The Angel Of Our Nightmare

12 Melhor amiga? Com certeza!


Notas iniciais
Desculpa a demora. ^.^

Mellody acordou mais animada neste dia do que antes. Afinal, no dia seguinte ia ser Halloween!

Sally estava escovando o cabelo de Mellody quando ela perguntou:

“Mamãe, algum dia eu vou poder celebrar o Halloween com o papai?”

“Só quando chegar aos dez ou dose anos.” Respondeu Sally passando a escova no cabelo da filha.

“Porque tanto tempo?” Perguntou ela inquieta.

“Porque sim querida.” Respondeu Sally colocando uma tiara no cabelo de Mellody. “Quando estiver preparada, crescida e, principalmente, quando já souber usar seu poder de Princesa da Abóbora.”

“Mãe, eu já sou boa nisso...” Disse Mellody cruzando os braços. Sally a mandou um olhar sugestivo e ela se corrigiu: “... Um pouco.”.

“Mellody, você só consegue fazer o seu cabelo flamejar um pouco.” Disse Sally terminando com o cabelo dela. Sally se abaixou e a encontrou fazendo uma careta brava. “É só treinar um pouco e pronto, mas você não vai participar do Halloween com o seu pai antes dos dez ou dose. Ok?” Mellody assentiu ainda brava e Sally beijou sua bochecha. “Pronto, já arrumei seu cabelo.”

“Mãe, você sabe que eu não gosto de tiara.” Reclamou Mellody tentando tirar a tiara com um desenho de morcego, mas Sally não deixou.

“Mas você fica muito bonitinha assim.” Disse ela. “Porque não vai brincar enquanto eu arrumo sua cama, hein?”

“Tá legal...” Bufou Mellody pulando de cima da cadeira.

Ela desceu pela escada lentamente e passou pela porta em direção do cemitério. Uma coisa que tinha ganhado de seus pais era ir ao cemitério quando estava triste, braba ou com ou com outro sentimento.

Era de dia, então o cemitério estava mais iluminado, ela preferia quando era de noite, apenas a luz da lua, mas não queria esperar até de noite. Mas quanto mais ela chegava perto da colina enrolada, mais ela via um pequeno vulto lá em cima. Foi então que conseguiu ver melhor – mesmo com a luz do sol em seu rosto.

Era uma garota, uma garota que parecia ter a sua idade, cinco anos. Ela estava bem na ponta da colina. Ela ia cair!

“Ei!” Gritou Mellody correndo em direção da colina.

Tarde demais. Ela havia despencado lá de cima.

“Não quero nem ver.” Disse Mellody tapando suas grandes órbitas com as mãos. Mas não se ouviu nada, nenhum grito ou resmungo de dor, nem o som de um corpo batendo no chão, não, na verdade foi o som de algo como um saco de areia tocando o chão com força.

Sem entender, Mellody correu para de baixo da colina. Para sua surpresa, lá estava a garota, sentada.

Mellody então percebeu que ela não era humana. Havia remendos no seu pulso e ela estava sem um braço. Saia areia de seu ombro onde devia estar o braço. Ela era uma boneca de pano cheia de areia. A boneca começou a se costurar, devagar.

Devagar, Mellody se aproximou, mas então parou, havia pisado em uma coisa redonda e preta, um botão. De repente a garota se ajoelhou e começou a tatear o chão.

“Onde esta o meu botão?” Perguntou a si mesma.

Mellody pegou o botão, andando até a boneca ajoelhada, e o estendeu.

“Ah, obrigada.” Murmurou ela, mas parecia não conseguir ver Mellody na verdade.

Para a surpresa de Mellody a garota costurou o botão no lugar do olho, ela tinha botões em vez de olhos! Mellody esperou que ela pudesse costurar novamente o botão. Quando terminou a garota olhou para ela de cima abaixo.

“Oi.” Disse Mellody estendendo uma mão. “Quer ajuda?”

“Sim, obrigada.” Disse a garota pegando a mão dela e se levantando. “Lina.” Murmurou ela de repente enquanto limpava o macacão cinza que usava.

