The Apocalypse, New Generation

7 Capítulo Seis: Grupos Sanguíneos


Meu antigo grupo ainda abaixados poderiam observar totalmente aquele encontro. Não entendo nada, Eduardo pronunciou:



– Fiquem aqui, eu vou ate lá ver o que está havendo. Se ela precisa de ajuda vai ser melhor, assim a gente prova nossa lealdade. — Pronunciou Eduardo já se levantando do gramado.


– É perigoso Eduardo! Para de graça, vamos esperar! — Disse Glazziele em um tom irritado e preocupado, ainda abaixada no gramado, tentando puxar Eduardo de volta ao mesmo.


– Não é graça, isso é para proteger vocês! Caso de alguma coisa errada, vocês fogem, eu posso aguentar qualquer coisa e sigo vocês, voltem para o casebre. — Ao dizer Eduardo caminhou, saindo de perto de seu grupo rumando aos três que se encontravam no local.


Eduardo caminho em passos lentos e calmos ate o pequeno grupo, eles dialogavam alguma coisa com seriedade. Eles estavam tão preocupados com tal conversa que nem notaram Eduardo se aproximando, foi quando uma imensa parede d'água emergiu na frente de Eduardo, aplicando uma lufada d'água contra ele, o arrastando para longe deles.


– Mas o que!? — Paula desvio seu olhar para Eduardo, vendo-o sendo arrastado pelas águas — então tinha alguém espionando a gente né? — Ela ergueu suas mãos e duas raízes emergiram do solo abaixo d'água, agarrando Eduardo e tentando parti-lo em dois.


– Acalme-se! Por favor não faça isso! Eu sou companheiro do ... — Antes de terminar sua frase conforme era arrastado pelas águas, as raízes tentaram partir Eduardo. Criando uma pequena explosão de estilhaços de madeira para todos os lados, cobrindo a visão alheia no local. Após baixar da sujeira, Paula ficou surpreendida e disse:


– Alguém com uma habilidade ótima aparece por aqui, diga de quem você é aliado antes que eu lhe mate de verdade. — Paula perguntou observando Eduardo que se levantava dos pedaços de madeira, enquanto a água submergia novamente para o solo.


– Sou Eduardo, sou do grupo do Pedro. — Intacto, sem nenhum arranhão aparente Eduardo ditava tais palavras um tanto assustado.


– Pedro? Conheci tantos Pedro meu caro. — Perguntou Paula estendendo a mão entre Deivid e Yago, que se preparavam para lutar caso fosse preciso.


– O Telepata. — Respondeu Eduardo com um tom mais confiante, fitando-os com atenção.


– Pedro Telepata, aquele que uma vez me procurou. Entendo, vou deixar passar dessa vez, mas lembre-se que eu encontro-me com as pessoas e não elas comigo. — Disse Paula com um tom mais calmo, baixando seu braço.


– Pedro, o telepata? Quem é esse Paula? — Perguntou Yago enquanto tossia.


– Um amigo, que por sinal não está com eles. — Disse Paula ao observar o restante do grupo se levantando do gramado distante, se aproximando deles aos poucos.


Paula conduziu todos os sete ate um determinado local adentrando grande floresta, caminharam apenas por cerca de dez minutos e chegaram em um grande casarão. Todos entraram e se acomodaram, no grande casarão velho, mas com muitas de suas mobílias em ótimo estado apesar do tempo e dos acontecimentos alheios. Fomos ate uma grande sala, os sete, uma sala grande com uma mesa enorme em seu centro com inúmeras cadeiras, se sentamos e esperamos Paula se pronunciar.


– Crianças, quero apresentar a vocês eles antes de tudo. — Disse Paula observando todos sentados e acomodados em suas respectivas cadeiras — esses dois homens são Renan e Makson.


Ambos os homens caminharam, adentrando o local e ficando ao lado de Paula. Aparentemente eram pessoas comuns como quaisquer outras no local, então todos apenas continuaram esperando a pronuncia de Paula.


– Bem, Yago e Deivid são como anfitriões aqui então quero começar perguntando com vocês, o grupo de Pedro. Aliás, aonde está ele? — Paula um tanto desconfiada perguntou aos mesmos.


– Está morto. — Respondeu Diego com frieza, querendo seguir logo para a verdadeira razão de estarem ali.


– Não esperava isso, ele era poderoso, mas enfim por que estão aqui? — Perguntou Paula, apoiando-se com ambas as mãos sob a mesa enquanto os fitava.


– A cerca de três, quatro dias. Fomos atacados por um grupo, só que eles não eram normais.. — Disse Marcel se adiantando no assunto. — suas habilidades, eram coisas já mais vistas por nós, ou por outros que encontramos. Foi tão surpreendente que baixamos a guarda e perdemos um de nosso grupo.


