The Battle Frontier
38 S4EP37 - The Circus is back! Zoroark and Leonita!
— Ai... – Leon levantou-se do meu lado. – O que foi...
— FOCUS BLAST! – Escutamos ao fundo.
Por instinto, agarrei Leon e me lancei pro lado, com a esfera explodindo cinco metros de nós no chão. Scarlett sacou a pokébola de Floatzel e o Pokémon apareceu.
— Quem é que está... – Falei.
De duas árvores à nossa direita, um Zoroark apareceu. Estava acompanhado de um Mr. Mime, um Semisage, um Semipour e um Semisear. Reconheci quem nos atacou.
— Gente... – Scarlett encostando-se em nós quando falei. – É o dono do...
— SIM, SOU EU! – Ele apareceu correndo, furioso. – E vim pegar o que é meu de volta.
— Ah, mas você não vai mesmo. – Leon deu dois passos na direção de Zoroark. – Pois eu vou...
O dono do circo, que estava sem chapéu e bufava ao nos encarar falou.
— Desmaie esses desgraçados.
Tentamos fazer algo, em vão. Tudo ficou preto e nós 4 desmaiamos.
...
Minha cabeça estava doendo. Olhei pro teto e o Sol estava a pino. Scarlett estava atordoado do meu lado, com Floatzel cutucando-a com o focinho. Aproximei-me dos dois.
— Scarlett...
— O quê, eu... – E abriu os olhos. – Nós...
— Acho que foi algum ataque psíquico do Mr. Mime. Leon, você...
Olhei em volta. O pânico tomou conta de mim. Leon havia desaparecido. O dono do circo levou o camaleão embora de nós. Scarlett pôs-se sentada e acariciou Floatzel.
— Ei, cadê o Leon?
— Ele o levou. – Coloquei-me em pé, ainda um pouco tonto. – Pegou Leon e fugiu. Maldito.
Scarlett pareceu entender a situação e levantou-se com um salto. Encaramos em volta e nada vimos que pudesse nos dar uma pista sobre para onde ele poderia ter ido.
— Vamos arrumar o que falta e pegar o Gliscor para sobrevoar por aí e procurá-lo. – Ela olhou pra cima. – Não é possível que tenham ido longe.
Em movimentos rápidos arrumamos nossas coisas e montamos em Gliscor logo em seguida.
...
— Seu velho filho da puta. – Leon falava de uma jaula pequena. – Eu devia ter te matado.
— E eu devia ter matado aqueles dois escroques que me roubaram. – Ele olhou para trás enquanto dirigia um caminhão velho que andava desengonçadamente, com Zoroark e Mr. Mime ao seu lado. – Quero saber qual doença você teve quando achou que conseguiria fugir de mim.
— Doença? – Leon riu. – O doente é você. Acha que manda em mim. Novidade: você não manda. Na primeira oportunidade que tiver eu vou vazar daqui e achar meus amigos.
— Chama aqueles dois de amigos? Quem te salvou de quase ser morto?
— Foda-se. – Leon bradou de volta. – Antes a morte do que ficar com você.
— Pena, porque além de não morrer, você está preso de novo. Comigo. – E riu.
— Olha seu...
— Olha você aí pras jaulas do lado. – Ele apontou de novo ao parar o caminhão. – Pelo menos agora você tem companhia. Afinal de contas, não sou tão ruim assim.
Leon olhou para trás. Numa jaula no canto esquerdo do caminhão havia um Kecleon dormindo. Sua faixa na barriga era rosa e ela tinha uma lacinho na mesma cor em sua cabeça. O camaleão escancarou a boca.
— Até Unova você tem tempo pra conhecê-la. – Falou sem olhar pra trás dessa vez. – O nome dela é Leonita.
...
— Nada ainda? – Falei enquanto Scarlet segurava as orelhas do morcego gigante.
— Não. – Disse desapontada. – E sinceramente, a cada minuto as chances de acharmos eles diminuem.