“Ãh? O que?” Perguntou Mellody.

“Lina, é o meu nome.” Disse Lina se abaixando para pegar uma bolsa enorme de ombro que estava no chão. “E qual é o seu.”

“Mellody. Mellody Esqueleto.” Disse Mellody.

“Ah! Então é você a filha do Rei de Halloween Town.” Disse Lina estendendo uma mão. “Ora, muito prazer.”

As duas trocaram um aperto de mão.

“O que estava fazendo?” Perguntou Mellody se lembrando do que acabara de ver. “Porque se jogou lá de cima?”.

“Estava me divertindo.” Respondeu Lina.

“Se divertindo?” Mellody perguntou sem entender e apontou para a colina. “Se jogando de lá?”

“Claro que sim.” Disse Lina. “Os meus pais dizem que isso é um tipo de ade... Adre...” Lina tentava dizer uma palavra nova que aprendera. “... Adrenalina! Isso, adrenalina.”

“Ah... E isso é bom?” Perguntou Mellody interessada.

“Sim, é muito bom, mas você tem que se costurar depois.” Disse Lina dando de ombros.

“Ah... Que bom que eu sei me costurar.” Disse Mellody mostrando que tinha carretel e agulha no bolso. “Sempre estou preparada para acidentes.” Ela riu. “Mas o que estava fazendo na minha colina favorita?”

“É sua colina favorita? Ela é a minha também!” Exclamou Lina.

“Que legal!” Exclamou Mellody. “Ah, você quer brincar comigo?”

“É claro!” Exclamou Lina batendo palmas.

As duas se sentaram em duas grandes abóboras, estavam cansadas de tanto correr.

“Ei, Lina...” Disse Mellody respirando devagar. “Quer ir conhecer os meus pais?”

“O rei e a rainha de Halloween Town?” Murmurou Lina também respirando devagar. “É claro.”

“Então vem comigo.” Disse Mellody ficando de pé, Lina a acompanhou. Mellody apontou para sua casa, uma grande torre. “É lá que a gente mora.”

“Legal.” Foi o que Lina disse.

As duas então foram para a casa de Mellody. Mellody não parava de falar, falava que seu pai era um esqueleto e que a mãe era uma boneca de pano e que fora por causa disso que ela havia nascido com um pouco de cada, falou dos nomes dos pais, chegou a quase contar a aventura que o pai havia tido antes dela nascer. Quando chegaram lá, Mellody já foi abrindo e subindo as escadas, com Lina logo atrás. Quando chegaram à sala, Sally estava costurando na cadeira de balanço, ela se virou para as duas.

“Filha, quem é essa?” Perguntou Sally deixando a costura de lado e se levantando.

“Essa é Lina.” Disse Mellody apontando para Lina que deu um leve aceno. “Minha nova amiga.”

“Ola Lina.” Sally cumprimentou Lina se abaixando um pouco para pegar sua mão.

“Ola Senhora Sally.” Disse Lina com um tom rosado nas bochechas. Sally riu.

Jack, que estava terminando de arrumar algumas coisas em seu quarto entrou na sala.

“Mellody, quem é a sua nova amiga?” Perguntou ele se inclinando sobre Mellody e Lina.

“É a Lina.” Disse ela.

Jack e Lina se cumprimentaram. É claro que depois disso Mellody mostrou o seu quarto para Lina, cada detalhe, cada brinquedo, cada lembrança antiga. Mas Lina disse que precisava ir para casa.

“Espera um pouco Lina.” Disse Mellody empacando na porta e puxando o braço de Lina. Ela se virou para Jack e Sally. “A Lina pode celebrar o Halloween com a gente?”

“Claro!” Exclamou Sally.

“Mas só se os pais dela deixarem.” Disse Jack.

“Legal. E então, o que acha?” Perguntou Mellody, é claro que Lina assentiu afobada. “Então pergunta para o seu pai e pra sua mãe. Tá?” Lina assentiu de novo. “A gente se vê amanhã então.” Disse Mellody ajudando Lina a abrir a porta.

Notas finais
No próximo vai ser Halloween! ^.^