The Apocalypse, New Generation
3 Capítulo Dois: Lágrimas na lua de sangue
Notas iniciais
A fera estava a gritar, Glazziele enganou os sentidos do híbrido. Criando a ilusão de uma grande pedra acima dela, fazendo-a descer para o solo.
– Garrrr!! — Gritou a fera observando os que estavam escondidos na pedra. Marcel aproveitou que ela estava no chão, assim ergueu as mãos e se concentrou por um instante, uma fissura no solo ocorreu liberando uma grande quantidade de terra, aparentemente viva, como se o próprio Marcel fizesse parte dela.
A terra englobou a fera por completo, inutilizando suas grandes asas e imobilizando suas patas, ela começou a descer para o solo lentamente com o controle de Marcel sobre a terra.
– Vamos destruir esse bicho, pela Larissa e Simone. — Disse Eduardo após caminhar ate o local novamente.
– Temos que ter cuidado, apesar de todos os bichos que encontramos estarem sozinhos, essa área é a linha vermelha lembra? Pode haver outros e outros desses. — Disse eu observando os céus constantemente.
– Que nada, vamos queimar logo esse bicho pra gente poder jantar algo bom hoje, cansei de peixe e plantas. — Exclamou Diego, com suas mãos ardendo em chamas, em um brilho intenso, transformando as luzes laranjas para um tom mais claro amarelado.
– É! Vamos comer esse bicho, cansei de esperar! — Disse Samanta ao se levantar do abrigo, caminhando para próxima de Diego.
– É gente, se for fazer isso precisa ser rápido. Não duvido nada que tenha outras feras dessas por aqui. — Disse Glazziele após recuperar o fôlego.
Após a decisão ganha, Eduardo quebrou o pescoço da fera, matando-a. Marcel criou uma cúpula com minérios resistentes as chamas, deixando apenas uma abertura por cima, então Diego avançou por cima para assar a fera sem perigo de atingir seus parceiros. A fera foi assada, todos estão degustando de sua carne, era algo maravilhoso, gosto de frango ela possuía.
A noite já havia caído, sabíamos que é perigoso de mais ficar expostos a noite daquele jeito, então fomos ate o abrigo da pedra no qual já estávamos, era um grupo de sete pessoas, três vigiavam enquanto quatro dormiam, em um esquema de revezamento. A luz do luar raiava intensamente naquela noite, por coincidência era uma noite de eclipse lunar, a lua aparentava uma cor avermelhada, como sangue em sua superfície.
Algo chamou a atenção dos vigilantes, que foram verificar.
– Caramba, mas que troço é esse? — Perguntou Diego, enquanto observava um grande buraco no solo.
– Não sei, acho que nunca vi algo assim. — Respondeu Matheus observando também.
– Eu acho melhor a gente voltar lá, se for alguma fera desconhecida a gente avisa os outros. — Disse Samanta, um tanto assustada.
Era um grande buraco de cerca de oito metros de largura e seu fundo era gigantesco, não dava para presumir ao certo, parecia ate um abismo. Quando eles caminhavam para voltar, um som ecoou do buraco.
– Tissssssss! — Um som distinto, mas similar as cobras e plantas das florestas.
Eles se viraram assustados, preparando os punhos enquanto caminhavam de costas, observando bem o buraco. Quando de repente, emergiu atrás dele um grande cobra, com sua escama negra e seus olhos avermelhados, cujo resplandece ao eclipse, aparentava a própria morte. Matheus se virou de imediato momento, estendendo as mãos e criando uma barreira psíquica em volta deles, a cobra abocanhou a barreira e foi repelida para trás, mas a barreira também quebrou no mesmo momento. A força da cobra era imensa, Diego exclamou:
– Acordem! Ataque! Ataque! Estamos sendo atacados! — Com sua voz tremula e assustada, gritou várias e várias vezes ate os outros acordarem.
Enquanto gritava, Diego apontou as mãos para cobra emitindo rajadas de chamas, tentando chamar a tenção dela, já que ela estava seguindo o calor corporal dos outros membros. Sua escama negra era resistente ao fogo, a cobra se virou com seus grandes olhos avermelhados e abriu sua imensa boca com inúmeras presas, era algo tenebroso ate mesmo para nós que já aviamos visto coisas horríveis.
Ela expeliu uma névoa de sua boca, era seu veneno, a mutação dela fazia ela criar o veneno mais apropriado de acordo com a situação, ela era mais racional. Em instantes, Diego e Matheus caíram paralisados no chão, Samanta se manteve afastada da névoa, já que ela tinha se afastado a tempos da cobra por seus poderes não ajudar no momento. Samanta disse para si mesma:
– Bem, se vai funcionar ou não eu não sei ate tentar! — Exclamou a jovem, se concentrando para ativar sua habilidade.
