The Battle Frontier
22 S2EP21 - Ladies Fight! The luckiest day of Scarlett's Life!
Saímos da Battle Tower e fomos direto para o Pokémon Center, Bertha ligou avisando que iria demorar e pediu para darmos uma volta pela cidade. Scarlett disse que conhecia uma ponte suspensa de vidro que dava para um rio de águas correntes numa velocidade muito alta, próxima aos limites da cidade. Ela encarava o ovo ansiosa.
— BRILHOU MAIS UMA VEZ! – Deu um pulo tão alto que eu achei que ela fosse voar.
— Calma, Scarlett.- Falei desanimado. – Ele pode demorar muito pra nascer.
— Ou não, né. – Ela me encarou e sorriu. – Ei, as vezes as coisas não saem como o planejado. Bertha vai te ajudar a pensar em um modo de derrotar Palmer.
Nesse momento lembrei da pedra que ela havia me dado. Abri a mochila e a tirei. Ela era pequena e tinha um Y nela com dois pontos de cada lado na cor roxa gravados.
— O que deve ser isso? – Perguntei. – Eu nunca vi e...
Leon subiu no meu ombro correndo e falou devagar no meu ouvido:
— Não mexe nisso. – Ele olhou para Scarlett que arregalou os olhos.
— Bertha é louca? – Ela encarou o objeto estarrecida. – Esse Pokémon é um dos mais perigosos que eu já vi e... – O ovo brilhou de novo. – Guarda essa pedra e vamos esperar Bertha chegar para...
— Ah, gente. Que Pokémon o que... – Ela escorregou da minha mão.
— Não. – Scarlett e Leon falaram em uníssono.
Ela caiu de cabeça para baixo. O vidro da ponte não sofreu arranhões, porém as gravações brilharam e uma forma roxa com alguns pontos verdes se ergueu. Scarlett me puxou e saiu correndo para o outro lado da ponte, na direção da floresta.
— LEON, VEM LOGO! – Ela gritou e Leon saiu correndo, porém Spiritomb o viu e veio flutuando na nossa direção usando Toxic enquanto o camaleão corria em zigue zague para evitar ser atingido.
Corremos na direção da floresta e Leon conseguiu achar meu ombro. Scarlett corria abraçando o ovo como podia, que brilhou de novo. Ela virou para mim e falou:
— A nossa sorte é que ele ou é recém nascido ou é anão, se ele fosse adulto seria dez vezes pior de derrotar. – Viramos uma grande árvore e nos escondemos.
Pus a cabeça para a direita, procurando-o. Só via árvores. Saquei uma pokébola, porém Leon pulou no meu braço.
— Não adianta. – Ele me fez guardar o objeto. – Ele não tem fraqueza.
— Como a gente derrota ele então? – Falei, irritado.
— Não derrota, tem que tentar acalmá-lo até que ele retorne para a pedra e... – Ela olhou para baixo. O ovo brilhou de novo. – Se esse ovo nascer agora...
— Não vai. – Segurei a mão dela e ela pareceu ficar nervosa. – Vamos pensar no que fazer.
— Vamos. – Ela pousou o ovo no chão. – Olha de novo, ele pode estar perto.
Inclinei a cabeça de novo. A forma roxa estava em uma árvore na frente da qual estávamos escondidos. Qualquer barulho e ele nos acharia.
— Tive uma ideia. – Olhei para Leon. – Você atrai a atenção dele e eu Scarlett tentamos derrotá-lo usando uma sequência de golpes.
— Eu não vou ser isca de mais nada aqui, já disse. – Ele cruzou os braços. – Desistam dessa ideia. Por quê a ruiva não vai?
— E o ovo? Quem toma conta dele? – Ela levantou o tom da voz. – E você devia ir, Jake. Você quem fez a besteira.
— Ah, claro. A culpa é só minha? – Elevei o tom de voz para equiparar com o de Scarlett.
Nesse momento, ouvimos um estalo atrás de nós. Spiritomb apareceu e lançou um Ominous Wind furioso. Leon saltou e tentou cruzar com o Aqua Tail, em vão. Segurei-o e saímos correndo de novo.
