— Alô? — Argenta? – Falei animado assim que ouvi sua voz. – Aqui é Jake, tudo bem? — Oh, Jake! – Um tom entusiasmado. – Quanto tempo! — Sim, faz muito tempo mesmo. – Dei uma pausa. – Então, mamãe falou com você? — Thorton foi quem me avisou. Parabéns por ter iniciado o desafio e ter derrotado Darach! Quando vai vir ao Battle Hall? – Ela parecia eufórica. — Estou chegando no Mega Market agora. – Olhei para frente e já conseguia ver o prédio enorme. – Pela hora acho que terei que dormir lá então acho que amanhã estarei aí pra te desafiar. — Hum... – Seu tom entusiasmado teve uma pausa. – Eu preciso viajar amanhã para Johto. Vou por volta do meio dia. Acha que consegue chegar aqui? — Assim que eu acordar vou até o Battle Hall. – Eu falei olhando para Leon que comia um pacote de biscoitos da mochila de Scarlett. – Não sei quanto tempo leva, mas vou supor que consigo chegar aí antes de você ir. — Tudo bem, te espero amanhã então! – Ela fez menção de desligar, mas voltou a falar. – Não será fácil, hein? — Vamos ver! – Rimos juntos.Ela se despediu e desligou. Botei o pokétch de volta na minha bolsa e me pus do lado de Scarlett que acariciava a cabeça de Gliscor.— Se o Mega Market fechasse cedo estaríamos ferrados, que bom que o funcionamento é 24 horas. – Falei enquanto Gliscor descia de altitude. — O Mega Market é um dos maiores centros comerciais de Sinnoh. – Leon falou. Olhamos espantados pra ele. – Que foi? Não posso saber nada? — Poder você pode, mas... Como você sabia disso? – Perguntei confuso. — Ah, o locutor passou ali pra comprar umas coisas pro circo. – Ele limpou a boca suja de biscoito. – Eu ouvi ele conversando isso com uma mulher que trabalhava lá dentro. — E o que isso tem a ver com estarmos ferrados? – Scarlett virou-se pra mim. — Como ele é um dos maiores centros comerciais de Sinnoh, tem iguarias muito especiais. – Gliscor estava quase pousando. – Por várias vezes ele sofre com assaltos, apesar da alta segurança, o que torna a área em volta não muito... segura.Leon e Scarlett trocaram um olhar de pânico. Gliscor pousou no chão e caí na gargalhada.— Mas é sério. – Peguei minha bolsa e desci, Leon logo atrás de mim. – Minha mãe vinha comigo aqui sempre pra comprar itens raros pros pokémons dela ficarem fortes para os desafiantes. Uma vez uma quadrilha com os 3 Hitmons entrou aqui tentando roubar um estojo que continha aqueles doces que fazem o Pokémon aumentar de nível mais rápido. — Rare Candy? – Scarlett acariciou a cabeça de Gliscor. – Obrigado, amigo. – E o recolheu. – O que aconteceu? — Minha mãe e eu estávamos fazendo compras nesse dia. – Sorri maliciosamente. – O Togekiss dela foi aclamado como herói. — Sua mãe derrotou os assaltantes? – Scarlett e Leon falaram em uníssono. — Sim. – Falei cheio de orgulho. – Eu tinha 5 anos, é a lembrança mais velha que eu tenho. — Deve ter sido uma luta incrível. – Scarlett falou abismada. — Não posso chamar de luta. – Falei enquanto começávamos a andar. – Estávamos na praça de alimentação, que fica no primeiro andar. – Meu olhar ficou vago. – Eles subiram e minha mãe simplesmente levantou-se e em menos de cinco minutos eles estavam todos caídos. — Nossa... – Leon falou. – Me lembra de nunca querer lutar com o Togekiss da sua mãe. — Você tá ligado que eu tenho que lutar com ele pra vencer a Battle Frontier, né? – Encarei-o. — Antes você do que eu, garoto. – E continuou andando na nossa frente....“Sejam Bem-Vindos ao Mega Market!” – Uma voz robótica falou.— Ai, ai. – Falei. – Quantas lembranças!Scarlett e Leon ficaram parados na porta admirando a construção, pintada de cinza e com cinco andares. Era recostada numa pequena montanha cheia de árvores então parecia que o prédio saltava de dentro dela. Haviam inúmeras janelas enormes todas extensas com aros de alumínio. Um MM em letras garrafais estava estampado bem no hall de entrada. Puxei os dois e entramos.