The Anthology Clock 2 Final Destination

8 Declan, o legítimo horror urbano


AC 2 アンソロジー時計 — 最終目的地

Episódio 08 – Declan, o legítimo horror urbano.

[Gabriel Uecker]

Minha vista era esbranquiçada pela neve. Conseguia ver movimentos giratórios sobre o vento com neve. As casas de todo o bairro estavam cobertas por uma camada grossa branca. Uma das mais belas maravilhas da natureza. Estava tudo mesclado.

Eu, como sempre, gostava de caminhar bastante na estação “Aqua”, que era a estação mais fria de todo o ano. A rua parecia muito calma. Olhava a minha volta com um sorriso estampado no rosto; suavemente me deitei sobre a neve visualizando o céu acima de mim. Fiquei lembrando de uns tempos atrás de quando meus pais morreram; foi muito difícil para mim! Ficavam me dizendo: “Temos muito orgulho de você meu filho! É intelectual, muito amigável, respeitador e carinhoso.” Neste momento de recordações não pude evitar de derramar algumas lágrimas. Logo estas belas lembranças se dispersaram ao som de uma chamada telefônica.

Levantei-me, desviando-me de lindos pensamentos, para ver quem estava me ligando. Era o Josh:

- Olá Josh. Aconteceu alguma coisa? – Disse Preocupado.

- Sim! Terá de agir bem rápido. – Parecia nervoso.

- O que passa? – Comecei a ficar assustado.

- Vá depressa à casa do seu amigo, o Declan Gosetsuke Galbraith...! – Falou rápido.

- Eu estou no bairro dele, próximo a rua, mas para quê? – Fui caminhando depressa.

- O esconda! Fuja com ele. O leve a algum lugar distante. A diretora da sua escola morreu e tudo indica que Declan foi o responsável. – Falou meio que sem fôlego.

- Declan matou a diretora? – Confuso eu perguntei.

- Não foi ele! As iniciais dele estão queimadas no braço da diretora. Parece que a energia negativa do Tadashi se juntou com a do Declan. – Falou angustiado.

- Como conseguiu tirar esta conclusão sozinho? Nem mesmo sabe direito da história... – Fui interrompido.

- ESQUECE ISSO! Priorize-se a salvar Declan! Querem matá-lo. Já estou indo para aí. – Fim da ligação.

- Meu Deus!

Fiquei correndo até a casa de Declan que nem um louco! Sentia certa lentidão na corrida pela neve; estava muito cansado de correr. Pude sentir aquele vento frio sobre meu corpo; estava gelado. Parecia que o gelo cortava-me em cada parte. Eu nem sentia minhas mãos.

Eu conseguia enxergar a casa de Declan a um metro de distância. Aumentei minha corrida, pois conseguia prever a vinda dos policiais. O estranho é que estava embaçado demais.

18h50min – A Casa de Declan

Phillipi sentado nas escadas em frente à porta de madeira da sala com um casaco branco de capuz, calças pretas e tênis marrons. Estava ao lado da janela. Eu, com minha calça jeans azul jaqueta branca com a estampa do mar e tênis branco sentei ao seu lado rapidamente indo direto ao assunto.

- Pegue Declan e vamos embora daqui. – Falei sério e mais calmo.

- Como assim? – Perguntou confuso.

- Eu explico no caminho, mas posso dizer que a vida dele está em perigo. – Elevei o tom de voz meio irritado. As janelas da sala se quebraram devido a minha angustia. Comecei a conhecer meus pequenos poderes. Conseguia destruir coisas pelo simples fato de não está com bom humor.

Então, Phillipi, sem mais delongas, desceu às escadas com meu amigo segurando sua mão. Notei certa preocupação em seus olhos verdes. Estava com vontade de chorar. Eu me agachei, segurei sua mão e disse:

- Não há necessidade de ter medo. Eu sei que você não é o responsável pela morte daquelas pessoas. – Notei a própria inicial dele em seu braço: “D.G.”. Fiquei espantado.

- Você está errado. Eu sou o responsável pela morte daquelas pessoas. – Declan disse derramando algumas lágrimas. Fiquei mais espantado.

- O que está dizendo?

- Eu simplesmente sonhei que as pessoas estavam infectadas... E no outro dia, elas morreram na mesma hora. – Enxugou as lágrimas. O abracei assustado e decidi:

- A culpa não foi sua! Rápido, temos de ir! Pensam que Declan a matou.

19h15min – O Bairro

A viatura vinha atrás de nós que estávamos correndo para fora do quarteirão. Ficavam atirando com granadas à direção de Declan. Havia muito fogo e explosão.

Um deles gritou:

- Seus malditos! Entreguem o menino de uma vez!

E quando se menos esperava nos jogaram um míssel. Cada um de nós nos perdemos de vista.

20h15min

Lembro-me de ter acordado com um corte na minha testa e na minha barriga. Estava sangrando bastante. Olhava o cenário à minha volta. Estava tudo destruído. Casas pegando fogo, prédios destruídos. Um verdadeiro caos. Levantei-me apoiando meu braço direito na barriga, cobrindo o ferimento. Onde estava Declan e Phillipi?

- Declan? Phillipi? – Eu chamava.

De repente eu vejo Phillipi sobre o chão sangrando e Declan agachado chorando. Por incrível que pareça, o menino que parecia ter adquirido poderes mortais, se protegeu da grande explosão.

- Ele está morto? – Coloquei a minha mão esquerda sobre seu ombro.

- Ele me protegeu... – Começou a chorar. – E agora está morto!

- Eu sinto muito Declan. – O abracei. Os policias estavam vindo armados.

Pobre de Phillipi...

E agora, qual será o destino de Declan?