The Battle Frontier

14 S2EP13 - Tag Battle! Flint and Volkner vs Jake and Scarlett!



Os três dias seguintes foram de treinamento intenso com Porygon Z e Togekiss para a revanche com Argenta. Faltando dois dias, pegamos um ônibus que ia para a área da Sinnoh League, fazendo uma parada na rodoviária que existe na entrada da Battle Frontier.

O ônibus andava rápido e estava amanhecendo, passamos a noite toda dormindo. Scarlett estava sentada na poltrona perto da Janela com Leon em seu colo, os dois dormiam tranquilos. Eu conversava baixo no Pokétch com Thorton:

— Argenta tá usando a estratégia básica de Tag Battle dela. – Ele falou. – É tão fácil derrotá-la se você tiver os ataques certos que chega a me dar sono.
— Nossa... Como você é bonzão, hein? – Cortei-o. – Me admira muito que só desafiou a Battle Frontier quando tinha dezoito anos.
— E venci os quatro facilmente, diferentemente de alguém que eu conheço. – Thorton rebateu.
— Quero só ver quando eu chegar na Battle Factory e acabar com você. – Falei.
— Devo esperar sentado? Aliás, mudando de assunto, já que você vai levar muito tempo pra chegar aqui eu...
— Você já voltou? – Comentei espantado. Pra mim ele ainda estava viajando. – Quando?
— Tem uns... – Uma pausa. – Cinco minutos. Voltando ao assunto, antes de você me cortar... Preciso que me faça um favor.
— Qual?
— Depois e se você derrotar Argenta, quando seguir para a Battle Tower, não vá pela planície perto da cidade do Battle Hall. – Enquanto ele falava um grande falatório era ouvido atrás dele.
— Não? – Falei confuso.
— Não. Você vai passar por Skypone, antes de chegar lá você vai ter que passar naquela floresta que fica atrás da cidade.
— E daí? O que você quer que eu faça?
— Por enquanto não vou falar. – Uma pausa. – Só estou dizendo que você vai passar por lá e vai me avisar quando chegar. – Alguém o chamou. – Preciso ir.

E desligou o Pokétch. Fiz uma anotação mental de avisar a Thorton quando eu chegasse lá e o ônibus deu um solavanco pra frente, acordando Leon:

— Já chegamos? – Ele olhou para a janela com a cara amassada e meio atordoado.

Olhei para a janela. Já era possível ver o grande arco cinza que delimitava a Battle Frontier Area. Leon cutucou Scarlett, que acordou e se espreguiçou:

— Ai, ai. – Ela esticou os braços, espreguiçando-se. – Que sono bom esse que eu tive. Obrigada, Leon.
— Disponha, ruiva. – Ele se apoiou na janela. – Eita nós, estamos chegando. Tô morrendo de fome, tem algum lugar pra comer aqui?
— Sim, seu esfomeado. – Falei enquanto guardava o pokétch na minha bolsa. Chequei os bilhetes de volta, para daqui 3 dias.

O ônibus fez uma curva a esquerda e entrou numa pequena rodoviária feita de madeira antiga. Saltamos e Leon dessa vez foi no ombro de Scarlett. Havia uma lanchonete em frente a rodoviária, Scarlett foi a frente e eu parei para olhar o arco de entrada, que contava com uma pequena estrutura grande quadrada que era usada para registrar a entrada e a saída de pessoas. Grades iam para ambos os lados até perder de vista. Era possível ver colunas de fogo e eletricidade subindo aos céus. Dei um sorriso. Flint e Volkner já estavam na entrada impedindo a todos de entrar.

— Eles já estão lá. – Falei. Scarlett virou-se para mim.
— Ótimo, vamos comer e ir lá?
— Exatamente. – Leon coçou o focinho. – Não tô a fim de ver briga de barriga vazia não.

...

Passamos pela roleta de saída da estrutura que eu havia observado. Uma recepcionista segurava uma caneta na mão esquerda enquanto a direita apontava para uma página preenchida com algumas letras. Olhamos para cima e a lona cinza vibrava com os ataques dos pokémons dos desafiantes que tentavam entrar.