— Nunca mais... – Ele falou tonto. – Me deixem fazer isso... – E desmaiou.
O ovo brilhou de novo, com mais intensidade. Scarlett parou de correr e o encarou. A luz ficou mais forte e ela tirou a tampa e a pôs no chão. Spiritomb parou por conta da luz e se escondeu atrás de um árvore, acuado. A luz tornou-se forte demais para ver. Assim que ela baixou, havia um Jigglypuff sorrindo para ela.
— Ai meu Deus. – Ela o encarou maravilhada. – Um Jigglypuff.
Olhei para trás, o fantasma ao perceber que a luz havia baixado voltou a nos perseguir. Puxei o braço dela, que segurou seu mais novo Pokémon e começamos a correr.
— BELA HORA PRA PARAR E ADMIRAR O NOVO AMIGO, SCARLETT!
— AH, CALA A BOCA E CORRE!
Irritei-me. Parei e virei-me para o Pokémon. Saquei duas pokébolas e as lancei para o alto. Infernape e Togekiss apareceram.
— Flamethrower e Shadowball!
O fantasma desviou do ataque de fogo, mas o Shadowball o acertou, jogando-o no chão. Ele levantou-se irritado e jogou outro Toxic, fazendo todos nós jogarmo-nos para lados opostos, Scarlett sem querer derrubou Jigglypuff que parou perto atrás do fantasma. O Pokémon olhou a pedra e sorriu. Andou até ela e a ergue, erguendo o espectro dele junto e a lançando no chão.
— Jigglypuff! – Scarlett correu até ele preocupada.
— Não, Scarlett! – Corri até ela. – É perigoso!
Spiritomb ergueu-se e encarou o pequeno Pokémon rosa. Fez uma cara furiosa, porém o recém nascido apenas sorria para ele. O fantasma desceu até ficar na altura dele e curvou-se, visivelmente frustrado.
— O que está acontecendo? – Scarlett segurou Jigglypuff e Spiritomb encarou a ela também, mas visivelmente olhando para o Pokémon que a ruiva segurava.
— Hum... – Infernape e Togekiss pararam do meu lado. – Deixa eu ver... – Peguei minha Pokédex e apontei para ele. Leon acordou e tentava entender a cena.
O aparelho piscou e fotografou o Pokémon, além de identificá-lo, identificou algo a mais:
“Sim, senhor. A habilidade oculta de Spiritomb e um dos poucos modos para domá-lo. A pedra que prende o espectro de Spiritomb pode ser usada para domá-lo, desde que um treinador ou Pokémon pegue-a e a arremesse no chão. Caso um Pokémon ou treinador faça isso, Spiritomb jurará protegê-lo. No caso de um Pokémon que já possui treinador o fantasma jurará lealdade ao treinador. Não importa o que aconteça, Spiritomb protegerá quem o domou como puder.”
Olhei para Scarlett e não pude evitar de cair na gargalhada.
— Não acredito. – Falei, rindo. – A gente fugindo dele e seu recém nascido acaba de te obrigar a ficar com ele.
Ela se abaixou e pôs Jigglypuff do lado dele. Ele se curvou novamente e depois olhou para ela.
— Eu não esperava que isso fosse acontecer. – Ela riu. – Mas... – Ela apontou uma pokébola para o Pokémon rosa.
Ele andou até ela e bateu com a cabeça, entrando e sendo capturado. O fantasma viu a cena e parou de frente para Scarlett, curvando-se.
— Dois Pokémons no mesmo dia, ruiva. – Ele pulou no ombro dela. – Que sorte a sua, hein.
— É. – Ela pegou outra pokébola e apontou para ele. – Vamos?
Spiritomb cabisbaixo curvou-se mais para frente, permitindo ser tocado pelo objeto esférico. A pokébola se abriu e o capturou, ficando encolhida e travada.
— Ah é, agora tenho 7 pokémons. – Ela pousou a mochila no chão e tirou a caixa com a Dawn Stone dentro. – Acho que vou reduzir para 6 de novo.
