasmagórica e grossa, que ouvira há pouco tempo?


“Quem está aqui?”, tremia da cabeça as patas. “E onde está você, mãe?”

“Não me lembro de mãe nenhuma passar por estes lados”, e a voz fantasmagórica pôde ser ouvida, novamente. “E se ela realmente passou por aqui, devia conhecer o que acontece com os seres que ousam aparecer em minha residência.”


Sem forças para gritar, a Cybunny apenas ficou parada, pois, da árvore, uma sombra começou a criar forma, até que algo que lembrava um lençol se materializou. Era de onde vinha à voz.


“Você é um fantasma?”, tentou manter a calma, mas não conseguia, pois os olhos vermelhos e finos da criatura despertavam sentimentos ruins para ela. “Tem certeza de que não viu minha mãe por aqui?”


A terrível risada do monstro ecoou pelo lugar. Não era nada agradável descobrir que estava perdida, e agora, uma criatura que nunca tinha ouvido falar antes estava próxima a ela. Se a Cybunny não estivesse com tanto medo, talvez ousasse sair correndo, mas sabia que se fizesse isso, não voltaria para casa viva.


“Se a mãe lhe pertence, por que esperas que eu saiba o paradeiro dela?”, a sombra levitou ao redor da árvore, atravessando-a com seu corpo fantasmagórico.


A coelha quase chorou com a última frase do fantasma, mas logo disse: “Então é melhor eu ir procurá-la, acho que ela deve estar em algum lugar dos Bosques, pois não faz muito tempo que a perdi...”.


“Por que não vens comigo, para o...” e fez uma pausa dramática. “... Outro lado?”

“E por que eu iria?”

“Não seja estúpida.” Começou a aproximar-se dela. “Sua mãe não deve mais fazer parte deste mundo”.

“Como assim?”, o pânico começou a tomar conta de seu corpo.

“Os Bosques Assombrados é um lugar cruel, você sabe disso, não se finja de tola.” E riu. “Se não estiver morta agora, em breve estará. Aposto na primeira opção. Achas que sua mãe lhe abandonaria? Creio que não. Se não lhe abandonou, só pode ter ido para o outro lado.”


A pequena Cybunny ficou pensativa. Realmente, não achava que sua mãe poderia ter lhe abandonado, mas também não achava que ela tinha morrido. Sua cabeça doía, não queria tomar decisão nenhuma agora. Ficou calada um bom tempo, talvez esperando por algum milagre.


“Pensei que gostava mesmo da sua mãe, mas vejo que estava enganado.” A criatura sorriu. “Achei que ia querer procurá-la.”


A coelha rosa abaixou a cabeça. Estava chorando. Começou a caminhar lentamente, em direção à árvore, e a besta negra.


A cada passo, o fantasma ria cada vez mais alto, celebrando sua vitória. Mais um corpo de Neopet perdido era seu. Em breve, poderia atacar todo o local, ao invés de esperar que as pessoas se aproximassem. Faltavam apenas alguns corpos...


“Entenderei isso como um sim.” E segurou a pata da garota. “Não faço promessas falsas, então, não posso dizer com toda a certeza de que sua mãe está do outro lado, porém...”.

“Leve-me.”, as últimas palavras da Cybunny foram como música para seus ouvidos.


O triste fim da garota foi bastante rápido. Sem perder tempo, a besta agarrou-a pelo braço, arrastando-a para a escuridão, até que não pudesse mais ser visto. Não se sabe para onde foi, nem o que fez com o corpo.


Alguns cidadãos dos Bosques relataram barulhos estranhos no dia seguinte. O barulho lembrava uma risada, diziam alguns. Outros, diziam que ouviram promessas de invasão aos Bosques. Em pouco tempo, as pessoas esqueceram-se dos ruídos, e prosseguiram suas vidas, normalmente. Ou o que restavam delas, pois, como o próprio fantasma disse, ele não fazia promessas falsas...


O restante do artigo fora apagado pelo tempo, deixando apenas rabiscos para serem lidos. Por tanto, o restante do artigo continua indecifrável até os dias de hoje.

Notas finais
Desculpem os erros de português, se tiver algum. Eu tento fazer o texto o mais agradável possível, mas meu português não é tão bom assim, então o resultado não é sempre o esperado. ç-ç
Sim, essa foi outra fanfic de Neopets. Eu realmente gosto da mitologia da série, e acho que farei mais duas ou três oneshots sobre ela. Espero que tenham gostado!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!