— Por que as pessoas simplesmente não voam pela parte de cima da cerca? — Scarlett falou olhando para frente, encarando duas figuras de costas para nós.
— Qual a graça de desafiar a Battle Frontier sem ter um bom treino com eles dois? – Ri.

O Luxray de Volkner e o Infernape de Flint lutavam com um Gastrodon e um Quagsire. A dona dos dois era uma menina negra de cabelo encaracolado ruivo e vestido azul. Havia um tapete vermelho que saía da estrutura que estávamos e ia até o final da lona. Saímos pela esquerda e demos a volta. Infernape usou Close Combat no Gastrodon enquanto Luxray projetou seu corpo em um Giga Impact poderoso. Os dois pokémons da desafiante foram derrotados rapidamente.

— Eles são fortes. – Scarlett falou admirada enquanto dávamos a volta para ficar atrás da menina.
— Sim, são. – Olhei pra ela. – O segredo de vencê-los é tentar derrotar Volkner primeiro e depois focar em Infernape, que é claramente o mais forte dos dois.
— Hum... – Leon falou do ombro de Scarlett. – Ele é o Elite 4 do tipo fogo né?
— É, sim. – Respondi. A menina recolheu os pokémons e conversava com os dois, Volkner olhou de soslaio para nós dois e desconfiado para mim. – É bem difícil de derrotá-lo, eu lutei com Flint algumas vezes, mas a maioria delas apenas para treino, obviamente.

Leon ia falar alguma coisa, mas a menina passou por nós e Flint acabou olhando para mim. Ele e Volkner trocaram um olhar e ele falou:

— Jake? É você? – Ele pôs a mão no cabelo vermelho.
— Sim, estou diferente eu sei. – Falei rindo. Infernape e Luxray pararam do lado de seus respectivos donos.
— Percebi. – Volkner falou acariciando o focinho de Luxray. – O que você está fazendo aqui? E quem é sua amiga? – Ele falou olhando para Scarlett.
— Eu quero entrar na Battle Frontier. – Pus a mão no ombro dela. – Essa é minha amiga, Scarlett. – Ela riu para os dois. – E esse aqui é o Leon. – Dei um tapinha na cabeça dele.
— Ahn... Oi. – Ele coçou a orelha e riu. – Sim, eu sei falar. Não surtem.

Flint e Volkner escancaram a boca e ficaram encarando o Pokémon verde. Eu estalei os dedos na frente dos dois e eles despertaram do transe:

— Ele ainda por cima é Shiny. – Flint coçou o queixo.
— É, se eu pudesse escolher iria querer ganhar na loteria. – Ele falou saltando do ombro de Scarlet. – Bem, vocês vão batalhar ou não?
— Sua mãe deixou você fazer isso? – Volkner perguntou desconfiado.
— Sim, na realidade... – Cocei a cabeça meio sem jeito. – Eu vim aqui só pra batalhar com vocês mesmo.
— Ahn... – Flint e Volkner trocaram um olhar. – Na realidade a brincadeira era não deixar ninguém entrar que estivesse do lado de fora, mas como vocês de fato estavam do lado de fora... — Eles trocaram outro olhar e sorriram. – Acho que podemos lutar. Nós dois contra você e...
— Nada disso. – Scarlett se posicionou. – Eu vou lutar junto com ele.

Os dois se olharam de novo, sem entender. Deram de ombros e se afastaram de nós. Infernape e Luxray pararam na frente deles. Eu e Scarlett recuamos alguns passos e colocamos nossas mochilas perto de Leon, que encontrou um pequeno arbusto confortável suficiente e se jogou ali mesmo.

