The Anthology Clock 2 Final Destination

11 Kyung-Sun, o amigo para todas as horas!


AC 2 アンソロジー時計 — 最終目的地

Episódio 11 – Kyung-Sun, o amigo para todas as horas!

Josh: 03 dias – Dhenypher: 08 dias

Quarta-Feira, 26 de Maio de 1998

[Josh Ackles]

19h50min – Era uma linda noite! O seu estrelado rodeado de belas nuvens junto com a lua cheia. Estava conversando com o Kyung-Sun no Park Center. Só havíamos nós naquele imenso lugar. Estara completamente deserto. Lá era um lugar muito bonito, não sei como estava deserto: haviam várias árvores no meio e brinquedos para as crianças. Algumas folhas das árvores eram avermelhadas; refletiam à luz do poste como se estivessem pegando fogo e caiam sobre o lugar tirando a neve restante de suas folhas. O Park era rodeado de prédios enormes e iluminosos. No banco amarelo, do lado de uma roda, analisávamos os dados e os nomes dos garotos que violentaram Hase durante a vida. Ao redor de uma paisagem verde e brilhante fazíamos anotações com os dados que já tínhamos. Kyung-Sun estava agasalhado desta vez: todo de branco; a jaqueta aberta, a camisa, o boné, o tênis e a calça jeans azul escura era sua única diferença. Eu estava de blusa de manga comprida preta junto com uma calça da mesma cor e tênis marrons. Ao terminar suas anotações, Kyung-Sun virou para mim, segurando a caneta com a boca, e disse:

- Bom! – Fechou o fichário. – Já temos os dados necessários. – Sorriu e admirava a bela paisagem que parecia a estação do outono.

- Que ótimo! – Levantei meu braço e uma folha grudou em minha mão. – Amanhã vamos lá interrogá-los.

- Então ficou assim: Hasegawa Tadashi, o menino que foi desaparecido há mais de quinze anos atrás logo após a morte de seus pais. Em cinco anos atrás houve um caso de quatro pessoas morrerem subitamente. O de estranho era que seus braços estavam levemente queimados com as inicias “T.H.” e “DNA”. Tudo isso teve haver com o rumor de um relógio desconhecido altamente modernizado que pelo qual, quem estivesse contato, haveria contraído e ter dez dias de vida restantes. Pouco mais de três meses atrás, estudantes encontraram o corpo, ainda intacto, de Tadashi Hasegawa, mas parece que não era bem essa a solução para o problema.

- Você fez isso sem ajuda?

- Sim! Uma pergunta: a sua namorada, a Dhenypher... Você a viu hoje? – Perguntou sério.

- Não, e ela não é minha namorada. – Fiquei confuso. O vento, que era forte, levava as folhas para o outro lado do Park.

- Desculpe. Parecia. Mas e os garotos, onde estão? – Perguntou preocupado.

- Estão bem! Gabriel está em sua casa e amanhã mesmo voltará a estudar. – Respondi meio triste.

- E o outro... Declan Galbraith? – Parecia tenso.

- Ah, o Declan... Ele está na casa do Gabriel... Logo será redirecionado a um orfanato. – Olhei para o chão me lamentando.

- Orfanato? O Irmão morreu, mas e os pais? – Parecia chocado.

- Recebi a notícia que houve um acidente no ônibus de volta... E agora estão mortos.

- Que tragédia! – Uma lágrima escorreu pelo rosto. Kyung-Sun não o conhecia, mas parecia ser bem emocional.

- Não precisa chorar... – Falei triste.

- É horrível perder alguém que amamos! Os pais... Os irmãos... Ele está sozinho. – Enxugou as lágrimas. – Meu pai é o único que está comigo. Minha mãe faleceu há anos atrás.

- A culpa é toda minha! Eu devia ter ido para lá. Poderia ajudá-los! – Me culpei. Lastimava-me.

- Hei, a culpa não foi sua. Como poderia imaginar esta tragédia? Pense! – Colocou as mãos no meu ombro.

- Pode ser.

Então eu tirei uma foto da minha carteira marrom para pegar um cartão e me deparo com uma foto. Logo ele perguntou:

- Que foi?

Virei para ele e disse:

- Não é nada... – Menti.

Olhou para mim com o rosto triste e perguntou:

- Quem é esse garoto na foto?

- Meu filho, Stephen. – Sorria ao ver a foto.

- Ah, e onde ele está? – Perguntou.

- Faleceu. – Beijei a foto.

- Eu sinto muito. – Ficou espantado.

- Tudo bem. – Eu sorria para ele.

- Mas sabe! Pense bem: Ele está num lugar melhor. Está seguro... E um dia você irá encontrá-lo. Creio que onde quer que ele esteja não fica contente em te ver assim; triste. – Falava apertando a minha mão.

- Acho que você está certo! – O abracei forte.

- Anda meu amigo! Anime-se! Ele ainda está vivo; no seu coração! – Achei bonito quando disse isso. – Não fique triste, por favor!

- Nunca ninguém me entendeu desse jeito. – Fiquei feliz.

- Eu já passei por isso... Quando perdi minha mãe: Park Eun-Sun. – Olhava para a lua. – Vamos ver como faremos amanha... – Mudou de assunto rapidamente.

Josh: 9° dia – Dhenypher: 4° dia

Quinta-Feira, 27 de Maio de 1998

Educational Center – 15h00min

[Gabriel Uecker] Cesta! Era a aula de educação física. A disciplina de hoje seria um pouco de basquete e escalação de paredes. A quadra era interna no colégio. Era toda esbranquiçada e com azul em algumas partes. Eu estava sem camisa, de short branco e tênis da mesma cor.

A professora chegou perto de mim e disse:

- Sua vez Gabriel!