— Isso, vamos ficar na porta de um lugar que eu disse que era perigoso, gênios. – Um ar gelado tomou conta de nossos corpos. — Ar condicionado aqui é bom, hein? – Scarlett falou. – Que frio. — Vamos logo. – Comecei a andar. – No último andar eles algum quartos, vamos ter que torcer pra ter um que a gente consiga alugar. – Estranhei. Não vi os seguranças que geralmente ficam na porta....— Desculpe, mas não temos quartos sobrando. – Uma recepcionista de pele clara e cabelo preto vestindo um uniforme verde atrás de um balcão amarelo reluzente falou. – Todos estão alugados, há uma tempestade chegando. – A mulher nos cumprimentou e saiu. — Ótimo. – Leon sentou-se no chão de mármore polido. – Agora não temos onde ficar. O lado bom é que fica aberto a noite toda, né. — Não temos onde ficar nos quartos daqui de cima. – Apontei para a escada do lado do balcão. – Podemos ficar aqui dentro e só sair de manhã. — Ah, não. – Scarlett falou. – E tem gente que faz isso? — Sim. – Dei as costas e comecei a andar. – Já fiquei aqui com a minha mãe várias vezes. – Menti, nunca fizemos isso, mas minha mãe sempre me contou que muitos viajantes e obviamente ladrões faziam isso. – E aí? Vão ficar aí sem olhar o que tem pra vender? A meia noite eles fecham a maioria dos andares de cima e só o térreo que fica aberto.Os dois saíram correndo junto comigo. Tomamos uma escada rolante e descemos. Paramos no segundo andar. Scarlett e Leon não me deixaram nem falar uma palavra e saíram correndo juntos gritando que iam gastar tudo que tinham. Por um momento eu me perguntei o quê Leon ia gastar, já que ele não tinha dinheiro. Dei de ombros e comecei a andar. Haviam algumas lojas que eu queria visitar. Comecei a andar, apesar do prédio ter o aspecto quadrado do lado de fora ele era circular por dentro, com uma abertura grande no meio. Passei em uma loja que vendia pokébolas. Por algum motivo quis entrar e o fiz. Haviam diversas prateleiras brancas com um chão verde. No fundo, um senhor de meia idade lia uma revista. Duas meninas estavam analisando algumas pokébolas. Passei as mãos em uma prateleira com Great Balls e peguei uma na mão.— Ultra Balls estão em falta. – O senhor de meia idade no balcão levantou os olhos da revista e olhou pra mim. – Geralmente os treinadores vêm aqui pra comprar Ultra Balls, dessa vez eu fiquei sem elas no estoque. — Ah, tudo bem. – Depositei a pokébola de volta. – Eu já tenho meu time completo, não tenho interesse em capturar pokémons novos. – Olhei meu pokétch, que apitou com uma mensagem de Scarlet. Ela e Leon já haviam comprado uma Dawn Stone e uma cela pro Gliscor, aparentemente, desmontável e que Leon se gabou conseguir segurar o pacote com as mãos. — E o que ter um time completo tem a ver com isso? – Ele fechou a revista. – Deixa eu ver... Só tem 6 pokémons, não é? — Não. – Fechei a cara. – Tenho 10. — Qual o problema de ter 11? 12? 13? – Ele coçou a barba e ajeitou a camisa. – Eu tenho uma Ultra Ball que não vendi. Leva ela e umas Great Balls. Vai que aparece algum Pokémon que você queira? — Eu querer um Pokémon é algo muito raro. – Virei-me pronto pra sair. – Obrigado, mas acho que já vi o bastante. — Faço elas pela metade do preço, confia em mim. – Ele tirou uma sacola com as 5 pokébolas já prontas. — Hum... – Ajeitei o gorro. – Tá, metade do preço. E eu quero pagar o preço de uma Great Ball na Ultra Bal.. — Tudo bem. – Ele me estendeu a sacola.Paguei as pokébolas e saí, as duas meninas ainda estavam na parte de acessórios olhando cápsulas. Eu continuei a andar até achar a loja de pokedéx. Estava querendo uma nova. Entrei, eu conhecia a atendente por ser amiga de longa data da minha mãe.— Jake? – Uma mulher no balcão a esquerda da entrada olhou pra mim assim que adentrei a loja. – Você por aqui? Cadê sua mãe?Virei-me pra ela. Mesma aparência da última vez que a vi. Vestido azul e bandana na cabeça, diversas pokédex abertas no balcão. Prateleiras com diversos modelos e cores e divididas por continente.