The Apocalypse, New Generation
6 Capítulo Cinco: Em busca daquele que tudo sabe.
Cerca de três dias depois do ataque do grupo de homens com habilidades jamais vistas, meu antigo grupo se recuperava de uma nova perca, Matheus. Sua morte foi apenas mais uma entre tantas no grupo, mas isso não queria dizer que eles não ficariam abalados, pelo contrário, ficaram três dias no mesmo casebre sabendo dos riscos que corriam de um novo ataque só para aliviarem a dor emocional que sentiam.
– Acho que devemos ir ate ele... — Pronunciou Samanta com um semblante cansado. — ele irá nos explicar melhor sobre aquelas habilidades.
– É verdade, se a gente entender pelo menos isso, não vamos ficar tão surpreendidos aponto de baixar a guarda de novo. — Ditou Glazziele para Samanta e os outros.
– É, mas e se ele não quiser nos ver novamente? — Perguntou Diego, sentado sobre um galho que estava no chão com suas mãos avermelhadas pelo uso constante das chamas.
– Ele tem razão, da última vez a gente só entrou porque o Pedro usou sua telepatia para avisar que éramos nós, agora, ninguém pode avisar do lado de fora. Vai ser bem arriscado. — Disse Eduardo com um semblante cansado similar ao de Samanta.
– A gente precisa tentar, se a coisa sair do controle a gente foge. — Ditou Samanta com um tom mais orgulhoso e firme, observando a todos.
Após o pequeno diálogo o grupo decidiu partir em busca dessa pessoa que eles tanto citam, um homem poderoso e bondoso que vive no núcleo da floresta. Um homem que apenas aqueles que são bons conseguiram vê-lo e sair vivo de seu território.
Enquanto o grupo se locomovia em busca do homem misterioso, aqueles dois homens que estavam distantes se aproximavam deles, sem que ambos grupos percebessem, um encontro inevitável iria ocorrer.
– Tss, tss, tss — Tossia Deivid enquanto perguntava. — Acha melhor a gente ir atrás dele? Da última vez quase morremos — Com um semblante preocupado.-
– Bem, precisamos tentar — Tossia Yago enquanto respondia. — Depois do que acompanhamos, ele é o único que conhecemos que poderia ter respostas. Aquela coisa nos céus, não era nada comum. — Seu semblante se tornava assustado ao relembrar de algum movimento de sua viagem.
– Você tem razão, ainda sim, precisamos ter cuidado. Aquela coisa pode aparecer a qualquer momento. — Dizia Deivid enquanto caminhava junto de Yago.
A dupla vagava pela floresta, caminhando ao mesmo propósito de meu antigo grupo. Por onde passavam a vida morria, a névoa em torno de ambos era imensa, com uma coloração azulada, as plantas caíam, as árvores devoradoras também, qualquer ser vivo que entrasse em contato com aquela névoa vinha a cair.
Já havia se passado dois dias desde então, algumas batalhas pela sobrevivência haviam sidos travadas, coisas comuns para aquele novo tempo. Suprimentos adquiridos, sua energia abastecida, o grupo estava forte e seguia em rumo de propósito atual, encontrar o homem que vivia no núcleo da floresta.
Eles adentravam uma parte da floresta bem diferente, ao invés grandes árvores, continham apenas mata, um tapete de mata gigantesco que parava em um pequeno lago dando início novamente as árvores. Um som diferente começou a ser emitido, todos pararam e tentaram identificá-lo, observando com os punhos preparados caso fosse um novo ataque, mas nada. O som continuava e a cada segundo se tornava mais alto, mais forte e mais potente, era algo totalmente diferente do que eles já mais haviam ouvido. Foi quando, um grande clarão surtiu nos céus, todos ficaram paralisados ao observar aquilo. Um grande objeto de coloração prata, brilhava ao receber os reflexos das luzes solares, disparavam chamas pela sua lateral e voava pelos ares. Eles não conseguiam entender como um objeto inanimado poderia voar, algo aparentemente muito pesado.
