The Angel Of Our Nightmare
15 Os três novos amiguinhos (amiguinhos?)
Mellody e Lina estavam passando pela praça da cidade, indo em direção do cemitério. As duas adoravam ficar lá, e essa era uma das muitas coisas que tinham em comum.
Mas quando entraram no cemitério foram recebidas por três crianças.
“Ola.” Disse uma garotinha vestida de bruxa.
“Ola...” Murmuraram Mellody e Lina juntas.
“Você deve ser Mellody certo?” Perguntou um garotinho vestido de diabinho apontando para Mellody.
“Sim sou eu.” Disse Mellody. Ele a conhecia, será que eles se conheciam mesmo? “Nós por acaso já nos vimos?”
“Ah, com certeza não.” Disse a bruxinha. “Nosso pai nunca nos deixa sair de casa. Saímos escondidos.”
Os três riram.
“E porque não deixa?” Perguntou Mellody.
“Por causa do Rei de Halloween Town!” Disse um garotinho vestido de esqueleto.
“O meu papai Jack?” Perguntou Mellody mais para si mesma do que para os três. “Por quê?”
“Porque ele é o Rei do Horror!” Disse o diabinho.
“Que matou milhares assustando-os!” Continuou a bruxinha.
“E que é tão horrível que pode acabar com a gente.” Terminou o esqueletinho.
Mellody fez uma careta pelo que eles diziam sobre Jack e também pelo modo como eles falavam. Era meio confuso, um falava uma frase e o outro continuava bem na hora como se soubesse o que o outro estava pensando e ia dizer.
“Que mentira.” Disse Mellody colocando as mãos na cintura. “Meu pai é o pai mais doce que existe. Mesmo sendo as vezes assustador.”
“Achamos que nosso pai estava mentindo...” Disse o diabinho.
“E agora sabemos bem que não é verdade o que ele dizia.” Disse o esqueletinho.
“Heim, sério?” Perguntou Mellody.
“É claro. Como alguém tão terrível como ele poderia ter uma filha fofa como você?” Disse a bruxinha andando em volta de Mellody que corou.
“Tão gentil.” Disse o diabinho seguindo a bruxinha e Mellody corou mais.
“Tão linda...” Murmurou o esqueletinho parecendo babar. A bruxinha deu um tapa na cabeça dele.
Mellody estava tão vermelha que parecia um tomate.
“Parem com isso...” Murmurou ela envergonhada dando uma risadinha. “Bem, agradeço pelos elogios...”.
“Ah, e agora que conhecemos você.” Começou o diabinho.
“Gostaríamos de saber se...” Continuou a bruxinha.
“Se você quer ir à nossa casa.” Terminou o esqueletinho.
“Mas se vocês voltarem depois de terem saído escondidos o seu pai não vai ficar brabo?” Perguntou Mellody.
“Ah, não.” Disse o diabinho.
“Ele nem vai se lembrar que não nos deixou sair quando vir você.” Disse a bruxinha.
O rosto de Mellody já um pouco mais branca começou a ficar mais um pouco rosada.
“Bem então tudo bem.” Disse Mellody já começando a dar o primeiro passo, mas Lina a segurou. “O que foi Lina?”
“Posso falar com você um pouquinho?” Perguntou Lina puxando Mellody que assentiu e fez sinal para que as três criançinhas esperassem. “Você ficou louca?”
“Como assim?” Perguntou Mellody sem entender.
“Ir para a casa de desconhecidos.” Esclareceu Lina. “Ta ruim da cabeça?”
“O que quer dizer?” Perguntou Mellody cruzando os braços. “Nós acabamos de conhecê-los.”
“Sim, mas porque não conhecemos antes?” Perguntou Lina tentando fazer Mellody pensar. “Nós conhecemos todos os habitantes de Halloween Town. Eles não devem ser da cidade!”
“E de onde são?” Perguntou Mellody. “Hum? Hum? Hum?”
Lina ficou sem palavras e sacudiu a cabeça
“Alerta vermelho, alerta vermelho.” Sussurrou a bruxinha no ouvido do diabinho que foi até Mellody, mas o esqueletinho foi na sua frente e puxou o braço dela.
“Querida Mellody. Vamos?” Perguntou ele.
Mellody lançou um olhar para Lina que parecia preocupada ou surpresa.
“Não se preocupe Lina.” Ela disse para Lina. “Eu vou voltar logo. Não é?” Ela perguntou para os três.
“Ora é claro.” Disseram juntos rindo, levando suas mãos para as costas e riram um pouco.
“Tchau Li.” Mellody se despediu de Lina enquanto seguia os três.
Eles continuaram andando com Mellody logo atrás. Não falaram mais nada, mas as vezes pareciam rir um pouco. Chegaram então a uma enorme casa que parecia antiga. A porta ficava no alto e o único jeito de chegar lá era dentro de uma gaiola, e o ruim, Mellody era grande demais.
Como ela conseguiu subir? Fácil. Foi por fora da gaiola e depois se espremeu para entrar. Por dentro a casa era tão grande quanto parecia lá fora, mas Mellody tinha de se curvar um pouco.
“Entre Mellody.” Disse a bruxinha logo entrando e puxando Mellody. “Sente.”
Mellody sentou
“Quer biscoitos?” Perguntou o esqueletinho aparecendo com um prato com três biscoitos. Mellody estendeu a mão para pegar, mas se deteve, um biscoito pulou e quase mordeu seu dedo. “Só cuidado eles são meio ariscos e mordem a beça.”
“Você gostaria de conhecer nosso pai Mellody?” Perguntou o diabinho pegando sua mão.
“Bem, sim.” Disse ela se levantando.
De repente o esqueletinho empurrou o diabinho e pegou sua mão.
“Eu te levo até lá.” Disse ele.
Os dois continuaram em frente pela salinha quando, de repente, tudo ficou escuro.
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