— Scarlett... – Encarei-a. – A menos que a Dawn Stone exploda Kirlia você evoluindo-a para Gallade não tornará possível você andar com 7 pokémons, quando capturei Drapion foi a mesma coisa.
— Sim, eu sei. – Ela lançou a Pokébola de Kirlia para o alto. – Mas quando ela evoluir para Gallade eu terei ela e Heracross como tipos lutadores e eu não sou lá fã de repitir tipos.
...
Voltamos ao Pokémon Center. Scarlett fez uma ligação para alguém que ela conhecia em Almia e enviou Heracross. Assim que ela o fez, a pokébola de Spiritomb se abriu e ficou disponível para uso.
— Agora sim. – Ela pegou a Dawn Stone e apontou para Kirlia. – Podemos?
Nesse momento, Bertha adentrou no Pokémon Center e viu a cena. Ela veio até nós e disse:
— Perdoem-me a demora. – Ela olhou para mim. – E a pedra? Onde está?
— Agora ele está comigo. – Scarlett riu. – Jake o despertou sem querer e Jigglypuff o domou.
— Sim, senhor? – Ela arregalou os olhos. – Mas que droga. Era esse o ensinamento que eu queria dar para Jake.
Scarlett olhou para Bertha e pareceu ter tido uma ideia.
— Você pode ensinar um pouco mais para ele de outro jeito. – Ela parou de frente para a Elite Four.
— Posso? Como?
— Batalhe comigo. – Ela olhou para Kirlia. – Usarei Gallade.
— Scarlett, você vai perder. – Falei para ela, pondo a mão em seu ombro.
— Isso não vai me impedir de tentar. Te impediu de tentar quando você perdeu para Palmer pela primeira vez?
— Hum... – Cocei o queixo. – Não.
Bertha olhou para ela e sorriu, pareceu ter tido alguma ideia e falou:
— Eu aceito. – Ela olhou para mim. – Poder de analisar, Jake. Veremos se você tem.
...
— Pronta? – Bertha ergueu uma pokébola.
— Estou. – Kirlia fez uma reverência para a treinadora oponente.
— Sábia ideia a sua de deixar a Kirlia decidir a hora de evoluir durante a batalha, muito mesmo. – Ela olhou para mim. – É uma bom poder de análise.
— Bertha... – Falei. – Que poder de análise é esse?
— Você não lembra? – Ela virou-se para mim, que estava atrás dela sentado no chão próximo ao Pokémon Center, em um pequeno parque.
— Do quê, exatamente?
— Quando lutamos pela primeira vez. – Ela sorriu.
— Ah, claro. – Dei um soco na cabeça. – Quando mesmo com um Pokémon que possuía dois ataques super efetivos contra um dos seus eu perdi feio?
— Quando você aprendeu que analisar a situação de outro ângulo iria te ajudar, Jake.
Encarei-a confuso. Ela virou-se e falou com Scarlett:
— Podemos, querida?
— Sim, podemos. – Ela cerrou os punhos.
— Pensando bem... – Bertha ajeitou os cabelos grisalhos cuidadosamente penteados. – Saque mais um.
— O quê?
— Sim, mais um. Se tiver algum do tipo água, melhor ainda.
Scarlett arregalou os olhos mas assentiu. Sacou a pokébola de Floatzel e a lançou para cima. O Pokémon laranja apareceu e ficou ao lado de Kirlia.
— Pois bem, vamos lá. – Uma pokébola foi lançada para cima. – Golem!
O grande Pokémon redondo apareceu e rugiu. Por um momento me assustei, Bertha raramente usava Golem por ser um de seus últimos Pokémons a ter sido capturado, apesar de ter uma força respeitável Bertha raramente recorria a ele.
— Usarei-o contra sua dupla. – Ela mexeu em seu lenço marrom no pescoço. – O primeiro movimento é seu.
— Magical Leaf e Sonicboom!
— Firepunch!
Kirlia rodopiou e lançou a sequência de folhas enquanto Floatzel girou e sua cauda criou o ataque, ambos perfeitamente bloqueados pelo Fire Punch do oponente.