Distante do grupo, três pessoas se encontravam próximos dali, uma película de luz se formou em uma espécie de tubo na parte frontal da grande massa prata que voava. Uma luz de coloração acinzentada se tornava instável, ela foi disparava rapidamente contra as pessoas próximas e em questão de segundos essas pessoas desapareceram, não deixando se quer uma gota de sangue.
– Abaixem-se! Todos para o chão agora! — Gritou Eduardo após presenciar aquele ataque com um semblante assustado.
– Mas o que diabos foi aquilo? — Perguntou Samanta assustada e deitada no chão, escondida dentro dos grandes matos do local.
– Nunca havia visto algo assim na minha vida inteira. — Murmurou Diego completamente assustado.
– Gente calma, vamos ficar quietos aqui, aquela coisa não vai ver a gente aqui. — Disse Glazziele também assustava, mas tentando esconder seu medo inutilmente.
Próximos dali, ainda na parte que continha árvores da grande floresta. Deivid e Yago observavam tudo, atrás das árvores eles demonstravam medo pelo que presenciaram.
– Então? Ela veio para esse lugar também? — Perguntou Yago tossindo para Deivid.
– É o que parece, mas por que aqui? Será que ela sabe sobre ele? — Respondeu enquanto perguntava Deivid, sua tosse constante também era efetuada.
Ambos os grupos de sobreviventes se escondiam, temendo a retaliação daquela massa prateada que sobrevoava do local por meio de chamas emitidas de sua lateral. Seus tubos canalizavam películas de luz acinzentada novamente, mas sem um alvo, apenas por preparar. Os grupos não entendiam, ambos atrás de respostas e agora ambos com a mesma dúvida.
Foi quando uma imensa raiz emergiu, agarrando a grande massa prata nos céus, a raiz se englobou naquela massa tentando derrubá-la contra o solo. As luzes canalizadas dispararam então nas fontes de equilíbrio da raiz, o local por onde essas luzes disparadas passavam era totalmente dizimado, não deixando nenhuma poeira ou vestígio de matéria. A grande massa abriu suas partes frontais, similares a portas, um grande número de homens surgiram saindo da massa, todos descendo por espécies de cordas ate o gramado com objetos metálicos em suas mãos, eles avançavam para o mesmo local donde os dois grupos rumavam, para aquele homem.
– A brincadeira acaba agora, não vou permitir que vocês façam aquilo de novo! — Exclamou uma mulher de cabelos avermelhados, com um semblante sério e confiante. — Sumam de uma vez!
A mulher exaltou seus braços, e dezenas de raízes emergiram do solo, todas em ângulos diferentes, agarrando os homens e a grande massa prata que estava mais próxima do solo. As raízes em questão de segundos partiu cada homem pego por elas ao meio, criando uma verdadeira carnificina, sangue para todos os lados, as raízes avermelhadas de sangue avançaram contra a grande massa prateada, todas agarrando, englobando totalmente aquela massa, submergindo para o mais fundo do solo, aprisionando a massa prateada e quem ainda estivesse dentro dela para sempre.
– É ele? É ele? — Perguntou Diego ao observar a mulher, um tanto confuso.
– Sim, mas na verdade é ela. — Respondeu Samanta um tanto mais calma, mas assustada com o ocorrido.
– Samanta, ele te contou? — Perguntou Eduardo com um semblante confuso também.
– Sim, ele disse que ele na verdade era ela. — Respondeu Samanta fitando a mulher de cabelos avermelhados a distância.
– Então, essa é a oráculo de quem Pedro havia falado. — Disse Marcel bem mais calmo que o restante, mas um pouco ansioso pelo ocorrido.
Saindo de trás das árvores uma imensa névoa surtia no gramado, não chegando ao grupo, sua coloração se tornava esverdeada, dando vida aos vegetais danificados na área, fazendo crescer novos vegetais.
– A quanto tempo... Paula. — Disse Deivid enquanto caminhava com seu grande cajado rumo a mulher, vitalizando o seu arredor.
– Deivid e Yago. A dupla mais poderosa e idiota que já encontrei em toda vida. — Em um tom irônico ditou a mulher, caminhando lentamente rumo aos dois homens.
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