— Calma. – Olhei o horizonte, já estava de tarde. – Vamos achá-los.
— Como?
Quis responder alguma coisa, mas realmente estava sem ideias. Meu pokétch tocou. Amber.
— E aí, Empate. Como estão as coisas?
— Nada bem, Empate. – Respondi.
— O que houve? E que ventania é essa?
— Estamos voando no Gliscor de Scarlett.
— Ah sim, manda oi pra ela. – Uma pausa. – O que houve?
— Leon.
— O que tem aquele canalha? Traiu vocês de novo?
— Antes fosse, eu acho. – Olhei pra frente. – O cara que o escravizou no circo antes dele se juntar a nós nos atacou e o sequestrou.
— Maldito. – Ela falou. – ROXIE, ANDA LOGO! – Um grito. – Eu tô em Unova, Roxie tá mandando muito bem aqui. Perdeu uma batalha ontem, mas tá ganhando de geral aqui e...
Me veio o estalo. O circo era de Unova. Tínhamos uma pista.
— Amber... Amber! – Cortei-a. – Como você foi pra Unova?
— Avião, claro. – Uma bufada. – Mas tem gente que vem de navio, tem um que sai daí direto pra cá. Foi esse que a Roxie pegou quando veio pra cá. Por quê?
— Pode nos ajudar a achar Leon. – Falei. – De onde sai esse navio?
— Basitar City, aquela que fica perto da cidade da Battle Factory, inclusive, Roxie é dali... por quê?
— Depois a gente se fala, pode ser?
— Não quer ajuda pra achá-lo? Não que eu vá muito com a cara dele, mas...
— Não, sem problemas. – E desliguei.
Scarlett olhou pra mim e sacou seu pokétch. Enquanto eu olhei informações sobre Basitar, Scarlett olhou informações sobre o navio que partia pra Unova.
— Estamos a 45 minutos de distância de lá.
— Tem um navio que sai HOJE! – Ela gritou a última palavra.
Encaramo-nos. O plano era resgatar Leon, só não sabíamos como.
— Vamos pegar aquele bandidinho de volta.
...
— Um ticket para Unova, por favor. – O dono do circo falou para uma jovem loira de olhos claros sentada em um cabine. – Estou com carga viva e gostaria que fossem bem tratados.
— Até parece. – Leon falou ao fundo.
A atendente ouviu a frase, mas não entendeu de onde veio. Entregou o bilhete para o homem e continuou seu trabalho.
— Ei, acorda. – Leon falou da jaula de onde estava. – Você aí.
—Kec? – A Kecleon fêmea levantou-se e olhou pra ele. Reconheceu que tratava-se de um igual e sorriu.
Leon não entendeu, mas sentiu uma vontade absurda de arrebentar a jaula e fugir com ela dali.
...
Chegamos em Basitar e corremos para o rio que tinha o hangar com o navio que ia até Unova. Decidimos nos separar para cobrir uma área maior. Scarlett foi ao guichê enquanto eu corri até o navio para tentar achá-los. Alguém importante estava no local, uma vez que muitas pessoas correram para a área onde Scarlett foi, o que não me preocupou, pois ela poderia ter ajuda de outras pessoas se necessário.
Corri com Infernape do meu lado e a chama de sua cabeça apagada para não chamar tanta atenção. No hangar o navio repousava com algumas pessoas adentrando nele. Do lado direito havia uma fileira de alguns carros, o quarto era o caminhão do circo. Apontei para ele e Infernape me acompanhou.
Aproximamo-nos devagar e nos esgueiramos pela porta da direita, uma vez que era paralela a árvores densas. Infernape olhou dentro da cabine e confirmou que estava vazia. Fomos até a parte de trás e abrimos a lona que estava amarrada muito mal com uma corta velha e puída.
Leon olhou para a luz da jaula pequena em que estava e não acreditou que estava nos olhando. Infernape subiu no caminhão enquanto eu fiquei olhando. Ele parou do lado da jaula e olhou pra mim.