— Estou sozinho. – Fiz uma cara triste. – Mas aviso que passei por aqui, Greta. — Sua mãe te deixou vir pra cá sozinho? – Ela olhou desconfiada. – Ela por um acaso sabe que você está aqui? — Sabe, estou desafiando a Battle Frontier. Logo, acho que minha mãe não pode vir comigo até aqui, né? — Você? Desafiando a... – Ela bateu palmas. – Me mostra o símbolo.Saquei o símbolo da bolsa e mostrei pra ela. Ela o olhou e esticou o dedo passando em cima do símbolo verde. Sorriu pra mim e devolveu o símbolo na minha mão.— Vai enfrentar Argenta em seguida? – Ela tirou algumas pokedéx do balcão. – Quando? — Amanhã. — Joguei a bolsa no balcão depois de Greta ter ajeitado-o. – Quero uma pokedéx nova. — A sua quebrou? Eu posso consertá-la. – Ela puxou uma grande caixa de ferramentas. — Não, quero uma mais atualizada. – Falei e tirei a minha antiga e pus no balcão. – E odeio pokedéx vermelha. Tem alguma cor melhor? — Primeiro vamos focar no que você quer na pokedéx. Atualização de quê? – Greta puxou uma espécie de prateleira que continha um teclado e virou-se para o computador a minha esquerda. — Minha pokedéx é a 1.0 de Unova. – Falei enquanto ligava o aparelho e Greta digitava algumas coisas. – Falei com uma amiga ontem sobre um Pokémon e ela não sabia. – Mostrei o aparelho pra ela. – Quero todos os pokémons de Unova, tem como? — Seu modelo não comporta a atualização. – Ela aproximou o rosto da tela. – Olha, tem um modelo que chegou aqui ontem... – Ela virou a tela pra mim. – Tem todos os pokémons de Unova e mais alguns de Kalos, não todos. — É muito cara? – Torci a boca. — Não, é o preço de uma pokedéx comum de Unova. – Ela assobiou. – Croconaw! — Totodile evoluiu? – Falei espantado.O Pokémon azul saiu de uma cortina atrás de Greta e assim que me viu acenou. Acenei de volta e ele olhou para Greta.— Pega uma daquelas novas que chegou ontem na remessa que encomedamos. – Ela virou a tela pra ele e depois olhou pra mim. – Na cor... — Azul ou Preta. – Falei e puxei um banco com pernas compridas que estava perto do balcão. – Se não tiver, verde. — Você ouviu, Croc. – Greta acariciou a crista vermelha do Pokémon e ele passou pela cortina. — Quando ele evoluiu? — Foi um pouco depois da última vez que vocês vieram. – Ela imprimiu um papel. – Estávamos vindo trabalhar e um treinador com um Rapidash quis batalhar. E aí... Tcharam! — Nossa, que legal. – Olhei pro papel. – É o manual? — Sim, com os controles e tudo mais. – Ela me passou o papel e eu li. – Não tem nada de muito diferente nela. — Que bom. – Dobrei o papel e pus na bolsa. – Não vi muitos pokémons de Unova aqui, mas sei lá... — O quê? – Greta olhou desconfiada pra mim. – Quer ir pra Unova depois que acabar a Battle Frontier? — Acho que não. – Falei olhando pra cortina esperando Croconaw. – Eu mal sei se vou conseguir terminar esse negócio. — Por quê? – Paguei a ela enquanto falava. – Não entendi. — Não tive um bom começo. – Encarei o chão. – Darach me humilhou na primeira vez que lutei com ele. — Mas você tem o símbolo dele. Foi revanche? — Foi sim. – Croconaw apareceu com um aparelho azul claro na mão e deu nas mãos de Greta. — Vou só configurar com o seu registro e já te dou ela. – Ela começou a digitar várias coisas no computador. – Você perdeu, é normal perder. — Não pra mim, Greta. Não pra mim. – Ela terminou e me passou o novo aparelho. Guardei-o na mochila. – Estou com fome. — Vou com você. – Ela desligou o computador e chamou Croconaw, olhou para o relógio e já passava das onze horas. – Me espera aí fora que vou fechar a loja.Assenti e dei cinco passos pra sair da loja. Me encostei na grade de vidro que havia de frente pro estabelecimento e olhei pro terceiro andar. Pude ver Scarlett e Leon correndo desenfreadamente. Como os seguranças não estavam vendo isso? Não havia mais ninguém no meu andar então eu segui Scarlett e Leon com o olhar. Greta trancou a porta da loja e botou um molho de chaves no bolso. Scarlett e Leon apareceram no quarto andar, bem pequenos, ainda correndo.