The Angels Mission
17 So Close
Notas iniciais
– Meio-irmão? — Sasuke perguntou, arqueando uma sombracelha. Eu ainda afundava o chão, caminhando de um lado para o outro. Pensava em todas as possibilidades que fizeram Sasori mudar de lado.
– É, ele é fruto da traição do meu pai. — Eu respondi, sem prestar muito a atenção em Sasuke ou em que ele falava.
– Hm. — Monossílabo como sempre.
– Tá, deixa eu entender. — Ouvi uma voz irritante que eu até pensei que já tinha me livrado. Karin, a ameba. Eu não estava afim de responder nada agora, nem para ela, nem para Sasuke. Mas deixar tudo de lado, também não iria ajudar.
– Diga.
– Aquele gato que estava lá fora é seu irmão? Amiga, me apresenta! — O quê? É sério isso? Ela não entendeu nada mesmo, não é? Por que eu ainda tenho esse peso morto comigo?
– Karin! Agora não! — Sasuke a repreendeu, sabendo da situação. Mas é claro que a ruiva entende tudo errado.
– O que foi, Sasuke? Com ciúmes? Podemos resolver isso agora se quiser... — Ela disse se aproximando. Eu já estava com vontade de arrancar a cabeça dela fora. Sasuke iria responder, mas pra mim já deu. Me aproximei dela.
– Olha aqui, Karin, querida. Vou ser simples e clara para você conseguir entender. — Falei, parando na frente dela e me abaixando, para ficar rente ao seu rosto. — Você está me atrapalhando. Eu não quero você aqui. Você é uma inútil. Então, ou você sai do meu caminho e deixa a mim e ao Sasuke em paz, ou você cala essa maldita boca e fica na sua. Ok? — Ela ficou em silêncio, me olhava um pouco assustada. Quem cala, consente. — Ótimo. — Terminei sorrindo para ela e me levantei.
– Ér... Sakura...
– Sim, Sasuke? — Falei virando para ele, ainda mal humorada, e ele percebeu isso, pela sua expressão.
– Nada não.
– Ótimo, vamos ver... Agora deve ser 19 horas, por aí, está escurecendo e vamos acampar aqui, saímos pela manhã, bem cedo. Certo? — Terminei olhando para Sasuke, ele assentiu com a cabeça. Logo escutei a ruiva se metendo.
– Certo, mas... E depois? Temos que sobreviver na selva, não? Então não podemos nos distrair com qualquer coisa, sabe, animais selvagens, etc... — Ela disse, arqueando as sombracelhas, se achando a inteligente. Eu sorri.
– Karin, Karin... Meu bem... — Falei me sentando ao seu lado. — A selva agora é o menor dos nossos problemas.
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Posso contar uma coisa pra vocês? A Karin ronca mais que motor de carro antigo, puta que pariu.
– Sasuke? — Sussurrei para ele, que estava deitado entre Karin e eu. Ouvi um murmúrio. — Está acordado?
– Não. — Ele sussurrou de volta, abafando uma risada.
– Idiota. Enfim, quem consegue dormir com essa ruiva aí? — Falei abafando também uma gargalhada. Sério, eu queria muito filmar isso.
– Né. — Ele disse rindo.
– E ela dá em cima de você! Hahaha. — Dessa vez ri um pouco alto e tapei a boca rapidamente, vendo a ruiva se mover, mas ela não acordou. Eu em.
Senti algo em cima de mim enquanto eu ria, e quando olhei era Sasuke que tentava me fazer cócegas, cretino. Comecei a rir e não estava mais conseguindo abafar esses risos.
– Shhh, para Sasuke! — Eu falava, tentando faze-lo parar, mas o garoto é terrível, gente. Quando ele viu que eu ia infartar, ele parou e me encarou.
Senti sua mão em meu rosto e fechei os olhos. Quando os abri de novo, ele me encarava ainda mais profundamente e dava aquele meio sorriso Uchiha.
Sasuke Uchiha, não estou gostando dessa proximidade. Mentira, to sim. Nunca provoque um anjo, a não ser que você também seja um.
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