— Bem, já posicionamos nossos pokémons. Aliás, vocês têm direito a usar quatro no total e nós apenas dois. – Volkner falou ajeitando o casaco azul. – É a vez de vocês.
— Scarlett, ele é um Elite 4 e Volkner é o líder de ginásio mais forte de Sinnoh. – Olhei para ela. – Precisamos usar pokémons que tenham vantagem para quando usarmos o segundo podermos derrotá-los.
— De acordo. Tipo terra então, cobre os dois. – Ela olhou para mim.
— Garchomp e Gliscor são as escolhas mais óbvias. – Eu falei. Ela sacou uma pokébola e eu segurei a mão dela. – Entretanto... Como Infernape é o mais forte, vamos explorar outra coisa óbvia em relação a vantagem de Infernape.
— Floatzel? – Scarlett falou espantada. – Mas Luxray...
— Pra isso eu vou usar Garchomp. – Sorri. – Ele cobre a desvantagem de Floatzel com Luxray, depois usamos Z e Gliscor. Tudo bem que Z tem fraqueza ao tipo lutador de Infernape, mas Gliscor está aí pra isso. Segurei a pokébola de Garchomp. – Além disso, o Muddy Water dele tem vantagem contra os dois.
— Z tem o Psychic também, pode ser útil contra Infernape. – Ela ajeitou os cabelos atrás das orelhas.

— Exato. – Olhei pra ela com um olhar decidido. – Primeiro Volkner, depois Flint, pra tentar ser dois contra um.
— Tenho que dizer que apesar de às vezes você fazer umas burradas muito sérias na hora de batalhar, nos golpes de sua Blissey e possivelmente estar condenando meu Floatzel a uma surra, admito que é uma boa ideia. – Ela sacou a pokébola de Floatzel. – Manda esse dragão proteger ele se não eu te arrebento.

— Eu fiz burrada com o moveset da Blissey? – Perguntei incrédulo.

— Sim, talvez algum dia você entenda, até lá, continua sendo burro.

Rimos. Em movimentos sincronizados lançamos as pokébolas para cima. Floatzel e Garchomp apareceram na nossa frente.

— Eu até iria bancar o juiz, mas aqui tá tão confortável que eu vou ficar só olhando. Comecem aí essa batalha. – Leon falou encarando o céu azul.
— Scarlett, foca no Infernape. Toda vez que o Garchomp usar Earthquake manda o Floatzel ou subir no Garchomp ou pular.
— A gente começa! – Volkner falou animado. – Thunder Fang!
— Close Combat!

Luxray saiu correndo com as presas emanando eletricidade, Infernape saltou na frente de Garchomp. Eu e Scarlett havíamos nos preparado para essa ofensiva. Demos sorrisos maliciosos.

— Stone Edge!
— Muddy Water!

Garchomp cruzou as patas e jogou a sequência de pedras para frente, Floatzel ergueu os braços e a onda de lama se ergueu na direção dos dois. Flint rapidamente mudou de estratégia.

— Flare Blitz! – Ele apontou para frente.
— Fica atrás do Infernape!

Luxray recuou e correu atrás de Infernape, cujo corpo irrompeu em chamas e atravessou o Muddy Water, o Pokémon elétrico pulou atrás dele. O macaco jogou o Flare Blitz em Garchomp antes destruindo as pedras do Stone Edge e o Thunder Fang acertou a barriga de Floatzel. Garchomp caiu para trás e a doninha soltou um ganido alto.

— Nossa... Ele é muito forte. O golpe do tipo fogo conseguiu desferir dano no Garchomp. – Scarlett falou impressionada.
— Levanta! Usa uma sequência de Dragon Claw! – O dragão ergueu-se e foi para frente.
— Aqua Jet!
— Thunderbolt! – Volkner gritou com fúria na voz.
— Close Combat! Atravessa esse Dragon Claw! – Flint ordenou rapidamente.

As patas de Garchomp e os punhos de Infernape brilharam. Ambos trocaram uma sequência de golpes intermináveis, com o macaco levando vantagem sobre o dragão. Floatzel tentava usar o Aqua Jet para ajudar o parceiro, mas o ataque elétrico de Luxray o afastava.