— Vamos lá? – Ela falou. – Abriu um hamburgueria na praça de alimentação que... — Greta... – Apontei pra cima. – Olha. — Quem são eles? – Ela olhou esquisito pra cima. – Assaltantes? – Ela ficou nervosa. — São meus amigos. – Olhei para o lado contrário em que eles estavam. – Eles não estão correndo atrás de lojas então...Recuei. Gengar. Scarlett e Leon possivelmente de início estavam dando voltas atrás das melhores lojas antes de todas fecharem mas depois devem ter visto Gengar e fugiram para despistá-lo.— Greta... – Empurrei ela de volta. – Entra. — O quê? – Croconaw pôs-se do lado dela, nervoso. – Que Gengar preto é aquele? — Não sei, mas está atrás dos meus amigos e eu não quero que você se meta nisso. – Falei e saquei a pokébola de Porygon Z. – Por favor, entra. — Vem, Croconaw. – Greta passou andando para a direita em direção as escadas. – Vamos...Ela e Croconaw começaram a flutuar. Z estava usando o Psychic neles.— Põe eles pra dormir. – Olhei para Greta que estava com um olhar furioso para mim. O Pokémon azul se debatia, mas não conseguia se mover muito.Z concentrou o Psychic na cabeça dos dois e pôs eles pra dormir. Saquei a pokébola de Infernape e de Sceptile.— Infernape, o molho de chaves está no bolso dela. – Apontei para Greta, enquanto olhava pra cima tentando achar Leon e Scarlett. – Sceptile, põe eles dois para dentro.Abri a bolsa correndo e tirei uma caneta e um pedaço de papel. Escrevi uma mensagem para Greta e enfiei o papel no bolso dela. Fechei a mochila e Sceptile pôs Greta pra dentro enquanto Infernape pôs Croconaw. Scarlett e Leon passaram correndo no terceiro andar e Gengar veio atrás dele. Mais uma volta e ele estariam no meu andar. Chamei Sceptile de volta e fiquei com Infernape e Z do meu lado. Os dois desceriam na escada ao lado de onde estou. Virei-me para o outro lado esperando Scizor e Weavile. Esperei. E esperei. E de repente, Scarlett e Leon passaram correndo por mim.— VAMOS EMBORA! – Scarlett gritou. — Mas... – Olhei pra trás. Gengar flutuando nas escadas. — VEM, JAKE! – Leon gritou. – EU FALEI COM ELE! ELE DISSE QUE QUER TE MATAR! — O QUE? – Gritei de volta, mas ao mesmo tempo reagi. – Flamethrower e Thunderbolt!Infernape jogou um turbilhão de chamas e Z tentou eletrocutar Gengar. Os dois ataques acertaram e ele caiu nas escadas. Comecei a correr na direção de Scarlett e Leon que já estavam longe.— ME ESPEREM!Os dois pararam e ficaram me esperando. Cheguei com meus pokémons e eles estavam olhando para trás de mim.— Calma. Eu acertei ele. – Falei tentando tranquilizá-los. – Ele caiu na escada. — Você não está entendendo. – Scarlett suava como se estivesse molhada com um balde de água. – Leon falou com ele. – Leon assentiu. – Estávamos no quarto andar saindo da loja das pedras evolutivas e ele flutou na janela da loja. Leon fez menção de conversar com ele, que estranhamente parou. – Ela olhou para trás preocupada. – E aí... – Ela olhou para Leon em pânico. — Ele disse que está sozinho por enquanto e tem que te matar em cinco dias.Olhei pra trás. Gengar se transformou em sombras e começou a se arrastar pelo chão na nossa direção.— Como? – Olhei para eles. – Antigamente eu os atacava e eles demoravam a se recuperar. — Você realmente quer ficar aqui pra descobrir? – Scarlett falou. – Ele quer te matar. Vamos embora.Gengar irrompeu do chão na nossa frente. Infernape e Z foram mais rápidos e usaram Flamethrower e Thunderbolt de novo. O fantasma caiu atordado mas já estava querendo se levantar.