The Avengers: XY-32 Experiment
17 Capítulo XVI - Ataques Cardíacos
Notas iniciais
Anteriormente...
“– X... XY-32, ele... XY-32 é Samuel Ford, meu melhor amigo! Sa... Samantha?! – A garota não acreditou que conseguiu verbalizar.
– Sim, ele é – Natasha infelizmente confirmou o motivo que causou o desmaio de Lola.”
– O que? Não! Não era isso o que você deveria me dizer! Você deveria me dizer que ele é um clone, um gêmeo do mal ou um sósia! Não pode ser o meu Samuel! — Lola sentou-se e uma agitação crescente surgia nela.
– Primeiramente acalme-se! — Natasha tentava evitar outro desmaio.
– Sinto muito, Lola, mas Natasha está certa, acalme-se primeiro! — Steve sentou ao lado da Stark que se recusa a deitar e pegou suas mãos trêmulas amparando-as. — Sei pelo que está passando, já tive um melhor amigo lutando pelo lado errado... — Ele foi interrompido por ela.
– Há quanto tempo vocês sabem? — A Stark questionou.
– Sabemos desde semana passada com o incidente da Casa Branca, foi preciso só uma busca de dados nos arquivos do Projeto Fênix para achar o perfil do Experimento XY-32 e descobrirmos. — Natasha explicou.
– Por que não me contaram isso antes? — A Stark desvencilhou-se das mãos de Steve um tanto ressentida.
– Nós contamos! Ou pelo menos achamos que tínhamos contado. — Steve tentou se defender não queria irrita-la e perde-la logo agora.
– No seu primeiro dia de volta ao prédio! Fury decidiu que você deveria receber a notícia aos poucos e preferia que tivesse privacidade para lidar com o fato do seu melhor amigo ser o terrorista que você mesma quer caçar, por isso mandou entregar a você todos os arquivos relativos ao Projeto e ao XY-32 em sua casa. — Natasha explicou mais uma vez.
– A caixa que você me entregou, Steve. — Lola olhou para ele, não estava irritada, nem queria rejeita-lo mais, apenas sentia a dor da descoberta. — Eu não li nada, nadinha, só vi... — Lola ia falar do vídeo do pai, mas voltou atrás ao lembrar de que deveria manter o segredo. — O bilhete do Tio Fury. Eu não queria ver naquele momento, estava irritada com alguns acontecimentos, e... — no dia seguinte não parava de pensar no vídeo do pai, por isso inventou o encontro para Clint e Natasha, e hoje também havia amanhecido irritada com Steve. -... Não estava curiosa para finalmente dar um rosto para o patife que ia acabar com a raça, preferia treinar e só depois quando a hora chegasse procuraria por suas fotos. -.
– Pensávamos que já teria lido, mas que você não queria tocar no assunto apenas para não demonstrar seus sentimentos como costuma fazer. — Steve capturou as mãos dela mais uma vez.
– Eu e Clint pensamos que nos armou aquele encontro para distrair sua cabeça disso. — Natasha disse.
– Mas seu desmaio acabou de comprovar que deveríamos ter te contado pessoalmente. Sinto muito. — Steve se desculpava.
– Meu irmão também já sabe? — Lola fez uma pergunta pensando ser retórica.
– Não. Fury achou melhor que você soubesse primeiro e depois contasse a ele. — Natasha a respondeu. — Mas provavelmente a essa altura ele já deve ter visto na TV. -.
– Oh Meu Deus! Samuel! — Lola tirou as mãos das de Steve mais uma vez para poder coloca-las em seu rosto cobrindo-as. — Por que? Por que ele está fazendo essas coisas? Ele nunca foi mau! Por que? — A Stark com o rosto coberto inclinou-se deitando sobre os próprios joelhos não podia acreditar naquilo. Samuel era a pessoa mais bondosa que já tinha conhecido, perdia apenas para Steve.
Lola começou a soluçar. Havia começado a chorar escondida dos olhos de Steve e de Natasha.
A Viúva Negra e o Capitão América assistiam a cena que era de cortar o coração, mas Rogers não assistiu paralisado. Alisou as costas da garota que subiam e desciam, porém logo em seguida usou suas mãos para levanta-la, obrigando-a a sentar-se direito e depois trouxe-a para um abraço protetor.
