Notas iniciais
Tah, ok. Sei que demorei, mas pra recompensar eu prometo mais um capítulo ainda essa semana.
Kisses!

“Sabe, na sua infância, quando sua mãe te disse que boas pessoas não mentem? Pois bem, ela mentiu.”


Bella sentia sua cabeça girar com todas as informações recebidas. Apoiou uma mão na borda do bebedouro e abaixou-se em direção ao jato d’água assim que seu dedo apertou o botão metálico, sorvendo-o lentamente enquanto deixava seu pensamento vagar.

Roy estivera nos terrenos da escola naquela noite, escondera-se junto a uns amigos pra que tentassem arrombar a sala de informática logo que a noite caísse, algumas horas depois do término das aulas. Segundo o que ele confessara a Bella, seus amigos tinham desistido da idéia depois de perceber que Emmett estava andando pelas redondezas; depois que o diretor contratara o rapaz pra cuidar da escola, as atividades ilegais de Roy e sua turma tinham diminuído muito graças ao faro anormal de Emmett pra problemas.

Mas Roy não desistira, vira seus amigos se acovardarem e partirem, mas se escondera atrás de grandes arbustos que cercavam o bloco de salas de aula, bloco esse que abrigava a sala de aula onde Vanessa se encontraria com Eric quando então foi assassinada.

Ele ouvira sim os gritos assim como Emmett os ouvira. Mas, ao contrário de Emmett que se deslocara o mais rápido que conseguira do seu quarto até aquele bloco de prédios já que estavam em lados opostos da escola, ele se abaixara por ali e apenas observara. E então as suspeitas de Bella estavam certas: ele vira Elizabeth sair correndo atrás da filha que já estava aos prantos ao deixar o prédio, falando ao telefone. Roy não ouvira a conversa das duas, pois estava um pouco distante, mas percebera que a mãe tentava acalmar a filha e arrastá-la pra longe dali, seus olhos ansiosos varrendo o local pra constatar se ninguém os observava.

Mas ele sabia que algo muito grande tinha acontecido ali ao ver as mãos da professora sujas de sangue. E foi por isso que saiu correndo assim que pôde, nem se importando com os gritos de Emmett mandando que ele parasse, saltou o muro e sumiu pelas ruas da cidade.

Era tudo o que ele tinha visto. Mas era o suficiente pra que Bella tivesse a certeza sobre suas suspeitas: Elizabeth matara Vanessa naquele começo de noite, horas depois das aulas, antes que Eric pudesse chegar pro encontro. Uma coisa era certa: Leslie não sabia que a mãe incriminaria seu namorado. Ela não sabia que logo que Eric chegasse àquela sala de aula, certamente Emmett, que teria ouvido os gritos na escola vazia, estaria em seu encalço, pegando-o no flagra e por isso quase pôs tudo a perder ao chamar a polícia.

Daí vinha a culpa tão grande ao saber que Eric fora preso por um crime cometido por sua mãe. Era óbvio que ela não entregaria sua mãe em troca de seu namorado, mas impossível não pensar que ela tivera essa chance e não o fizera.

Mas era tudo tão ao acaso! Ok, Eric tinha sim sido incriminado pelo assassinato, mas... e se Emmett não chegasse a tempo? E se a polícia estivesse mais longe e demorasse mais a chegar? E se Eric, ao ver a amante banhada em sangue, simplesmente saísse correndo? Não haveria culpado, apenas uma faca sem digitais e um defunto.

E isso não saía da cabeça de Bella: havia um motivo muito maior do que a traição do namorado da filha pra que Elizabeth tivesse feito o que fez. Parece que seu plano de assassinato tinha sido uma longa sucessão de falhas que tinham dado certo.

- A água do planeta está acabando, sabia? – a voz de Alice tirou Bella de seu estado de torpor devido a sua concentração absurda nas novas e velhas informações que se mesclavam em sua mente, fazendo-a perceber que ainda mantinha o dedo pressionando o botão metálico do bebedouro. Soltou-o e endireitou o corpo com um meio sorriso pra amiga que a fitava com curiosidade.

- Eu estava pensando. – disse simplesmente e a amiga riu.

- É, percebi pelo seu olhar parado. – mais uma vez os olhos atentos deslizando pelo rosto de Bella a procura de respostas. – Descobriu algo?