— Earthquake!
— Aqua Jet e Teleport para cima!
O tremor atingiu a terra, mas ambos conseguiram escapar. Scarlett tentou diminuir os ataques de Golem:
— Disable e Ice Beam!
O Earthquake foi desativado e Golem tomou o dano do ataque de gelo, embora não tenha demonstrado qualquer diminuição em sua força para lutar com isso.
— Quer diminuir meus ataques, não é? Tudo bem... Magnitude!
— O quê? Dois golpes praticamente iguais? – Falei incrédulo.
Golem rugiu e Bertha pareceu identificar o poder.
— Magnitude 6! – O Pokémon se jogou no chão e tremeu tudo, fazendo Kirlia e Floatzel trombarem contra si.
— Fire Punch de novo!
— Vai de encontro com o Aqua Jet!
— Golem, rola!
Ele se jogou no chão e começou a rolar freneticamente, acertando o corpo de Floatzel que esbarrou em Kirlia de novo.
— Disable de novo!
— Droga! – Bertha pareceu frustada.
— Agora nem o Fire Punch você tem, o que me diz disso? – Scarlett estava animada.
— Muito bom, mas... Magnitude!
Golem irradiou uma aura marrom em volta de seu corpo e Bertha gritou:
— Magnitude 8!
A grande massa de pedra viva se jogou no chão bem entre os Pokémons de Scarlett, fazendo ambos tropeçarem e tentarem se equilibrar, Kirlia acabou se desequilibrando e caindo para trás, perto de Scarlett. Ela olhou para sua dona e mostrou que a hora havia chegado.
— Certo. – Ela sacou a Dawn Stone e a lançou para cima. – Vamos, Kirlia! Evolua!
— Ah, não vai não! – Golem correu na direção dela pronto para roubar a pedra.
— Não deixa, Aqua Jet! – Floatzel saltou na direção de Golem.
No segundo seguinte Kirlia tentou tocar a pedra enquanto o Pokémon de pedra rolou na direção dela com Floatzel logo atrás dele. Os três colidiram e caíram no chão, levantando uma nuvem de poeira na grama que me fez perder a visão de todos no campo de batalha.
— Parabéns, menina. – Bertha falou alto. – Você realmente sabe como batalhar em dupla, mas... Será isso o suficiente para... – Uma luz surgiu no meio da poeira.
— Kirlia conseguiu tocar na pedra. – Falei. – Está evoluindo.
— ISSO, VAI!
O corpo brilhante de Kirlia se elevou segurando a Dawn Stone. Ele se expandiu e mudou de forma. Bertha observou a cena calma até que a forma de Gallade ficasse completa e ele pousasse calmamente do lado de Floatzel. Scarlett parecia que ia voar:
— Agora eu tenho uma chance. – Ela estava determinada.
Saquei minha pokédex. Analisei Gallade e vi que o Magical Leaf havia sido trocado pelo Leaf Blade.
— Scarlett... – Falei. – ELA SABE O LEAF BLADE!
— É ISSO! – Ela pisou firme no chão. – LEAF BLADE, VAI!
— Thunderpunch!
Golem rolou com os braços esticados e a eletricidade irradiando. Gallade saltou em sua direção mas ele apenas a contornou e se pulou a ponto de expandir seu corpo e acertar Floatzel com os dois punhos, derrotando-o.
— Eu disse que...
— Que? – Scarlett sorriu.
Golem virou-se para trás. Gallade estava em cima dele. Ele cruzou as lâminas e Golem foi ao chão.
— Muito bem... – Bertha disse. – Mas...
Scarlett ficou confusa. Golem levantou-se e agarrou Gallade.
— Evolução não quer dizer que o Pokémon recuperará energia para lutar...
— Sai daí, Gallade!
— MAGNITUDE!
— Usa o Leaf Blade de novo!
— MAGNITUDE 10! – Em vão Gallade chegou a formar as lâminas, mas Golem jogou seu peso contra ele e levantou outra nuvem de poeira.