— Tenta o Shadow Claw, embora eu ache que...
O macaco tentou o ataque, sem sucesso. Levei a mão a testa. Ele teria que usar o Flamethrower, com risco de botar fogo no caminhão.
— Jake, tem uma...
— Agora não. – Olhei para meu Pokémon. – Flamethrower, mas tenta concentrar no cadeado que prende ele.
O macaco começou a soprar um facho pequeno de fogo no objeto, com Leon afastando-se dele e me chamando.
— Jake...
— Calma, vamos te tirar...
— Olha ali atrás. – E apontou para o fundo do caminhão.
Olhei e vi numa jaula pequena uma Kecleon fêmea. Tinha um lacinho rosa na cabeça e a faixa em sua barriga era da mesma cor. Dormia tranquila.
— Você pode me tirar. – Ele olhou pra mim. – Mas vai ter que tirá-la também.
— Não dá tempo, a gente tem que sair daqui logo e...
— Eu não vou sem ela.
— Você tá comendo merda de Tauros?
— Em que planeta Jake Giamatti deixa alguém pra trás? – Me olhou quase chorando. – Ela não pode passar pelo que eu passei, por favor.
Fitei-o. Ele tinha razão. Eu não deixei ele pra trás quando ele pediu meu perdão.
— Eu odeio ser bom às vezes.
— Tá, talvez se...
Infernape arrebentou o cadeado. Leon saiu e correu na direção da Kecleon. Tirei a cabeça da lona e olhei em volta. Ninguém.
— Cadê os pokémons dele? – Questionei.
— Cynthia tá aí, aparentemente. – Leon respondeu enquanto Infernape andou em sua direção. – Ele levou todos para vê-la e bancar o bonzinho. Óbvio que me deixou aqui porque sabia que eu ia abrir a boca e ela me reconheceria, né. Não esbarrou com ela?
— Não. – Respondi. – Anda logo. Infernape, mesma coisa.
O macaco de fogo repetiu o processo enquanto Leon conversava com a Kecleon fêmea.
— Leonita, mi amor. – Ele falou. – Acalme-se que vamos sair daqui.
— Leonita?
— É o nome dela.
Ouvi uma movimentação atrás de mim. Virei-me e abafei um grito. O dono do circo, acompanhado de seus pokémons estava atrás de mim, me encarando.
— LEON, ELE...
Fui erguido com um Psychic. Tentei sacar uma pokébola, em vão. Quando achei que seria desmaiado de novo, ouvi um grito:
— DRAGON RUSH!
Uma massa enorme jogou-se no meio deles e eu caí em pé. Cynthia, acompanhada de Scarlett surgiram atrás deles. Leon, Infernape e Leonita saíram de dentro da lona e pararam do nosso lado.
— Champion, eu...
— Poupe-me de suas desculpas. – Ela falou enquanto acariciava Garchomp que olhava enraivecido pra ele. – Olá, Jake. Como anda seu Drapion?
— Olá. – Respondi. – Muito bem, obrigado. E obrigado por nos ajudar.
— Por nada. – Sorriu.
O homem ficou profundamente irritado. Scarlett passou por ele e seus pokémons e abraçou a mim e a Leon, olhando curiosa para Leonita.
— Ela é?
— Sim, sim. – Leon respondeu.
— EU NÃO QUERO SABER! – Ele gritou. – ELE É MEU E SEMPRE FOI E VAI EMBORA COMIGO, SE NÃO EU...
— O quê? – Cynthia respondeu rindo. – Vai tentar me atacar? Experimente. Garchomp sozinho consegue derrotar todos seus pokémons, mas já que estamos em desvantagem numérica... – E lançou duas pokébolas para cima, trazendo um Lucario e um Glaceon, que pararam na sua frente.
— Acabou. – Falei, tomando a frente. – Os dois vão embora com a gente. Agora.
Ele olhou para a cena e não sabia o que fazer. Seus pokémons estavam esperando alguma ordem.