- Nada que eu não já soubesse. – ela suspirou com um ar convincente de desânimo. – Mas prometi ajuda ao Roy. Me empresta seu telefone? Preciso falar com seu irmão.

- Como assim você prometeu ao Roy? – Alice questionou enquanto passava seu aparelho celular pra amiga, a testa franzida.

- Deixe-me falar com Edward primeiro, depois eu te digo. – Bella disse enquanto apertava apenas uma tecla do telefone da amiga, levando-o ao rosto.

- Como você sabia que o primeiro atalho... ah, deixa pra lá. – Alice bufou e Bella riu enquanto caminhavam pelo corredor em direção as salas de aula. O sinal estava pra bater.

- Alice? O que houve? – a voz grave e preocupada de Edward perguntou do outro lado da linha fazendo Bella rir ainda mais, seu estômago dando uma reviravolta em sua barriga. Pois apenas a voz dele a fazia lembrar de tudo o que tinha feito na noite que se passara.

- É sempre assim que atende seu telefone? – Bella provocou e viu que Edward hesitou do outro lado da linha, surpreso por ser ela a falar com ele.

- Não... é que Alice nunca me liga à essa hora, pensei que tivesse acontecido algo. E aconteceu? – ele logo emendou fazendo-a morder o lábio inferior de nervosismo. Agora teria que ser cuidadosa.

- Então... eu estou investigando, como você bem sabe. – ela começou lentamente, a voz baixa enquanto parava em frente a sala de Biologia que seria a próxima aula de Alice. – E preciso de um favor seu.

- Que seria? – ele perguntou ainda mais surpreso.

- Tem um rapaz que me ajudou com algumas informações. Ele é um bom rapaz, Edward, só que estava no caminho errado, mas agora, depois de tudo, o que ele mais quer é acertar as coisas.

- E? – ele incentivou.

- Ele precisa de um emprego. Eu sei que você conhece pessoas importantes e que pode conseguir algo pra ele. É a única pessoa a quem posso pedir isso. – ela pediu em seu tom mais meloso, seu rosto virado pra parede pra que pudesse se concentrar sem ver a cara que Alice faria ao ouvi-la falar daquela forma. – Por favor, Edward...

- Ok, vou ver o que posso fazer por ele. – ele disse depois de um pequeno silêncio. – Mas não prometo nada, ouviu? Tenho que conhecer esse rapaz antes de recomendá-lo a qualquer conhecido meu.

- Você bem que poderia vir hoje na hora da saída. – ela disse numa voz lenta e cheia de segundas intenções. – Eu poderia apresentá-lo pra você.

- Hum... te ver me parece uma excelente idéia. – a voz dele baixou dois tons e tornou-se mais rouca. – Embora eu preferisse que fosse um encontro no seu quarto, só nós dois...

- Edward, você me fez lembrar de algo! – ela disse de repente ao recordar-se daquela manhã quando ela acordara e vira os presentes. – Sobre aquelas sacolas...

- Bella, meu amor, vou ter que desligar. – ele disse rapidamente, cortando a fala da garota que torceu os lábios diante da evidente “tesourada” de Edward. – Tem umas coisas...

- Que você tem que fazer, sei. – ela completou sarcástica assim que o sinal bateu. – Tenho que ir também. Esteja então, por favor, quando eu sair das aulas.

- Estarei. Um beijo bem gostoso nessa delícia de boca. – ele disse naquela sua voz fatal e a garota teve que admitir derreter-se diante de tais palavras.

- Só aceito pessoalmente. Tchau. – ela disse e desligou o aparelho antes que ele pudesse revidar entregando-o a Alice que a observava curiosa, como sempre.

- Depois, Alice, depois. Próxima aula te explico tudo. – ela disse com um longo suspiro enquanto se afastava rapidamente rumo a sua aula de Literatura, a qual ela sabia que seria chata como sempre era em qualquer escola.

Nem bem tinha chegado na sala de Geografia, aula que também partilhava com Alice, Bella foi puxada pela baixinha pra uma mesa em um dos cantos da sala, ambas então se acomodando lado a lado, um pouco afastadas da mesa do professor.

- E então? Que história é essa de ajudar Roy? – Alice cochichou pra amiga afim de que ninguém mais ouvisse. – Você tem noção da encrenca que ele representa?