Lola não protestou, estava amolecida. Mas também não os queria olhando-a diretamente em seu momento de fragilidade. Enterrou sua cabeça na curva entre o pescoço e o ombro do Capitão enquanto soluçava. Seu melhor amigo fez tudo aquilo! Ou melhor, ex-melhor amigo.
Steve roçou seu queixo no topo da cabeça dela enquanto a afagava e a protegia como podia em seus braços. Ele e Natasha deram a ela alguns minutos para ficar calada e chorar um pouco suas dores ao absorver a novidade.
– O que vai fazer? O que quer fazer, Lola? Entenderemos completamente se preferir não querer mais ajudar ativamente e nos deixar prendê-lo sem você. — Steve rompeu o silêncio.
– O que? Não! Nada mudou! Quer dizer, tudo mudou! Mas eu ainda devo isso a cada uma das noventa e sete pessoas que morreram àquela noite. Se não fosse por meu estúpido soro capaz de manter um corpo congelado vivo nada disso estaria acontecendo! — A Stark desencostou-se de Steve e começou a encara-lo intercaladamente a Natasha.
– Não se culpe pelos atos dele! — A ruiva protestou.
– Não faça isso, está me ouvindo? — Steve pegou a face de Lola entre as duas mãos obrigando-a a olhar só para ele enquanto falava tentando dissipar os pensamentos dela. — Se não fosse pelo seu soro você não viria para nós, você não viria para mim. -.
Lola mesmo obrigada a ficar de frente com o rosto dele olhou para baixo.
– Se não fosse pelo meu soro Claire e os outros ainda estariam vivos. -.
– Lola, pare! Não foi o seu soro que causou as explosões daquelas pessoas, foi o XY-32! E ele vai pagar! Não se sinta culpada, ok? — Steve tentava convencê-la.
– Não dá. — Ela disse triste. — Mas vou me sentir melhor quando puder dar um soco no meio da cara do Samuel e colocarmos ele atrás das grades, tenho certeza disso. -.
– Vai sim! Você verá! — Natasha se pronunciou.
Steve a beijou na testa de forma terna, não sabia mais o que dizer a ela, seu coração estava na mão. Lola não chorava mais mesmo que seus sentimentos estivessem em frangalhos, estava recuperando seu autocontrole, e não pôde deixar de apreciar o quanto Rogers a estava tentando consolar. Ela sorriria para ele se conseguisse, mas como não, apenas decidiu abraça-lo mais uma vez. Envolveu seus braços ao redor dele e o apertou tentando devolver o carinho e mostrar o quanto era grata por ele estar ali ou por simplesmente existir.
– LOLA! – Anthony atravessou a porta de forma descontrolada, procurava a irmã e trajava sua armadura.
– Estamos sendo atacados? – Natasha perguntou espantada, pronta para uma luta.
– Não. Só peguei um traje para chegar aqui o mais rápido possível. – Tony tirou a máscara e saiu de dentro da roupa.
– TONY! – Lola quase pulou do sofá, correu até o irmão e o abraçou causando impacto. – É ele! É ele! XY-32 é ele! – Ela voltou a perder um pouco de controle.
– Sinto muito, Lolita. – Tony a abraçou com força. – Sinto muito, mesmo. – O irmão absorvia a dor da irmã para si, os olhos dele se embaçaram sabia o quanto Samuel ERA importante para ela e o quanto de sofrimento a notícia estava causando, mas ele também sofria por outro motivo. – Lola... Tenho outra coisa para te contar, uma notícia delicada também. -.
A Stark sabia que o que sairia da boca do irmão seria algo sério, ele estava usando um tom preocupante em sua voz.
– O que aconteceu? – Ela desencostou-se do irmão e o encarou com cautela.
– É o Stu. Você sabe que ele já é bastante idoso, e seu coração não funciona mais tão bem... O Stuart estava vendo TV, nesse instante, no asilo que ele mora quando viu a mensagem terrorista e o filho, que ele pensava estar morto como você, se revelando como tal, o coração dele... Ele não aguentou... -.
– OH MEU DEUS! STU! Ele. Ele morreu?! – Lola colocou a mão na boca e se segurou ao irmão com medo de cair desmaiada mais uma vez.
– Não! Ainda não, graças a Deus! Mas ele sofreu um infarto e está a caminho do Hospital, o pessoal do asilo de Washington me ligou. O estado dele é grave, não se sabe se ele aguentará por muito tempo. – Anthony concluiu a notícia.