— Não é justo que eu...
Cynthia levou a mão ao queixo. Olhou a cena e pensou.
— Você quer algo justo? – Falou com Lucario ficando ao seu lado.
— Oi? – Eu, Scarlett e Leon falamos em uníssono, o cameleão de mãos dadas com a Kecleon.
— Ele não acha que é justo. – Ela apontou para o dono do circo. – Vocês querem que eles dois. – Apontou para os Kecleons. – Vão embora com vocês. Nada mais justo que uma batalha para isso.
— Cynthia, mas... – Tentei argumentar.
— Nada demais, acredite. – Ela olhou pra ele. – Já sabemos que de um jeito ou de outro tudo será como deve ser. – E olhou para o dono do circo, com seus 3 pokémons atrás dela que ficaram em uma posição ameaçadora. – Não é?
— S-sim. – Olhou para Zoroark. – Eu vou usar meu Zoroark.
— Eu luto com ele. – Falei.
— Não. – Ela olhou para Leon. – Você vai lutar pela sua liberdade. – E olhou para Leonita. – E pela dela.
— O QUÊ? – Falamos em uníssono.
— É, está decidido! – Cynthia falou e deu as costas.
...
Perto do hangar havia um espaço aberto o suficiente para que pudéssemos ter a batalha, com um depósito à nossa direita. Depois de uma conversa, decidimos que eu iria comandar Leon, até para me ajudar a treinar para a batalha contra Thorton. Algumas pessoas acabaram se aglomerando para assistir a luta. Cynthia e Scarlett sentaram-se em um banco próximo a uma barraca de sorvete de frente pro depósito, na qual Cynthia comprou uma casquinha e a ruiva preferiu não comer nada. Leonita estava sentada ao lado de Scarlett e encarava a Leon.
— Qual o plano? – O camaleão perguntou do meu ombro.
— Bem simples. – Falei. – Não perder.
— Ok, agora... qual o plano real?
— Esse Zoroark já foi um Zorua, da época em que encontramos com ele quando fomos naquele circo. – Cocei o queixo. – Não tem nada que você saiba sobre ele que possa nos ajudar?
— Não. – Respondeu.
— Ok... – Encarei o dono do circo que estava com o Pokémon a seu lado. – Ei... Você aprendeu o Thunder! – Falei animado.
— Mas golpes elétricos não são super efetivos contra o tipo de Zoroark... Fora que... só tenho Slash, Aqua Tail e Screech.
— E tem sua habilidade de camuflagem. – Dei um tapinha em sua cabeça. – Seja rápido quando eu comandar e não me questione, ok?
— Foi bom te conhecer. – Falou num tom de deboche saltando de meu ombro.
Cynthia ainda saboreava o sorvete, com Garchomp, Lucario e Glaceon perto dela.
— Ah, estão prontos? – Ela falou. – Lancem seus pokémons... Embora eles já estavam fora, não é?
Leon deu 3 passos para frente e o Zoroark fez o mesmo.
— Bem... Comecem!
O dono do circo não perdeu tempo.
— NIGHT DAZE!
— Screech para impedir!
A explosão foi segurada pelo som agudo de Leon, que se dissipou.
— Aqua Tail! – Ordenei.
— Focus Blast!
— ARREBENTA COM O SLASH JUNTO!
Leon rodopiou e usou o ataque aquático e soltou uma cambalhota para combinar o Slash e partir a esfera ao meio, com parte dela caindo na frente do banco onde Scarlett e Cynthia estavam.
— Thunder!
— GIGA IMPACT! – Berrou.
O trovão de Leon foi desengonçado e acertou o ataque, mas não o suficiente para fazer pará-lo, lançando o camaleão debaixo de meus pés. Zoroark ficou paralisado. Leon levantou-se calmamente. Até demais.
— Levanta. – Falei em um tom firme.
— Mas que caralhos esse porra sabe Giga Impact desde...
— FOCUS BLAST!
— AQUA TAIL, ARREBENTA DE NOVO!