- Sabia que é por isso que as pessoas erram tanto? – Bella disse lançando um olhar torto a Alice enquanto abria sua mochila. – Vocês se atêm demais às ações das pessoas e não ao que as causa.

- Pode ser mais explícita, por gentileza? – Alice foi seca diante das palavras duras de Bella.

- Ah, mais explícita! – Bella torceu os lábios. – Ele errou sim, Alice, mas a culpa de seus erros não foi inteiramente dele. Você por acaso sabe o que ele sofreu? Pelas coisas que ele passou? – ela suspirou passando ambas as mãos no rosto. – Por que você acha que eu soube que poderia manipulá-lo? Por que ele estava em agonia, errando vezes sem conta pra tentar abafar, matar dentro de si a dor e o medo. Parece que ter presenciado a morte tão perto de si praticada de forma tão... banal mexeu com ele de alguma forma.

- Você acha que a morte de Vanessa mexeu com ele? – Alice bufou incrédula. – Você sabe de onde ele vem? Roy já deve ter visto muitas pessoas morrerem, Bella, uma morte a mais não deve fazer muita diferença.

- Aí é que você se engana, Alice. – a voz de Bella era terrivelmente seca quando a garota abriu seu caderno, os olhos perdidos, fitando o nada. – Uma morte a mais pode mudar qualquer um.

- Estamos falando de Roy... ou estamos falando de você? – a voz de Alice era suave agora ao ver que Bella fora rude no início da conversa por que no fundo tudo aquilo de ajudar Roy dizia respeito a ela mesma e não somente ao garoto.

- Quando estamos no fundo do poço, Alice, quando achamos que nos defender não mais adianta sabe o que fazemos? – os olhos castanhos se voltaram pra Alice que se espantou aos vê-los lacrimosos. Tudo estava acontecendo tão de repente, era como se Bella estivesse guardando mais do que realmente podia suportar, carregando mais do que podia carregar... e as defesas da garota enfim começavam a ruir. – Nós atacamos. Atacamos pra nos defender. – Bella suspirou fechando os olhos a fim de se controlar. Aquilo tudo estava sendo demais pra ela. Ver Roy... fora como ver a si mesma antes de encontrar Alice, Edward e Damon. E ela fazia realmente idéia de como o garoto se sentia ao ter que agir como o valentão problemático da escola e das ruas apenas pra conseguir manter em si um resquício de orgulho, de amor próprio, de segurança. – Eu era assim, afastando quem quisesse se aproximar usando de minhas armas. Roy é assim também, mas estar tão próximo do lugar onde Vanessa foi morta, ouvir seus gritos e saber que no futuro provavelmente seria ele a matar alguém... o fez refletir sobre suas escolhas. Abalou com suas certezas.

- Mas qual a diferença, Bella? – Alice perguntou num sussurro. – Por que a morte de Vanessa foi diferente?

- Talvez não tenha sido, Alice. Talvez tenha sido apenas mais uma... a última gota d’água pra transbordar o copo. – ela desviou seus olhos até que eles se encontrassem com os olhos da amiga que a fitava com genuína preocupação e solidariedade. Sorriu de leve. – Me desculpe por ter sido grossa com você. É que eu quero muito ajudá-lo, mas depende mais do seu irmão do que de mim. E de Roy, é claro. Não sei se ele está pronto e se é forte o suficiente pra mudar.

- O que importa, minha amiga, não é se você vai conseguir. – Alice disse apertando o ombro de Bella e a trazendo pra perto de si, depositando então um beijo em seus cabelos castanhos. – É você querer ajudar alguém que um dia planejou te dar uma sova.

- Ora, eu não sabia que Cullen gostava de garotas. – uma voz anasalada e odiosamente conhecida chegou às duas garotas que reviraram os olhos, suspirando. – Mas que mau gosto, Alice! Logo a esquisitinha? – algumas risadinhas debochadas se fizeram ouvir por ali.

- Oh, Jéssica, é você? – Bella disse em puro desdém sem ao menos se virar pra encarar a garota que estava algumas mesas atrás de ambas. – Pensei que fosse algum bicho morto, mas era apenas você e seu adorável cheiro chegando. Feche a boca, por favor, está me dando náuseas.

