AC 2 アンソロジー時計 — 最終目的地

Episódio 13 – Josh, Dhenypher e Kyung

Chegamos à superfície quase se ar. Olhei para trás para ver como Declan estava. Ele ainda estava inconsciente. Respirei fundo e o levei para a beirada onde se encontrava Josh que estava deitado no chão daquela sala muito pálido. Teria o repórter não ter sobrevivido à virose?

- Josh! – Fui correndo na sua direção. Devia ter chorado antes de desmaiar, pois haviam lágrimas caindo sobre seu rosto. – Josh? – Toquei em sua mão; estava gelada. E de repente, vejo um vulto correndo aos arredores da sala todo de preto: camisa sem estampa, calça jeans e tênis. Era Kyung Sun. – Kyung? O que faz aqui? – O chamei enquanto sacudira Josh.

- Gabriel, o que aconteceu com ele? – Chegou e sentou perto de mim.

- O prazo de dez dias se encerrou há um tempo. Ele está morto! – Fiquei sério.

- Como? O que está dizendo? – Não acreditou. – Josh! Josh! Acorde, por favor! – Lágrimas escorriam pelo seu rosto.

- Sinto muito... – Levantei olhando para Josh. Sentia-me horrível. Achei que a culpa foi minha.

- Não consigo acreditar que meu amigo... – Não completou a frase. Então dei um abraço para consolar-lo.

- Eu não tenho o que dizer! – Fechei os olhos.

- Era como um irmão mais velho para mim! – Retribuiu o abraço.

Ao virar meus olhos eu via Declan se levantando com muita fraqueza sobre o chão encoberto pela minha camisa. Havia colocado minha camisa lá para que ele não deitasse no chão frio. Este caminhava lentamente, apoiando-se sobre seu braço esquerdo olhando para Josh.

- Declan! – Fui correndo em direção ao meu amigo.

O apoiei sobre meu braço e o ajudei a caminhar onde estava Kyung ao lado da possível morte de Josh. Com dificuldade ele tentava dizer algo a nós. Estranhei tamanha fraqueza. Declan se viu a Kyung, colocou sua mão direita no braço esquerdo do rapaz, e disse:

- Josh... Não está morto. – Sussurrou tremendo de frio e encharcado.

- Como? Verdade? – Kyung colocou sua mão no braço de Declan que estava gelado como o gelo.

- Não sei exatamente, deve ter se asfixiado ou se afogado. Gabriel tente fazer a Reanimação Cárdio Pulmonar... – Me Empurrou.

- Está bem. – Posicionei-me diagonalmente para fazer tal ação.

- Como sabe Declan? – Perguntou ajoelhando-se diante dele que estava sentado à beira da piscina.

- Sinto seus batimentos cardíacos só pelo fato de estar num mesmo ambiente. Você, que é para-normal, devia saber! – Ainda tremendo e sussurrando, Advertiu olhando para cima.

- Como sabe que...? Ah, Para-Normais do tipo K+ não tem todos esses poderes... – Afirmou olhando para Josh.

- Enfim! Consegui. – Consegui reanimar Josh.

O repórter começava a tossir a água ingerida no possível afogamento. Parece que o vírus, realmente, não chegou ao seu nível fatal. Abri um longo sorriso em saber que o rapaz estava bem. Todos ficaram alegres e foram abraçar Josh, inclusive Dhenypher que chegou ao local logo após todos esses acontecimentos. Mas a pergunta que não se calou: como Josh sobreviveu ao vírus sendo que não sabia como se salvar?

- Alguma coisa você fez que te salvasses. Senhor Ackles, não sabia como se salvar. Por acaso você encontrou o relógio? Para se salvar é necessário entrega-lo a outra pessoa e deixa-lo em posse por mais de um minuto. – Declan, que estava melhor, constatou. Por demasiado tempo eu também refiz essa mesma pergunta.

- Acho que já sei o que ele fez. – Levantou Josh pelo braço, dando-lhe um abraço apertado. – Que bom que você está bem, amigo! – Cumprimentou meio emocionado.

- O que? – Declan indagou.

- Por todo esse tempo que acompanhei esse caso fui percebendo o desejo de Tadashi Hasegawa. Tudo o que ele não pôde fazer durante a vida... Está sendo feito. Ele não tinha amigos, segundo às anotações de Declan Gosetsuke. Este menino ganhou, espiritualmente, um amigo. Os garotos que atormentaram Tadashi estão mortos. Josh o ajudou a realizar este desejo. Talvez isso fizesse com que o vírus, que é controlado por Hase, percebe-se a ação através das memórias. Geneticamente o vírus foi cogitado e expelido do seu corpo através do suor. Creio que você estava salvo desde àquele dia.

- Impressionante! – Disse Declan. Eu e o resto ficamos com “a boca no chão”. – Repare que você já estava melhor hoje.