Leon não esperou. Correu e fez o mesmo movimento do Focus Blast anterior, só que a falta do Slash não foi o suficiente para a esfera se partir, lançando-o de novo perto de mim, com água perto de nós.
— Hum... – Olhei o campo. Tive uma ideia.
— Giga Impact!
— Fica invisível. – Falei calmamente. – E evaziva.
Leon sumiu bem na minha frente, ficando apenas a listra de sua barriga. Zoroark parou o ataque e olhou para os lados, parado.
— AQUA TAIL!
Debaixo dos pés da raposa, o ataque de água veio bem no queixo.
— Evaziva! – A raposa estava paralisada do Giga Impact.
— Mais uma vez! – Dessa vez pela direita.
— SE MEXE! – Berrou.
— Outra vez! – Falei. Leon surgiu nas costas do oponente e o molhou mais uma vez.
O Pokémon encontrava-se completamente encharcado. Era hora de terminar a luta.
— SCREECH! – Gritei.
Leon sumiu de sua camuflagem, com o grito ensurdecedor lançando-o do chão para cima.
— FOCUS BLAST! – O dono do circo gritou.
— THUNDER!
A esfera foi conjurada e arremessada na direção do camaleão, que conseguiu desferir o trovão com uma potência absurda. Infelizmente a esfera acertou Leon, que caiu no chão.
Zoroark urrou de dor. O pequeno corpo de Leon tremia.
— Vamos, levanta! – Falei.
— ANDA! LEVANTA!
A raposa conseguiu recuperar-se do choque e estava pronta para continuar a luta.
— GIGA IMPACT!
— Vai pra cima e Aqua Tail!
— Mas Jake...
— CONFIA EM MIM!
O Pokémon não retrucou. Correu com a cauda conjurando a água na direção da massa preta envolta na energia do ataque. No último instante, desferi o golpe final:
— CAMBALHOTA E THUNDER!
A colisão dos 3 ataques fez levantar uma nuvem de fumaça. Scarlett e Leonita correram em nossa direção, com Cynthia ainda finalizando o sorvete calmamente. As pessoas bateram palmas. Dei dois passos em direção ao campo, mas a fumaça se dissipou. Os dois ainda estavam de pé.
— Mas... – Falei.
— Eu... – Leon sussurrou. – Não... Vou...
Zoroark estava de joelhos, parecia perder as forças.
— ...De...sis...tir. – E caiu no chão. Derrotado.
Cynthia olhou para o lado e cumprimentou alguém. Levantou-se calmamente enquanto o dono do circo comemorava como se tivesse ganho na loteria. Nós três corremos até Leon. Coloquei-o sentado.
— Mandou muito bem. – Falei. – Muito mesmo.
— É, eu sei. – Respondeu atordoado. – Pena que não foi o suficiente. Me perdoe, mi amor. – Falou para Leonita.
Olhamos para trás. Cynthia estava falando algo com o dono do circo. Olhei para Scarlett e sugeri que fugíssemos, quando ouvi o grito da Champion.
— É ESSE AQUI, OFICIAL JENNY!
— O QUÊ? – Ele gritou. – MAS EU VENCI?
— Uma batalha pela liberdade de dois pokémons que já tem dono? – Ela respondeu, enquanto uma oficial Jenny e um Arcanine faziam a prisão. – Cynthia olhou para mim e sibilou “vão embora”. – Os dois pokémons são daqueles dois jovens e o mesmo queria roubá-los.
— O senhor está preso por cárcere de pokémons. – Ela disse enquanto o algemava. – Tem o direito de ficar calado, qualquer coisa...
— Scarlett. – Segurei Leon nos braços. – Pega a Leonita, vamos sair daqui. Agora. – Falei.
— Mas e...
— Sem perguntas.
Rapidamente pegamos os dois e saímos andando no meio do grupo de pessoas que batia palmas.
— Tem um centro Pokémon do lado da rodoviária de Basitar. – Falei. – Vamos lá. Agora.