— Shadow Claw! – Ordenei. Infernape correu na direção de Gengar e acertou o Shadow Claw, que o fez cambalear para trás. — Vamos sair pela porta da frente. – Scarlett falou e Leon subiu no ombro dela. — A essa hora já deve estar fechada. – Falei. — Sabe por quê não vimos os seguranças? – Leon falou. – Todos eles estão nocauteados numa loja fechada do quarto andar, do lado da loja em que estávamos. Ele deve ter usado as sombras pra botar todos eles lá, por isso ninguém soou um alarme nem nada.Descemos as escadas do primeiro andar correndo e fomos pro hall de entrada do Mega Market. Fiquei com medo por Greta e tive uma ideia. Infernape e Z correram atrás de mim. Recolhi os dois e procurei algum tipo de alarme. Achei uma caixa vermelha do lado da entrada e a soquei. Uma sirene estridente soou e começou a tocar, o alarme de invasão do Mega Market. Olhei para frente e Gliscor já estava pronto para voar com Scarlett e Leon em cima deles.— VEM! – Scarlett gritou.Corri e subi em Gliscor que levantou voo. Ele cruzou o céu e sentamos. De longe eu já podia ver carros de polícia em direção ao prédio. Me joguei e encarei o céu.— Me matar? Por quê? – Falei e Leon sentou-se do meu lado. — Eu não sei. – Scarlett falou preocupada. – E sinceramente, achei melhor fugirmos porque fiquei com medo de Scizor e Weavile estarem junto de Gengar apesar dele ter dito que não. — Tudo bem. – Eu estava tremendo. – Que raiva, eu não aguento mais fugir. — Então não fuja. – Leon falou do meu lado. – Enfrente-o. Ele estando sozinho, aparentemente, pelo que falou. Então é bem mais fácil de ser derrotado. – Ele coçou os chifres. – Dez dias que estou com vocês e já deu pra perceber que vocês mais fogem do que qualquer outra coisa. Acho que agora que você sabe as reais intenções desses caras é melhor você tentar diminuir os números do lado deles. — E isso significa voltar e lutar com ele agora? – Falei. — Não. – Leon deitou-se, o vento batendo em nossas cabeças. — Você quer enfrentar a mulher lá amanhã. Vamos procurar algum lugar pra dormir bem perto de onde ela está. — Por quê? — Pelo que você explicou, nunca foi atacado em sua casa. Quando pegou o primeiro símbolo com o mordomo recalcado também não foi atacado. Possivelmente esses 3 sabem que você pode ser protegido pelos Brothers e evitam te atacar quando você está perto deles então sugiro que a gente parta pra lá onde teoricamente é mais seguro. — Brains, não brothers. – Falei admirado. – Mas é uma boa ideia. — Gliscor, consegue aguentar? – Scarlett acariciou o Pokémon. — Gli! – O morcego assentiu. — Pra que lado, Jake? – Scarlett falou. — Norte. – E Gliscor mudou de direção. — Acha que está preparado para enfrentar Argenta? – Scarlett me perguntou. — Depois disso tudo que me aconteceu? – Apontei para trás. – Lógico.Leon adormeceu rapidamente e começou a roncar. Scarlett olhou preocupada para o horizonte.— Jake, precisamos contar isso pra alguém. – Ela tirou o chapéu molhado da cabeça. – Precisamos de ajuda. — Não precisamos. – Coloquei a mão no ombro dela. – Se contarmos pra alguém, eu vou ser trancafiado em casa, possivelmente o dono do circo vai achar Leon e você fica sem a gente. – Respirei fundo. — Conseguimos lidar com isso muito bem e já vai fazer quase um mês e meio. – Tirei a bolsa do ombro. – Assim que eu lutar com a Argenta, vamos nos preparar para tentar derrotar Gengar, aproveitando que ele está sozinho. — Nos preparar? – Scarlett estava confusa. — Sim. Estamos juntos nessa, não estamos? – Olhei pra ela. — Estamos. – Ela olhou pra mim preocupada. – Pode dormir, eu vou ficar acordada guiando Gliscor. – Ela sacou seu pokétch e olhou o mapa. — Daqui umas 6 horas chegaremos na cidade do Battle Hall, mais tarde trocamos o turno para dormir. Amanhã colocamos a sela nele.Gliscor continuou a cruzar o céu em direção à cidade do Battle Hall. Assenti à Scarlett, deitei do lado de Leon e fiquei encarando a luz da Lua até pegar no sono.
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