The Anthology Clock: Countdown Ten Days!
11 Um mundo paralelo
Notas iniciais
アンソロジー時計
10日間のカウントダウン
11/12 – Um mundo paralelo
Final Alternativo: Gabriel, Declan, Phillipi e Dhenypher
Quinta-Feira, 27 de Março de 1998
Nono Dia
Eu estava indo de encontro com o destino. As folhas caiam das árvores sobre nós, o vento ameaçava, um tornado estava para vir. E o céu? Cobertos por trovões e altos relâmpagos.
Lembram da Dhenypher? Ela também estava à procura de informações sobre o relógio. A mesma seria muito útil. A professora de Matemática havia deixado o mapa de onde ficava a Ilha Pacífica. O que eu não conseguia ver nas visões, que era uma ilha submersa e provavelmente não haveria habitantes. Sempre, ao pôr do Sol esta não se encontrava mais lá. Ficava de baixo dos mares. De uma coisa eu tinha certeza, Tadashi ainda estava vivo.
Aquele era nosso penúltimo dia.
Deu para entender que Gabriel e eu tivemos que cabular aula para ir em busca de nosso destino. Seria bom? Seria ruim? Disso não sabia. Teria de, a qualquer custo, encontrar este rapaz e nos salvarmos.
É como se fosse um Espiral. Como se estivéssemos dentro de um círculo e que ele se fechasse entre nós.
15h00min
Estavam no carro Gabriel, Dhenypher e eu. Iríamos de veículo para chegarmos ao porto o mais rápido possível. Trouxemos roupas de mergulho. A minha era verde, a do Gabriel branca e da Dhenypher rosa. Eu estava esperando uma pessoa no momento. Ficava enrolando para Dhenypher dar a partida.
- Vamos logo Declan! Estou a fim de matar alguém. – Esta dizia com uma metralhadora na mão. Sempre foi apegada a violência. Muita engraçada.
- Calma; você já vai fazer suas execuções, mas estamos prestes a ir à ilha para encontrar Tadashi. Estou esperando meu irmão. – Olhava pelo retrovisor.
- Que irmão Declan? Nunca me contou que tinha e nunca o vi. – Gabriel disse.
- Ah, ele não mora aqui. Vai passar uns meses aqui em Tsuru-City. Provavelmente, talvez, fique aqui de vez. Por isso que nunca citei o maldito.
- Posso dar um tiro nele? – Dhenypher perguntou.
- Nossa, a sua sede de tiro ao alvo mexeu com você. – Disse Gabriel.
- Droga. – E Cruzou os braços olhando para o outro lado.
- E ai gente. – Ele entrou no carro.
- Até que enfim.
16h00min
Durante o trajeto para o porto, meu irmão puxou assunto.
- Então, qual é a história? Algum fantasma? – Perguntou.
- Não. É uma poderosa carga de energia dentro de um vírus que mata a pessoa em dez dias. – Expliquei.
- Qual é seu nome? – Perguntou Gabriel.
- Phillipi... Phillipi Couto. E o seu?
- Gabriel Uecker. Tem quantos anos?
- Dezoito e você tem doze, não é?
- Sim.
- A informação não entrou direito na minha cabeça: um vírus?
- É. Por quê?
- Explica isso direito.
- É o seguinte: a melhor amiga de Declan faleceu no primeiro dia de aula devido a um vírus estranho. Esse acontecimento foi idêntico à morte de duas meninas há dois anos atrás. Este relógio é a fonte onde o vírus fica. – Entregou-lhe o relógio. – Então quem o obtém por mais de um minuto tem dez dias de vida restante. Mas fica tranqüilo, não vai contraí-lo, pois ele só transmite para quem estuda no Centro Educacional. – Os números ficaram vermelhos.
- Ótimo, agora entendeu? – Perguntei.
- Um pouco.
- Agora temos que procurar Tadashi Hasegawa. O mesmo é o responsável por isto.
- Hum.
Em minha imaginação podia-se imaginar qualquer coisa: A Morte, a vida, a paz e harmonia.
Só queria aquilo. Estava exausto com aquela situação.
Trajava uma bermuda preta, assim como Gabriel, camisa azul com estampa de um alvo enquanto Gabriel sem estampa. Todos calçavam tênis branco.
O céu escurecera e uma grande tempestade estava para chegar. O vento soprava tão forte que uma árvore partiu-se ao meio caindo sobre a estrada. Não tínhamos como passar, e então tivemos que ir caminhando depressa, Sem reviravoltas ou qualquer distração. Apenas focado no que devíamos fazer. Quando chegamos ao porto fomos para a ilha de barco.
16h00min – Pacific Island
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Quando chegamos à praia da Ilha eu vi o vulto de um menino. Como a ilha era, na verdade, “uma selva” seria difícil procura-lo.
- Viram? – Perguntei apontando o dedo no lugar.
- Eu não vi nada. – Todos disseram.
- Estranho...
Ficamos andando pelo lugar por um bom tempo. No mapa dizia que esta ilha haveria algumas cavernas e dentre elas uma continha pequenos lagos com água tóxica que mataria a pessoa em questão de segundos. Não ficamos assustados devido a esse obstáculo.