Sábado, 29 de Maio de 1998

Final 1: Josh, Dheny e Kyung

[Josh Ackles – 11h00min] Observava o lindo dia à beira do mar, na praia, a neblina presente cobria as montanhas ao longe e, suavemente, o nevoeiro foi se dissipando conforme o passar dos minutos. Fiquei observando o Sol em cima de uma rocha. O vento esvoaçava sobre meus cabelos molhados que escorriam sobre todo meu corpo, enquanto eu admirava a paisagem. A água cristalina e límpida do oceano era uma bela visão. O oceano, que estava agitado, atingiu ondas de até dois metros de altura, fazendo a água chegar até mim. Naquele dia, trajava uma bermuda azul apenas, pois tinha acabado de nadar, mas eu havia trazido uma camisa preta, calça jeans escuras e tênis da mesma cor. O que eu estaria fazendo naquele lugar? Simples, pensando no que faria dali para frente.

Para a minha surpresa, uma pessoa chegou por trás de mim, sem eu perceber, e cobriu meus olhos com as mãos. Com sua doce voz, ela dizia:

- Advinha quem é! – A voz dizia. A pessoa deu breves risadinhas.

- Pela linda voz e o perfume... Só pode ser minha amiga, a Dhenypher! – Afirmei levantando um dos braços. Que bom que ela estava ali, perto de mim. Sentia-me mais alegre estando em sua amada Campânia.

- Acertou! – Sorridente, ela destampou. Estava linda como sempre: camisa preta com mangas marrons, calça jeans escura e botas da mesma cor das mangas da camisa até a altura do joelho. Seu cabelo estava com uma cor diferente! Se movia conforme o vento.

- Pintou o cabelo? – A beijei no rosto e a mesma se sentou ao meu lado.

- Sim, de vermelho! Gostou? Agora sou uma ruiva falsa. – Demos boas gargalhadas olhando para o mar.

- Está perfeita. – Eu disse passando as mãos em sua face que estava deslumbrante.

- E então, aproveitando este belo dia na praia não é? – Olhava a sua volta.

- Sim, mas está deserta. Não tem se quer uma pessoa. Só a gente. – Voltei meus olhos para o chão. Aquela praia me trazia algumas recordações melancólicas. Era uma do meu passado...

- Que foi? Ficou triste de repente. – Colocou sua mão sobre meu rosto, fazendo carinho. Senti arrepios pela ação.

- Não é nada Dheny. – Disse olhando para o céu azulado e fechando os olhos. Não sei o que houve comigo. Senti-me como se meu mundo fosse acabar. Não sabia ao certo o que era, mas um desânimo demasiado e angustiante me pegou; um desgosto. Sentia raiva do mundo e ao mesmo tempo agradecia pela minha vida. Ela olhou para mim segurando minha mão, fazendo uma expressão triste.

- Oh, então é isso? – A mesma apertou minha mão olhando para mim, passando as mãos sobre meus cabelos úmidos. É como se ela soubesse o que eu estava sentindo.

- O que? – Perguntei encabulado e levantando o rosto.

- Eu sinto muito Josh, mister Ackles. Você perdeu o que era mais importante na sua vida: David Stephen, o seu filho. O garotinho morreu afogado, nesta praia. – Olhou ao seu arredor. — Tentou salva-lo, mas, infelizmente, não conseguiu. Desde então se sentiu solitário e já até pensou em suicídio. Se culpou durante todos esses anos. Mas não há porque se sentir culpado. – Segurou minha mão com mais força. Dheny falava estas palavras lentamente, quase que emocionada. Eu ficava chocado com tudo o que ela dizia. Como ela sabia? A mesma Conseguia se aprofundar em minhas memórias como se estivesse dando um mergulho nas profundezas do oceano. – A culpa não foi sua! Quando estava infectado pelo vírus de Tadashi, seu maior desejo era ir embora deste mundo. Ao mesmo tempo sentia medo; Um desprezo; Um aperto no coração. Agora você está bem! Ganhou amigos como o Gabriel; Kyung, que se tornou muito especial para você; e a minha amizade.

- Dhenypher... – Passei minha mão sobre seu rosto. – Como você sabe?

- Sempre estarei ao seu lado, meu amigo do coração. – Fez um coração com as mãos. — Josh, eu te amo! – Derramou uma lágrima. — Quero que saibas que sempre poderá contar conosco: eu e o Kyung, aquele fofo. Não está mais sozinho. Consigo ler seus pensamentos, pois como fui infectada... – Diante dessas lindas palavras de consolamento, ela conseguiu fazer me emocionar. Me sentia mais importante. E para me fazer chorar, Kyung apareceu logo em seguida. Trajava uma blusa branca, boné da mesma cor com estampas verde escrito “Game”, calça jeans preta e tênis branco.