...
— E os pokémons dele? – Perguntei.
— A oficial Jenny disse que estão sendo disponibilizados para captura ou libertação. – Cynthia falou enquanto saboreava outro sorvete. Estávamos na porta do centro Pokémon.
— Que bom, então? – Scarlett falou. – Isso significa que acabou?
— Na realidade... – Cynthia olhou para Leon no meu ombro e Leonita no de Scarlett. – O ideal seria que eles tivessem um dono. Não só porque aquele crápula pode um dia sair da cadeia, mas também porque eu ouvi pelo menos 10 pessoas questionando se eles dois tinham dono. Se eles tivessem um dono, ficariam relativamente mais seguros.
— Minha senhora. – Leon respondeu. – Eu sei que você é a pessoa mais forte de Sinnoh mas não tem a menor condição de eu viver dentro de uma pokébola, não vou com a senhora não.
— Eu não me referi a ter que capturar vocês. – Respondeu rindo. – E sim vocês dois. – Apontou para mim e Scarlett. – Capturem-nos e depois destruam as pokébolas. Eles ficam sob o registro de vocês e livres. – Olhou para um relógio em seu pulso. – Meu Deus, o tempo voa. Tobias deve estar me esperando. Sabia que o time dele é composto de 4 pokémons lendários? Estamos avaliando como vai ficar a Elite 4 antes de acabar o ano. – Olhou para mim. – E você? Vai entrar para a Battle Frontier mesmo?
— Eu... Estou tentando. – Falei ainda atordoado.
— Pois bem. Boa sorte! – E saiu andando tomando seu sorvete.
Eu e Scarlett nos encaramos. Cynthia tinha dessas, mas a ideia dela acabou mexendo com nós três.
— Bem... – Falei. – Vamos embora então?
— Jake, espera. – Leon pulou do meu ombro e Leonita fez o mesmo. – Queria falar uma coisa.
— Pode falar. – Eu e Scalett ficamos um do lado do outro encarando-os.
— Eu não tenho palavras para expressar o que você fez por mim, de verdade.
— Não foi nada. – Dei um tapinha em sua cabeça. – É isso que os amigos fazem. Ajudam um ao outro. Além de entregá-los para um psicopata que quer assassiná-los.
— Ah, pronto. – Cruzou os braços. – Mas é sério... Sobre o que a Cynthia falou.
— O quê tem? – Scarlett questionou.
— Será que ele vai ficar preso mesmo?
— Creio que sim, mas o que você queria falar.
— Eu concordo com a Cynthia. – Ele disse. – Não conseguiria viver em um mundo sem ela. – Apontou para Leonita.
— Vocês se conheceram hoje, Leon. – Respondi.
— E eu te conheci num dia e fui embora contigo, cala tua boca e me escuta. Pode me capturar.
Fiquei estático. Leon, que nunca quis se capturado, mudou de ideia para proteger Leonita.
— Olha, eu...
— Antes que eu mude de ideia. – Ele falou. – E me solte 2 segundos depois. E quebre as pokébolas em seguida. – Olhou para Scarlett. – Ruiva, eu até sugeriria que você fizesse isso, mas se ele... com sorte... – Riu. – Vencer a Battle Frontier podemos ter vantagens por sermos pokémons dele e...
— Como você sabe disso? – Questionei-o surpreso.
— Ah, minhas andanças solo por aí. – Respondeu. – Podemos?
— Bem... – Saquei duas pokébolas. – Daqui partimos para enfrentar Thorton, fechado?
— Fechado!
...
Saltamos do ônibus que saiu de Basitar e andamos em direção à Battle Factory. Leon em meu ombro e Leonita no ombro de Scarlett. Viramos uma rua a direita e já avistávamos o prédio enorme. A ruiva passou um biscoito de morango para Leon e falou:
— Pronto para o quarto Frontier Symbol?
— Mais do que nunca. – Cerrei os punhos. – E de primeira dessa vez.
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