– Então eles mataram o Pedro? — Perguntou Paula já se sentando em sua cadeira, com um semblante um tanto abalado.


– Não, bem, na verdade sim. — Afirmou Diego um tanto confuso.


– Um dos homens tinha a habilidade de controlar animais, ele controlou uma serpente, que acabou ocasionando na morte do Pedro, mas isso foi antes de sabermos que era realmente eles. — Afirmou Samanta em um tom objetivo e rápido, querendo chegar ao ponto da conversa logo.


– Eram três homens, um controlava animais, parecia uma hipnose a distância. O outro conseguia manipular o sangue, além disso ele se regenerou usando o sangue de um dos membros de nosso grupo, já o outro, ele podia assumir a forma de animais que a gente nunca viu, mas em grande quantidade. Então viemos aqui para saber, você é a única pessoa que tudo sabe sobre esse mundo! Por favor, nos de uma resposta! — Afirmou Glazziele se exaltando, levantando-se de sua cadeira e aplicando um tapa na mesa ao pronunciar de sua última frase.


– Bem, sente-se moça. Eu tenho as respostas de suas preces. — Afirmou Paula em um tom calmo, fitando Glazziele.


– Entendo.. eles são quase que como nós, Deivid. — Disse Yago enquanto tossia ao falar.


– O que vocês presenciaram foi algo raro, mas não inexplicável. Vocês não devem saber, mas todas as habilidades que obtemos vem de uma cadeia genética, um grupo sanguíneo. — Começou Paula a ditar, fechando seus olhos e se concentrando.


– Adoro ouvir essa explicação. — Disse Deivid tossindo enquanto falava.


– Existem quatro tipos sanguíneos existentes em pessoas, o tipo A, o tipo B, o tipo AB e o O. Desses quatro, apenas um é extremamente raro, o tipo O. Vou explicar um por um, assim vocês podem entender com mais clareza. Os seres hospedeiros do sangue A nascem com um poder de aprendizado espontâneo, conseguem assimilar as coisas mais rápidas, além de ser esperto quanto atingido seu auge. Com seu estilo de sangue A os poderes da evolução se manifestam no que mais o cérebro trabalha, sua mente, eles ganham Habilidades mentais poderosas, emitindo os sentidos ocultos do cérebro, eles ativaram cerca de 70% do verdadeiro poder do cérebro. Sendo esses, os poderes mentais, como já diz o nome, são aqueles que aderem a ações feitas pela mente. Esse era o tipo do Pedro. — Pronunciou Paula o tempo todo com seus olhos fechados e as mãos juntas, ditando calmamente cada detalhe.


– Incrível.. — Murmurou Samanta ouvindo com atenção.


– Os seres que hospedam o sangue do grupo B nascem com um poder impressionante em sua física, andam mais rápido, e percebem e ouvem com mais apuração ao atingirem seu auge são seres extremamente ágeis, com rápidos reflexos e movimentos com todo o corpo. Com seu grupo de sangue B a evolução de seus poderes encadeia sua forma física, o que o cérebro passa a trabalhar mais em sua forma física, com os estudos feitos pelos Humanos sobreviventes a evolução.. — Paula então foi interrompida por Diego.


– Espera aí! Humanos, que sobreviventes? Como assim? — Exalto a voz e perguntou, Diego.


– Ela já chega lá, agora continuem em silêncio. — Ditou Renan parado ao lado direito de Paula, fitando-os com atenção.


– O cérebro ativa cerca de 70% de o verdadeiro poder, além de seu corpo ativar as proporções escondidas no cérebro. Os poderes físicos são aqueles que englobam mudanças corporais, alterando o corpo de alguma forma quando utilizados. — Pronunciou Paula sobre o segundo grupo de sangue.


– Entendo.. esse deve ser meu grupo. — Disse Eduardo para si mesmo, observando suas mãos enquanto falava.


– Os seres que hospedam esse tipo sanguíneo AB, nascem com pouco raciocínio lógico e adaptação física, eles demoram mais para falar e andar, mas quando atingem seu auge demonstram grande conhecimento e adaptação em qualquer momento. Com seu grupo de sangue AB a evolução de seus poderes se desencadeiam de forma maliciosa, são grupos no qual conseguem produzir matérias com seu próprio corpo, lançando ou absorvendo coisas de uma forma nunca prevista para a evolução. Estudos dizem que a capacidade do cérebro ativa nessa mutação é desconhecida, pois ele atinge um nível de criação de matérias e seus estados. São poderes que desencadeiam sua forma como elementos, sendo que você pode criá-lo por meio da força de vontade. _ Pronunciou Paula, já abrindo seus olhos e observando Marcel.