– Por Deus! Precisamos ir até ele! – Lola exclamou desesperada.
– Eu sabia que ia querer isso, por isso quando saí mandei o J.A.R.V.I.S. agendar um voo imediatamente com nosso piloto, o Lightning Bird já esta nós esperando no aeroporto. – Tony avisou.
Lola virou-se para Steve e Natasha. Steve já estava em pé ao lado da ruiva.
– Vocês entendem que preciso ir, não é? – A Stark os encarava.
– Com certeza. – Rogers balançou a cabeça.
– Tenho certeza que Fury iria querer que pausasse seus treinos por dois ou três dias para se recuperar de qualquer jeito. Vá cuidar do seu ex-babá, mordomo, avô, ou sei lá como o considere hoje. Ele precisará de vocês dois, ainda mais agora que sabe do filho. – Natasha deu permissão para a pausa no treinamento de Lola.
Lola caminhou até Steve, não sabia como deveria agir agora, não sabia se devia beijá-lo, abraçá-lo ou falar alguma coisa. Sua cabeça nesse momento não estava bem de qualquer jeito para raciocinar sobre como deveria tratá-lo. Abraçou os próprios braços enquanto andava até ele.
– Steve, eu... – Lola olhou para os lados enquanto suspirou.
Tony encarou Romanoff tentando entender o que era aquilo, Natasha fez um sinal de que o explicaria depois, naquele instante apenas queria assisti-los de camarote.
– Queria poder te dizer alguma coisa bonita, mas... Estou sem cabeça agora. – A Stark suspirou mais uma vez olhando o chão depois subindo o olhar para ele.
– Não precisa me dizer nada. Eu que deveria te dizer alguma coisa agora sobre nós e o que aconteceu lá no andar de baixo, mas está tudo tão confuso. – Steve também se aproximou dela colocou as mãos nos braços dela que se abraçavam. – Quer que eu acompanhe você nessa viagem? – Ele tentou alguma coisa, pelo menos.
– O que aconteceu no andar lá de baixo? – Tony sussurrou para Natasha. A ruiva o cutucou para que se calasse.
– Seria egoísmo demais pedir isso, você tem que ficar, deve ajudar a tentar rastrearem o Samuel. Eu não sou muito útil de qualquer jeito, só tive dois dias e meio de treinos. – Lola explicou, não ouviu a pergunta do irmão.
– Está certa. – Steve concordou, ele a olhava nos olhos. Ignorando completamente a presença dos outros dois na sala, Rogers pegou o rosto dela entre as mãos mais uma vez.
Os olhos tristes da Stark olharam para ele tentando devolver o carinho, Lola segurou os pulsos dele e os alisou com os polegares.
– Só seja forte como sempre. – Rogers tentou dizer algo mais uma vez. Ele queria muito poder ajudá-la a passar por isso e não sabia como.
– Vou tentar. – Ela tentou forçar um sorriso, mas não conseguiu.
– Você sempre conseguiu, e sempre conseguirá. – Steve sorriu de forma leve para ela.
– Entrei numa dimensão alternativa e ninguém me avisou? – Tony comentou com Natasha olhava assustado para a irmã e o Capitão se tocando.
– Shh! – Resmungou a ruiva querendo escutar.
Rogers se aproximou mais, roçou seu nariz de leve no da Stark e em seguida depositou bem de leve um beijo carinhoso e não tão rápido. O queixo de Tony foi ao chão.
– Faça boa viagem. – Steve disse após afastar seu rosto, mas antes de tirar as mãos do dela.
– Obrigada. – Lola conseguiu forçar um sorriso melhor após dar mais um suspiro tristonho.
– O que foi isso, Lolita? – Anthony pediu explicações, não acreditava que finalmente a frescura deles havia acabado.
– Agora não, por favor, Tony. – A Stark pediu compaixão.
♪♫ “Pouco sabe você
Eu estou tentando fazê-lo melhor
Pedaço por pedaço
Mal sabe você
Eu te amo até o sol morrer
Eu vou esperar, só esperar
Eu vou te amar como você nunca sentiu
A dor, só esperar
Eu vou te amar como se eu nunca tivesse medo
Basta esperar, o nosso amor está aqui
E veio para ficar
Então, deite sua cabeça em mim” ♪♫
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