A sala explodiu em gargalhadas enquanto Bella continuava com sua expressão séria de antes, abrindo seu caderno e lançando um olhar cúmplice a Alice que tinha a cabeça baixa, os ombros subindo e descendo enquanto ela prendia a gargalhada que ela queria dar. Mas logo a professora entrou, alguns minutos atrasada, e pediu silêncio, todos os alunos ainda observando Bella com curiosidade, muitos ainda não tendo esquecido da conversa que ela tivera com Roy dias atrás. Aos olhos de todos ela era no mínimo interessante.

O restante das aulas passou sem maiores inconvenientes, Bella e Alice saíram rindo pelos portões principais que davam saída pro estacionamento, a expressão da primeira se iluminando ao ver uma figura conhecida em sua habitual postura, encostado ao Volvo prateado: os braços cruzados sobre o peito, uma perna esticada enquanto a outra se dobrava pra que um de seus pés recostasse na lataria do carro, um óculos escuros escondendo seus olhos.

Bella obrigou-se a desviar os olhos de Edward pra olhar a sua volta, seus olhos logo focalizando a figura solitária de Roy. Ela percebera que desde que prometera a ele que conversariam e que de certa forma ela tiraria aquela tristeza de dentro dele, o garoto se afastara aos poucos dos amigos. Ela sabia o quanto era difícil pra ele mudar, mas também sabia que ele deveria ter alguém que queria muito essa mudança... e era por esse alguém que ele lutava por se tornar alguém melhor, pra então sair daquele caminho que invariavelmente lhe levaria a um futuro de apenas violência e mais mortes. E mais tristeza.

- Roy! – ela gritou atraindo a atenção do rapaz e de mais dúzias de outros adolescentes que a olharam curiosos, mas ela não se importou. – Preciso falar com você.

- O que é dessa vez? – ele disse com uma sobrancelha erguida enquanto se aproximava dela que parara ao pé da escada junto com Alice.

- Oras, eu te disse que se você me ajudasse eu te ajudaria, não disse? – ela deu de ombros. – Estou cumprindo minha promessa.

- E eu deveria saber do que se trata? – ele torceu os lábios, sarcástico.

- Deixe de idiotices e me siga. – Bella disse recomeçando a andar em direção a Edward que os esperava pacientemente. – Ah, você deve conhecer minha amiga Alice.

- É claro que ele me conhece. – Alice fez um muxoxo olhando torto pro rapaz que a olhava com curiosidade. – Ele acabou com minha escova vezes sem conta na sétima série jogando balões de água nas garotas que saiam do banheiro.

- Ah, você foi uma das vítimas? – Roy riu, aparentemente sem remorso algum. – Me desculpe, você sabe, coisas de menino.

- Coisas de menino idiota, isso sim. – Alice resmungou e foi a vez de Bella encarar sua amiga com um sorriso esperto. – O que foi? – ela perguntou num quase rosnado.

- Agora eu sei a relutância em entender-me. – ela riu ainda mais e balançou a cabeça ao voltar seu olhar pra frente. – Rancorosa.

Mais alguns passos sob o olhar atento de quase todos os demais alunos da escola, Bella, Alice e Roy logo se aproximavam de Edward que se afastara de seu carro e descruzara os braços, dando dois passos pra ir ao encontro dos três.

- Mano! – Alice cumprimentou saltitante como sempre, se lançando sobre Edward que, apesar dos óculos escuros esconderem, tinha os óculos fixos em Bella que corava contra sua vontade. Impossível não corar ao se lembrar... de certas coisas. – Como você está?

- Estou bem, Alice. – Edward lançou um sorriso pra irmã e retirou os óculos escuros, focando então Bella diretamente que procurou não fugir de seu olhar fixo. – Tudo bem, Bella?

- Ótima. – ela disse com um pequeno sorriso. – Bem, que tal irmos direto ao ponto? – fez um gesto em direção a Roy que analisava Edward com curiosidade. – Esse é o Roy.

- Hum... então é ele. – Edward voltou sua atenção pro rapaz e estendeu a mão enquanto dava um passo em sua direção. – Edward Cullen.

- Robert Simpson. – o rapaz respondeu apertando a mão estendida com firmeza, mas seus olhos transpareciam suas dúvidas. – O que...

- Bella me pediu pra conseguir um emprego pra você. Disse que você está disposto a esquecer das inconseqüências de seu passado e tentar fazer direito no futuro. – Edward disse lentamente, seu olhar crítico analisando o rapaz. – Você quer mesmo o trabalho?