Não acreditava! Eu tinha muito medo de escalar a parede. Este era um grande teste de escalação. Havia um equipamento de segurança para o caso de eu cair. Era muito alta! Seis metros de altura. O muro era bem azulado. Eu subia com uma enorme dificuldade. Fazia uma imensa força e soltava alguns suspiros junto com a voz.

- Um; dois... – Contava cada parte escalada.

Mas como foi difícil! Em baixo as pessoas pareciam minúsculas e por isso arregalei os olhos. Em cima eu conseguia ver uma luz branca muito forte. Ficava piscando. Era imenso e não dava para enxergar nada atrás dela! E do meu lado eu escutava a profecia: “The Scourge Of A Virus. Help the goblins and they will help you.” O que aquilo queria me dizer?

[Josh Ackles]

Quinto condomínio – 17h00min

Estávamos eu, Dheny e Kyung-Sun no prédio onde moravam Clark e Gil, os dois garotos suspeitos de violentarem Hase Tadashi. Era um condomínio fechado: todo acinzentado e com pouca luz. Procurávamos o recepcionista do lugar para perguntar onde ficava o apartamento de cada um deles. Dheny estava linda como sempre! Estava toda de vermelho: Blusa com a estampa “Sangue”, um casaco sobre, calça jeans e botas. Kyung-Sun estava bem vestido: boné verde virado para o lado oposto de forma incorreta, camisa de marca azul com caracteres do idioma coreano em branco, calça jeans preta com um tom azulado e um tênis branco, também de marca. Eu estava com casaco branco, bermuda preta sem estampa e tênis branco. Quando o encontramos vendo alguns papéis e andando pelo corredor do primeiro andar, interrogamo-lo:

- Repórter Josh Ackles! – Mostrei o cartão.

- Detetive Dhenypher Chase! – Ela fez o mesmo.

- Kyung-Sun Chang, detetive da ADI – Agente Detetive Infantil.

- Ham, e em que posso ajudá-los? – Perguntou tirando os óculos. Era um idoso.

- Neste condomínio estão hospedados Clark William Kennedy e Gil Anderson, certo? – Perguntei.

- Sim. – O senhor virou o olho.

- O senhor poderia chamá-los? Queremos fazer algumas perguntas sobre Hase Tadashi! – Kyung-Sun foi claro.

- Você disse “HASE”????!!!! – Perguntou espantado.

- Sim, por quê? – Virou o boné e Dheny estava começando a ficar irritada. Sorrateiramente esta pegou uma bazuca daquelas e...

- MEU FILHO! QUER CHAMÁ-LOS LOGO OU QUER QUE EU DÊ UM TIRO NO MEIO DO SEU C... – Foi interrompida.

- Calma, calma, amor. – Falei.

- Ele me chamou de “amor”! – Ficou toda derretida.

- Irei deixá-los onde eles estão. – Disse o velho.

18h15min

Uma sala bem ampla e sem cor! Este seria o cenário do nosso interrogatório. Com a ajuda de meus companheiros o colocamos sentados em duas cadeiras e algemados. Dhenypher sacou sua metralhadora de ultima geração e os apontou para que nos pudéssemos dar informações:

- Muito bem; talvez vocês não saibam o motivo de estarem sendo interrogados. Vou dizer a vocês qual é. – Afirmei.

- E qual é? – Disse Gil.

- Bom, vocês estudaram no maior Centro educacional desta cidade. Certo? – Queria conferir.

- É, por quê? – Perguntou Clark.

- Queremos saber também se vocês conheciam um menino japonês, Tadashi Hasegawa. – Disse Kyung-Sun.

- Sim, éramos colegas dele. – Constataram.

- Ao contrário, não é mesmo? – Elevei o tom de voz.

- Querem, por favor, irem direto ao assunto? – Gil e Clark.

- Sim, podemos! Por que vocês violentavam Tadashi? – Perguntei com os braços cruzados.

- Quem disse isso? É MENTIRA! – Gritou Clark.

- Precisamos saber! – Kyung-Sun ficara impaciente.

- Está bem. Nós o odiávamos! Esse cara sempre tirava boas notas e fazia os professores cobrarem de nós. Usavam ele como exemplo! Isso dava raiva, até que nós o agredimos e depois... – Clark se calou.

- E depois...? – Eu interrogava.

Dhenypher prestara sua atenção às algemas dos dois rapazes. Ela olhava bem desconfiada. Colocou a mão na testa e quando se deu por si estavam soltas.

- OS SEGUREM! As algemas...

Os garotos tomaram a metralhadora da Dheny e saíram em disparada pelo corredor atrás da porta. Estavam fugindo desesperados. Nós gritávamos para eles voltarem e o que fizeram? Deram cinco tiros em KYUNG-SUN enquanto ele corria em direção a eles.

- Não Kyung-Sun! – Me ajoelhei e o peguei no chão, posicionando-o em meu colo. Ele estava desmaiado e sangrando. Pálido também – Por favor! Acorde!

Que me raiva sentia! Atiraram em meu melhor amigo. Neste momento, algo estranho aconteceu comigo: sentia uma grande carga de energia destrutiva em meu poder. Meus olhos ficaram “pegando fogo”. Bastou eu pensar naqueles babacas que atiraram no Kyung-Sun que...

- Josh! Josh! – Dhenypher vinha lá de fora correndo.

- O que foi? – Eu chorava e muito.

- Clark e Gil: estão MORTOS! – Estava sem fôlego.

- Como?

Suas expressões faciais eram horríveis! Seus rostos estavam completamente potrificados, bem avermelhado. E em seus braços? Resultado: T.H. DNA .

Continua...

Notas finais
Próximo episódio: O Último Dia!