A cobra avançou contra ela, em movimentos ligeiros e rápidos, derrubando pedras pelo caminho. Samanta então pronunciou a seguinte frase:
– Pare, agora. Escute minha voz e pare agora. — Samanta dizia tais palavras com sua voz distorcida para cobra, era sua habilidade natural de persuasão, uma vez ouvida pelo alvo ela pode obrigá-lo a fazer o que ela quiser.
A cobra então parou de avançar contra ela, ficou observando ela com seus olhos avermelhados e cegos. Então ela se virou e se voltou contra o grupo, o efeito da persuasão de Samanta apenas defendeu ela mesma, em seres assim não é tão eficaz.
Eduardo já estava preparado para a vinda da serpente, assim saltou de uma rocha caindo sobre sua cabeça e aplicando vários golpes. A cobra se movimentou para os lados, lançando-o para longe, um tanto atordoada com os golpes. Glazziele usou suas ilusões para criar inúmeros de nós, só que a cobra tinha uma restrição a poderes mentais, ela apenas para de atacar o criador da habilidade, ela se voltou contra os outros. Ao observar ela avançando, Marcel ergueu as mãos, criando uma grande parede de terra, com minérios fortes o bastante para parar uma explosão. Só que a cobra tinha a habilidade própria de cavar minérios mais duros que o comum, por isso de sua escamada resistente ate mesmo ao fogo.
Ela cavou o muro e avançou contra mim, eu percebi que os poderes mentais contra a cobra era totalmente inútil para defender todos, tentei então canalizar minha telepatia na cobra, enviando descargas psíquicas nela, ela resistiu facilmente, e se irritou ainda mais.
Ela me abocanhou, com suas inúmeras presas adentrando todo meu tórax, eu sentia os dentes que entraram nas minhas costas encostando nos dentes que entraram pela minha barriga, era muito sangue, a dor era imensa, eu ouvia o trincar de meus ossos, além de sentir o veneno circular em meu corpo ardendo como chamas. Era meu fim. Ao ver aquela cena, Marcel que estava mais próximo, conjurou inúmeros espinhos feitos de minérios extremamente sólidos perfurando a barriga da serpente.
Diego já estava de pé novamente, e atirou uma grande bola de chamas de longe, que explodiu nas feridas feitas pelos espinhos. Eduardo já tinha voltado, com sua habilidade invulnerável, ele tinha seus movimentos ao auge, sem ter sido afetado pelo veneno, saltou contra cabeça da cobra e começou a apertá-la, ate me soltar.
Após algum tempo eu acordei, observei o luar avermelhado. Olhei para os lados e vi todos próximos, triste, chorando, eu não entendia bem o que estava havendo.
– Arg, por que estão assim? — Perguntei sentindo imensas dores, em um som de gaguejar.
– Não fale! Não fale! — Exclamou Glazziele enquanto chorava. Então me dei conta, eu estava morrendo.
As feridas eram grandes de mais para serem curadas por um curador que conhecíamos e também, além dele estar distante. Meu corpo estava partido em dois, mas por milagres ou apenas pela resistência que essa nova raça tem eu estava vivo ainda. Eu não podia mais falar mesmo, mas tinha energia suficiente para emitir uma potente descarga psíquica. Um corvo, um corvo pousou sobre uma pedra próxima e me olhou com seus olhos azulados, da cor dos céus.
Então tive a ideia final. Senti que tudo estava apagando, mas emiti todas minhas memórias, pensamentos, emiti toda minha pessoa diretamente ao corvo. Como se havíamos trocado de alma. Essa foi a ultima coisa que pude fazer, mas tenho em mente, estando dentro daquele corvo eu não posso fazer nada além de observar meus amigos, além de usar as habilidades modificadas do próprio corvo. Apesar de toda a evolução os corvos ganharam habilidades mínimas e sua aparência não mudou tanto, contendo quatro asas, olhos da cor dos céus e a habilidade de observar através de objetos, como uma visão de calor e radar ao mesmo tempo.
Eles juntaram minhas metades do corpo, Marcel envolveu com grandes numero de pedras e Diego queimou com toda sua força, suas chamas azuis brilhavam como as estrelas, eles vitrificaram as pedras a um nível tão grande que se tornou uma grande rocha de vidro, contendo meu corpo no meio. O vidro reflete a luz avermelhada do luar, parecia uma cerimonia.
Então eles partiram, caminhando para fora do local quando o sol nasceu, deixando para trás outra perca, outro membro do pequeno grupo perdido para esse novo mundo, onde todos os seres vivos são predadores atrás de alimentos, esse foi o preço que pagamos ao evoluir também. Eu os segui, voando pelos ares, eu não podia emitir nenhum sinal psíquico se não eu perderia minha mente de dentro do corvo, apenas voei seguindo eles ao horizonte.
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