Havia também, uma caixa jogada distante da praia. Ao abrir estava escrito:
“Le fléau du virus. Pour survivre, faire la propagation.
Vous devez aider les lutins et ils vous aideront.”
Dhenypher: — Isto soa muito peculiar, não é?
Declan: — Verdade. Parece um dialeto. Isto veio da França. – Analisei ao ler a embalagem.
Dhenypher: — Vamos procurar uma caverna. Vai ter uma tempestade.
A Ilha era inabitável. Fazia-me sentir medo. Será que Hasegawa Tadashi estava no local mesmo?
Depois de tanto caminhar em busca de um lugar que pudéssemos esperar o temporal terminar encontramos uma caverna, meio sombria...
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Havia ali uma trilha de sangue. Mas devia ter sido há bastante tempo, pois o sangue estava marcado como se fosse uma tinta vermelha. Na parede acinzentada havia duas frases e que por coincidência era a mesma frase que continha naquela caixa. Tivemos que ascender uma lamparina para enxergar naquela imensa escuridão.
Declan Galbraith: — Alguém sabe ler Francês?
Gabriel Uecker: — Não... Quero dizer, mais ou menos. – Ascendeu a lamparina.
Phillipi Couto: — Tente ler. Traduza, é claro!
Gabriel: — Vou tentar!
Eis que Gabriel pegara uma caneta para anotar as palavras que saberia traduzir. Ele se concentrara bastante. Falava contigo mesmo. Andava de um lado para o outro enquanto Dhenypher ficava na abertura da caverna observando a maré.
Meu amigo chutava as pedras se esforçando para tentar ver toda a frase. Eu estava com dúvida se seguia ou não aquele caminho de sangue. Algo me dizia que Tadashi estava mais para dentro. Também conseguia sentir uma energia de baixa concentração vindo dali. Para a nossa sorte o temporal já havia terminado, porém o céu ainda estava com fortes relâmpagos. Tinha reparado uma coisa no meu melhor amigo, desde que começou a viajem o mesmo estava muito melhor: não estava pálido ou gelado. Isto me deixou mais pensativo ainda. Segurava o Cartão Chave de dentro do relógio. Do outro lado estava escrito: “DNA of Tadashi Hasegawa”. Que seria isso? Foi naquele momento que tirei a conclusão de: o DNA de Tadashi estava codificado naquele cartão junto à poderosa descarga de energia digital que se concentrava sobre o Relógio. Mas no que ainda não estava conseguindo descobrir era: Por que estou contaminado se eu nunca peguei no relógio sem luvas?
Gabriel: — Bingo!
Dhenypher: — O que foi? Agente não está no bingo. – Ela disse com um sorriso estampado no rosto.
Declan: — Conseguiu? – Desviei-me de meus profundos pensamentos.
Gabriel: — A terceira frase sim! Isso significa: “Se ajudar os duendes eles irão retribuir!”
Phillipi: — Que isso quer dizer? – Encostado nas paredes da caverna.
De repente um vento forte saira das profundezas da caverna escura arrastando a mim e o Gabriel. Phillipi e Dhenypher tentaram nos segurar, mas foi em vão. A força do vento foi muito maior. Eles gritavam pelos nossos nomes com muito medo e nervosismo.
Quando chegamos ao mar perdemos os sentidos.
19h50min – Lugar desconhecido
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Acordamos diante de um lago. Que lugar era aquele?
Lugar obscuro... Seria uma gruta?
Gabriel: — De-Declan, onde estamos a-amigo?
Declan: — Eu não sei. – Falei levantando-me.
Gabriel: — Estou assustado. – Falou dando passos para trás impressionado.
Declan: — Quando você pronunciou aquele dialeto fomos parar aqui. – Andava pela gruta.
Gabriel: — Que fazemos agora? – Ajoelhou-se na areia.
Declan: — Não sei... – Comecei a ficar nervoso.
Gabriel: — Não vamos conseguir nos salvar! – Ficava gritando.
Declan: — Se acalma. – Isso me deixava muito confuso.
Gabriel: — Temos que sair daqui! – Continuou a gritar.
Declan: — Se acalma porra! Se estamos aqui é porque... – De repente me veio à visão desta gruta de como ela era antes. – É AQUI BIEL! – Estalei os dedos.
Gabriel: — Como assim? “É aqui” o quê? – Este se levantou.
Declan: — Este é o lugar que apareceu na minha visão. Tadashi Hasegawa está aqui! – Expliquei em voz alta.
Gabriel: — Então onde ele está?
Declan: — De baixo deste lago, eu acho. – Cruzei os braços.
Gabriel: — Haha! E como iremos entrar aí? – Fazia gestos com as mãos.
Declan: — Á água está quente. – Fui entrando aos poucos naquela água sem saber pelo que me esperava.
Gabriel: — Você ficou maluco? Você nem sabe no que tem nesse lago. – Foi andando para perto da água.
Declan: — Se nós não encontramos-lo estará tudo perdido. – Até que dei um mergulho.