- Trabalho? – Roy se espantou olhando Bella em seu lado direito. – Trabalho? – ele perguntou novamente ao que ela deu de ombros.

- Quer uma iniciativa melhor do que começar a trabalhar em um ambiente diferente? Temos que começar por algum lugar e você parar de roubar já é um bom começo.

- Ok, eu entendi. – Roy revirou os olhos e voltou a olhar pra Edward. – Que trabalho é esse?

- Bem, eu gostaria de te conhecer um pouco mais antes de te falar sobre o trabalho. – Edward disse lentamente, sua cabeça ligeiramente inclinada pro lado direito enquanto analisava Roy. – Você mora com quem?

- Minha mãe, minha irmã mais nova e... meu padrasto. – o rapaz engoliu em seco e Edward afirmou com um aceno de cabeça.

- Você quer mesmo mudar ou é apenas um conflito interno passageiro? – ele perguntou naturalmente fazendo com que o rapaz o olhasse com mais atenção, decerto pra se certificar de que ele não estava fazendo alguma piada ou caçoando.

- Já cometi minha cota de erros, Sr. Cullen. – ele disse de forma respeitosa, transparecendo sinceridade. – Roubei, maltratei, enganei, menti... fiz muitas coisas, mas não matei. E eu quero parar antes que chegue a esse ponto, por isso quero mudar. Por isso... e pelos meus motivos.

- Ok. – Edward riu de leve. – Tem habilitação pra motocicleta?

- Tenho, tirei o ano passado. Por quê? – o rapaz olhou pra Edward com desconfiança.

- Se quer um emprego, entre no carro que vou te levar até lá. Se souber fazer uma boa imagem, o emprego é seu. Entre atrás com ele, Alice. – Edward voltou-se pro carro e Alice revirou os olhos, caminhando pra porta direita traseira do carro. Roy parecia satisfeito consigo mesmo quando abriu a porta do lado esquerdo e entrou no carro, se acomodando no banco de trás com Alice que se recusou a olhá-lo. Ela parecia realmente magoada por todas as suas escovas perdidas.

- Bem, deixe-me ir que o ônibus deve estar chegando. – Bella já ia se afastando quando Edward pegou seu braço, puxando-a com força pra trás e fazendo-a se chocar contra seu corpo forte. – Edward... pare com isso. – ela avisou num rosnado ao sentir-se estremecer sob o toque do rapaz, seus olhos se encontrando, seus rostos não tão distantes quanto ela queria. Não, quanto ela queria não, pois ela queria muito, muito mesmo estar bem próxima dele, mas pra sua sanidade e pra discrição era melhor ambos manterem distância um do outro. Pelo menos em público.

- Venha conosco. – ele disse fitando-a com intensidade, sua mão ainda apertando o antebraço dela e segurando-a perto de si. Sua maior vontade agora era beijá-la... como ele pensara nela e em tudo o que tinha feito na noite anterior! Aquela garota ainda acabaria por enlouquecê-lo. – Tenho certeza de que adorará conhecer o local de trabalho de Roy.

- Como pode ter certeza? – ela desafiou e ele riu de leve ao soltar o braço dela e deixar sua mão deslizar pela lateral de seu corpo, parando na altura de seu quadril e só então se retirando. Bella sentiu-se arrepiar, mas manteve-se firme, olhando diretamente nos olhos de Edward que a provocava.

- Por que será lá que em breve você trabalhará, oras. – Edward alargou seu sorriso torto ao ver a surpresa nos olhos de Bella. – Vamos? – e se dirigiu ao carro, não se surpreendendo ao ver Bella logo o seguir, visivelmente curiosa.

Sim, ele conseguira um emprego pro rapaz lá. Por que se Bella acreditava que ele seria capaz de mudar, se ela conseguira mexer com as convicções de um rapaz tão duro quanto aquele que agora se sentava no banco traseiro de seu carro... bem, então ela era melhor do que ele previra.

Por que mesmo que ele quisesse mudar... isso não explicava o fato de ter permitido que Bella se aproximasse dele. E ela ter conseguido a confiança de alguém tão rapidamente e esse alguém sendo aquele rapaz... ele subestimara a capacidade dela. E tinha que acompanhar isso de perto.

Notas finais
E aí? Querem mais???

Valeu as ninas pelas recomendações, lindos reviews e o grande incentivo. Amo muito tudo isso.

Bjks!