— Sonic Boom! – Ele rodopiou e a cauda brilhou, lançando o ataque em seguida.
— Morde a cauda com o Thunder Fang! – Volkner gritou.
— Earthquake! – Berrei.
— Aqua Jet pra cima!

Garchomp conseguiu acertar um golpe no queixo de Infernape que foi para trás. Em seguida, ele se jogou no chão e tudo na sua volta tremeu. Os dois oponentes esbarraram um no outro. Floatzel aproveitou a deixa e jogou o Aqua Jet no macaco.

— SEGURA ELE! – Flint gritou empolgado.
— SAI DAÍ! – Scarlett berrou.
— THUNDERPUNCH!

Infernape segurou a cauda da doninha com a mão esquerda, a direita brilhou na cor amarela e ele acertou o soco na barriga dele que foi pra cima.

— Thunderbolt! – Volkner falou.
— Stone Edge! Não deixa! – Falei, uma gota de suor escorrendo no rosto.
— Close Combat nele!

Garchomp tentou conjurar as pedras, mas Infernape foi mais rápido e acertou a barriga dele com múltiplos socos. Floatzel foi eletrocutado e caiu perto de Scarlett, derrotado.

— EARTHQUAKE DE NOVO! – Gritei.

Todo o chão tremeu com mais força que antes. Luxray tombou para o lado, mas Infernape o segurou. Tive uma ideia:

— Eles estão se cobrindo o tempo todo. Chama o Gliscor e vamos tentar nos cobrir do mesmo jeito que eles estão fazendo.
— Gliscor! – Ela lançou a pokébola e o grande morcego apareceu, causando espanto nos adversários. – Dig!

Gliscor pulou no chão e abriu um buraco. Infernape e Luxray ficaram de costas um para o outro. Era a chance de eu tentar atacar de novo.

— Stone Edge! – Garchomp cruzou as patas e arremessou a sequência de pedras, os dois pareceram não se importar com o ataque.

— Close Combat para destruir as pedras! – Infernape distribuiu os socos e destruiu todas elas.

Gliscor subiu e Luxray saltou para o lado, Volkner pareceu que já estava prevendo esse movimento.

— Iron Tail! – A cauda dele brilhou e acertou Gliscor que foi ao chão.
— Stone Edge de novo! – As pedras foram na direção de Luxray, Infernape saltou e parou atrás do meu dragão.
— Close Combat!

Diversos socos foram desferidos nas costas de Garchomp, que caiu no chão. Derrotado. Recolhi a pokébola.

— Gliscor levanta! Quick Attack!
— Porygon Z! – Lancei a pokébola. – Psychic no Infernape!

Gliscor projetou seu corpo na direção de Luxray. Z levantou Infernape e o jogou no chão, Flint e Volkner trocaram um olhar e riram. Tramavam alguma coisa.

— Scarlett, usa o Dig novo. – Olhei pra ela.
— Dig!

— Vai atrás dele! – Gritei para Z.

O morcego lançou-se no chão e Z pulou atrás. Os dois adversários ficaram de costas um para o outro. Leon olhava a batalha e vez ou outra abria minha mochila para pegar alguma coisa para comer e não ligava muito para nós.

— Pra cima! – Flint ordenou. Infernape ergueu Luxray e o lançou para cima.
— Iron Tail!

O chão perto de Infernape tremeu e Gliscor subiu, acertando-o. Luxray deu diversas piruetas com a cauda brilhando, pronto para acertar em Gliscor.

Dessa vez os dois a darem o riso não foram eles, fomos nós. Juntei ar e gritei com toda a força que meus pulmões poderiam:

— ICE BEAM! – Z irrompeu do buraco e disparou o ataque, ainda não perfeito. Foi o suficiente para congelar a cauda de Luxray.
— ACERTA NELE! – Volkner gritou.
— NÃO VAI NÃO! GUILLOTINE! – Scarlett falou histérica.

Gliscor jogou Infernape pro lado e sua pinça esquerda brilhou em uma energia negra. Ele veio de encontro com Luxray e o acertou na barriga, jogando-o perto de Flint, derrotado.