- Josh. Oi! – Vinha caminhando pela areia com um sorriso e com uma folha de ofício. Nela estava escrito e desenhado: “Dhenypher, Josh and Kyung; best friends forever!” Me senti muito feliz! Tocaram meu coração.

- Assim vocês me fazem chorar. – Disse muito emocionado e enxugando as lágrimas com as mãos.

- Eu que desenhei. – Disse Dhenypher.

- Amigos, eu agradeço muito por todo esse carinho! Vocês são demais, amo vocês. Obrigado pela a amizade de vocês. – Não pude conter lágrimas.

- Nós também te amamos. – Dhenypher, por sua vez. Então, nós três demos um grande abraço em grupo. Um sentimento de amizade pura e verdadeira. Estes alegraram meu coração com suas lindas palavras.

- Agora sei que não estou mais sozinho. Obrigado por me tirarem essa tristeza que me rondava por toda a minha vida! – Beijei a Dhenypher e abraçado ao Kyung, que também parecia estar emocionado.

Após esta imensa demonstração de carinho e afeto entre amigos; do outro lado da praia; consegui ouvir uma voz conhecida, por reflexo me virei; ouvir uma voz conhecida. Como as ondas deixaram a areia mutuada, formando “um muro”, nós três corremos até o lugar. Não conseguia ver nada além de árvores, mar e areia. Então continuei procurando. Fiquei bem curioso. A voz parecia me perseguir a onde quer que eu fosse. Para minha surpresa, a voz que me chamava era de um garotinho e este eu conhecia!

Uma emoção estonteante invadiu meus pensamentos ao perceber que o pequeno menino era um grande conhecido, alguém extremamente importante para mim, que me deixou e estava de volta, eu não conseguia acreditar no que meus olhos viam, imaginei que nem fosse verdade, mas sua voz ecoou me mostrando o que era a mais pura realidade...

- Papai!!! — O lindo menininho gritava correndo em minha direção.

- Stephen? – Não conseguia acreditar! Era meu filho me chamando! Vestia um casaco cinza, bermuda preta e tênis preto. – Stephen! – Gritei bem alto e corria à sua direção. Eu estava ofegante, a emoção de ver o meu amado filho correndo em minha direção era extraordinária. Como ela podia estar ali? Na minha frente? Diante dos meus olhos que lacrimejavam de felicidade.

- Papai! – Ele gritava com os olhinhos se enchendo de lágrimas.

- Stephen, é você! – Cheguei abraçando-o chorando muito. Meus olhos estavam avermelhados de tanta emoção. Fiquei passando minha mão por todo o corpo dele. – É real! Não é um sonho! Senti tanta a sua falta! – Colocava minha cabeça sobre sua camisa para me conter, mas a felicidade ganhou. A partir daquele momento, não desgrudaria dele mais nunca. Fazia carinho em seus longos cabelos loiros e lisos. Ele ria muito. Ficava passando o dedinho no meu rosto. Estava muito feliz, agora estávamos juntos novamente, nada, nada nos separaria. – Você não sabe o quanto sofri! Sentia uma tristeza... Em saber que não estávamos mais juntos. Nunca mais nos separaremos. — Murmurei em seu ouvido.

- Papai, eu amo o senhor! – Disse com sua voz adorável.

- E eu a você filho! – O peguei pela cintura e coloquei no colo. – Te amo muito; demais! – Beijava-o na testa. Me sentia realizado; todos os meus sonhos estavam se tornando realidade. E do outro lado da praia, Dheny e Kyung observavam a cena emocionados. Estavam abraçados acenando com a mão e conversando ao longe. Pareciam calculistas.

- Kyung, como o filho dele renasceu? – Perguntou Dhenypher pensativa olhando para Kyung.

- Tadashi Hasegawa com seus poderes. Mariah foi ressuscitada porque Declan ajudou Tadashi. Como Josh fez o mesmo, ele realizou o sonho de reencontrar o filho. O vírus continua a solta. Irei à minha cidade natal para rever meus parênteses. Daqui há uma semana estou partindo. Mandarei um arquivo para o governo sobre todo este caso. Todavia não acabou!

- O que vai acontecer? – Olhou para mim. Fiquei abraçado ao meu filho.

- Isso eu não posso prever. – Balançou a cabeça.

[Autor] E por aí se encerra a história de Josh Ackles, Dhenypher Chase. Dois amigos grandiosos! E quanto ao Kyung? Irá viajar para seu país natal para reencontrar amigos e parentes. Continuará seu trabalho como detetive lá. Irá fazer pesquisas sobre vários vírus e, quem sabe, ele não descobre um jeito de acabar com tudo?

Próximo Final: Declan e Gabriel

Notas finais
Reviews pleaseee!Créditos a Amanda Shabesu por ter incrementado alguns detalhes. Eu agradeço e muito.