Levantei-me. A nuvem de poeira baixou e Gallade estava de pé ainda, não sabia como. Golem parecia intacto. Bertha sorriu:
— Parabéns, menina. – Ela fez uma reverência. – Você é realmente muito forte.
— Obrigada. – Scarlett agradeceu envergonhada.
— Mas... Preciso finalizar a batalha. – Golem fechou o punho esquerdo. – Thunderpunch!
Gallade levou o soco no queixo e caiu perto de sua treinadora. Derrotada.
— É, faz parte. – Scarlett recolheu os dois Pokémons. – Obrigada pela luta, foi uma lição incrível.
— Eu que agradeço, é sempre bom lembrar que os mais jovens são tão determinados quanto nós.
Bertha virou-se para mim. Caminhou até minha direção e falou:
— O que você aprendeu com isso?
— Que Scarlett não sabe lutar?
Ela veio até mim e me deu um soco no ombro.
— Admito que até eu tive vontade de fazer isso. – Ela pôs a mão em meu ombro. – Analisou a situação ou não?
— Analisei, mas...
— O que se pode concluir?
— Que mesmo usando dois Pokémons com vantagem, um Elite Four ainda é...
Bertha franziu o cenho para mim.
— Desculpe. – Olhei para Golem. – Espera aí...
Cocei o queixo. Do nada, a ideia me veio a mente.
— Golem foi seu oitavo Pokémon. – Falei.
— Exatamente. – O sorriso abriu-se em seu rosto.
— Você raramente o usa.
— Continue.
— Entretanto, isso não te impede de usar outros Pokémons mais frequentes seus como Hippowdown ou Gliscor.
— O que quer dizer que...
— Eu não preciso usar os meus 7 Pokémons principais contra Palmer. – Falei eufórico. – Tenho diversos Pokémons em casa para me auxiliar, posso bolar uma estratégia baseado no time de Palmer e ir com um time com vantagem sobre o dele.
— Gostei de ver, garoto. – Ela ajeitou meu cabelo. – Agora, pense nos Pokémons que tem em casa e monte o melhor time para derrotar Palmer, ele não chegou onde chegou à toa.
— Obrigado, Bertha. – Olhei para Scarlett. – Obrigado a você também.
— De nada e... – Ela olhou para os lados. – Onde está Leon?
— Estou aqui. – Ele apareceu do nada atrás de mim e pulou no meu ombro. – Já acabou?
— Onde você estava? – Scarlett indagou.
— Dando uma volta, eu já sabia que você ia perder, ruiva. Não quis ficar para ver o óbvio. – Ele coçou o focinho. – O que ficou resolvido?
— Que eu vou derrotar Palmer usando outros Pokémons além dos meus principais.
— Hum... – Ele ficou pensativo. – Boa ideia, eu acho.
— Jake, lamento estragar o momento, mas preciso ir. – Ela virou-se para Scarlett. – Agradeço pela batalha, foi um belo exercício para Golem. Cuide dele, é um bom menino.
— Pode deixar, senhora.
— E quanto a você, rapazinho. – Ela bagunçou meu cabelo. – Trate de treinar o time que formar, Palmer estará esperando por você possivelmente com alguma carta na manga. – Ela olhou para seu relógio. – Céus, o tempo voa. Preciso ir, Tobias está me esperando.
— Tobias? – Perguntei curioso.
— Sim. – Ela sacou uma Pokébola. – Com a saída de Lucian estamos com 4 membros de novo, mas como o final do ano está aí e todos os grandes desafios precisam prestar contas de seus membros... Teremos que oficializar a saída dele e quem sabe... a de Aaron, sempre achei que os dois combinavam, mas não tanto assim...
— Isso vale para a Battle Frontier?
— Sim, vale. – Ela falou e ajeitou o cachecol. – Sugiro que você termine isso logo, estamos no final de Outubro e se o ano virar, você terá que voltar o desafio do começo. Preciso ir.
Ela sorriu, deu as costas para nós e foi-se andando. Naquele momento toda a confiança que eu tinha adquirido com a ideia de mudar de time para derrotar Palmer ficou reservada a uma contagem regressiva que eu não estava nem um pouco a fim de ter que lutar contra.
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