— EBA! – Ela gritou. – CONSEGUIMOS UM!
— Flare Blitz nos dois. – Flint falou sério.

Infernape irrompeu em chamas e se jogou em cima de nosso pokémons, jogando-os para perto de nós. Volkner recolheu Luxray e recuou alguns passos. Agora éramos nós dois contra Flint, podíamos ter uma chance, mesmo que pequena.

— Thunderbolt! – Ordenei. Z se encolheu e se esticou em seguida, lançando a eletricidade para frente.
— Quick Attack! – Scarlett falou.
— Ataque normal em um Pokémon lutador? – Flint riu. – Flare Blitz de novo!
— Rodopia pra fugir! – Ordenei. – Z se apoiou na cauda e girou.

Infernape acertou Gliscor, mas não conseguiu acertar meu Pokémon que prontamente havia escapado. Scarlett prontamente ordenou outro movimento.

— Dig!
— Vai atrás dele! – Falei. Iríamos usar a mesma estratégia.

Infernape parou no chão e ficou com os braços esticados e a cabeça irrompendo em chamas olhando para os dois lados. Volkner e ele trocaram duas palavras e ele virou-se para nós.

— Vocês realmente acham que vão me pegar com essa de nov...

Gliscor irrompeu do chão bem debaixo dos pés de Infernape.

— ICE BEAM! – Gritei.
— SEGURA O GLISCOR! – Flint gritou com toda a fúria que podia.

Infernape se jogou para o lado e segurou a cauda de Gliscor, Z arremessou o Ice Beam depressa demais para eu poder ordenar que parasse, acertando Gliscor e o fazendo dar três cambalhotas para cima. O morcego caiu na frente dele. Derrotado. Z subiu do buraco. Flint não perdeu tempo.

— CLOSE COMBAT! – Outro grito.
— EVAZIVA COM RODOPIO E THUNDERBOLT! – Z conseguiu rodopiar e ia lançar a eletricidade, mas o macaco foi mais rápido, desferindo uma série de golpes em meu Pokémon que caiu para o lado, claramente atordoado.
— Desculpa, Jake. – Ela recolheu seu Pokémon.

Fiz um sinal de positivo para ela. Olhei para Z, ele estava fraco e Infernape parecia incrivelmente bem. Eu queria testar mais uma vez o Ice Beam então fiz uma loucura.

— Ice Beam.
— Mas Jake, o tipo dele...
— ICE BEAM! AGORA! – Gritei com toda a força que eu podia ter.

Ele levantou-se e encarou Infernape, que ria para ele. Respirou fundo e criou o ataque, lançando em sua perfeição na direção do macaco, com força total.

— Cruza com o Flare Blitz! – Ele irrompeu em chamas e atravessou meu ataque, parando na frente de Z que olhou assustado para ele.
— Psychic! – Ele chegou a brilhar os olhos para segurá-lo, mas Flint foi mais rápido.
— Close Combat!

Mais uma sequência de golpes. O Pokémon rosa e azul aguentou o máximo que pôde, mas já estava sem forças. Caiu na minha frente. Derrotado.

— Odeio isso. Eu sempre perco e você sempre vence. – Volkner falou dando um soco em Flint.
— Faz parte de ser um Elite 4. – Ele riu.

Me ajoelhei e peguei Z no colo. Ele riu para mim.

— Obrigado, amigo. – Recolhi-o de volta para sua pokébola.
— Até que fomos bem, derrotamos um dos deles. – Ela pôs a mão em meu ombro. – E ele conseguiu aperfeiçoar o Ice Beam e o rodopio dele está muito melhor.
— Ele não sabia o ataque ainda? – Agora os dois estavam na nossa frente.
— Não, Volkner. – Falei levantando-me. – Tentou usar contra Argenta, mas não deu certo.
— Parabéns aos dois pela luta. – Flint falou animado. – Foram muito bem. – Infernape estava do lado dele rindo para nós.
— Obrigado. – Falamos em uníssono.
— Bem, vocês não venceram então tecnicamente não podem entrar, mas... – Volkner coçou a cabeça. – Vocês já estavam dentro então acho que tudo bem e... a brincadeira sempre foi deixar todo mundo passar mesmo...
— O QUÊ? ELES JÁ PERDERAM? QUE CHOCANTE! – Leon gritou ironicamente do arbusto.