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Mergulhei naquela água azulada em busca de Tadashi. Tinha que encontra-lo a qualquer custo. Só havíamos mais algumas horas.
Em menos de dois minutos debaixo d’água, presenciei o vulto de um menino no fundo. Eu já estava ficando sem ar. Conseguia ver seu cabelo negro, seu rosto e sua pele morena. Não pensei duas vezes antes de pega-lo pela mão e o trazer para a superfície.
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Este era Tadashi Hasegawa. O adolescente injustiçado pelo destino.
Gabriel estava desmaiado quando cheguei à superfície. Parecia estar dormindo mesmo.
Meu corpo e cabelo molhado deixavam rastros pelo chão. Eu estava sentado no chão com ele ao meu colo. Tadashi estava com uma camisa preta, bermuda jeans e um tênis preto. Pulsei minhas mãos sobre seu peito e comecei a dar leves sacudidos para ver se eu conseguia reanima-lo.
Declan: — Por favor, acorde Tadashi! Por favor! – Eu o sacudira. – Eu sei o que você passou. Compreendo-te. O que faziam com você era errado. Você me guiou através de visões até esta gruta para salva-lo. Estou aqui! Tudo o que você queria era um amigo, certo? Ninguém compreendia sua raiva, sua dor, sua tristeza, sua melancolia. Foi daí que este ódio, esta tristeza se converteu em uma energia junto a seu DNA. – Chorava abraçando o menino. – Mesmo não podendo me ouvir, quero que saibas que já passei por coisa parecida. Já fui humilhado. As pessoas sentiam prazer em me fazer triste. Mas isso nunca me deixava para baixo! Continuava ali seguindo em frente, seguindo meu caminho. Hasegawa, mesmo você não estando mais neste mundo, quero dizer que isso tudo me ensinou uma grande lição: devemos sempre dar valor, carinho, amor e respeito a quem nos ama. Neste momento, te considero um amigo por ter me proposto este desafio. DESCANSE EM PAZ MEU AMIGO! – Continuei a falar e sorrindo com lágrimas em meu olhar. Quando dei por mim a marca dele havia se convertido em outra coisa: “Declan Galbraith amigo!”. E desapareceu depois de cinco segundos. Uma luz negra saia de seu corpo e se dissipou. Era e energia negativa que habitava seu espírito.
Olhei para seu corpo sobre meu colo e o abracei mais uma vez.
Gabriel já havia acordado. Estava atrás de mim. Peguei em seu braço e as iniciais também haviam desaparecido.
Gabriel: — O que aconteceu? – Este perguntou se sentando no chão.
Declan: — Acabou! Tudo o que ele queria era um amigo... E conseguiu!
Gabriel: — Ah. – Respirou aliviado.
Declan: — Sabe... Hoje em dia as pessoas reclamam que a vida está um verdadeiro inferno, dizem que querem morrer por causa do trabalho ou escola que está ruim... Se vissem a história deste menino... Iriam pensar duas vezes antes de falar qualquer besteira. – Gabriel me abraçou e disse:
Gabriel: — Você conseguiu tirar-lo da solidão. Salvou-me, se salvou e talvez milhares de pessoas.
Declan: — Bom, e como sairemos daqui?
Ficamos pensativos durante alguns minutos. Gabriel olhava freneticamente para o lago e dele saira uma concentração de energia azul que se transformara num portal.
Gabriel: — Acho que por aquele portal.
Havia pedido para o mesmo esperar alguns segundos. A água borbulhava forte e um vento devastador invadia aquele lugar imenso. Eu conseguia ver a mão de uma pessoa saindo da água.
Declan: — O que é aquilo? – Eu apontava para a água. Até que eu conseguia ver o rosto da pessoa. Advinha? – MARIAH????????!!!!!!!!!!!! – Dei um grito bem alto. – Segura o Hasegawa. – O entreguei para o Gabriel que estava branco de medo.
Era impossível de acreditar! O corpo de Mariah boiando naquele lago? Como?
O jeito era nadar até lá e buscar-la. Eu ia todo emocionado gastando minhas últimas energias. Cansado? Sim, eu estava e muito!
Agarrei a mesma pelo braço e voltei.
Gabriel: — Está viva? – Perguntava com os olhos arregalados.
Declan: — Mariah? Mariah? – Chamava com lágrimas escorrendo pelo rosto. Estava deitada no meu colo? Então a vejo abrindo aqueles lindos olhos azuis. Como era bonita.
Mariah Redfield: — De-Declan? – Muito fraca a mesma falou meu nome.
Declan: — Não acredito! Você está viva!Mas como?
Gabriel: — Acho que tenho a resposta para isso amigo. – Dizia pensativo. Então eu olhei para ele e perguntei o que era. – “Vous devez aider les lutins et ils vous aideront.” Que significa: “Se ajudar os duendes eles retribuirão”. Você ajudou Tadashi e ele o ajudou.
Olhando um para o outro, Mariah e eu começamos a nos beijar diante daquela imensa gruta. Era um beijo “amigável”, creio de carinho...
Tadashi será antológico em nossas vidas! Não só ele, como o vírus.
Continua...
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