– Elementos.. entendo, são tantas coisas que mal posso compreender ao certo. — Disse Marcel, observando a mesa, com um semblante apreensivo.


– E agora, o grupo de sangue daqueles homens que atacaram vocês. Os seres que hospedam o sangue mais raro do grupo sanguíneo nascem geralmente com uma capacidade alta de inteligência, aderi rápido a conhecimentos gerais e diários, além sempre possuir uma dificuldade estranha quando atinge seu auge. Com seu grupo de sangue O raro a evolução de seus poderes consistem em uma física inapta aos de mais sangues, sua alteração genética é tamanha que você aderi a mais membros ou a forma de membros que não te pertencem, podendo ser ate mesmo um hibrido. Com os estudos mantidos nesse período de tempo se dá a entender que o cérebro usa uma capacidade aguçada para desencadear criação genética em seus membros. Os poderes do grupo O se desenvolvem de forma mimética, como a própria palavra já dá a entender que são poderes corporais de tal forma que modificam a forma original de um ser. — Pronunciou Paula o último grupo sanguíneo, mas ainda demonstrava que tinha mais a dizer.


– Mas um deles não tinha essa habilidade que mencionou, ele hipnotizava animais! Ate nós sabemos, Pedro nos contou, controle mentais em animais não dá resultados. — Disse Glazziele um tanto apreensiva.


– Não acabei. Existe um grupo que não temos como definir, ninguém ainda definiu. Esses homens presentes, Yago e Deivid são um exemplo disso. — Pronunciou Paula, fechando novamente seus olhos.


– Eu posso explicar, Paula. — Paula então concordou com um gesto com a cabeça e Deivid começou a falar. — Nossas habilidades não se encaixam no quadro de grupo sanguíneo, quando mais jovens, descobrimos que nossos antepassados tinham doenças graves. Tal genética veio a nos assombrar, graças as doenças passava obtivemos um quarto grupo no quadro de habilidades. Esse grupo chamamos de DHI, doenças humanas incuráveis. Não sabemos muito a respeito, mas eu tenho uma doença que era chamada de HIV, AIDS, não sei porque, mas minhas habilidades são de reviver qualquer coisa que contenha moléculas orgânicas. — Ditou Deivid sem tossir, mas ao findar de sua última frase começou a tossir continuamente.


– Bem eu continuo daqui. — Ditou Yago dando alguns tapas nas costas de Deivid. — Deivid tem a habilidade de curar qualquer coisa ou ate mesmo reviver em alguns casos, pelo que descobrimos a doença dele no passado reduzia progressivamente a eficácia do sistema imunológico dos seres, deixando-os vulneráveis. E pelo que podemos ver, agora ela é uma das coisas mais valiosas, não entendemos direito o que a fez mudar bruscamente. Já minha habilidade é vinculada ao câncer, Deivid com suas habilidade descobriu que todos meus órgãos estão em estado de morte, mas eles não chegam a morrer, mas me hospedam a habilidade de matar qualquer molécula orgânica. Eu posso criar inúmeros vírus, eu acho que porque tenho todos eles, mas de alguma forma eles não me afetam, tirando a tosse. — Ao ditar de sua última frase, Yago começou a tossir similar a Deivid, que já recuperado tomou a frente da palavra novamente.


– Sim, a única coisa que temos aparentemente problemática é nossa tosse e nosso corpo frágil, mas juntos, ninguém pode nos derrotar. Não é mesmo, Paula? — Ditou Deivid enquanto tossia levemente, se virando para a mulher com seu olhar.


– Por isso gosto de vocês. — Paula ria enquanto falava, logo voltando ao normal. — Então vocês vieram aqui apenas para saber disso, certo, já sabem e podem ir agora. — O semblante da mulher mudava totalmente, se tornando sério, observando meu antigo grupo.


– Bem, obrigado por explicar tudo. Agora teremos que voltar as ruínas das antigas cidades a procura de coisas relacionadas.. — Ditou Eduardo com um tom grato para Paula.


– Mas antes, queremos saber como Humanos comuns ainda existem? E o que era aquela coisa lá fora? — Ditou Diego, com um olhar sério e intenso para Paula e seus companheiros.


– Eles viram aquela coisa também? Hm, interessante.. — Tossia enquanto pronunciava Yago, deslizando sua mão ate a boca donde passava a sorrir.


O clímax da conversa chega finalmente, a pergunta que ambos os grupos queriam fazer para a oráculo era efetuada, o problema era, se ela responderia aquela pergunta, se ela tinha mesmo conhecimento sobre aquilo. Tudo estava para mudar dali pra frente.


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Notas finais
Galera, se encontrarem erros de pt. por favor me avisem. T_T
Se der, comenta a palavra errada, assim fica ate mais fácil de achar usando ctrl+f ;s
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.