The Angel and the Devil (livro)

1 Oneshot ( Safira & Lilian - L )


Notas iniciais
Esta é a amostra de um livro que venho trabalhando a dois longos anos.
Não está terminado, por isso não o postarei aqui, mas deixo seu inicio para lhes criar interesse.
Afinal, devo divulgar meu trabalho, não é?
Espero que gostem.
Muitos beijos para vocês.

Rússia, 1997


Era uma tarde fria como todas as outras. O céu nublado anunciava que uma tempestade estava por vir. O vento travava uma batalha com a copa das arvores, balançando-as fortemente de um lado ao outro.
Neve caía mais uma vez sobre o solo já branco.
Trancafiada em seu próprio mundo, sem qualquer amigo –com exceção de seu irmão mais velho-, uma garotinha com não mais de dez anos de idade, brincava sozinha, terminando de construir um iglu. As madeixas ruivas do cabelo levemente ondulado caiam-lhe nos ombros, destacando-se em meio às dobras do capuz da jaqueta preta e fofa. Ela sorria enquanto colocava os blocos –que seu irmão havia cortado- um sobre o outro, terminando seu forte de gelo.
Ao longe, sobre o galho alto de um pinheiro, sem que a pequena desconfiasse, uma mulher a observava atentamente. Os cabelos tão brancos quanto à própria pele caiam-lhe até a metade das coxas. O corpo era coberto por um vestido negro, rasgado na frente, um tanto acima dos joelhos e longo atrás. Os olhos vermelhos, atentos a todo e qualquer movimento não deixavam nada passar despercebido. Um sorriso sereno despontou de seus lábios quando resolveu aproximar-se da criança.
Saltou do galho, aterrissando na neve sem produzir qualquer som. Enquanto caminhava em passos curtos, mudou a cor dos olhos para azul claro, mudou a vestimenta para uma camisa branca com uma jaqueta preta de couro por cima, um cachecol vermelho e uma calça jeans escura. Prendeu o cabelo no alto, deixando um “rabo-de- cavalo” pender para o lado indo até a pequena. A garotinha tapava as frestas do iglu com a neve do chão, impedindo a entrada do vento. Pegava o gelo cortado em forma circular para por no teto de sua construção:

Safira: Só este e acabei...

Dizia com um sorriso estampado no rosto. Esticava-se segurando o circulo de gelo, mas os braços não alcançavam a parte superior. Estufava as bochechas, possivelmente achando que se prendesse o ar conseguiria esticar-se mais. Não conseguiu. Perdeu o equilíbrio por estar na ponta do pé direito, um gritinho escapou de sua garganta e ela fechou os olhos quando sentiu o solo se aproximando ao mesmo tempo em que a pedra de gelo vinha sobre seu corpo. Mas para sua surpresa, nada de grave lhe ocorreu. O gelo nem se quer chegou a toca-la. Em vez disso, quando tornou a abrir as pálpebras, viu-se segurada pelo braço de uma mulher que a olhava rindo discretamente. Devagar ela levantou a menina sem desfazer o sorriso :

Lilian: Cuidado... Isso pesa.

Dizia ela, pondo o bloco no topo do iglu, logo voltando o olhar para a pequena que corava:

Safira: Obrigada...

Lilian: Não foi nada. Como se chama?

Safira: Safira Anarcy...

Lilian: Que nome lindo.

Safira: Obrigada.

Ela sorria tímida:

Safira: E você... Como se chama?

Lilian: Lilian Salvatore, mas pode me chamar de Lili.

Safira: Tudo bem.

Lilian: Não é perigoso para você ficar aqui fora sozinha?

Safira: Não... Se acontecer algo é só chamar meu irmão. Ele viria com a espada dele.

Lilian: Então... Seu irmão faz parte do exercito?

Safira: Do exercito Celestial.

Lilian: A é?

Safira: Ele diz que um dia eu também farei parte.

Disse a pequena um pouco séria, o que fez o demônio ficar curioso de certa forma:

Lilian: O que foi?

Safira: É que... Lili, como você pode me ver?

Lilian: Como assim?

Safira: Meu irmão nunca deixa que mortais me vejam... Como você consegue?

Lilian: Eu devo ser... Daquele tipo de pessoas que vê coisas que muitos não acreditam na existência. Eu acho.

Safira: Ah... Pensei que você fosse a Empusa.

Lilian olhava a pequena, franzindo o cenho, intrigada:

Lilian: Empusa?

Safira: É... Meu irmão que me contou. É a historia Russa do Demônio da Meia–Noite. Costuma surgir com a aparência de uma mulher muito bonita. E o nome verdadeiro é Empusa.

Lilian: Eu desconheço esta historia, mas não se preocupe, não sou isso.

Safira ria baixo e ouvia seu nome ser chamado. Olhava para Lilian sorrindo de lado:

Safira: Eu tenho que ir.

Lilian se levantava, acariciando os cabelos alheios enquanto olhava fundo nos olhos da pequena que eram tão azuis quanto os seus naquele momento:

Lilian: Pode ir. Não quero que leve bronca.

Safira: Lili, você é minha amiga?

A simples pergunta carregada por palavras inocentes tocaram fundo no frio coração do demônio, que só conseguiu sorrir gentilmente:

Lilian: Sou sim.

Safira: Sério? Obrigada. Você é a primeira.

Safira abraçava a mulher com toda a força que tinha e saia andando para casa. Deteu-se, parando após cinco passos, olhando para a albina, perguntando em tom mais alto:

Safira: Nos veremos de novo?!

Lilian: Algum dia!

E a pequena saia correndo para casa, feliz. Lilian suspirava, encarando a pequena e sussurrava para si mesma:

Lilian: Algum dia...

Notas finais
O que acharam?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!