Scarlett lançou uma pedra nele que desviou e caiu do arbusto. Nós quatro rimos.

Havia um Pokémon Center perto de uma pequena montanha que era possível ser visto de onde estávamos. Volkner apontou para lá:

— Lá tem sempre algum quarto sobrando, caso queiram dormir por aqui hoje. Dá até pra você aperfeiçoar o Ice Beam do seu Porygon.
— É uma boa ideia. – Olhei para Scarlett. – Temos tempo até o dia de voltarmos.

Nos despedimos bem na hora que dois meninos chegaram correndo eufóricos pedindo uma batalha. Flint continuou com Infernape enquanto deu pra se ouvir Volkner chamando seu Electivire:

— Geralmente ninguém vence esses dois não? – Leon falou subindo no meu ombro.
— Não, apesar de Volkner ser mais fácil de derrotar do que Flint, eles geralmente não perdem muitas vezes não. – Falei mexendo na minha mochila.
— E como você conheceu eles dois? – Scarlett perguntou.
— Ah, lutei com Volkner em Sunnyshore e Flint mora lá, então era meio óbvio que ficando amigo de um eu conheceria o outro. Meu Infernape é filhote do Infernape dele, até esqueci de chamá-lo pros dois se verem. – Ri. – E Flint também.

— Desnaturados. – Leon falou do ombro dela.

— Acontece. – Ajeitei meu cinto de pokébolas. – O que importa é que foi um bom treino, mesmo perdendo.

Scarlett olhou para mim com um sorriso satisfeito no rosto. Fiquei confuso.

— O que foi? – Perguntei.
— Você está aprendendo.
— O quê?

Ela não me respondeu. Saiu andando em direção ao prédio branco. Fui atrás.

Os dias seguintes foram de treinamento intenso com Porygon Z e Togekiss. Quando o dia de nossa partida chegou, eu estava pronto para a minha revanche.

...

— Eu não sei exatamente, querida. – Dahlia falou no Pokétch. – Eu soube que ele lutou com Argenta e perdeu, quer que eu ligue e avise que você está procurando por ele?
— Não precisa, muito obrigada. – Amber falou em um tom educado. – Já que ele perdeu, possivelmente vai voltar aqui, então esperarei. – Ela acariciou a cabeça de seu Luxray. – Obrigada!
— De nada, mande um beijo pra ele quando encontrá-lo. – Ela disse num tom doce.
— Pode deixar. – Amber desligou o Pokétch, entrando no Pokémon Center disposta a procurar um quarto.

...

— Você voltou. – Argenta riu segurando uma pokébola. – Infelizmente não poderemos lutar nos aviões por conta de um problema técnico, mas...
— Mas...
— Espera aí. – Ela pegou um controle no bolso esquerdo da calça e apertou um botão. – Pelo menos isso pode tornar a batalha um pouco mais interessante. – Ela fez um sinal apontando para trás.

Andei até o outro lado do campo, com Leon e Scarlett do meu lado. Eles sentaram em um banco um pouco atrás de mim e entreguei minha bolsa para eles. O teto roxo do Battle Hall se abriu revelando um céu límpido. Ela segurou duas pokébolas.

— Pronto? – Sua voz mostrava que ela também havia treinado bastante nesse meio tempo que ficou fora.
— Muito mais do que pronto. – Peguei as pokébolas de Togekiss e Z.
— Então vamos lá. Pela regra do Battle Hall, vou repetir minha dupla. — Argenta sacou duas pokébolas, as que continham Flygon e Yanmega.

Dessa vez eu não iria falhar. Esse símbolo seria meu de qualquer jeito.